Relacionamentos amorosos tem importância?

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Dos pedidos e sugestões que sempre recebo para tratar em post ou em vídeo aqui no blog, o assunto “relacionamentos” é com certeza o mais recorrente. E curioso. E simpático.

Parece que este aspecto da vida (da mulher principalmente), exerce uma importância tão grande e taxativa sobre sua capacidade particular de ser e se sentir feliz, que os outros aspectos passam a inevitavelmente se posicionarem de maneira bastante secundária e com valor reduzido. O que inclusive não é exatamente errado ou ruim, já que os relacionamentos devem sim ocupar as primeiras e mais honrosas posições no ranking de nossas prioridades.

Talvez o desajuste nesta organização de prioridades esteja não em dar a devida importância aos relacionamentos (porque isso é legítimo e todo mundo concorda), mas sim em não saber e não tratar daquilo que realmente seja importante nos relacionamentos.  Ou seja, dar importância aos relacionamentos não é tudo, não basta.

Para exemplificar, me vem à memória um filme que assisti este final de semana baseado em fatos reais, (The Iceman – 2012), que conta a história de Richard Kuklinski, um homem que durante anos mente para a esposa e filhas dizendo que trabalhava no mercado financeiro, até o dia em que finalmente é preso, em 1986, e todos descobrem sua verdadeira  atividade profissional: assassino de aluguel.

O filme retrata um homem extremamente frio e indiferente às vítimas de quem lhes tirava a vida. Inclusive, há relatos de que vários de seus assassinatos foram praticados com requintes de crueldade física e psicológica.

Entretanto, e muito curiosamente, este mesmo homem gélido e truculento se mostra ser um verdadeiro adorador e devoto de sua família, em especial de sua esposa Debora. As cenas exibem um marido carinhoso, que cobre a esposa e as filhas de presentes caros e que não tolera qualquer maldade ou intenção de ofensa contra elas.

A importância que ele atribuía à sua família era gigante, e ninguém vai dizer o contrário. Contudo, ele não soube, ou simplesmente sabia mas negligenciou, aquilo que tinha importância  na relação com sua família: o respeito, a lealdade, a honra e a verdade. Por consequência disso, uma esposa ficou sem marido, ultrajada e humilhada pela ocasião de sua prisão em 1986, e, o mais triste, duas filhas ficaram sem pai.

E é exatamente isto que tem acontecido nas relações amorosas de hoje, salvaguardando as devidas proporções, é claro.

Pessoas que insistem na importância que dão aos seus relacionamentos, mas que não se esforçam (por preguiça ou por falta de consideração pelo outro), para tratar e aplicar as coisas que são importantes nestes relacionamentos. Inclusive, quando paro pra pensar, chego à conclusão de que essa importância é, na realidade, uma necessidade social e de status que se disfarça de importância quando convém. É uma necessidade escondida que se apresenta ao mundo com cara de importância.

Certa vez, e isso já faz muitos anos, me encontrei com uma amiga que não via há algum tempo, e ela me atualizou dizendo que tinha se separado do marido por um milhão de motivos. Mas que gostaria de reatar “porque ficar sozinha tá por fora.” (coloquei entre aspas porque são palavras da própria!)

Vejam bem: parece que a importância que damos aos relacionamentos não está associada ao valor intrínseco e verdadeiro que os relacionamentos tem em si. A importância que damos aos relacionamentos está associada à maneira como usamos estes relacionamentos para resolver nossos problemas de status, insegurança e auto-estima.

É como ter em casa uma obra de arte linda e rara, e pregá-la na parede com o propósito de disfarçar ou esconder um defeito na pintura, ou uma infiltração. A obra de arte tem seu valor próprio por ser quem ela é e pronto. Mas quando eu faço uso dela com a finalidade errada, eu a desmereço e reduzo seu valor a nada.

Um relacionamento é algo fino, raro e precioso que deve receber o tratamento do qual é digno de receber. E em muitos casos ele é tratado meramente como o quadro raro pregado na parede para esconder uma infiltração.

Não tenho a receita para o “sucesso” num relacionamento amoroso, como às vezes sinto que seja a expectativa de algumas pessoas. E mesmo se eu tivesse, não acho que esta seja a melhor maneira de ajudar… Minha ajuda é esta que vocês já conhecem: propor os pilares e fundamentos para  uma reflexão sincera, e, a partir dela, a gente aprende a pensar a própria vida e começa então a corrigir os desvios.

Seja lá como for, e respondendo à pergunta do título do post, relacionamentos tem sim muita importância! Não as partes A e B que formam o casal isoladamente, mas o relacionamento em si é um verdadeiro presente pra quem sabe aplicar as coisas que são importantes para seu aprimoramento constante 🙂

Por isso, cuide do seu. Aprecie. Valorize.

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Conversa totalmente aleatória, minha semana… e você, tudo bem? rs

Estou eu aqui, gripada, com garganta inflamada, voz de panicat, passando a pastilha de cloridrato de benzidamina e muito, mas muito papel higiênico… (Acho que o saldo já é de um rolo).

Daí, meu lindo e amado esposo me traz rosas e um singelo saquinho de M&M de amendoim, que logo atuam como coadjuvantes do tratamento “sintomático” da gripe (tá escrito desse jeitinho na bula.rs), ao lado do paracetamol e do cloridrato de benzidamina que jamais proporcionarão a melhora clínica e psicológica que só as rosas e os M&M’s de amendoim são capazes de proporcionar.

Os médicos deveriam prescrever “rosas de 6 em 6 horas, e 5 M&M’s de amendoim após cada refeição”. Pronto! Descoberta a cura da gripe!

Recebo então a visita sempre muito bem-vinda, divertida e agradável da minha irmã, que dirige mais de 10km pra vir aqui do lado da minha casa comprar um pincel, que segundo ela só poderia encontrar aqui e em nenhum outro lugar dessa cidade… Unhum, sei… Acho que ela queria mesmo era me ver, e inventou essa desculpa 😀 😀

Pois eu achei ótima essa desculpa, porque quando juntamos nós duas, não tem quem não estranhe nosso comportamento eufórico e até um pouco “acriançado” demais para a nossa idade (gente, já passamos dos 25, ora!!).

Inclusive, teve um dia em que ela veio à minha casa para cortar meus cabelos, e meu marido e minha cunhada (que também estavam presentes) não conseguiam entender do que tanto falávamos e ríamos. Foram 4 horas conversando e rindo, e 15 min. cortando os cabelos.

Pois nesta última visita, não foi diferente… Batemos perna pelo bairro, dando um bafo por esquina e em cada loja que entrávamos! As vendedoras caem na gargalhada e até falam: “nossa, vocês são ótimas!”

Tudo porque eu queria um brinco de R$ 2,00 semelhante a um anterior que eu havia comprado na semana passada com minha mãe nesta mesma loja, e que agora de repente já não estava mais no mesmo expositor onde eu encontrei esta pechincha inacreditável!

Pois eu estava determinada, e coloquei todo mundo da loja pra me ajudar a encontrar a fonte dos brincos de R$ 2,00! E dei as instruções “quem encontrar primeiro, grita – achei!”. Enfim. Acabei levando um de R$ 4,00, pelo empenho e atenção de toda a loja dispensados à minha pessoa, e à pessoa da minha irmã.

(Sobretudo num momento específico em que eu tentava descrever o tal brinco que queria… “Meninas, ele é meio grego… meio medieval…” Nota 10 para o meu senso de humor, e zero para minha capacidade de análise  e observação histórica. Grécia e Idade Média?? What??)

É até engraçado, porque sempre que tenho estes encontros com as mulheres que fazem parte da minha vida (irmã, mãe, cunhadas, amigas, primas, vocês 🙂 parece que voltamos aos tempos de escola, naqueles dias em que o horário começava com uma aula de Ed. Física – recheada de muita risaiada e descontração – e de repente seguia com as demais disciplinas que demandavam silêncio, raciocínio e reflexão. #rimou

Não sei exatamente como, mas me lembro de conversas que começaram com temas do tipo “a partir de que idade o bumbum começa a cair”, ou “qual o melhor pincel para marcar o côncavo”, e terminaram com reflexões profundas a respeito do mundo contemporâneo, o amor de Jesus e o papel da mulher no casamento e na sociedade.

Seria praticamente uma versão atualizada daqueles banquetes que os filósofos promoviam para discursarem – um de cada vez – sobre temáticas específicas; porém com pequenas adaptações: nossa versão é bem mais legal e interativa, principalmente porque a gente fala de tudo um pouco, e todas de uma vez, a uma só voz, sem qualquer ordem! kkkkkkkkkk

Acho que talvez seja este o motivo de eu nunca ter sido muito apreciadora de boates e casas noturnas… são lugares onde as pessoas não vão pra conversar.rsss

E embora eu goste muito de dançar (ritmos e letras decentes), eu simplesmente não consigo dançar por horas ininterruptas e adentrar a madrugada na pista… Ao passo que se for pra bater um papo gostoso e dar boas risadas,tô dentríssimo!

Sei lá… é que quando analiso os momentos de felicidade genuína da vida de uma pessoa – aqueles momentos em que nos sentimos felizes de graça, sem que nada de excepcional ou extraordinário esteja  acontecendo – observo que sempre tem uma boa conversa ou um papo legal envolvidos nesta cena de felicidade.

Porque a conversa edifica a quem fala, e a quem ouve, independente do assunto. Não pelas palavras ou argumentos em si, mas pelo gesto de desprendimento de dar e receber uma atenção, um afago…

E ainda bem que minha dermatologista já até me passou um anti-idade para a região dos lábios, porque ela mais do que ninguém já sabe o tanto que gosto de conversar… 😀

Não sei como terminar este post… Porque eu ainda tenho muito assunto, e poderia continuar falando por parágrafos e mais parágrafos! kkkkkkkk

Bom… Eu vou, mas eu volto…!! Até breve, amigas!! =***

PRINCÍPIOS E VALORES: Na prática, se você não sabe por onde começar, comece servindo.

Sabe aquela situação em que estamos diante de um lindo e emocionante discurso, com sentenças e palavras perfeitamente articuladas, mas não sabemos exatamente como viver nada daquilo que está sendo ministrado? Tudo o que é dito ali nos cai como uma luva, e parece até que o orador está contando a história da nossa própria vida… mas simplesmente não conseguimos enxergar o lado prático daquela dissertação.

É semelhante à batalha que os pais travam com seus adolescentes em casa, tentando lhes introduzir os valores  básicos de respeito, reverência e humildade, por exemplo; e ainda assim parece que os filhos vivem para contrariar tudo o que é pregado religiosamente no núcleo familiar.

Em alguns casos, eu verdadeiramente observo que trata-se de uma afronta proposital por parte dos filhos para com os pais… Mas em muitos outros, o que notamos são meninas e meninos que, assim como nós adultos, experimentam diariamente a limitação de não saberem como viver aqueles valores e princípios que são ensinados em casa.

E é relativamente fácil rastrear as origens dessa limitação, quando compreendemos que estes valores e princípios dificilmente deixam o nível das idéias para habitarem entre nós no nível da vida prática. Ou seja, queremos que nossos filhos sejam respeitosos e reverentes, mas no mundo material, onde estão as demonstrações palpáveis destes valores? Em casa? Na escola? Na rua? Na TV? Onde, se não na vida e obra de Jesus? O Deus que se fez carne e habitou entre nós, nos ensinando a viver cada um destes valores e princípios, de maneira simples e prática. O que pode ser mais prático, aplicável e simples do que servir às pessoas?

Servir não é dar o que sobra, o que não nos custa nada fazer… Servir é fazer pelo outro de acordo com a necessidade dele, e não de acordo com a sua disponibilidade, ou daquilo que não vai te fazer falta, ou te atrapalhar.

EM TERMOS PRÁTICOS

Você está no ponto esperando o ônibus, exausta, depois de um dia de muito stress e trabalho. Quando você entra, você fica toda feliz porque encontra um assento vazio, onde pode descansar e carregar suas coisas com conforto e “dignidade”.

Depois de algum tempo, entra uma pessoa que não é mais velha que você, não está com criança de colo, e não tem qualquer prioridade sobre o assento. Esta pessoa está carregando uma cesta básica que recebeu hoje do trabalho, e está com um aspecto muito cansado e exausto… parece que trabalhou duro o dia inteiro.

Tudo o que esta pessoa precisa agora é de um assento livre para descansar… mas isso você não tem. O único assento que você tem, é este no qual você já está acomodada. Logo, não há muito o que fazer para servir a esta pessoa, certo?

Errado. Servir é dar ao outro o que ele precisa, e não o que você tem sobrando. Levante, e ceda o seu assento. 

Você olhou para aquele trabalhador e reconstituiu todo o seu trajeto com a cesta básica de aproximadamente 15kg. Ele deve ter andando vários metros até chegar ao ponto de ônibus. Será que ele ainda vai tomar outro ônibus depois deste? Vai ver ele ainda terá de caminhar mais alguns metros para chegar em casa, mesmo depois de descer do ônibus…

E você pode até pensar: Este assento é meu! Eu também trabalhei muito hoje! Passei por isto e aquilo, e mereço um assento, mereço descansar!

É parecido com o que acontece aqui em casa quando compramos uma sobremesa gostosa (uma  pra cada), e meu marido termina a dele bem antes de mim. E é claro que ele fica de olho na minha sobremesa… e eu falo: Você já comeu a sua. Esta é minha, e eu tenho o direito de demorar até o mês inteiro pra comer… é minha!

Daí eu penso melhor, e falo: A sobremesa é MINHA, e por ser MINHA eu faço com ela o que eu quiser… por ser MINHA, eu te dou. Por que se não fosse, MINHA, eu não teria o poder de te dar.

O assento é seu! E por ser seu, você tem o poder de dar a quem quiser.

QUERO VIVER ESTE PRINCÍPIO

Passemos a observar a necessidade das pessoas. É como dar aquela carona que está COMPLETAMENTE fora da sua rota, do seu trajeto. A necessidade daquele irmão é chegar em casa, logo, se está dentro ou fora da sua rota, não importa. Importa a necessidade dele.

Quando fazemos pelos outros com este desprendimento, é como se estivéssemos fazendo para o próprio Deus. E por Ele muito se agradar destes filhos que vivem o princípio de servir aos outros, Ele se encarrega pessoalmente de retribuir, abençoar e recompensar a cada um conforme a sinceridade do seu coração.

Para a maioria das pessoas, inclusive pra mim, viver este princípio é um desafio muito grande… Somos impelidos o tempo inteiro a nos preocuparmos com os nossos próprios assuntos, em primeiro lugar. EU sou a prioridade da minha vida…

Mas quando você pensa que o mandamento é “amar o próximo como a nós mesmos”, compreendemos então que se somos a prioridade das nossas vidas, o meu semelhante é tão prioridade quanto eu, porque eu devo fazer por ele o que com muito esmero e interesse, eu faço pra mim mesmo.

Quanto mais eu amo e cuido dos outros, muito mais o meu Senhor cuidará e se agradará de mim. Este é o estilo de vida… vamos viver?

A inveja, porém, é podridão para os ossos… pois toda a carne já foi corroída.

UMA PEQUENA INTRODUÇÃO: É IMPORTANTE.

Este tema foi sugerido pela minha querida leitora Verônica, de Votuporanga – SP. =) 

Até hoje eu morro de rir quando conto pra alguém que quando criança, o meu sonho frustrado era ser uma paquita da Xuxa. Frustrado por quê? Por que eu era morena, baixa e tinha cabelos cacheados. As paquitas da Xuxa eram loiras, altas e tinham cabelo liso.

E quando eu paro pra analisar este sentimento de frustração que me acompanhou durante alguns anos da minha infância, começo então a perceber que desde cedo a gente inconscientemente aprende a cobiçar o que é dos outros. Eu via minhas coleguinhas loiras com cabelo liso, e desejava ser como elas, e ter o que elas tinham.

Obviamente que a compreensão acerca da diversidade e da beleza que há no exclusivo jeito de ser de cada um, só vem mesmo com a maturidade, e com o desenvolvimento gradual da auto-estima e da auto-confiança. Passamos a entender que somos lindos nas nossas diferenças, e que nossas vidas podem ter desdobramentos completamente distintos, de acordo com as decisões e escolhas pessoais que venhamos a fazer.

Acabamos então desenvolvendo a capacidade de focar em nossas vidas, definindo nossas prioridades e metas individuais, sem exatamente nos incomodarmos (ou nos deixarmos influenciar) pelos acontecimentos da vida alheia.

Entretanto, para muitos adultos, este processo de maturação da auto-estima e auto-confiança, ainda se encontra ora em paulatino andamento, ora esquecido e abortado propositadamente, sobretudo por aquelas pessoas que encontraram prazer em monitorar e agourar a vida dos outros. Estas pessoas podem estar nas salas de aula, nos cargos de liderança das empresas, nas famílias, ou nas rodas de amizade.

Todos nós podemos, num isolado momento da vida, assumir a posição de invejoso ou invejado. Nas duas situações, o elemento que definirá nossa conduta é o status do relacionamento que cultivamos com o Senhor: quanto mais colados nEle estivermos, mais generosa será a porção do Espírito Santo sobre nós para nos consolar e nos ensinar a verdade. Ele é o centro de todas as coisas.

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SERÁ QUE EU SOU INVEJOSO?

Invejosa é aquela pessoa que deseja possuir o que o outro tem. De maneira branda, é natural que passe pelo nosso coração aquele sentimento incômodo quando vemos alguém conquistando e vivendo tudo o que sempre sonhamos pra nós mesmos. Em alguns casos, podemos nos sentir tristes e decepcionados pelo lugar onde nos encontramos; e é nestas horas que o Espírito Santo nos encoraja a falar com Deus sobre nossos sentimentos e desabafar ali, em intimidade de oração, tudo o que tem nos afligido.

“Em primeiro lugar, louvado e engrandecido seja o Teu nome, Senhor. Me perdoe pelo sentimento de inveja que não pude evitar ao ver isto e aquilo na vida de fulano, enquanto a minha vida se encontra assim e assado. Abençoe este fulano, para que cada vez mais os Teus planos e imensa graça sejam dispensados sobre a vida dele, assim como na minha vida também, porque para cada um dos teus filhos, o Senhor tem planos diferentes. Se há algo em minha vida que me impede de viver o melhor que o Senhor tem pra mim, me faça conhecer para que eu possa me arrepender e mudar. Mas se é a tua vontade que neste momento eu esteja sim, confio que nisto o Senhor também tem um propósito… pode ser que eu esteja sendo moldado, preparado, e até mesmo livrado. Eu não sei, mas o Senhor sabe. E eu te digo, Senhor: eu aceito o Teu tempo, o Teu cuidado e todos os Teus propósitos. Sonda o meu coração e me ensina a ver a conquista dos outros com alegria e desprendimento. Coloca a tua paz no meu coração, e que isso não venha mais a ser um motivo de aflição e tropeço pra mim. Em nome de Jesus eu te louvo, bendigo e agradeço. Amém.”

Esta foi a oração que Deus colocou no meu coração… Nestes momentos, não devemos ceder à pressão de satanás que nos impele a reagir com grosseria e maldade contra aquela pessoa. Quando este pensamento vier à cabeça, repreenda-o imediatamente, e clame para que Jesus dispense a graça de que tanto precisamos para fazermos o que é bom e agradável aos olhos dEle.

EXISTEM OUTROS NÍVEIS

Outra situação bem diferente e extrema, é quando a inveja se transforma em perseguição e marcação cerrada. Dia e noite, a pessoa invejosa ocupa seu tempo e sua mente com pensamentos maldosos e estratégias para expor, humilhar, difamar e, em última análise, até mesmo DESTRUIR o objeto da sua inveja.

A simples existência daquela pessoa (a invejada) é sobremodo insuportável para a pessoa invejosa. Determinados episódios (como aqueles que podemos encontrar na história de José e seus irmãos em Gênesis), podem parecer tão excessivos e radicais, que começamos então a nos perguntar como é possível, e de onde vem tanta motivação e energia pra realizar o mal contra um semelhante.

CONHEÇA O SEU MAIOR INIMIGO

O maior invejoso que já existiu se chama Lúcifer.  Ele quis ser maior do que Deus, cobiçando para si a honra e a glória que só pertencem ao nosso Rei Jesus, e a ninguém mais. Desde a sua queda, todo o inferno se rebela contra Deus e contra toda a Sua criação. E é por isso que estamos constantemente sob os ataques de satanás, que em várias traduções do hebraico ao grego, é o acusador, adversário, inimigo e caluniador.

Sobretudo, satanás nos inveja porque somos a imagem e semelhança de Deus, a menina dos Seus olhos, a quem Ele pessoalmente elegeu através da redenção de Jesus Cristo, para sermos chamados de filhos, co-herdeiros, raça eleita, sacerdócio real.

Ao compreendermos a inveja nesta dimensão maior, conseguimos ter entendimento a respeito das perseguições, calúnias e difamação que sofremos. Dessa maneira, compreendemos também que satanás usa as pessoas para materializar aqui na terra a inveja que ele próprio tem de tudo o que Deus criou. Ele dispõe de um arsenal enorme, podendo jogar alguém contra você, enchendo a cabeça desta pobre pessoa com pensamentos como: “olha lá, ela é bonita, bem-sucedida, simpática… todo mundo gosta mais dela, do que de você!”

Ele mata dois coelhos com uma cajadada só: humilha o invejoso, fazendo-o se sentir inferior, e persegue o invejado, tirando-lhe a paz e alegria.

COMO DEVO LIDAR COM A INVEJA?

Como José. Devemos respeitar e reverenciar a vontade de Deus quando Ele escolhe algumas pessoas para se destacarem, porque Ele mesmo levanta estas pessoas para a sua própria glória, e para Seus planos superiores.

José foi escolhido e favorecido em tudo. Mas seus irmãos, não podendo suportar a sua luz e o seu destaque, tramaram contra ele. Venderam-no como um escravo qualquer para uns egípcios que passavam ali, e vejam só: anos depois, lá estava José, como GOVERNADOR DO EGITO, ao lado de Faraó.

Com a fome que a assolara toda a região, seus irmãos voltaram ao Egito para comprar mantimento, e mesmo não reconhecendo a José num primeiro momento, tiveram que se prostrar diante dele, tal qual Deus já havia designado e profetizado.

E a Bíblia nos conta que José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles. Ele disse: “Não fostes vós que me enviastes para cá [ao me venderem como um escravo qualquer aos egípcios]. Foi DEUS que me colocou por pai de Faraó, senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito.” (Gênesis 45:8)

O PERDÃO: A PAZ QUE EU PRECISO

Quando somos invejados, devemos em primeiro lugar perdoar as pessoas, porque elas muitas vezes desconhecem o mal que fazem (e quando conhecem, são marionetes de satanás, enquanto acham que estão no controle: ou seja, precisamos ter compaixão em dobro). Quando perdoamos, nosso coração não pode ser acorrentado pela situação, e só assim temos paz e sobriedade para lidar com tudo.

Em segundo lugar, e eu já disse isso aqui no blog várias vezes, nossa guerra não é contra carne. E só há um nome que impõe autoridade no inferno, por cujo sangue somos guardados e livrados dos dardos inflamados do inimigo: o nome dEle é Jesus Cristo. Ele é o bom pastor, que cuida das suas ovelhas e as protege de todo predador.

Entretanto, sigamos o conselho de Jesus: sede mansos como a pomba e astutos como a serpente. Acredito que devemos ter sabedoria para evitar demasiada exposição diante destas pessoas invejosas, para que não criemos nenhuma armadilha contra nós mesmos. Em cada situação, oremos em espírito para recebermos orientação direta de Deus sobre como devemos agir… Exponha a sua causa ao mais Justo dos Juízes, e peça a Ele que a julgue. Ele pode interferir para que, de alguma maneira, esta pessoas seja distanciada de você; ou então, Ele pode fazer algo mais lindo ainda: tirar o coração de inveja, e colocar um coração de amizade e admiração no lugar. (Ele pode agir como e quando quiser… somente peça pra que a vontade dEle seja feita).

No mais, não percamos de vista que o mundo jaz no maligno, e que enquanto esta realidade não passar, estaremos nós em constante guerra contra o reino das trevas. Não obstante, maior é Aquele que está em nós, do que aquele que está no mundo. Toda autoridade pertence a Ele, e a vitória é garantida.

A paz do Senhor seja com vocês!

Sendo assim, nas famílias que não amam, não há Deus, porque Deus é amor.

No final da semana passada, meu marido e eu assistimos com muito pesar e tristeza a uma cena de completo descontrole emocional dentro da família. Não pudemos testemunhar ocularmente, posto que o acontecimento se passou no prédio ao lado, mas os gritos ecoavam com tanta nitidez, que nos parecia estar de fato dentro daquela casa no meio da então confusão.

São pessoas que não conhecemos pessoalmente, mas que devido à proximidade dos apartamentos e nenhum isolamento acústico, acabam fazendo parte do nosso dia-a-dia com seus diálogos, interjeições e, não muito raro, com suas brigas.

E desde que nos mudamos para esse prédio, muitos episódios dessa natureza já aconteceram de dia, de noite e de madrugada: ora no apartamento da mãe e filha que não se entendem devido ao alcoolismo da  mãe, ora no apartamento da frente onde mora um casal e uma criança pequena que vivem trocando insultos, ora no apartamento onde mora um garotão solteiro que de vez em quando se desentende com a namorada… e por aí vai.

Em todos os episódios que já presenciamos, inclusive neste específico que citei no início do post, um elemento comum a todos eles chama a atenção e nos entristece profundamente: a violência nas palavras. Não me indignam os palavrões ou os termos de baixo calão, mas o desejo voraz de ferir, machucar e até matar o outro com colocações e sentenças meticulosamente construídas na intenção de humilhar, desqualificar e diminuir seja o marido, a esposa, pai, mãe ou filho.

O prazer parece habitar neste propósito diário de matar o outro com palavras e reduzí-lo a nada. Palavras seguidas de ameaças, ameaças seguidas de boletins de ocorrência... é a família virando assunto de polícia, é a polícia violando o santuário, o lar… lugar onde Jesus ceia com a gente, lugar de proteção, pra onde queremos sempre voltar…

E as crianças crescem presenciando as mais criativas demonstrações de ódio e rancor entre os pais, e quando são adultos, já repensam se vão mesmo se casar e constituir uma nova família. Em outros casos, optam pela família mas dão lugar aos mesmos episódios de violência que tanto repudiavam quando eram crianças. Chegam todos a uma conclusão conveniente de que o casamento é um fardo pesado, um encosto, instituição falida e ultima escolha que se deve fazer na vida.Em tudo a humanidade se mostra cada vez mais inimigo e adversário de Deus… dando os piores testemunhos dos Seus planos, fazendo o mundo atribuir a Ele – que é Santo e Perfeito – as mazelas deste tempo que são frutos dos corações duros e da perversidade dos homens, e não de Deus.

Levantar a mão para a esposa, e humilhá-la quando Jesus te mandou amá-la e cuidá-la como ELE mesmo amou a igreja e por ela se entregou? Desrespeitar e desonrar os pais, quando ELE fala do amor que só um pai e uma mãe podem sentir por um filho, a ponto de por ele dar sua própria vida e conceder o perdão impossível? Dirigir insultos e agressões físicas a um filho, que te foi concedido da parte dEle como galardão e flechas nas  mãos do valente?

Como podemos ser tão cruéis com os nossos queridos, quando Deus nos fala tão mansamente, cheio de um amor que não merecemos, que chega a nos constranger? Que direito temos nós de proferir contra o outro palavras de ódio e rancor, quando tudo o que Deus dispensou sobre nós quando ainda éramos malditos, foi amor e perdão? É o próprio amor Dele em nós que transborda e nos leva a amar os outros. Aquele que não ama, não conhece a Deus, porque Deus é amor.

Sendo assim, nas famílias que não amam, não há Deus, porque Deus é amor.

Chame o Senhor para ceiar hoje com sua família, seja você um marido, uma esposa, pai, filho, mãe… não importa. Não aceite  nem mais um dia longe da presença e do amor Dele. Não aceite que sua família seja alvejada pelos desígnios do inimigo que veio para matar, roubar e destruir. Não aceite a dureza do seu coração, e permita que Ele te conceda um coração de carne…

Permita ser amado e cuidado por Deus, e perceba que você só dá para o outro aquilo do qual você está cheio…. E se é do amor de Deus que você está cheio, seja na tua casa a paz, o amor, o perdão e harmonia do nosso Senhor, amém!