Na prática, devo falar tudo o que penso? Uma visão diferente a respeito da sinceridade.

Em julho do ano passado, quando minha irmã estava no auge dos preparativos para seu casamento, lembro-me bem do dia em que saímos batendo perna pela cidade a fora, resolvendo aquela típica agenda de noiva, que basicamente se resume a: vestido, decoração, lembrancinhas, vestido, vestido e vestido 😀

Daí quando justo paramos pra ela fazer a última e tão aguardada prova do vestido, logo que coloquei os pés na loja, notei a presença de uma cliente muito jovem e bonita, (aparentemente acompanhada da mãe e da irmã), que parecia estar em sua primeira pesquisa da rota infinita de modelos, acessórios, preços, etc…

Enquanto minha irmã se trocava, fiquei observando as opções de vestidos que a vendedora pacientemente trazia pra moça, e não pude deixar de notar que nenhuma delas lhe caía bem… sei lá! Sabe quando a pessoa veste uma roupa e você olha e a primeira coisa que te vem à cabeça é: pode tirar que não tá bom, MESMO!

Então, tipo isso…

Só que a singeleza da moça era tanta e tamanha, que tudo o que ela vestia fazia seus olhinhos brilharem ali na frente daquele espelho, como quem já estivesse 100% satisfeita só por estar se casando com um vestido branco de noiva! Dava pra ver isso nela, e isso me comoveu muito…

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Me comoveu tanto que, na minha cabeça, eu imediatamente comecei a confabular uma maneira adequada e gentil de dizer a ela que aqueles modelos não estavam à altura de sua beleza e perfil. Na verdade, meu desejo não era exatamente falar com ela (até por que não queria me passar por intrometida e sem noção). Meu real desejo era fazê-la saber que suas possibilidades eram muito maiores do que as que lhe tinham sido apresentadas até aquele momento.

Foi quando eu entendi que não era meu lugar ou direito (mesmo que minhas intenções fossem as melhores do mundo) abrir minha boca se não fosse pra elogiar. E fiquei esperando que ela vestisse um modelo bem lindo, pra que talvez através do meu elogio pontual, ela pudesse entender (de maneira subliminar??) que os modelos anteriores não eram tão bonitos como a vendedora, a mãe e a irmã diziam o tempo todo que eram.

E o que aconteceu foi exatamente isso: num determinado momento, ela experimentou um vestido m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o, (que por falta de conhecimento técnico eu infelizmente não vou saber descrever), com um corte e caimento tão perfeitos que ela mais parecia uma princesa da Walt Disney! 

Ela ficou simplesmente sublime no vestido, e naquele momento eu me senti muito confortável pra dizer: “Moça, você está parecendo uma princesa da Walt Disney! Este vestido ficou perfeito em você!! Parabéns!!”

A sensação de vitória e alívio foi grande, sobretudo porque em poucos minutos de dilema ético, eu finalmente consegui encontrar um caminho alternativo pra expressar minha sinceridade através de um elogio, e não de uma crítica.

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E eu sei que provavelmente vocês devem achar que hoje, passados quase oito meses, eu me encontre aqui, contando essa história como quem conta bons feitos, cheia de orgulho e realização pessoal por ter triunfado com minha sinceridade. Quando na verdade, eu sei que faria tudo bem diferente se fosse o caso de voltar nesta situação outra vez.

Porque por trás da sinceridade podem existir muitas motivações. No meu caso e em diversos outros, a motivação que sempre leva à postura e ao discurso sincero, é aquela clássica pretensão de achar que sabemos o que é melhor para os outros.

Não que eu considere errado a gente saber ou querer o que é melhor para os outros. Inclusive, pode até ser que em situações pontuais, um ato de sinceridade da nossa parte venha a genuinamente salvar uma alma, confortar um coração aflito e até mesmo dar um choque de realidade em quem padece pelas muitas máscaras e mentiras.

Mas, em contrapartida, quando o mundo inteiro se convence do potencial positivo da sinceridade;  o que antes era uma manobra voltada para o bem maior que é a vida e o ser humano, de repente vira uma prerrogativa para que crianças, adolescentes, jovens e idosos saiam por aí proferindo o que gostam de chamar de “opinião” ou “atitude”, mas que no fundo são impressões distorcidas pela realidade em que vivem.

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E eu digo prerrogativa, porque por trás dessa “pseudo” postura sincera, existe um ser humano comprometido exclusivamente com seu desejo de abrir a boca e transbordar sua frustração com alguma coisa da vida, sem nenhum compromissozinho com o objeto da sua sinceridade, com a outra vida, com o outro ser humano.

Por isso eu sempre falo que a sinceridade é como uma arma de fogo: se cair nas mãos erradas, dá até morte. Assim como a arma de fogo, a sinceridade é  pra quem sabe usar, e pra quem está disposto a responder  pelos efeitos que ela pode causar. Não é pra criança, não é brinquedo, e não pode ser usada deliberadamente.

Sobretudo por que, mais uma vez comparando com a arma de fogo, muitas pessoas usam a sinceridade como um meio de confronto e humilhação.

E, honestamente, este  tipo de sinceridade que é inclusive o hit do momento nas redes sociais, eu vivo a ignorar e fingir que não existe. Algumas pessoas chegam a me testar, pedindo opiniões, exigindo que eu me posicione e me pronuncie sobre determinados temas…

Mas, gente: opiniões e posicionamentos que não edificam o mundo e as pessoas,  são apenas opiniões e posicionamentos. De que vale isso???

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Deus sabe a dureza de várias opiniões que eu tenho e que guardo só pra mim, pra que pela misericórdia dEle, eu venha a ter oportunidade de mudá-las enquanto ainda habitam somente o plano das idéias. Porque “a palavra lançada não volta mais”.

Muitas pessoas se agarram à “sinceridade”  por medo de parecerem mentirosas ou hipócritas diante de outras pessoas, situações e acontecimentos… Mas eu penso que quando deixamos de falar o que realmente pensamos, não estamos omitindo uma verdade simplesmente por omitir. Estamos fazendo a escolha consciente de talvez  amadurecer  aquela idéia um pouco mais e, quem sabe, até mudá-la ou formulá-la melhor antes de emití-la.

Na verdade, a história da moça e do vestido de noiva serviu apenas como um pano de fundo pra examinarmos melhor nossas motivações…

Sei que o mundo já está cheio de hipócritas e mentirosos, mas não acho que este mau uso da sinceridade vá salvar as pessoas e restaurar as relações. Não sou dona da verdade, mas quis compartilhar este olhar diferente…

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Erros de gravação e retrospectiva – as melhores dicas que pintaram por aqui EM 2012!

Espero que este vídeo chegue em boa hora =)

Um beijo grande e divirtam-se!!

O TEMPO INTEIRO (Mais um bate-papo, respondendo alguns questionamentos com uma pitada de #prontofalei)

Existe um fenômeno que se repete periodicamente aqui no blog e eu fico boba de ver: quando alguém me deixa uma sugestão de tema ou assunto para um próximo post, sempre chega uma enxurrada de mensagens no meu e-mail/FB/YT/Twitter com as exatas mesmas sugestões, sem que uma leitora saiba da sugestão da outra… é realmente impressionante!

E nos últimos meses, o clamor por mais vídeos e posts sobre auto-estima e auto-confiança, tem sido geral, principalmente por parte das minhas leitoras mais maduras que se encontram num momento de adversidade e reflexão em vários aspectos de suas vidas.

É que eu pessoalmente não gosto de ficar dando muito ibope pra estes assuntos de auto-isso auto-aquilo, porque acredito que a chave para uma existência feliz e em paz,  é justamente não supervalorizar o ‘gostar de si mesmo’ e o ‘confiar em si mesmo’. Estes são valores importantes, mas não supremos… periféricos, mas não centrais.

Explico.

Acho que todo mundo tem aqueles dias, sabe? Que são inclusive mais preocupantes do que os dias da TPM propriamente, já que em dias normais não temos como culpar os hormônios pela tristeza e depressão que se abatem sobre nós. E observe que nestes dias, nossa percepção da realidade se torna tão enganosa e traidora, que a gente tem a capacidade de se olhar no espelho e se achar absolutamente horrorosa.

Ou seja: o que a gente vê não necessariamente condiz com a realidade… porque se você joga o termo “horroroso” em qualquer motor de busca da internet, as imagens que aparecerão para ilustrar e representar o que seria o “horroroso”, são bem diferentes da sua imagem que você viu ali no espelho 😛

Enfim. Enquanto você se consome nesta realidade aumentada, vem um filho de Deus e te diz que você está linda, que na verdade você é linda, e que você precisa ter auto-estima, e se amar, e se gostar porque você é linda sempre, e de qualquer jeito. Mas naquele exato momento, a despeito de toda veracidade com que este filho de Deus afirmou que você é linda, você simplesmente continua se sentindo horrorosa… as palavras que ele disse bateram num muro e voltaram. Não fizeram nem cócegas…

Porque ele não vê o que eu vejo, e logo, não estamos sequer falando da mesma coisa. Ele é movido pela necessidade de fazer com que eu me sinta melhor, e eu sou movida pelo reflexo que vejo no espelho… o objeto da discussão não é o mesmo, de jeito nenhum.

Então, rapidamente, este cenário joga por terra a teoria superficial de que o problema da auto-estima se resolve por meio da aprovação e afirmação dos outros, e pela sensação de ser aceito. (Aliás, retifico: pode resolver temporariamente… os sintomas, e não o problema).

Hipoteticamente, seria algo mais ou menos assim: as pessoas e os veículos de comunicação – que são entidades completamente instáveis e que mudam de opinião a todo momento – são os responsáveis por afirmar se sou linda ou horrorosa, e consequentemente, se tenho ou não tenho auto-estima.

Conclusão: não dá pra viver assim, dependendo da aprovação alheia para me sentir linda, maravilhosa e poderosa como tenho que ser e me sentir o tempo inteiro, independente da opinião dos outros. Né?

Não.

Esta auto-estima que se prega por aí de “você é, e deve se sentir linda, maravilhosa e poderosa o tempo inteiro” é pra mim uma armadilha que traz mais inquietação e angústia, do que paz e bem-estar como todos acreditam que a auto-estima deve trazer. Porque ninguém se sente assim o tempo inteiro… E as pessoas que dizem se sentir assim o tempo inteiro, não podem necessariamente ser intituladas como seres superiores que esbanjam níveis altíssimos de auto-estima, e que por este motivo vivem mais felizes.

Isto pra mim não é auto-estima. É um estado de euforia, um mecanismo de defesa próprio de alguém que é constantemente alvo de críticas e ataques.

Por isso, a “auto-estima” que eu prego e endosso é aquela sensação íntima e particular de: “Olha, hoje eu não estou no meu melhor dia, meu cabelo está mega oleoso, o rosto cheio de espinhas… Mas mesmo não estando e nem me sentindo bonita, vou me arrumar e conviver bem com o fato de que hoje eu não vou parar o trânsito e nem receber inúmeras propostas de casamento de homens loucos por mim.”

E esta leveza e tranquilidade de renunciar ser o centro das atenções e o alvo dos elogios, é exatamente o que prende e arrebata todos os olhares pra você…. É neste momento que você exala uma auto-estima bem diferente daquela que todos estão acostumados a ver: quando você age despretensiosamente, sem se julgar merecedora do troféu: “Pessoa Com a Auto-Estima mais Alta do Ano”.

A mesma lógica se aplica à auto-confiança. A auto-confiança não é aquela certeza implacável de que você conquistará tudo o que deseja e sempre estabeleceu pra sua vida, como se tudo e todos estivessem ao seu alcance de controlar, fazer e realizar.

Eu particularmente vejo a auto-confiança por uma perspectiva claramente cristã: de que posso pregar todos os meus títulos na parede do meu quarto, falar 30 idiomas e ter as melhores idéias do mundo – sem a graça e o endosso dos planos de Deus, serei apenas mais um mortal batendo com a cara na porta.

Se estou no centro da vontade de Deus, posso enfim ter a completa confiança de que Ele me capacitará para desempenhar e vencer cada estágio do projeto em questão. Mas se eu não avanço neste projeto e deixo a desejar em vários aspectos do meu desempenho, não devo automaticamente concluir que preciso acreditar mais em mim e ter mais auto-confiança.

Porque tanto o querer como o realizar vem de Deus e não de nós mesmos… Ele é a fonte de águas vivas, e nós somos como uma árvore plantada junto dessas águas, que busca se alimentar e se nutrir o tempo inteiro.

Ao invés de procurar se amar o tempo inteiro, e confiar em si o tempo inteiro, procure amar a Deus e ao seu irmão o tempo inteiro… procure depositar a sua confiança num lugar seguro e de paz, onde não há sombra de mudança. Não importa o que os outros pensam de você, ou o que você pensa a seu próprio respeito. Importa como Deus te vê, e como Deus te ama. Ame esta VERDADE!!

Busque viver assim, e passe este estilo de vida adiante.

VALORES E PRINCÍPIOS: Na prática, como devo lidar com o dinheiro e evitar o consumismo?

Existem três habilidades fundamentais que, na minha opinião, todos nós deveríamos sair da escola dominando: alimentação e fitness, primeiros socorros e educação financeira.

Observem que a precária instrução nestas áreas (somada à negligência e desleixo naturais de cada um), nos leva a experimentar situações extremas e em alguns casos traumáticas, que poderiam ser evitadas com um pouco de conhecimento, intervenção e atitude.

Lidar com o corpo, com situações de emergência e, principalmente com o dinheiro, tem feito parte das nossas vidas cada vez mais precocemente, demandando dos jovens e adolescentes a capacidade de tomar decisões sérias e importantes, com sabedoria, rapidez e, o mais crítico – postura.

Porque a nossa relação com o dinheiro se constrói a partir de posturas previamente pensadas e analisadas, e não de reações aleatórias baseadas em princípios mais aleatórios ainda; bastante característicos de uma sociedade que despreza a urgência em se aprender a lidar com o dinheiro e seus diversos desdobramentos.

O percentual de jovens (até 25 anos) endividados com cartões de crédito, cheque especial e empréstimos, cresce assustadoramente no Brasil e endossa ainda mais a necessidade de se aprender a lidar com o dinheiro, da mesma maneira que aprendemos as regras de circulação e leis de trânsito, antes de pularmos no volante do carro e sairmos por aí dirigindo como os donos da cidade.

O fato de trabalharmos e ganharmos dinheiro, não implica na automática conclusão de que sabemos como lidar com ele. Os cursos/livros/artigos sobre Educação Financeira estão para todo lado, disponíveis em salas de aula presenciais e virtuais, conforme a disponibilidade e interesse de cada um. (Inclusive, uma excelente maneira de dar início a esta pauta, é lendo este artigo escrito pelo consultor Jessé Diniz, em que você poderá identificar o seu perfil financeiro e intervir para trabalhar melhor os seus ganhos e receitas.)

Se você é casado (a), eu recomendo a leitura de um livro bastante rico e didático neste tema, que se chama “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”. Eu e meu marido lemos quando ainda namorávamos, e a partir dele extraímos lições valiosas para a vida toda!

Agora, eu não poderia deixar de dividir com vocês alguns princípios que eu pessoalmente uso (não são princípios matemáticos/financeiros, e sim comportamentais) para que o dinheiro esteja a meu serviço,  e não eu a serviço dele.

Em primeiro lugar, é necessário que estabeleçamos controle sobre os nossos atos. Para quem não tem domínio próprio, o dinheiro se configura apenas como mais um dos diversos problemas oriundos da falta de disciplina, e da incapacidade de dizer “não” para si próprio.

Não existe isto de “eu não me controlo”, “é mais forte do que eu”. Estes são discursos fofinhos, socialmente aceitos pela difusão de propagandas/novelas fofinhas, que retratam o comportamento do consumo compulsivo feminino, como algo fofinho e legítimo. #sóquenão

A mulher quando compra, salvas exceções, goza de pleno juízo e sabe exatamente o que está fazendo. Desculpe-me a franqueza e até mesmo a dureza… mas chegar numa roda e se gabar por ter comprado sem poder comprar, por ter dividido de 15x no cartão, e ainda dizer a máxima de que foi “uma pechincha” e um super negócio …. gente, desculpa, mas isto não é bonito e nem motivo de orgulho.

Se você deseja ter um relacionamento diferente com o dinheiro, reprove estes comportamentos e esteja atenta ao segundo princípio que é: não pense, faça. 

Você pode encontrar mil motivos para comprar algo, e pode se convencer de todos eles. Mas se você simplesmente sai de casa com a postura de não comprar nada, você nem se atreve a pensar nestes motivos (por mais plausíveis que possam ser) para comprar determinado produto – que pode ser um par de sapatos da Schutz, um lápis, ou um sorvete.

Seria como assumir a forma de um robô que só sabe fazer aquilo que foi programado pra fazer. Saia de casa programada para não comprar, e volte sem as famosas sacolinhas, caixinhas e bolsinhas.

O terceiro princípio é se convencer pela simplicidade dos comportamentos. Não tem dinheiro, não compre. Ponto. Se tem dinheiro, mas não precisa comprar, não compre. Ponto. Se tem dinheiro e precisa comprar, compre o mais barato (sempre que possível). Se tem dinheiro, precisa comprar e vai comprar o mais barato, pague à vista.

E sempre que possível, evite o ato de comprar e de consumir… E ensine isto aos seus filhos: que sair de casa não significa ter que comprar alguma coisa. E incorpore este princípio como um estilo de vida, como uma convicção, uma certeza de que você já tem muito mais do que realmente precisa, e que passar dias, semanas e meses sem comprar é extremamente possível, natural e normal.

Na maioria dos casos, comprar é hábito/mania e não necessidade. Às vezes, a pessoa recebe um aumento de salário, e antes mesmo de o dinheiro cair na conta, ela já fez compromisso com aquele aumento pelos próximos dois anos. Sendo assim, ela sempre tem uma conta/dívida para pagar, e segue com aquela sensação de o que dinheiro dela não dá pra nada, que ela ganha muito pouco, etc, etc…

Elimine os cartões de loja, elimine as prestações… Elimine a vergonha de usar roupas e sapatos repetidos, de dizer que não poderá ir àquele restaurante, que não poderá renovar o armário inteiro só porque a estação virou… Elimine estas amarras da mente, do ter, do parecer que tem, do status, do apreciar quem tem.

Olhe pra sua casa e comece a se perguntar: pra que 10 xampus diferentes no banheiro? Pra que 5 pentes para o cabelo, se no final das contas, você só usa um? Pra que tanto, se o que a gente precisa é tão pouco? Não podemos esperar algo acabar, ou estragar, avariar, para só então comprarmos outro?

Se quer experimentar, peça uma amostra grátis! Se não tiverem, não se dê ao luxo de comprar só para experimentar… seu dinheiro não é capim. Seu dinheiro é muito suado pra ir embora em coisinhas, em fofurinhas e caprichos! Reserve seu dinheiro para os hobbies, para as viagens, para os sonhos, e não para a escravidão.

Busque o contentamento e se liberte da necessidade de mostrar para os outros que você também tem, ou que também pode ter. Não alimente este monstro devorador que deseja te escravizar, e te ver trabalhando para pagar contas e dívidas, acumulando coisas de que não precisa, se recompensando com o ato de comprar e de consumir…

Seja simples, minimalista… seja livre.

PRINCÍPIOS E VALORES na prática: Série especial sobre casamento / PARTE II: A convivência

Primeiro post desta série, CLIQUE AQUI: https://dianasaid.com/2012/07/01/principios-e-valores-na-pratica-serie-especial-sobre-casamento/

Em 2008, quando meus amigos e familiares souberam que eu e Dalton nos casaríamos em Novembro, minha vida acabou se tornando um alvo certo de constantes sabatinas, exortações e muitas, mas muitas críticas veladas.

Cheguei a ouvir de alguém muito próximo a mim, que eu deveria namorar no mínimo mais 10 anos, que eu era muito nova e que talvez eu estivesse me precipitando numa decisão repleta de mudanças para uma vida inteira, sem qualquer razão ou necessidade.

Diziam também que os afazeres domésticos não eram brincadeira, e que do instante do casamento em diante, o destino não me reservaria nada além de muita louça e roupa suja para lavar, um fogão para administrar, e eventualmente filhos, que viriam no futuro para me manter bastante ocupada e sem qualquer tempo ou prazer de me dedicar à minha agenda feminina.

Bom… o que dizer e como dizer? Porque ainda que o meu desejo fosse rebater cada uma destas palavras infames com a merecida categoria; eu sabia que no fundo, grande parte daquelas pessoas casadas viviam no centro de uma verdadeira sentença de morte, aprisionadas ao aspecto “operacional” da vida a dois, e aos modelos prontos  (mas toscos) de marido e mulher.

Por que a mulher precisa engordar depois que se casa? Por que o homem fica tão mal humorado? Por que a mulher deixa de se cuidar? Por que o homem fica barrigudo? Por que os dois deixam de fazer programas de namorados que faziam nos tempos de namoro? Por que os dois se acomodam?

Ora, há quem diga que estes comportamentos são consequências inevitáveis do fim do “ritual” de conquista, como se o “sim, eu aceito” proferido pelo casal lá no altar, marcasse a entrega oficial do troféu maior, o fim do desafio, não restando absolutamente mais nada a ser conquistado nem pelo homem e nem pela mulher.

E eu discordo desta afirmação em gênero, número e grau! Porque o maior ritual de conquista de todos os tempos, começa exatamente no momento em que se casa. O maior desafio para o marido e para a esposa é se conquistarem mutuamente todos os dias, alimentando a chama e vivendo os melhores dias das suas vidas até morrerem.

Movidos por este foco, o casal passa então a aplicar o coração e a mente na vida a dois, usando a seu inteiro favor aquele principal recurso que o namoro não oferece, e que é universalmente depreciado dentro do casamento: a convivência. A convivência é pra mim um novo namoro, porém muito mais maduro e muito mais gostoso! 😀 (até rimou.rss)

Eu pessoalmente vejo que a convivência no casamento apresenta ao mesmo tempo grande potencial destrutivo, e grande potencial construtivo. Os fatores determinantes de um ou de outro, na minha opinião, são sempre a vigilância, consciência e disposição do casal para interferir nos aspectos que constroem e destroem esta convivência.

Pra isto, você poderá encontrar à sua disposição uma vasta literatura cheia de regrinhas e táticas intituladas como inéditas e infalíveis, que embora proponham soluções paliativas para os impasses cotidianos da convivência, simplesmente não conhecem a fundo a intimidade do casal, para que possam solucionar os principais problemas de maneira “customizada” e sustentável.

Sabe, a despeito de qualquer literatura, é nosso dever e de mais ninguém, conhecer o outro para aceitá-lo sem brigas até o dia em que ele estiver pronto ou disposto a mudar. Desta maneira, você já começa a conter o potencial destrutivo da convivência, antes que a outra pessoa já tenha se tornado “o monstro” estigmatizado da casa.

Da mesma forma, a gente sempre pode usar o potencial construtivo da convivência para conter o seu potencial destrutivo… A boa conversa, aquele papo gostoso – sem o compromisso ou obsessão de mudar a cabeça do outro – é pra mim uma das estratégias mais eficazes e de menor custo para embelezar a convivência e a vida a dois.

Eu e meu marido, por exemplo, adoramos sentar para contar casos! Casos de infância, casos engraçados, memórias tristes, traumas, sonhos frustrados, sonhos realizados… estas coisas sem compromisso, sabe?  (A gente dá crises de riso e de choro num mesmo assunto!)

E estas conversas, por mais simples e descompromissadas que possam parecer, tem sempre um saldo muito precioso! É sempre um pouco mais de intimidade e de conhecimento a respeito da história do outro, para que sigamos compreendendo-o e ajudando-o em suas falhas e dificuldades.

Eu já até disse aqui no blog uma vez que pra mim, a conversa é um afago, um carinho na alma! Uma das maiores demonstrações de carinho e consideração… ouvir e ser ouvido, sem imposições, sem ferir. Digo isto, porque vejo que muitos casais não sabem se dirigir a palavra… Tudo é no grito, no berro e na ignorância. Isto mata a convivência em qualquer relação, muito mais ainda no casamento.

Maridos e esposas são reis e rainhas! A eles seja dado o melhor que se tem pra oferecer… O melhor tom de voz, a melhor educação, o melhor namoro e, principalmente, o melhor dia-a-dia. Porque ninguém sente desejo de voltar para uma casa  cheia de gritos, mau humor, brigas e cara emburrada!

Não seja você o motivo de degradação do seu casamento. Não seja a sua boca ou a sua atitude, a principal amaldiçoadora da sua casa… Coloque mais um prato à mesa, convide Jesus para o jantar e  aprenda com Ele!

Os livros não te contam, mas a estratégia mais duradoura e sustentável para uma vida a dois maravilhosa, é a constante e honrosa presença de Jesus no lar, reinando sobre o casal e estabelecendo o modelo mais excelente a ser seguido: Ele. Porque Ele é o modelo. Não existe outro.

PRINCÍPIOS E VALORES na prática: Série especial sobre casamento :)

Há algumas semanas venho recebendo mensagens de noivas que estão prestes a se casar, ou de jovens recém-casadas que embora já estejam bastante familiarizadas com os posts anteriores que escrevi sobre a vida a dois, manifestaram também o desejo de aprofundar um pouco mais neste assunto que, pra mim, nunca tem fim.rs

Por isso, amiga… senta… porque este post vai ser longo. Se preferir, leia em blocos/capítulos, um pouquinho todos os dias… Mas se estiver com tempo e motivada, prepare aquele chá, ou uma taça de vinho, e vem comigo =)

Esta série reflete a minha opinião sobre os assuntos relacionados ao casamento, e consiste em apenas mais um bate-papo, sem a pretensão de ser a dona da verdade. É como eu vivo e enxergo o casamento a partir da minha realidade e da observação dos fatos. Todas vocês tem o direito de expor comentários a favor ou contrários ao que for dito aqui =)

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CAPÍTULO I – Pensamentos soltos

Da gama de metáforas a que podemos comparar o casamento, eu escolho a aliança como um ponto de partida. No auge do namoro, observo que para muitos homens e mulheres, o sonho do casamento pode ser facilmente resumido ao dia da cerimônia, e a todos os seus respectivos rituais e primores.

O sonho do vestido, da decoração e da festa (que são legítimos, não estou criticando), mantem muitos casais distraídos e ocupados – e em muitos casos até endividados – com uma série de elementos perecíveis, que tem dia e hora marcada para acabar.

Em alguns casos (e reforço que não estou generalizando), esta mesma quantidade de tempo, energia e investimento não é dispensada aos mais preciosos e duradouros de todos os esforços: o aprendizado, diálogo e reflexão sobre o que o casamento e a vida a dois são na essência e na prática.

Dificilmente encontraremos casais debruçados sobre o computador buscando artigos e meditações relacionados ao casamento, com o mesmo desprendimento com que passam horas online escolhendo as flores para a decoração da igreja.

E esta não é uma crítica ou um ataque às pessoas, e sim a este sistema de “coisas” que tenta re-programar nossa mente de maneira sutil e subliminar, introduzindo novos valores e re-ordenando nossas prioridades. Quando nos damos conta, já estamos fazendo sem nem percebermos, porque material e humanamente, o sistema é maior e mais forte do que o indivíduo.

Nesta nova ordem de prioridades, o dinheiro é um fator determinante para os principais acontecimentos da vida, desde o momento do nascimento. Primeiro vem a festinha de um ano, depois a primeira bicicleta, depois a festa de 15 anos, depois a carteira de habilitação, depois a formatura da faculdade, depois o primeiro carro, depois o primeiro apartamento…

…e somente depois de realizadas todas estas etapas que necessariamente custam dinheiro, é que o casamento passa a ser considerado como mais um acontecimento que será cumprido mediante a disponibilidade de uma ouuuuutra quantia determinada de dinheiro.

Porque casar custa dinheiro.

Ou seja, a ocupação primária do indivíduo se concentra em angariar os recursos necessários para a realização do casamento, sem que antes e em primeiro lugar ele se ocupe com os pensamentos e reflexões que realmente impactam na vida a dois, e que dependem muito mais do amor e da sabedoria do homem e da mulher, do que propriamente do dinheiro disponível.

E hoje que sou casada, 80% das minhas opiniões sobre este assunto são com base na minha experiência, e 20% com base na observação do mundo ao meu redor. Porque já vivi de tudo um pouco, com dinheiro e sem dinheiro nenhum, com sabedoria e sem nenhuma sabedoria, com muito desprendimento e com egoísmo em dobro, com muita maturidade e sem maturidade nenhuma… E posso dizer que para o casamento ser feliz e de qualidade, ele não precisa ser perfeito, sem trombadas e desencontros.

Porque mesmo que os casais de namorados reflitam e dialoguem – antes do casamento – sobre a essência e a prática da vida a dois, algumas coisas só se podem aprender a partir da experiência, vivendo e convivendo, errando e pedindo perdão, corrigindo e buscando não repetir os mesmos erros a toda hora.

Desta maneira, o fator que passa a ser determinante para a qualidade e felicidade do casamento, não é o seu “grau” de perfeição, mas sim o verdadeiro, autêntico e genuíno desejo de acertar, de perdoar o erro do outro rapidamente e de não desistir jamais nem do seu cônjuge e nem do seu casamento.

E tudo isso somente é possível através do amor e graça de Jesus, nosso primeiro noivo e amor maior, que sustenta, anima e fortalece o casamento que pode estar em seu auge ou decadência.

Esta é a aliança a que me referi no início do capítulo: a aliança dos noivos com Jesus. Porque a aliança entre o casal exclusivamente pode ser de fácil ruptura e violação (ora, 50% dos casamentos do mundo inteiro terminam em divórcio)… mas a aliança com Jesus é firme e duradoura.

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CAPÍTULO II – De qual casamento estamos falando?

Muitos casais iniciam a vida a dois muito apaixonados e pouco alinhados. “Vamos apenas morar juntos, ou vamos perseguir o fortalecimento e consolidação da nossa aliança, como uma só carne? Seremos uma família (mesmo sem filhos), ou apenas duas pessoas que dividem as contas no final do mês? Como fica se um de nós adoecer? Como fica se um de nós perder o emprego?”

De qual casamento estamos falando? Porque duas pessoas que vivem por si e para si, perseguindo os seus próprios ideais e objetivos particulares, são qualquer coisa menos casadas. #solidãoacompanhada

É como se o indivíduo já entrasse no casamento com uma meta prioritária de preservar a sua personalidade e os seus ideias de solteiro. Ele entra armado, pronto para destruir qualquer coisa que represente uma ameça potencial ao seu “eu”. Este indivíduo (homem ou mulher), não faz concessões.

É o famoso: Eu sou assim, e não mudo nem por você, nem por ninguém. Meu sonho vem em primeiro lugar, e faço tudo para conquistá-lo. Eu não abro mão do meu jeito. Se quiser ficar comigo, é assim que vai ser. 
.
(E eu mesma já falei muitas dessas frases em épocas de muita cegueira e orgulho, como quem se nega a ver ou admitir a feiura e sordidez por trás de seus atos. Tempos sombrios aqueles…)
.
Mas fato é: se a principal motivação do casal é a “auto-preservação” e não a “auto-negação” em função do outro, só existe um capaz de moldar e ensinar, com mansidão e humildade… E este “um”, não é nem você e nem o seu cônjuge porque ninguém muda ninguém (assunto do próximo capítulo).
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Quem ensina é o Espírito Santo que nos convence da feiura e sordidez dos nossos atos, e que produz em nós o arrependimento, a mudança de mente, o fazer diferente de agora em diante.

Como é possível sermos convencidos de que algo é feio, quando todos ao nosso redor aplaudem nossas atitudes e dizem que são lindas? Como é possível desejar a auto-negação, quando o mundo inteiro me encoraja a “ser mais eu”? Como é possível que eu me convença de tudo isso, sem que ninguém tenha aberto a boca ou me dirigido a palavra?

Quem ensina é o Espírito Santo. Não existem “táticas infalíveis para prender a pessoa amada”, ou para “ser feliz no casamento”. O que deve existir é um coração humilhado, disposto a ser ensinado em t-o-d-a-s as áreas de sua vida, disposto a honrar uma aliança, e, sobretudo, disposto a viver um casamento segundo o coração de Deus, e não segundo os seus próprios pressupostos.

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CAPÍTULO III – Ninguém muda ninguém

Já percebeu como que em muitos casos, o casamento é o último recurso para se dar um jeito numa relação toda despedaçada e ferida? “Depois do casamento ele/ela vai mudar. Eu posso fazê-lo (la) mudar!”

É claro, e eu tenho plena certeza disso, que qualquer ser humano é passível de mudança e salvação – contanto que ele queira, busque e deseje ser diferente. Somente ele tem este poder: é o livre arbítrio concedido a todo mortal… o direito de fazer com sua própria vida o que der na telha, e o que bem entender.

E você pode até pensar lá no fundo do seu coração: Se ele/ela me ama, é claro que ele/ela vai mudar. Ele/ela sabe como isso me irrita, me entristece, me aborrece, me mata, etc…

Mas a verdade de tudo isso se resume em Romanos 7: 19 – Pois não faço o bem que eu quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço.

Porque nem você, nem seu cônjuge/namorado (a) consegue exercer controle sobre os seus próprios defeitos. Se fosse tão fácil assim abandonar um defeito, o mundo inteirinho seria uma beleza, um lugar de muita paz e harmonia.

Por isso, seja homem ou mulher, ninguém ganha o cônjuge com muita “falação” na cabeça. Observe que mudanças importantes e significativas acontecem nos relacionamentos através da oração e de atitudes novas, uma vez que a fé sem obras é morta.

É orar e agir conforme o teor da sua oração, confiar no poder de Deus e descansar. Ora, veja bem: se a pessoa é cega e não consegue enxergar o mal que se instala na casa e no relacionamento em razão dos seus atos e dos seus defeitos, posso concluir que no mínimo, esta é uma condição digna de compaixão. Até porque, e não nos esqueçamos, poderia ser eu no lugar dele (dela).

Poderia ser eu, completamente controlada e dominada por um mal além das minhas forças. Poderia ser eu a estar cega, perdida em orgulho, irremediável… E este exercício de empatia, de nos colocarmos no lugar do outro é que valida o amor e gera compaixão.

Porque amanhã ou depois, estando eu na mesma situação, gostaria que agissem comigo com o mesmo amor e compaixão que fui capaz de dispensar sobre o outro.

Agora: por que não aceitamos o defeito do outro, como se nós fôssemos perfeitos? De onde tiramos o direito de julgar o defeito do outro, como se o defeito do outro fosse maior e pior do que o nosso defeito?

Sabe, a gente precisa diminuir, abaixar um pouco a bola. Seja no casamento ou em qualquer outra relação, ninguém muda ninguém, a não ser o incondicional amor e graça de Jesus – Aquele que mesmo sendo perfeito, concede perdão e vida nova a qualquer imperfeito e cheio de falhas, que creia e aceite o Seu senhorio.

Oramos para que aquele coração esteja sensível ao tocar de Deus, e seguimos agindo com o exemplo de mudança que desejamos ver no outro, firmes e convictos. Mas se o outro não corresponde a esta expectativa de mudança, como podemos estar ao seu lado, se não temos paciência para acompanhar e esperar o tratamento de Deus na vida do nosso cônjuge/namorado (a)?

A gente tem pressa de viver, de conquistar os sonhos, de fazer e acontecer. Não estamos acostumados a parar tudo, a largar tudo por causa de alguém, de uma outra vida… E quando chegamos ao casamento, a maioria de nós se encontra no centro de um verdadeiro dilema, tentando decidir o que fazer com dois egos gigantes que não cabem na mesma relação. #primeiroeu

Tem que morrer e nascer de novo. Tem que deixar o ego lá atrás, na vida de solteiro… Mas isso não é um peso, nem uma terrível predestinação ao fracasso e infelicidade.

Isso é mais vida, mais leveza e menos jugo duro e pesado nas nossas costas. Falaremos mais sobre isso nos próximos capítulos…

Um beijo grande e até breve!! =**

VALORES E PRINCÍPIOS: Na prática, por que eu vivo sofrendo?

Muito frequentemente, o dianasaid.com recebe mensagens e comentários muito carinhosos de mulheres (e até alguns poucos homens) de diversas localidades do mundo, que tiveram suas vidas tocadas e impactadas de alguma maneira pelo conteúdo do site.

São pessoas anônimas, casualmente trazidas ao blog por uma busca boba feita através do Google, ou por um clique sem querer num vídeo postado no meu canal do Youtube. Quando chegam aqui, elas encontram uma palavra (em texto ou em vídeo.rs) que misteriosamente traduz tudo o que tem se passado em sua intimidade, vida e mente.

E este mistério, por mais tolo que possa parecer, dá uma sensação tão aconchegante de paz, em pensar que se Deus falou comigo ali, com uma palavra de exortação, ânimo ou consolo; então o mínimo que eu posso concluir é que Ele tem visto de forma cristalina o status em que me encontro, e o tanto que desejo sair dele…

Por isso, o primeiro passo é sempre o mais importante: ter VISÃO. Assim como acontece frequentemente comigo e com muitas outras pessoas, às vezes precisamos ser confrontados com as palavras de um completo desconhecido para enxergarmos com clareza o quadro atual que se instalou em nossa vida. Os olhos se abrem e passam a ver o que antes estava completamente encoberto e escondido…

A gente precisa enxergar de onde vem os ataques, e quais são as máscaras e as mentiras. Porque satanás atua em muitos disfarces, com toda sorte de artimanha oculta, cumprindo cada um dos seus sórdidos desígnios, à medida que não é visto ou percebido. Ele descobre seu ponto-fraco e trabalha nele noite e dia, sem descanso. São sempre as mesmas brigas, aquele mesmo sentimento que dói, as mesmas acusações… Tem sido assim pra você? 

Na prática, pode ser que temos sofrido pela nossa incapacidade de enxergar o que de verdade está acontecendo conosco. E por não enxergarmos, seguimos acatando o sofrimento como condição habitual e permanente das nossas vidas. E por aceitarmos essa condição, estamos em constante posição de desvantagem em relação ao nosso inimigo, contra o qual Jesus nos deu TOTAL autoridade em seu grande e poderoso nome.

Sinto que precisamos orar para sermos curados desta cegueira que nos impede de enxergar com clareza a dimensão espiritual das nossas vidas. Porque  na materialidade da nossa existência, esta conta não fecha, e não há respostas sustentáveis para o sofrimento da maioria das pessoas.

Jesus é o único que pode nos dar o dom de ver com os olhos do espírito, para que nos toquemos do tanto que inconscientemente nos permitimos ser enganados e embarreirados pelas armadilhas daquele que só veio para matar, roubar e destruir.

Perceba satanás e ele será percebido. Clame o nome de Jesus, e ele fugirá. 

“Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano.” Lucas 10.19