Dica de alimentação: Redescobrindo o forno a gás! Por um ano mais saudável e com menos frituras!

Pra quem não sabe, eu me casei em novembro de 2008, sem saber refogar um arroz, cozinhar um feijão ou estourar uma pipoca na hora do filme. Sou filha de cozinheira, e cresci me contentando em receber os pratos na mão, ao invés de tomar vergonha na cara e aprender todos os dos dotes culinários da minha mãe(só pra constar, eu não me orgulho disso, ok??? rss)

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Bom, posso dizer que uma das poucas vantagens deste quadro embaraçoso, foi poder ter aprendido a cozinhar e me virar com minhas receitas ao meu modo e maneira, sem padecer daquelas inseguranças típicas de quem cozinha para atingir e manter um padrão de família, sabe?

Porque eu penso assim: comida de mãe e de sogra (que também é uma mãe :D) é sagrada. Tenho certeza que todas as mães do mundo pertencem a uma sociedade secreta onde aprendem uma fórmula culinária mais secreta ainda! Ou seja: é um padrão inatingível. E quando eu for mãe, vou ser aceita nesta sociedade secreta e meus filhos dirão o mesmo ao meu respeito, tendeu? rss

Enfim. Embora eu tenha aprendido e continuo aprendendo muito com as dicas da minha mãe – a primeira vez que cozinhei um feijão aqui em casa, liguei no celular dela umas 18 vezes seguidas – eu tenho um jeito muito particular de cozinhar e me entender com os alimentos, que é inclusive um jeito bem alternativo e tem super a minha cara. 😀

Pra começar, eu me oriento mais pela minha experiência pessoal com aquele alimento, e menos pela maneira “tradicional” de se cozinhar um alimento. Exemplo: pra que usar óleo no preparo do arroz (???) No máximo, eu uso umas gotinhas de óleo suficientes pra dourar o alho e só. Na minha humilde e amadora opinião, o óleo não acrescenta nada ao arroz em termos de sabor, textura ou facilidade no cozimento… Só aumenta calorias e colesterol. Quem precisa disso? Ninguém.

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E foi observando os alimentos e me descobrindo no universo da cozinha, que me deparei com um grande aliado, lembrado em muitas famílias somente naquelas ocasiões festivas, recheadas de receitas demoradas e complexas: o forno a gás.

Muita gente já o considera ultrapassado e inadequado demais para as necessidades modernas, e é inclusive possível notar que com a popularização dos cooktops, o forno a gás vem se tornando uma opção dispensável ou substituível pelos forninhos elétricos e alternativas mais portáteis.

Daí, com a ajuda do meu marido, que é um grande incentivador e degustador dos meus dotes culinários, descobrimos no forno uma opção econômica (porque o gás é um recurso muito mais barato do que a energia elétrica usada nos forninhos e microondas), que destaca o sabor dos alimentos de uma maneira mágica e, principalmente, preserva grande parte dos seus nutrientes e minerais.

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Além de eliminar a necessidade de se cozinhar com água ou óleo, o forno ainda proporciona um processo de cozimento limpo, com menos louça suja, menos resíduos espirrando no seu fogão inteiro que você acabou de limpar, e menos manuseio do próprio alimento (ficar mexendo com colher, revirando de um lado para o outro, transportando de uma panela pra outra, etc.)

Posso dizer que hoje eu uso o forno a gás não só para receitas elaboradas e esporádicas, mas também para fazer pratos super bobos e triviais, como uma simples travessa de legumes. Ao invés de cozinhá-los na pressão e enlouquecer com o barulho da panela de pressão e o medo de uma tragédia iminente (sim, eu tenho pânico de panela de pressão):

– eu lavo tudo direitinho, seco e corto em tiras largas ou cubos grandes (deixo a casca em legumes como abobrinha, berinjela, batata-doce, batata comum, etc),

– coloco numa forma grande, rego com um pouco de azeite, sal e aqueles “matinhos”: orégano, ervas finas, etc.

– cubro com rodelas de cebola, tomate e pimentão pra dar aquele gostinho extra,

E para deixar o alimento bem úmido e “molhadinho”, eu cubro a forma com papel alumínio (parte brilhante pra dentro) que inclusive contribui para um resultado mais rápido, e para a concentração e destaque do sabor.

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Fica tipo assim =)

Levo ao forno brando por uns 20 ou 30 minutos, e voilá! Legumes assados, nutritivos e deliciosos para se comerem puros, ou como complemento de outros pratos!

A casa fica cheirosa, seu fogão fica limpo e, o mais importante, seu corpo fica saudável e só tem a te agradecer!

E só pra finalizar, eu te convido a experimentar a nona maravilha do mundo, “minha legume” preferida, que eu já tenho o costume de fazer recheada no forno, e que com essa receita você poderá fazer frita, também usando o forno: b-a-t-a-t-a! Sim, batata-frita ao forno! (Só não vale empolgar no queijo hein, améeega!!)

Imagem meramente ilustrativa, ok, pessoal? rs

Imagem meramente ilustrativa, ok, pessoal? rs

Não é preciso ir muito longe para se conseguir grandes resultados! Pequenas mudanças de hábitos e preferências, usando o que já se tem em casa, são mais do que suficientes para se alcançar um estilo de vida leve e saudável!

Bóra ligar o forno! 😉

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Sanduíche também é comida, e pode ser uma de suas melhores opções fora de casa!

Há algumas semanas, fui convidada para uma reunião de caráter profissional num café bem legal de um dos maiores shoppings daqui de Belo Horizonte. Saí de casa com antecedência e cheguei ao local  com pontualidade, mas, infelizmente, fui surpreendida por um atraso de quase duas horas por parte de quem havia combinado de se encontrar comigo.

Acabei resolvendo esperar, e aproveitei então para dar uma volta no shopping e fazer o que nós mulheres adoramos fazer quando não queremos ou não podemos comprar: bater perna e olhar vitrine 😀

Bastaram os primeiros minutos de andanças pra eu observar um comportamento super curioso que se repetia em todo canto pra onde eu olhava: funcionários de diferentes lojas fazendo – imagino –  seu horário de lanche/break com um salgado na mão e um refrigerante ou suco qualquer.

E foi muito engraçado porque eu simplesmente não conseguia parar de olhar em direção a todos eles! Me senti tão incomodada que cheguei a considerar uma abordagem descontraída de amiga do tipo: #LancheVocêEstáFazendoIstoErrado!

Mas é claro que não fui abordar ninguém, e nem me meter onde não era da minha conta, até porque, fiquei pensando que talvez no entendimento deles, o tempo e o dinheiro disponíveis naquelas circunstâncias, só dariam mesmo para aquele estilo de refeição que inevitavelmente oferece baixo valor nutritivo, e alto valor calórico.

E fiquei pensando mais… Fui além, imaginando como seria a minha vida se eu estivesse na realidade deles, trabalhando num shopping com os horários mais malucos do mundo, e tendo que me virar com pouco tempo e dinheiro para me alimentar fora de casa, todos os dias.

Bom, em primeiro lugar, a pergunta que eu me faria seria exatamente esta: Quão pouco tempo e quão pouco dinheiro? Porque quando eu olho pra um salgado e uma lata de refrigerante comprados num shopping onde tudo – do estacionamento ao MacDonald’s – é bastante caro, estou vendo um investimento de no mínimo R$ 7,00.

Quanto ao tempo, tenho informações de que estes intervalos para lanche em shoppings variam de 15 a 30 minutos, dependendo das políticas de cada empresa. Logo, a estratégia é clara: fazer cortes e eliminar qualquer 1 centavo e 1 minuto mal investidos.

O LANCHE (opção 1: se eu tivesse que comprar)

Pra começar, eu eliminaria a bebida (qualquer uma industrializada de caixinha ou lata) que é indiscutivelmente o pior investimento do lanche: caro, de baixo valor nutricional, e nocivo à saúde.

Daí, pensaria em alternativas compartilhadas com outros colegas pra ter a opção de comprar os alimentos em suas quantidades de gôndola. Exemplo: você não consegue comprar duas fatias de pão integral avulsas no supermercado, mas se você combina com dois ou mais colegas, vocês compram o pacote e todos podem lanchar à vontade e sem culpa.

Partindo deste princípio, eu combinaria de comprarmos os ingredientes abaixo, antes de iniciarmos o expediente, para não desperdiçarmos nenhum minuto do horário de lanche em si com qualquer tipo deslocamento. Poderíamos então fazer estas pequenas compras em qualquer hipermercado do shopping (que também não é tão barato, mas é a melhor das opções disponíveis), e deixá-las guardadas na cozinha/geladeira da empresa:

– 1 pacote de pão integral

– 1 bandeja de queijo branco

– 1 bandeja de peito de peru light

– 1 tomate grande

– 1 banana e 1 maçã pra cada

A idéia de comprar todos os dias as quantidades exatas, ao invés de grandes quantidades para uma semana inteira por exemplo; é de justamente consumir tudo fresco e não ter a preocupação de alguma coisa passar da validade, estragar e acabar indo para o lixo.

Bom, como a hora da refeição é pra mim um momento sagrado, eu me esforçaria para fazer valer cada segundo do meu intervalo. Enquanto preparo o meu sanduíche na cozinha/refeitório da empresa, já vou quebrando o jejum com a banana e maçã. Só aí a gente já ameniza aquela fome voraz e fica com o apetite certo para um ou dois sanduíches. No meu caso, são dois com certeza…rsss

Meu *almoço* seria: o pão integral, 2 rodelas de tomate, 2 fatias de peito de peru e 2 fatias de queijo. Para deixar o pão molhadinho, nada de ketchup e congêneres! Eu geralmente coloco o caldinho que sai do próprio tomate enquanto estamos cortando as rodelas, e fica uma delícia 😉

Se eu sentir sede, eu tomo água, right?

Com esta refeição, além de você gastar menos do que gastaria com o tal salgado e refrigerante, você fica muito bem nutrido e, o mais importante, por mais tempo. Porque depois de duas frutas ricas em fibras e um sanduíche com pão integral (ou dois, no meu caso.rs), você se sente saciado, revigorado e pronto para encarar as horas de trabalho restantes.

Ao passo que com farinha branca e coca-cola no estômago, você se sentiria empanturrado, mole e com vontade de encostar em qualquer canto e dormir por toda a eternidade.

O LANCHE: (opção 2: se eu puder levar de casa)

Esta pra mim é a opção mais ideal! Especialmente porque você pode fazer uma bela compra toda semana, desfrutando dos ótimos preços e promoções dos supermercados e sacolões de bairro 😉

Eu faria sanduíches mais ricos e caprichados com milho, cenoura, rúcula, etc… e levaria as frutas já picadinhas e separadas em seus containers, como se fossem uma salada de frutas mesmo, sabe?

Os sanduíches você pode envolver em papel alumínio e armazenar nestas vasilhinhas próprias pra este tipo de refeição!

Daí você já joga dentro da bolsa: sua garrafinha de água, suas frutas picadinhas, seus sanduíches naturais e se dá conta de que você é capaz de passar um dia inteiro sem comer 2 kilos de produtos industrializados, ou besteiras de confeitarias e lanchonetes!

E se você estiver disposta e engajada: tire uma horinha do seu fim-de-semana para preparar seus sanduíches e frutinhas da semana inteira, conservando-os bem e despreocupadamente na geladeira, e até mesmo no congelador, caso esteja bastante animada para preparar quantidades ainda maiores 😉

Reserve sua cota de salgados, refrigerantes e doces para as festinhas de aniversário dos sobrinhos, encontros com os amigos e outros programas de lazer que são a exceção em nosso cardápio, e não a regra!

Aproveite para mudar este hábito hoje, e passe estas opções pra frente, pra que outras pessoas saibam como é possível comer bem fora de casa, mesmo em situações extremas de pouco tempo em dinheiro!

Viva mais e melhor! Até 😉

VÍDEO: Projeto Verão 2013 – Respondendo dúvidas e perguntas

Olá, minhas queridas!

Em primeiro lugar, devo pedir desculpas por ter demorado tanto para gravar este vídeo respondendo às principais dúvidas e perguntas relacionadas ao “Projeto Verão 2013”.

Na verdade, este vídeo de hoje responde apenas parte das dúvidas mais recorrentes, e, por isso, minha intenção é ir soltando vídeos como este ao longo das semanas para responder aos demais questionamentos que ainda estão pendentes.

Espero que seja útil, e que vocês se sintam à vontade para me deixarem qualquer dúvida que esteja ao meu alcance esclarecer =)

P.S. No próximo episódio da série “Projeto Verão 2013”, vou mostrar pra vocês um treino completo que costumo fazer no meu dia-a-dia, e que vocês poderão aplicar ou adaptar para o nível de vocês \O/

Emagrecer: uma breve reflexão e algumas dicas práticas!

Embora emagrecer não seja exatamente um assunto de destaque na minha atual agenda feminina (pura genética, tá), sinto uma certa obrigação de reservar espaço e importância a esta temática que aflige pelo menos metade da população brasileira, entre crianças e adultos.

Perder peso é um grande desafio, e seu processo deve envolver diferentes variáveis e fatores a serem considerados de maneira sistêmica e integrada, e não isoladamente como proposto por muitas alternativas milagrosas de resultados rápidos e não-sustentáveis.

Diversos estudos a este respeito já foram publicados nos últimos anos, e diversos outros ainda se encontram em andamento para derrubar ou endossar as velhas teorias, e se aproximar cada vez mais da verdade.

Sendo assim, a primeira e mais importante dica para quem deseja emagrecer é procurar ajuda profissional (médicos, nutricionistas e educadores físicos para um tratamento holístico e eficaz) capaz de: 1) diagnosticar a causa e raíz do seu sobrepeso, 2) desenhar um programa de emagrecimento multidisciplinar específico para você e para as suas atuais condições de saúde.

Não se aventure nas receitinhas caseiras, e nem espere tudo dar errado para só então visitar um consultório médico. Lembre-se: Saúde não é brinquedo.

Se você já começa fazendo o que é certo e garantido, maiores serão as chances de você tratar o seu sobrepeso de maneira objetiva e pontual, ao invés de ficar dando voltas nas “dicas de amiga” e receitinhas da internet que queimam seu tempo, seu dinheiro, sua disposição… só não queimam o tecido adiposo que você precisa perder.

Por isso, a segunda dica é se apegar aos fundamentos básicos da alimentação saudável e balanceada, buscando corrigir os desvios dos seus atuais hábitos e vícios alimentares, antes de sair gastando suas economias em cápsulas e shakes emagrecedores.

Dentre vários outros, alguns destes fundamentos são:

1) Diminuir a ingestão calórica/Gastar mais calorias do que se consome. Para isso, não é necessária nenhuma medida drástica ou atroz demais: comece cortando 100 calorias da sua dieta diária, por exemplo, e conjugue este esforço com a prática de exercícios aeróbios que aumentam o gasto energético e auxiliam na queima da gordura corporal.

2) Comer várias vezes ao dia e tirar o organismo da preguiça. Ninguém emagrece deixando de comer. Tudo depende da quantidade a ser ingerida e, principalmente, do alimento a ser ingerido. Uma porção de frutas é bem diferente de uma porção de Doritos.

3) Não banir os carboidratos de maneira indistinta e deliberada. O organismo precisa de uma certa quantidade diária de todos os nutrientes, sem exceção. Principalmente os carboidratos cuja ausência promove a perda de massa magra e não de gordura, como muitas pessoas acreditam. Escolha sempre os carboidratos complexos (de lenta absorção), no lugar dos carboidratos simples como farinha branca e açúcares.

4) Ingerir alimentos que prolongam a sensação de saciedade como é o caso dos alimentos ricos em fibras, que mesmo parecendo calóricos demais numa primeira impressão, acabam tendo efeito compensatório já que  “adiam/enganam” aquela fome voraz que nos leva a beliscar bobagens o dia inteiro. Ou seja, é só fazer as contas e tomar a decisão mais inteligente.

5) Beber água para melhorar a circulação, eliminar as toxinas, evitar o inchaço e retenção de líquidos. Além disso, estudos mostram que beber água antes das refeições auxilia no controle do apetite, fazendo com que você coma menos do que normalmente comeria em circunstâncias normais.

Seguindo estes princípios comprometidamente durante vários meses seguidos (tem que ter consistência), aliados à prática regular de exercícios físicos de alta intensidade que auxiliam na aceleração do metabolismo; com certeza resultados sustentáveis aparecerão sem a  necessidade de dietas radicais ou de procedimentos cirúrgicos/estéticos.

É óbvio que as inclinações genéticas individuais influenciam e muito no processo de emagrecimento da maioria das pessoas, e por isso nada pode ser generalizado ou resumido numa fórmula mágica que se aplique a todos. Entretanto, o que observo é um comportamento viciado de: “se for aos poucos, eu não quero. Prefiro não fazer nada, a ter que esperar meses para perder míseros 5kg”.

Olha… Não subestime o grande poder das pequenas medidas. Se desafie a fazer o básico, o mínimo, e mande embora os kilos a mais que você consentiu que seus maus hábitos te trouxessem. Na dúvida, só há uma maneira de saber: testando e comprovando você mesmo.

Meu desafio pra você hoje é: comece agora, marque o dia e horário, e daqui a um ano volte ao blog pra me contar. =)

Até lá!

Três pequenos hábitos alimentares que garantem melhor qualidade de vida!

Vocês que me acompanham há mais tempo, já devem ter percebido que todo o conteúdo do blog é produzido sobre o pilar dos princípios e hábitos, em detrimento das regrinhas e modismos.

Regrinhas e modismos se seguem por imediatismo, são voláteis e superficiais. Princípios e hábitos se desenvolvem com o tempo, duram uma vida inteira e, principalmente, nos levam a pensar e compreender o impacto maior que pequenas escolhas corriqueiras exercem sobre nossa existência como um todo.

A natureza nos oferece gratuita e abundantemente tudo o que precisamos, cabendo a nós o mínimo de interesse e instrução a respeito de seus mecanismos e propriedades. Se não compreendemos as funções vitais do nosso corpo e o seu processo de transformação e aproveitamento de tudo o que entra em contato com ele, como poderemos fundamentar bem nossas decisões de dieta e estilo de vida?

Viver bem não é difícil, gente. Basta apenas um amplo e suficiente fundamento – Muito antes de sermos “seres” sociais que buscam o sucesso e precisam trocar de carro todo ano, somos em primeiro lugar seres naturais que tem um corpo em constante necessidade de nutrição e cuidado.

Sendo assim, qualidade de vida começa sempre com uma reordenação de prioridades. Qualidade de vida começa com o aspecto natural da nossa existência, com o nosso corpo, que quando devidamente nutrido e cuidado, se mostrará apto para desempenhar as demais funções sociais. E não o contrário.

Por isso hoje, quero dividir com vocês alguns princípios e hábitos que venho desenvolvendo nos últimos anos, e que mudaram o meu estilo de vida e modo de pensar o meu corpo!

CAFÉ DA MANHÃ CAPRICHADO – COMECE O DIA BEM

Já na adolescência, quando comecei a trabalhar fora, sair de casa às 7h00 em completo jejum, nem era mais novidade. Chegava no trabalho, tomava o famoso cafezinho puro, e só fazia a primeira refeição completa do dia na hora do almoço, por volta das 12h00.

E assim como eu naquela época, vejo que muitas pessoas acordam sem muito apetite, e acabam pulando a principal e mais importante refeição do dia.

Neste momento, devemos confiar no que sabemos e não no que estamos sentindo. É como eu disse nos parágrafos acima: precisamos entender o funcionamento do nosso corpo para tomarmos as decisões certas!

Mesmo sem fome, lembre-se que seu corpo está há pelo menos oito horas sem receber qualquer nutriente, e que para começar a desempenhar suas funções básicas, ele precisará tirar energia de algum lugar!

Por isso, atualmente, tenho me vigiado para tomar um café da manhã rico e completo (carboidratos, proteínas, vitaminas, etc) mesmo estando sem muito apetite.

Geralmente, eu começo o dia com uma garrafinha de água e uma fruta fresca. Na maioria das vezes, escolho a banana para garantir o bom humor#serotonina. Daí como duas torradas de pão integral com duas fatias de queijo branco, um ovo mexido e uma xícara de chá ou café. No meio da manhã, eu costumo tomar um iogurte.

Já foi inclusive comprovado por meio de estudos, que os indivíduos que não pulam a primeira refeição do dia, apresentam muito mais facilidade para controlar o peso e permanecer em forma. Ademais, ao não se alimentar pela manhã, muito provavelmente você comerá mais e de maneira errada na hora do almoço.

PREFIRA ALIMENTOS CRUS E COM CASCA – MAIOR E MELHOR APROVEITAMENTO

Como eu disse no início do post, a natureza nos oferece tudo o que precisamos em quantidades, formas, texturas e cores abundantes! Por isso, não devemos desprezar a importância de consumirmos determinados alimentos em sua forma bruta e original: crus e com casca. (Como disse uma médica cujo nome me fugiu agora: “na natureza não tem nem fogão nem faca!!”)

Os processos de cozimento podem alterar as propriedades naturais dos alimentos, fazendo-os perder nutrientes importantes para o nosso organismo, em até 80% (afirmam alguns cientistas). Já a casca dos alimentos pode concentrar grande quantidade de fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes, que ajudam inclusive no combate de doenças e do envelhecimento precoce!

Este hábito é uma  “bobagem de grande impacto”, mas que cai no esquecimento da maioria das pessoas. Às vezes, quando vejo alguém descascando uma maçã perto de mim, minha língua coça na hora pra perguntar se ela vai ou não comer a casca!

E se o motivo da remoção da casca é a realização de uma receita específica, eu pego a casca na cara de pau, lavo e como separadamente!! Gente, está ali! Uma fonte rica e completa de nutrientes, DE GRAÇA! Isto não pode ir para o lixo! Eu sou o próprio pac-man, saio devorando estas coisinhas! rsss

PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS SEMPRE COM MODERAÇÃO

Viver bem pode até não custar muito dinheiro, mas com certeza custa muito tempo e energia. Lavar, descascar, picar e preparar os alimentos toma muito mais tempo do que a maioria das pessoas tem disponível.

Para grande parte dos casos, a resposta mais fácil e acessível a todos é o consumo de alimentos prontos ou semi-prontos, que basta a gente jogar dentro do microondas de olhos fechados, sentar e comer em menos de 10 minutos.

E  para mudar este hábito, a gente precisa tirar as crianças da sala e desligar a TV. Porque no horário matinal de desenhos animados e programas infantis, não tem UMA inserção que incentive a criança a comer uma fruta, um legume ou uma verdura.

Mas propaganda pra dizer que TANG faz bem pra saúde, que biscoito recheado tem cálcio e que chips é a melhor opção de lanche para a escola… isto tem aos montes!!

E o que mais me dá nos nervos é o famoso slogan “o melhor da fruta você encontra no suco da marca tal”!

Minha gente!! Isto é usurpação!! O melhor da fruta a gente encontra na própria fruta!!! O melhor da laranja está na laranja e não numa caixa na gôndola do supermercado!!

Eu sei, é lógico que a gente precisa fazer concessões, porque a vida está corrida pra todo lado e pra todo mundo… Mas, como diria Paulo, “no que depender de vós”, tentem restringir ao máximo a entrada destes produtos no seu lar!

Atenção redobrada aos produtos diet e light! As versões diet, por exemplo, excluem o açúcar da composição daquele determinado alimento, mas, em contrapartida, fazem substituições com adoçantes químicos, entre outros agentes artificias (nocivos à saúde a longo prazo) que tentam compensar seu sabor e textura original.

Por isso, não permita que os rótulos ou propagandas pensem por você! Leia as informações nutricionais, seja crítico e, se o que você leu não te agradou, não leve! Ninguém morre por falta de alimento industrializado! rsss

Mudando um hábito aqui e outro ali, você adiciona mais dias de qualidade não só à sua vida, mas à vida de toda a sua família =)

Comece aos poucos, mas comece…

Já parou pra pensar que o furo da sua alimentação pode ser as bebidas que você ingere?

Nós as vezes nos julgamos tão inteligentes e espertas por escolhermos um refrigerante diet junto com aquele pedido de pizza calabresa gigante, tamanho família-colossal-turbo-plus-size-extra-cheese, né?!? (Eu amo :D)

(E pra mim, não há hipocrisia alguma nesta escolha, já que em se tratando de uma refeição mega calórica, é legítimo usarmos estratégias aqui e ali para diminuirmos o estrago aonde der 😀 )

Bom, a verdade é que passamos o dia vivendo situações que demandam escolhas rápidas e práticas – que por parecerem tão automáticas e banais – nem sempre nos dão margem ou prazo para pensarmos sobre elas um pouquinho melhor.

E as escolhas relacionadas à dieta e alimentação acontecem a todo vapor, a cada minuto em que comemos e bebemos qualquer coisa, desde a balinha do intervalo, até o santo cafezinho que não pode faltar depois do almoço. (Eu amo2 :D)

Por isso, já faz alguns meses que minha resposta calculada para cada uma destas demandas se resume em uma única e suficiente palavra: água.

Porque se você parar para analisar, estamos proporcionando ao nosso organismo uma bebida 100% natural, essencial à nossa saúde e, sobretudo, inofensiva em termos calóricos – ou seja, sua bebida não acrescentará calorias desnecessárias à sua refeição que já está completa em nutrientes e energia.

Nosso organismo não precisa e nem se beneficia das substâncias encontradas no refrigerante, ou no refresco, ou no suco de caixinha, ou no “chá” gelado de latinha. Mesmo os sucos ditos “naturais” vendidos em bares e restaurantes, são preparados a partir do nectar/polpa da fruta, com adição de açúcares e pouco aproveitamento da fruta em si (não passa de 30%).

Na maioria das vezes, como acontece com os famosos “sucos” de caixinha, estamos ingerindo conservantes, aromatizantes, corantes e açúcares, no lugar de todos os maravilhosos benefícios naturais da fruta que, a propósito, se aproveitariam muito mais se escolhêssemos consumir a fruta da feira, ao invés do tal “suco”.

O que noto é que infelizmente, comer fora de casa pode ser um mal silencioso, se não encontramos a força necessária para dizermos um “não” bem grande àquela vitamina deliciosa da esquina que, por motivos desconhecidos,  é preparada com açúcar refinado, como se o açúcar natural das frutas, do leite e de todos aqueles grânulos presentes na vitamina, já não fosse no mínimo suficiente.

Por isso, no meu dia-a-dia, minhas escolhas giram somente em torno da água e do chá de ervas, puro e sem açúcar. A regra é clara: se for industrializado, tô fora. Aos finais de semana, me permito várias concessões como um refrigerante (que não seja light, please), ou um café adoçado com açúcar cristal que eu amo, batidas e sucos que são algumas das delícias que eu aprecio bastante.

E eu sei que à primeira vista minhas escolhas podem parecer um tanto desafiadoras e radicais. Mas ao final do dia, o que conta é uma soma de escolhas pequenininhas, que juntas fazem toda a diferença, e dão a sensação de um organismo limpo, e de um paladar que se re-educa diariamente para ser mais seletivo e esperto.

Após certo período vivendo estas escolhas, a gente passa a desenvolver uma certa intolerância a quantidades exageradas de determinados elementos alimentícios, seja o óleo de cozinha, o açúcar ou o sal. O paladar simplesmente muda e pede uma dieta mais limpa e equilibrada.

Pelo menos pra mim, o desafio maior tem sido o café… ele que antes me acompanhava durante todo o meu dia, agora só é consumido aos finais de semana. Nos primeiros dias, a saudade era tanta que até dor de cabeça eu senti. 🙂 Mas já estou me acostumando e vejo que este pretinho não me faz falta nenhuma.

E pra você? Qual tem sido a bebida que mais tem te feito tropeçar? Bom, espero que depois deste bate-papo, possamos prestar mais atenção ao nosso poder de decidir a todo tempo o que é melhor pra nós e pra nossa saúde!

Um beijo grande pra você e até breve! =***

Banana e maçã: Sua mãe também mandava de lanche pra escola?

Quando eu era criança, meu sonho era comer porcaria. Mas minha mãe era muito hardcore e nem suco artificial de pozinho ela fazia lá em casa! Um dia, a título de exceção, ela fez um chup-chup de grosélia, e eu não podia desejar outra coisa na vida, além daquele banquete industrializado que deixou minha boca toda vermelha e dormente (por causa do gelo.rs)!

Não sei o que é tomar um refrigerante ou comer um chips na hora do recreio. Dona Cida comprou garrafinha térmica para armazenar o suco NATURAL de fruta que ela  mesma fazia e mandava na lancheira, ao lado das indispensáveis peças de banana e maçã =)

E quando eu penso hoje, vejo como nossas mães estavam certinhas! Porque o que na época poderia ser uma tentativa de economia ou um hábito involuntário, é atualmente um dos grandes segredos da saúde, beleza e boa-forma.

Sim, o consumo de uma banana e uma maçã todos os dias traz benefícios estupendos ao nosso corpo e mente, sem que necessariamente precisemos nos desdobrar para cumprir aquele monte de rituais e dietas mirabolantes que saem todos os dias nos veículos de comunicação.

Estamos falando de duas frutas financeiramente acessíveis, fáceis de encontrar em qualquer canto do Brasil, e que estão nos expositores das feiras simplesmente o ano inteiro.

A banana é uma bomba de energia, e uma explosão de nutrientes:  rica em fibras, triptofano, fósforo, vitaminas A, C, B1, B2 e B6,  potássio, magnésio e cálcio. Trocando em miúdos, quando você come uma banana, você se sente alimentado e saciado por mais tempo, o que te previne de ficar beliscando besteiras o dia inteiro; o triptofano previne a depressão e auxilia na produção de serotonina, responsável pelo bem-estar; o potássio vai ajudar na regularização da sua pressão arterial; e a lista de benefícios só vai crescendo.

Não precisa desmaiar com a quantidade de calorias da banana, porque os açúcares que ela oferece são naturais, e ao mesmo tempo, a quantidade de fibras que você ingere auxilia na prevenção do armazenamento de gorduras no seu corpo. Ou seja, a fruta é equilibrada =)

E para equilibrar ainda mais, temos a maçã que ao contrário da banana, apresenta um baixo teor calórico. Agora lembrem-se: maçã se consome com casca! Mesmo que você a descasque para seguir a orientação de uma receita, por exemplo, dê um jeito de comer a casca separada em algum momento, escondida num canto da cozinha, talvez…rsss

Muitos estudos recentes mostram a eficácia dos nutrientes encontrados na maçã no combate aos diferentes tipos de câncer, e no controle e redução do colesterol “ruim”, o LDL.

Além disso, a maçã tem ação antioxidante, auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares, e nos fornece metade de toda a vitamina C que precisamos ao longo do dia. (100g de maçã fresca pode ser mais benéfico que um comprimido de 1500mg de vitamina C. Os antioxidantes naturais presentes na maçã fresca seriam mais eficazes do que aqueles encontrados em suplementos dietéticos. Fonte: Universidade de Cornell, publicado na Revista Nature).

Eu sempre digo aqui em casa que as frutas estão naquela categoria da criação, em que Deus desenha algo muito meticulosamente, para o exclusivo deleite do homem… Chega a ser impressionante pensar que um alimento pode ser encontrado na natureza prontinho para o nosso consumo, recheado de benefícios para a nossa saúde, e com um sabor simplesmente sublime e delicioso.

Cuide da sua saúde com a simplicidade da infância, sem inventar moda, e crie um patrimônio para a vida inteira =)