PRINCÍPIOS E VALORES: Na prática, como posso me sentir feliz independente das circunstâncias?

Na rua onde eu morei durante toda a minha infância com meus pais, havia uma igreja evangélica Maranata (linda, toda branquinha) que vivia em constante movimento de fiéis… Nos dias de culto, chegávamos a parar a brincadeira na rua para observarmos todo o garbo e elegância das moças e rapazes que se dirigiam ao templo =)

A gente ouvia os hinos, as orações, o clamor e, sobretudo, a alegria de um povo que buscava a Deus com sinceridade de coração! E era tão bonito… (“em tua presença entramos, clamando a Ti, oh Senhor”… este foi um dos hinos que gravei quando era criança de tanto ouví-lo enquanto brincava na rua.rs)

Na minha pureza e inocência infantil, eu cresci acreditando que estes eram os principais atributos do cristão: vestir-se bem, tomar a sua bíblia, dirigir-se ao templo e executar aqueles lindos hinos e sermões que sempre me emocionavam. Pra mim, era como se através destes atributos fosse possível reconhecer um cristão logo de cara!

 Naquela época, assim como durante boa fase da vida de Jó, eu conhecia a Deus apenas de ouvir falar… E foi só depois de adulta, após conhecê-Lo em intimidade, é que de fato consegui me lembrar daquelas moças e rapazes da Igreja Maranata, como meus irmãos  em Cristo, que assim como nós e tantos outros irmãos espalhados pelo mundo, vivem os embaraços de um mundo atroz e decaído, com toda coragem e  intrepidez.

E nisto é possível reconhecer o povo de Deus: através de suas vidas, e não de palavras, enxergamos o claro testemunho de que as circunstâncias não podem determinar ou condicionar a postura com que vivem seus dias aqui na terra. Não podemos depender das circunstâncias para estarmos felizes, porque as circunstâncias são do mundo, e nós não somos deste mundo.

Não digo isto como alguém que tenha vencido, mas como alguém que luta todos os dias uma batalha para não permitir que as circunstâncias determinem o meu humor, ou minha motivação para fazer isto ou aquilo. Porque muitas são as situações em que deixo de sorrir ou de cumprir uma agenda, por sentir que as coisas não vão bem. E cada vez que as circunstâncias vencem esta batalha, estou me permitindo acostumar com uma vida em que dependo das “coisas irem bem”, e não de Jesus – que é S-U-F-I-C-I-E-N-T-E.

Ele não só sabe de tudo o que preciso, como também tem para me dar em abundância muito mais do que preciso. E na maioria das vezes em que eu acho que preciso de trocar de carro ou receber uma promoção no trabalho, Seu amor suficiente me mostra que não há nada no mundo material capaz de satisfazer a imensa necessidade que tenho dEle, e da presença dEle. “Buscai em PRIMEIRO lugar o Reino de Deus e a Sua justiça”!!! (Quando será que vou aprender? :/ )

Na prática, só existe uma maneira de nos sentirmos felizes independente das circunstâncias: transportando-nos definitivamente para o único lugar de onde podemos anulá-las. Este lugar é o Reino de Deus…

Porque viver manipulado pelas circunstâncias não é um problema em si mesmo, e sim, um dos mais evidentes sintomas de um estilo de vida enraizado no mundo e na instabilidade de suas premissas: status, sucesso, dinheiro e bens.

TUDO isto e muito mais, o Deus que é dono do ouro e da prata pode te dar se Ele quiser, e se for plano de expansão do Reino dEle, para a glória dEle. Mas este não é o fim da sua e da minha existência… viver miseravelmente correndo atrás e se apoiando em coisas que hoje temos, e amanhã podemos simplesmente não ter. (Mateus 6).

Na prática, tudo se resume à atitude, porque a fé sem obras é morta. Pense em tudo o que geralmente fazemos quando nos deixamos controlar pelas circunstâncias, e faça EXATAMENTE o contrário. Se der vontade de deitar, levante. Se der vontade de não ir, vá. Se der vontade de chorar, pode chorar, mas que seja no Altar de Deus para refrigério, e não diante do mundo para escárnio e vergonha.

E se der vontade de calar, fale igual uma tagarela, pra todo mundo, o tanto que tudo te vai mal, e o tanto que você está feliz, porque você sabe que quem cuida de você é Fiel e em tempo oportuno agirá conforme a Sua boa, perfeita e agradável vontade.

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Como compreender e lidar com o chefe chato: aprendendo a ver metade do copo cheio.

Eu sempre brinco que chefe é igual pai ou mãe: não escolhemos, não necessariamente nos identificamos, mas compreendemos sua autoridade e sua importância dentro daquele determinado núcleo. E assim como fazemos com nossos pais, a gente às vezes assume o papel de críticos diante dos nossos chefes, apontando o dedo aqui e ali, julgando os discursos, contestando as decisões e, sobretudo, criando ao redor dele o mito do “chefe chato”… até o dia em que nos tornamos pais. Até o dia em que nos tornamos chefes.

Até o dia em que você é a mãe chata, o pai chato, o chefe chato. A gente passa a carregar o peso das decisões, a responsabilidade final se alguma coisa der errado, e a difícil missão de fazer tudo o que é necessário, sem contudo causar impopularidade ou antipatia entre os membros.

Não sendo fácil dormir e acordar todos os dias com este título, muitos chefes acabam se atrapalhando na atuação de seu papel, permitindo inclusive que sua personalidade e código moral pessoal (e não o do grupo) sirvam de referência para o tom de voz e para suas atitudes diárias.

Por isso, minha primeira dica para lidar com um chefe chato é compreender a sua personalidade. Você pode assumir uma posição arisca e insociável com o seu chefe, ou você pode observar quais são as situações que o chateiam ou lhe causam frustração, para então prevenir qualquer situação desagradável, e evitar “dar motivos”.

A segunda dica, complementa a primeira: pense estrategicamente na postura que você vai adotar diante do seu chefe. Na maioria das vezes, o chefe chato tem consciência da maneira como é visto por sua equipe, e por isso, a última coisa de que ele precisa é alguém para criticá-lo e deixá-lo ainda mais inseguro. Por isso a postura mais estratégica a se adotar, é a postura de solidariedade e disposição: mostre a ele que ele você está disponível para ajudá-lo e dividir uma tarefa ou o peso de uma decisão.

Você só tem a ganhar com esta postura, pois além de promover uma imagem positiva a seu respeito, com o tempo ele pode relaxar e deixar de ser o chefe chato que ninguém gosta. Bom pra você, bom pra ele.

E a terceira dica é não reagir aos comportamentos e atitudes desagradáveis. A inabilidade do chefe chato em lidar com as pressões de sua função, torna-o cada vez mais insuportável e insustentável para a convivência. O assunto dele é chato, os discursos são chatos e cheios de hipocrisia, as brincadeiras são mais chatas ainda… mas se você reage, você entra na ciranda do funcionário insatisfeito.

E por mais razão que você tenha, por mais evidente que a incompetência do chefe chato seja, nada há de mais valioso do que a paz na hora de dormir. No que depender de você, tente não dar muita importância a este assunto e nem torná-lo prioridade da sua pauta profissional, para que sua concentração e excelência no trabalho não sejam comprometidas. Não torne a história do chefe chato a sua principal distração.

Aproveite os mecanismos formais de feedback e diálogo da sua empresa (de preferência na presença do representante de RH) para expor suas insatisfações e pontos de vista de maneira muito serena e profissional.

E lembre-se que, em última análise, o convívio com o chefe chato pode ser uma valiosa oportunidade de crescimento pessoal pra todos que o cercam: aprendemos a dar o nosso melhor ainda que ele não aparente merecer, e ignoramos os defeitos e atitudes desagradáveis, para  não nos tornarmos escravos deles.

Sejamos o exemplo vivo do profissionalismo e sobriedade que esperamos encontrar no chefe.

Boa semana 😉

PRINCÍPIOS E VALORES: Na prática, se você não sabe por onde começar, comece servindo.

Sabe aquela situação em que estamos diante de um lindo e emocionante discurso, com sentenças e palavras perfeitamente articuladas, mas não sabemos exatamente como viver nada daquilo que está sendo ministrado? Tudo o que é dito ali nos cai como uma luva, e parece até que o orador está contando a história da nossa própria vida… mas simplesmente não conseguimos enxergar o lado prático daquela dissertação.

É semelhante à batalha que os pais travam com seus adolescentes em casa, tentando lhes introduzir os valores  básicos de respeito, reverência e humildade, por exemplo; e ainda assim parece que os filhos vivem para contrariar tudo o que é pregado religiosamente no núcleo familiar.

Em alguns casos, eu verdadeiramente observo que trata-se de uma afronta proposital por parte dos filhos para com os pais… Mas em muitos outros, o que notamos são meninas e meninos que, assim como nós adultos, experimentam diariamente a limitação de não saberem como viver aqueles valores e princípios que são ensinados em casa.

E é relativamente fácil rastrear as origens dessa limitação, quando compreendemos que estes valores e princípios dificilmente deixam o nível das idéias para habitarem entre nós no nível da vida prática. Ou seja, queremos que nossos filhos sejam respeitosos e reverentes, mas no mundo material, onde estão as demonstrações palpáveis destes valores? Em casa? Na escola? Na rua? Na TV? Onde, se não na vida e obra de Jesus? O Deus que se fez carne e habitou entre nós, nos ensinando a viver cada um destes valores e princípios, de maneira simples e prática. O que pode ser mais prático, aplicável e simples do que servir às pessoas?

Servir não é dar o que sobra, o que não nos custa nada fazer… Servir é fazer pelo outro de acordo com a necessidade dele, e não de acordo com a sua disponibilidade, ou daquilo que não vai te fazer falta, ou te atrapalhar.

EM TERMOS PRÁTICOS

Você está no ponto esperando o ônibus, exausta, depois de um dia de muito stress e trabalho. Quando você entra, você fica toda feliz porque encontra um assento vazio, onde pode descansar e carregar suas coisas com conforto e “dignidade”.

Depois de algum tempo, entra uma pessoa que não é mais velha que você, não está com criança de colo, e não tem qualquer prioridade sobre o assento. Esta pessoa está carregando uma cesta básica que recebeu hoje do trabalho, e está com um aspecto muito cansado e exausto… parece que trabalhou duro o dia inteiro.

Tudo o que esta pessoa precisa agora é de um assento livre para descansar… mas isso você não tem. O único assento que você tem, é este no qual você já está acomodada. Logo, não há muito o que fazer para servir a esta pessoa, certo?

Errado. Servir é dar ao outro o que ele precisa, e não o que você tem sobrando. Levante, e ceda o seu assento. 

Você olhou para aquele trabalhador e reconstituiu todo o seu trajeto com a cesta básica de aproximadamente 15kg. Ele deve ter andando vários metros até chegar ao ponto de ônibus. Será que ele ainda vai tomar outro ônibus depois deste? Vai ver ele ainda terá de caminhar mais alguns metros para chegar em casa, mesmo depois de descer do ônibus…

E você pode até pensar: Este assento é meu! Eu também trabalhei muito hoje! Passei por isto e aquilo, e mereço um assento, mereço descansar!

É parecido com o que acontece aqui em casa quando compramos uma sobremesa gostosa (uma  pra cada), e meu marido termina a dele bem antes de mim. E é claro que ele fica de olho na minha sobremesa… e eu falo: Você já comeu a sua. Esta é minha, e eu tenho o direito de demorar até o mês inteiro pra comer… é minha!

Daí eu penso melhor, e falo: A sobremesa é MINHA, e por ser MINHA eu faço com ela o que eu quiser… por ser MINHA, eu te dou. Por que se não fosse, MINHA, eu não teria o poder de te dar.

O assento é seu! E por ser seu, você tem o poder de dar a quem quiser.

QUERO VIVER ESTE PRINCÍPIO

Passemos a observar a necessidade das pessoas. É como dar aquela carona que está COMPLETAMENTE fora da sua rota, do seu trajeto. A necessidade daquele irmão é chegar em casa, logo, se está dentro ou fora da sua rota, não importa. Importa a necessidade dele.

Quando fazemos pelos outros com este desprendimento, é como se estivéssemos fazendo para o próprio Deus. E por Ele muito se agradar destes filhos que vivem o princípio de servir aos outros, Ele se encarrega pessoalmente de retribuir, abençoar e recompensar a cada um conforme a sinceridade do seu coração.

Para a maioria das pessoas, inclusive pra mim, viver este princípio é um desafio muito grande… Somos impelidos o tempo inteiro a nos preocuparmos com os nossos próprios assuntos, em primeiro lugar. EU sou a prioridade da minha vida…

Mas quando você pensa que o mandamento é “amar o próximo como a nós mesmos”, compreendemos então que se somos a prioridade das nossas vidas, o meu semelhante é tão prioridade quanto eu, porque eu devo fazer por ele o que com muito esmero e interesse, eu faço pra mim mesmo.

Quanto mais eu amo e cuido dos outros, muito mais o meu Senhor cuidará e se agradará de mim. Este é o estilo de vida… vamos viver?