Relacionamentos amorosos tem importância?

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Dos pedidos e sugestões que sempre recebo para tratar em post ou em vídeo aqui no blog, o assunto “relacionamentos” é com certeza o mais recorrente. E curioso. E simpático.

Parece que este aspecto da vida (da mulher principalmente), exerce uma importância tão grande e taxativa sobre sua capacidade particular de ser e se sentir feliz, que os outros aspectos passam a inevitavelmente se posicionarem de maneira bastante secundária e com valor reduzido. O que inclusive não é exatamente errado ou ruim, já que os relacionamentos devem sim ocupar as primeiras e mais honrosas posições no ranking de nossas prioridades.

Talvez o desajuste nesta organização de prioridades esteja não em dar a devida importância aos relacionamentos (porque isso é legítimo e todo mundo concorda), mas sim em não saber e não tratar daquilo que realmente seja importante nos relacionamentos.  Ou seja, dar importância aos relacionamentos não é tudo, não basta.

Para exemplificar, me vem à memória um filme que assisti este final de semana baseado em fatos reais, (The Iceman – 2012), que conta a história de Richard Kuklinski, um homem que durante anos mente para a esposa e filhas dizendo que trabalhava no mercado financeiro, até o dia em que finalmente é preso, em 1986, e todos descobrem sua verdadeira  atividade profissional: assassino de aluguel.

O filme retrata um homem extremamente frio e indiferente às vítimas de quem lhes tirava a vida. Inclusive, há relatos de que vários de seus assassinatos foram praticados com requintes de crueldade física e psicológica.

Entretanto, e muito curiosamente, este mesmo homem gélido e truculento se mostra ser um verdadeiro adorador e devoto de sua família, em especial de sua esposa Debora. As cenas exibem um marido carinhoso, que cobre a esposa e as filhas de presentes caros e que não tolera qualquer maldade ou intenção de ofensa contra elas.

A importância que ele atribuía à sua família era gigante, e ninguém vai dizer o contrário. Contudo, ele não soube, ou simplesmente sabia mas negligenciou, aquilo que tinha importância  na relação com sua família: o respeito, a lealdade, a honra e a verdade. Por consequência disso, uma esposa ficou sem marido, ultrajada e humilhada pela ocasião de sua prisão em 1986, e, o mais triste, duas filhas ficaram sem pai.

E é exatamente isto que tem acontecido nas relações amorosas de hoje, salvaguardando as devidas proporções, é claro.

Pessoas que insistem na importância que dão aos seus relacionamentos, mas que não se esforçam (por preguiça ou por falta de consideração pelo outro), para tratar e aplicar as coisas que são importantes nestes relacionamentos. Inclusive, quando paro pra pensar, chego à conclusão de que essa importância é, na realidade, uma necessidade social e de status que se disfarça de importância quando convém. É uma necessidade escondida que se apresenta ao mundo com cara de importância.

Certa vez, e isso já faz muitos anos, me encontrei com uma amiga que não via há algum tempo, e ela me atualizou dizendo que tinha se separado do marido por um milhão de motivos. Mas que gostaria de reatar “porque ficar sozinha tá por fora.” (coloquei entre aspas porque são palavras da própria!)

Vejam bem: parece que a importância que damos aos relacionamentos não está associada ao valor intrínseco e verdadeiro que os relacionamentos tem em si. A importância que damos aos relacionamentos está associada à maneira como usamos estes relacionamentos para resolver nossos problemas de status, insegurança e auto-estima.

É como ter em casa uma obra de arte linda e rara, e pregá-la na parede com o propósito de disfarçar ou esconder um defeito na pintura, ou uma infiltração. A obra de arte tem seu valor próprio por ser quem ela é e pronto. Mas quando eu faço uso dela com a finalidade errada, eu a desmereço e reduzo seu valor a nada.

Um relacionamento é algo fino, raro e precioso que deve receber o tratamento do qual é digno de receber. E em muitos casos ele é tratado meramente como o quadro raro pregado na parede para esconder uma infiltração.

Não tenho a receita para o “sucesso” num relacionamento amoroso, como às vezes sinto que seja a expectativa de algumas pessoas. E mesmo se eu tivesse, não acho que esta seja a melhor maneira de ajudar… Minha ajuda é esta que vocês já conhecem: propor os pilares e fundamentos para  uma reflexão sincera, e, a partir dela, a gente aprende a pensar a própria vida e começa então a corrigir os desvios.

Seja lá como for, e respondendo à pergunta do título do post, relacionamentos tem sim muita importância! Não as partes A e B que formam o casal isoladamente, mas o relacionamento em si é um verdadeiro presente pra quem sabe aplicar as coisas que são importantes para seu aprimoramento constante 🙂

Por isso, cuide do seu. Aprecie. Valorize.

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PRINCÍPIOS E VALORES na prática: Série especial sobre casamento / PARTE II: A convivência

Primeiro post desta série, CLIQUE AQUI: https://dianasaid.com/2012/07/01/principios-e-valores-na-pratica-serie-especial-sobre-casamento/

Em 2008, quando meus amigos e familiares souberam que eu e Dalton nos casaríamos em Novembro, minha vida acabou se tornando um alvo certo de constantes sabatinas, exortações e muitas, mas muitas críticas veladas.

Cheguei a ouvir de alguém muito próximo a mim, que eu deveria namorar no mínimo mais 10 anos, que eu era muito nova e que talvez eu estivesse me precipitando numa decisão repleta de mudanças para uma vida inteira, sem qualquer razão ou necessidade.

Diziam também que os afazeres domésticos não eram brincadeira, e que do instante do casamento em diante, o destino não me reservaria nada além de muita louça e roupa suja para lavar, um fogão para administrar, e eventualmente filhos, que viriam no futuro para me manter bastante ocupada e sem qualquer tempo ou prazer de me dedicar à minha agenda feminina.

Bom… o que dizer e como dizer? Porque ainda que o meu desejo fosse rebater cada uma destas palavras infames com a merecida categoria; eu sabia que no fundo, grande parte daquelas pessoas casadas viviam no centro de uma verdadeira sentença de morte, aprisionadas ao aspecto “operacional” da vida a dois, e aos modelos prontos  (mas toscos) de marido e mulher.

Por que a mulher precisa engordar depois que se casa? Por que o homem fica tão mal humorado? Por que a mulher deixa de se cuidar? Por que o homem fica barrigudo? Por que os dois deixam de fazer programas de namorados que faziam nos tempos de namoro? Por que os dois se acomodam?

Ora, há quem diga que estes comportamentos são consequências inevitáveis do fim do “ritual” de conquista, como se o “sim, eu aceito” proferido pelo casal lá no altar, marcasse a entrega oficial do troféu maior, o fim do desafio, não restando absolutamente mais nada a ser conquistado nem pelo homem e nem pela mulher.

E eu discordo desta afirmação em gênero, número e grau! Porque o maior ritual de conquista de todos os tempos, começa exatamente no momento em que se casa. O maior desafio para o marido e para a esposa é se conquistarem mutuamente todos os dias, alimentando a chama e vivendo os melhores dias das suas vidas até morrerem.

Movidos por este foco, o casal passa então a aplicar o coração e a mente na vida a dois, usando a seu inteiro favor aquele principal recurso que o namoro não oferece, e que é universalmente depreciado dentro do casamento: a convivência. A convivência é pra mim um novo namoro, porém muito mais maduro e muito mais gostoso! 😀 (até rimou.rss)

Eu pessoalmente vejo que a convivência no casamento apresenta ao mesmo tempo grande potencial destrutivo, e grande potencial construtivo. Os fatores determinantes de um ou de outro, na minha opinião, são sempre a vigilância, consciência e disposição do casal para interferir nos aspectos que constroem e destroem esta convivência.

Pra isto, você poderá encontrar à sua disposição uma vasta literatura cheia de regrinhas e táticas intituladas como inéditas e infalíveis, que embora proponham soluções paliativas para os impasses cotidianos da convivência, simplesmente não conhecem a fundo a intimidade do casal, para que possam solucionar os principais problemas de maneira “customizada” e sustentável.

Sabe, a despeito de qualquer literatura, é nosso dever e de mais ninguém, conhecer o outro para aceitá-lo sem brigas até o dia em que ele estiver pronto ou disposto a mudar. Desta maneira, você já começa a conter o potencial destrutivo da convivência, antes que a outra pessoa já tenha se tornado “o monstro” estigmatizado da casa.

Da mesma forma, a gente sempre pode usar o potencial construtivo da convivência para conter o seu potencial destrutivo… A boa conversa, aquele papo gostoso – sem o compromisso ou obsessão de mudar a cabeça do outro – é pra mim uma das estratégias mais eficazes e de menor custo para embelezar a convivência e a vida a dois.

Eu e meu marido, por exemplo, adoramos sentar para contar casos! Casos de infância, casos engraçados, memórias tristes, traumas, sonhos frustrados, sonhos realizados… estas coisas sem compromisso, sabe?  (A gente dá crises de riso e de choro num mesmo assunto!)

E estas conversas, por mais simples e descompromissadas que possam parecer, tem sempre um saldo muito precioso! É sempre um pouco mais de intimidade e de conhecimento a respeito da história do outro, para que sigamos compreendendo-o e ajudando-o em suas falhas e dificuldades.

Eu já até disse aqui no blog uma vez que pra mim, a conversa é um afago, um carinho na alma! Uma das maiores demonstrações de carinho e consideração… ouvir e ser ouvido, sem imposições, sem ferir. Digo isto, porque vejo que muitos casais não sabem se dirigir a palavra… Tudo é no grito, no berro e na ignorância. Isto mata a convivência em qualquer relação, muito mais ainda no casamento.

Maridos e esposas são reis e rainhas! A eles seja dado o melhor que se tem pra oferecer… O melhor tom de voz, a melhor educação, o melhor namoro e, principalmente, o melhor dia-a-dia. Porque ninguém sente desejo de voltar para uma casa  cheia de gritos, mau humor, brigas e cara emburrada!

Não seja você o motivo de degradação do seu casamento. Não seja a sua boca ou a sua atitude, a principal amaldiçoadora da sua casa… Coloque mais um prato à mesa, convide Jesus para o jantar e  aprenda com Ele!

Os livros não te contam, mas a estratégia mais duradoura e sustentável para uma vida a dois maravilhosa, é a constante e honrosa presença de Jesus no lar, reinando sobre o casal e estabelecendo o modelo mais excelente a ser seguido: Ele. Porque Ele é o modelo. Não existe outro.

PRINCÍPIOS E VALORES na prática: Série especial sobre casamento :)

Há algumas semanas venho recebendo mensagens de noivas que estão prestes a se casar, ou de jovens recém-casadas que embora já estejam bastante familiarizadas com os posts anteriores que escrevi sobre a vida a dois, manifestaram também o desejo de aprofundar um pouco mais neste assunto que, pra mim, nunca tem fim.rs

Por isso, amiga… senta… porque este post vai ser longo. Se preferir, leia em blocos/capítulos, um pouquinho todos os dias… Mas se estiver com tempo e motivada, prepare aquele chá, ou uma taça de vinho, e vem comigo =)

Esta série reflete a minha opinião sobre os assuntos relacionados ao casamento, e consiste em apenas mais um bate-papo, sem a pretensão de ser a dona da verdade. É como eu vivo e enxergo o casamento a partir da minha realidade e da observação dos fatos. Todas vocês tem o direito de expor comentários a favor ou contrários ao que for dito aqui =)

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CAPÍTULO I – Pensamentos soltos

Da gama de metáforas a que podemos comparar o casamento, eu escolho a aliança como um ponto de partida. No auge do namoro, observo que para muitos homens e mulheres, o sonho do casamento pode ser facilmente resumido ao dia da cerimônia, e a todos os seus respectivos rituais e primores.

O sonho do vestido, da decoração e da festa (que são legítimos, não estou criticando), mantem muitos casais distraídos e ocupados – e em muitos casos até endividados – com uma série de elementos perecíveis, que tem dia e hora marcada para acabar.

Em alguns casos (e reforço que não estou generalizando), esta mesma quantidade de tempo, energia e investimento não é dispensada aos mais preciosos e duradouros de todos os esforços: o aprendizado, diálogo e reflexão sobre o que o casamento e a vida a dois são na essência e na prática.

Dificilmente encontraremos casais debruçados sobre o computador buscando artigos e meditações relacionados ao casamento, com o mesmo desprendimento com que passam horas online escolhendo as flores para a decoração da igreja.

E esta não é uma crítica ou um ataque às pessoas, e sim a este sistema de “coisas” que tenta re-programar nossa mente de maneira sutil e subliminar, introduzindo novos valores e re-ordenando nossas prioridades. Quando nos damos conta, já estamos fazendo sem nem percebermos, porque material e humanamente, o sistema é maior e mais forte do que o indivíduo.

Nesta nova ordem de prioridades, o dinheiro é um fator determinante para os principais acontecimentos da vida, desde o momento do nascimento. Primeiro vem a festinha de um ano, depois a primeira bicicleta, depois a festa de 15 anos, depois a carteira de habilitação, depois a formatura da faculdade, depois o primeiro carro, depois o primeiro apartamento…

…e somente depois de realizadas todas estas etapas que necessariamente custam dinheiro, é que o casamento passa a ser considerado como mais um acontecimento que será cumprido mediante a disponibilidade de uma ouuuuutra quantia determinada de dinheiro.

Porque casar custa dinheiro.

Ou seja, a ocupação primária do indivíduo se concentra em angariar os recursos necessários para a realização do casamento, sem que antes e em primeiro lugar ele se ocupe com os pensamentos e reflexões que realmente impactam na vida a dois, e que dependem muito mais do amor e da sabedoria do homem e da mulher, do que propriamente do dinheiro disponível.

E hoje que sou casada, 80% das minhas opiniões sobre este assunto são com base na minha experiência, e 20% com base na observação do mundo ao meu redor. Porque já vivi de tudo um pouco, com dinheiro e sem dinheiro nenhum, com sabedoria e sem nenhuma sabedoria, com muito desprendimento e com egoísmo em dobro, com muita maturidade e sem maturidade nenhuma… E posso dizer que para o casamento ser feliz e de qualidade, ele não precisa ser perfeito, sem trombadas e desencontros.

Porque mesmo que os casais de namorados reflitam e dialoguem – antes do casamento – sobre a essência e a prática da vida a dois, algumas coisas só se podem aprender a partir da experiência, vivendo e convivendo, errando e pedindo perdão, corrigindo e buscando não repetir os mesmos erros a toda hora.

Desta maneira, o fator que passa a ser determinante para a qualidade e felicidade do casamento, não é o seu “grau” de perfeição, mas sim o verdadeiro, autêntico e genuíno desejo de acertar, de perdoar o erro do outro rapidamente e de não desistir jamais nem do seu cônjuge e nem do seu casamento.

E tudo isso somente é possível através do amor e graça de Jesus, nosso primeiro noivo e amor maior, que sustenta, anima e fortalece o casamento que pode estar em seu auge ou decadência.

Esta é a aliança a que me referi no início do capítulo: a aliança dos noivos com Jesus. Porque a aliança entre o casal exclusivamente pode ser de fácil ruptura e violação (ora, 50% dos casamentos do mundo inteiro terminam em divórcio)… mas a aliança com Jesus é firme e duradoura.

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CAPÍTULO II – De qual casamento estamos falando?

Muitos casais iniciam a vida a dois muito apaixonados e pouco alinhados. “Vamos apenas morar juntos, ou vamos perseguir o fortalecimento e consolidação da nossa aliança, como uma só carne? Seremos uma família (mesmo sem filhos), ou apenas duas pessoas que dividem as contas no final do mês? Como fica se um de nós adoecer? Como fica se um de nós perder o emprego?”

De qual casamento estamos falando? Porque duas pessoas que vivem por si e para si, perseguindo os seus próprios ideais e objetivos particulares, são qualquer coisa menos casadas. #solidãoacompanhada

É como se o indivíduo já entrasse no casamento com uma meta prioritária de preservar a sua personalidade e os seus ideias de solteiro. Ele entra armado, pronto para destruir qualquer coisa que represente uma ameça potencial ao seu “eu”. Este indivíduo (homem ou mulher), não faz concessões.

É o famoso: Eu sou assim, e não mudo nem por você, nem por ninguém. Meu sonho vem em primeiro lugar, e faço tudo para conquistá-lo. Eu não abro mão do meu jeito. Se quiser ficar comigo, é assim que vai ser. 
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(E eu mesma já falei muitas dessas frases em épocas de muita cegueira e orgulho, como quem se nega a ver ou admitir a feiura e sordidez por trás de seus atos. Tempos sombrios aqueles…)
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Mas fato é: se a principal motivação do casal é a “auto-preservação” e não a “auto-negação” em função do outro, só existe um capaz de moldar e ensinar, com mansidão e humildade… E este “um”, não é nem você e nem o seu cônjuge porque ninguém muda ninguém (assunto do próximo capítulo).
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Quem ensina é o Espírito Santo que nos convence da feiura e sordidez dos nossos atos, e que produz em nós o arrependimento, a mudança de mente, o fazer diferente de agora em diante.

Como é possível sermos convencidos de que algo é feio, quando todos ao nosso redor aplaudem nossas atitudes e dizem que são lindas? Como é possível desejar a auto-negação, quando o mundo inteiro me encoraja a “ser mais eu”? Como é possível que eu me convença de tudo isso, sem que ninguém tenha aberto a boca ou me dirigido a palavra?

Quem ensina é o Espírito Santo. Não existem “táticas infalíveis para prender a pessoa amada”, ou para “ser feliz no casamento”. O que deve existir é um coração humilhado, disposto a ser ensinado em t-o-d-a-s as áreas de sua vida, disposto a honrar uma aliança, e, sobretudo, disposto a viver um casamento segundo o coração de Deus, e não segundo os seus próprios pressupostos.

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CAPÍTULO III – Ninguém muda ninguém

Já percebeu como que em muitos casos, o casamento é o último recurso para se dar um jeito numa relação toda despedaçada e ferida? “Depois do casamento ele/ela vai mudar. Eu posso fazê-lo (la) mudar!”

É claro, e eu tenho plena certeza disso, que qualquer ser humano é passível de mudança e salvação – contanto que ele queira, busque e deseje ser diferente. Somente ele tem este poder: é o livre arbítrio concedido a todo mortal… o direito de fazer com sua própria vida o que der na telha, e o que bem entender.

E você pode até pensar lá no fundo do seu coração: Se ele/ela me ama, é claro que ele/ela vai mudar. Ele/ela sabe como isso me irrita, me entristece, me aborrece, me mata, etc…

Mas a verdade de tudo isso se resume em Romanos 7: 19 – Pois não faço o bem que eu quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço.

Porque nem você, nem seu cônjuge/namorado (a) consegue exercer controle sobre os seus próprios defeitos. Se fosse tão fácil assim abandonar um defeito, o mundo inteirinho seria uma beleza, um lugar de muita paz e harmonia.

Por isso, seja homem ou mulher, ninguém ganha o cônjuge com muita “falação” na cabeça. Observe que mudanças importantes e significativas acontecem nos relacionamentos através da oração e de atitudes novas, uma vez que a fé sem obras é morta.

É orar e agir conforme o teor da sua oração, confiar no poder de Deus e descansar. Ora, veja bem: se a pessoa é cega e não consegue enxergar o mal que se instala na casa e no relacionamento em razão dos seus atos e dos seus defeitos, posso concluir que no mínimo, esta é uma condição digna de compaixão. Até porque, e não nos esqueçamos, poderia ser eu no lugar dele (dela).

Poderia ser eu, completamente controlada e dominada por um mal além das minhas forças. Poderia ser eu a estar cega, perdida em orgulho, irremediável… E este exercício de empatia, de nos colocarmos no lugar do outro é que valida o amor e gera compaixão.

Porque amanhã ou depois, estando eu na mesma situação, gostaria que agissem comigo com o mesmo amor e compaixão que fui capaz de dispensar sobre o outro.

Agora: por que não aceitamos o defeito do outro, como se nós fôssemos perfeitos? De onde tiramos o direito de julgar o defeito do outro, como se o defeito do outro fosse maior e pior do que o nosso defeito?

Sabe, a gente precisa diminuir, abaixar um pouco a bola. Seja no casamento ou em qualquer outra relação, ninguém muda ninguém, a não ser o incondicional amor e graça de Jesus – Aquele que mesmo sendo perfeito, concede perdão e vida nova a qualquer imperfeito e cheio de falhas, que creia e aceite o Seu senhorio.

Oramos para que aquele coração esteja sensível ao tocar de Deus, e seguimos agindo com o exemplo de mudança que desejamos ver no outro, firmes e convictos. Mas se o outro não corresponde a esta expectativa de mudança, como podemos estar ao seu lado, se não temos paciência para acompanhar e esperar o tratamento de Deus na vida do nosso cônjuge/namorado (a)?

A gente tem pressa de viver, de conquistar os sonhos, de fazer e acontecer. Não estamos acostumados a parar tudo, a largar tudo por causa de alguém, de uma outra vida… E quando chegamos ao casamento, a maioria de nós se encontra no centro de um verdadeiro dilema, tentando decidir o que fazer com dois egos gigantes que não cabem na mesma relação. #primeiroeu

Tem que morrer e nascer de novo. Tem que deixar o ego lá atrás, na vida de solteiro… Mas isso não é um peso, nem uma terrível predestinação ao fracasso e infelicidade.

Isso é mais vida, mais leveza e menos jugo duro e pesado nas nossas costas. Falaremos mais sobre isso nos próximos capítulos…

Um beijo grande e até breve!! =**

PRINCÍPIOS E VALORES: Na prática, se você não sabe por onde começar, comece servindo.

Sabe aquela situação em que estamos diante de um lindo e emocionante discurso, com sentenças e palavras perfeitamente articuladas, mas não sabemos exatamente como viver nada daquilo que está sendo ministrado? Tudo o que é dito ali nos cai como uma luva, e parece até que o orador está contando a história da nossa própria vida… mas simplesmente não conseguimos enxergar o lado prático daquela dissertação.

É semelhante à batalha que os pais travam com seus adolescentes em casa, tentando lhes introduzir os valores  básicos de respeito, reverência e humildade, por exemplo; e ainda assim parece que os filhos vivem para contrariar tudo o que é pregado religiosamente no núcleo familiar.

Em alguns casos, eu verdadeiramente observo que trata-se de uma afronta proposital por parte dos filhos para com os pais… Mas em muitos outros, o que notamos são meninas e meninos que, assim como nós adultos, experimentam diariamente a limitação de não saberem como viver aqueles valores e princípios que são ensinados em casa.

E é relativamente fácil rastrear as origens dessa limitação, quando compreendemos que estes valores e princípios dificilmente deixam o nível das idéias para habitarem entre nós no nível da vida prática. Ou seja, queremos que nossos filhos sejam respeitosos e reverentes, mas no mundo material, onde estão as demonstrações palpáveis destes valores? Em casa? Na escola? Na rua? Na TV? Onde, se não na vida e obra de Jesus? O Deus que se fez carne e habitou entre nós, nos ensinando a viver cada um destes valores e princípios, de maneira simples e prática. O que pode ser mais prático, aplicável e simples do que servir às pessoas?

Servir não é dar o que sobra, o que não nos custa nada fazer… Servir é fazer pelo outro de acordo com a necessidade dele, e não de acordo com a sua disponibilidade, ou daquilo que não vai te fazer falta, ou te atrapalhar.

EM TERMOS PRÁTICOS

Você está no ponto esperando o ônibus, exausta, depois de um dia de muito stress e trabalho. Quando você entra, você fica toda feliz porque encontra um assento vazio, onde pode descansar e carregar suas coisas com conforto e “dignidade”.

Depois de algum tempo, entra uma pessoa que não é mais velha que você, não está com criança de colo, e não tem qualquer prioridade sobre o assento. Esta pessoa está carregando uma cesta básica que recebeu hoje do trabalho, e está com um aspecto muito cansado e exausto… parece que trabalhou duro o dia inteiro.

Tudo o que esta pessoa precisa agora é de um assento livre para descansar… mas isso você não tem. O único assento que você tem, é este no qual você já está acomodada. Logo, não há muito o que fazer para servir a esta pessoa, certo?

Errado. Servir é dar ao outro o que ele precisa, e não o que você tem sobrando. Levante, e ceda o seu assento. 

Você olhou para aquele trabalhador e reconstituiu todo o seu trajeto com a cesta básica de aproximadamente 15kg. Ele deve ter andando vários metros até chegar ao ponto de ônibus. Será que ele ainda vai tomar outro ônibus depois deste? Vai ver ele ainda terá de caminhar mais alguns metros para chegar em casa, mesmo depois de descer do ônibus…

E você pode até pensar: Este assento é meu! Eu também trabalhei muito hoje! Passei por isto e aquilo, e mereço um assento, mereço descansar!

É parecido com o que acontece aqui em casa quando compramos uma sobremesa gostosa (uma  pra cada), e meu marido termina a dele bem antes de mim. E é claro que ele fica de olho na minha sobremesa… e eu falo: Você já comeu a sua. Esta é minha, e eu tenho o direito de demorar até o mês inteiro pra comer… é minha!

Daí eu penso melhor, e falo: A sobremesa é MINHA, e por ser MINHA eu faço com ela o que eu quiser… por ser MINHA, eu te dou. Por que se não fosse, MINHA, eu não teria o poder de te dar.

O assento é seu! E por ser seu, você tem o poder de dar a quem quiser.

QUERO VIVER ESTE PRINCÍPIO

Passemos a observar a necessidade das pessoas. É como dar aquela carona que está COMPLETAMENTE fora da sua rota, do seu trajeto. A necessidade daquele irmão é chegar em casa, logo, se está dentro ou fora da sua rota, não importa. Importa a necessidade dele.

Quando fazemos pelos outros com este desprendimento, é como se estivéssemos fazendo para o próprio Deus. E por Ele muito se agradar destes filhos que vivem o princípio de servir aos outros, Ele se encarrega pessoalmente de retribuir, abençoar e recompensar a cada um conforme a sinceridade do seu coração.

Para a maioria das pessoas, inclusive pra mim, viver este princípio é um desafio muito grande… Somos impelidos o tempo inteiro a nos preocuparmos com os nossos próprios assuntos, em primeiro lugar. EU sou a prioridade da minha vida…

Mas quando você pensa que o mandamento é “amar o próximo como a nós mesmos”, compreendemos então que se somos a prioridade das nossas vidas, o meu semelhante é tão prioridade quanto eu, porque eu devo fazer por ele o que com muito esmero e interesse, eu faço pra mim mesmo.

Quanto mais eu amo e cuido dos outros, muito mais o meu Senhor cuidará e se agradará de mim. Este é o estilo de vida… vamos viver?

Existe um princípio que se aplica a todas as áreas da sua vida… principalmente à vida a dois.

Aquele que quiser vir após mim, a si mesmo se negue, toma a sua cruz e me segue”. Lucas 9:23-24

Toda vez que tenho a oportunidade de falar sobre o evangelho com alguém, sou sempre impelida a expor e substanciar esta máxima cristã, que assim como vários outros princípios, sustentam o viver e andar com Jesus.

E para uma sentença tão simples e objetiva como a supracitada por Cristo, quaisquer explicações aqui são exageros e absolutamente dispensáveis. Ora, negar a si mesmo é me anular por completo; e tomar a cruz nada mais é do que sofrer a vida inteira indiscriminadamente, certo?

Errado. O princípio da cruz e do negar-se a si mesmo se aplica em todas as áreas da vida daquele já se rendeu ao amor e senhorio de Jesus. Negar-se a si mesmo e tomar a cruz nada tem a ver com se tornar um ser humano miserável e inválido. Tem a ver com o “EU”, nosso pior inimigo, #muito prazer. Cruz é morte… morte do “EU”, todos os dias, a todo momento. Negar a mim mesmo é eu parar de olhar só pra mim, e parar de obedecer subalternamente a minha própria vontade, me curvando diante dos  meus desejos particulares.

Para que eu possa ser chamada de filha de Deus, eu preciso me parecer com Ele. Seu filho veio à terra e além de ter pago a minha dívida, Ele me deixou o modelo e os estatutos pelos quais devo viver para agradá-Lo e ter semelhança com Ele. Entretanto, minha natureza me sabota neste aspecto porque “não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico.” Romanos 7:19

Logo, com a ajuda do Espírito Santo, eu preciso matar aquilo me priva de fazer e ser o que meu Criador espera que eu faça e seja: meu eu, minha carne, minha natureza. Não é penitência… A cruz é necessária. Negar-se a si mesmo é  necessário. Eu preciso de cruz, eu preciso negar-me a mim mesma…

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Quando éramos meninas, nós, que hoje somos mulheres adultas, fomos discretamente doutrinadas a ter grandes expectativas em relação aos homens e ao amor. Quando adolescentes, parece que buscávamos encontrar aquele moço capaz de fazer loucuras por nós, nos surpreender diariamente, e demonstrar em seus gestos não o quão importantes e amadas éramos por ele, mas como estávamos em PRIMEIRO LUGAR em sua vida.

Este comportamento é tão explícito em nossa classe, que já virou a melhor e mais pedida pauta nos shows de standup comedy. Mas quando a gente olha pra nossa casa, pro nosso namoro ou casamento, não tem absolutamente nada de engraçado e produtivo neste comportamento.

Quando levado a níveis extremos, ele chega a ser cruel e degradante. “Mas eu fiz aquela comida tão gostosa e ele nem ME elogiou!  Hoje é sábado e ele nem ME convidou pra fazer nada! Eu cortei o cabelo, ele não ME notou!  Ele nem falou que ME ama. Nem perguntou o que EU quero. Ele nem fez o que EU queria…”  A lista é grande.

Todas nós temos estes momentos de profundo egoísmo e necessidade de reconhecimento pelos nossos feitos. Obviamente que tudo se agrava nos dias da tpm, e naqueles dias em que as circunstâncias já não estão favoráveis… Mas nestas horas, temos que olhar pra nossa cruz e dar um basta neste “eu” que nos leva a pensar que somos boas demais, merecedoras demais, e dignas demais de recebermos todos os nossos desejos e fantasias.

Um bom exercício que tento fazer nestes momentos em que meu “eu” me ataca fortemente, é me lembrar do meu Pai, que mesmo sendo DEUS, digno de todo elogio e de toda glória, se fez na condição de homem, lavou os pés dos discípulos e se colocou à disposição para fazer pelos outros. Daí penso: Eu queria muito receber um elogio a respeito da comida deliciosa que fiz hoje… mas eu já elogiei meu marido hoje? Eu queria muito que ele dissesse que me ama, mas qual foi a última vez que eu disse isso a ele espontaneamente?

Ao invés de pensar em tudo o que desejo receber, quero me esforçar para pensar em tudo o que posso dar! Quando eu pensar que gostaria muito de receber uma surpresa, quero pensar que ele também gostaria de ser surpreendido. Toda vez que eu pensar em mim, e no que eu gostaria, quero me esforçar pra pensar nele e no que ele gostaria.

Nossa escravidão emocional muitas vezes se encontra nisso: em supervalorizar o EU. E é pela graça que só encontramos em Jesus Cristo, que podemos ter acesso a sua cruz e matar este inimigo, para que possamos viver qual seja “a boa, perfeita e agradável” vontade do nosso Deus.

Tudo o que foi dito aqui é a contramão dos discursos que temos ouvido em todos os lugares. Mas eu te desafio a fazer este exercício do negar o “eu”, e viver uma vida leve, plena e feliz.

O “eu” não pode ser o centro das nossas vidas. Só há um digno de se assentar neste trono e reinar sobre nós. Mas o nome dEle vocês já sabem. O nome dEle é Jesus Cristo.

Você tem sorte no amor?

Acredito que todo mundo passa por uma época na vida de sucessivas desiluções amorosas, em que nenhum relacionamento dá certo. E quando a gente olha ao redor e vê tantos casais felizes e apaixonados, é invevitável pensar e sentir que o amor é pra poucos, e que algumas pessoas simplesmente não levam jeito pra coisa.

Na verdade, quando pensamos estar em busca de um verdadeiro amor, na maioria das vezes estamos em busca de aventuras e de respostas rápidas a nossa carência afetiva. Vez após vez, escolhemos os mesmos tipos errados, com as mesmas características que tanto repudiamos, na esperança de que “por mim” ele (ou ela) vai mudar.

E é lógico, que ele (ou ela) não muda, porque neste mundo ninguém muda ninguém, e a gente fica à beira de cantar “se você quisesse ia ser tão legal…” Por que a gente se acha um “super partido”, que não se encontra fácil ou se joga fora assim…

E pela primeira vez o jargão “o problema sou eu, e não você”, começa a ser empregado com verdade, porque no fundo a gente sequer sabe o que é o amor. E por não sabê-lo, a gente massacra o outro até que ele assuma o tamanho e a forma certinha dos nossos sonhos particulares, porque se ele não for “resiliente”, então ele não serve pra mim.

E isso não é amor. Isso é um jogo de interesses, mascarado com alguns sentimentos que a gente gosta de chamar de amor pra justificar nossos meios e métodos. Amor é atitude… não é sentimento (que hoje eu sinto, e amanhã não sinto mais), não é fogo, nem aventura, nem nada que vise servir a um interesse ou desejo particular.

Atitude é o que eu faço mesmo quando o outro não merece. É o que eu faço mesmo quando estou com raiva ou magoada (o). É o perdão que eu libero, quando me dou conta de que eu também não sou perfeita (o). E atitude é escolha, não é sorte.

O amor que você tanto busca viver não está nas mãos do acaso… está no seu direito de escolha. Escolha ter atitudes diárias de amor com seu namorado (a), marido (esposa), amigos e familiares.A prática leva à perfeição 🙂

“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá (…)” 1 Coríntios 13:4-8

Casamento e o tempo de Deus

Acredito que depois da pergunta: “por que você come taaaannnnto e não engorda?”,  a pergunta que mais ouço é: “por que você casou tão nova?”.

Alguns perguntam com tom de indignação, e outros com um certo ar de curiosidade. Mas o que todos querem saber são os motivos que levam uma jovem qualquer no mundo de hoje a escolher um homem só, quando poderia ter todos os outros.

E o engraçado é que eu adoro responder a essa pergunta, pois é a partir dela que tenho a oportunidade de falar sobre o caráter de Deus, seu amor e planos para seus filhos. Primeiramente, precisamos compreender que Deus não é homem. O tempo de Deus não é o tempo do homem, a motivação de Deus não é a motivação do homem, nem tampouco o casamento significa para o homem, o que significa para Deus.

Quando se tem um relacionamento de intimidade com o Senhor, o que mais buscamos é ver e sentir como Ele, uma vez que “enganoso é o coração mais do que todas as coisas” (Jeremias, 17:9). E é no coração de Deus (e não no do homem) que nasce a verdadeira motivação do casamento, que confronta os discursos que o mundo prega na tentativa de nos fazer esfriar e pensar mil vezes antes de nos casarmos.

Deus tem um propósito com o casamento independente das circunstâncias sociais ou financeiras que você vive, ou que vive o mundo. O que para o homem pode se resumir a dividir o mesmo teto, para Deus trata-se do centro dos planos mais íntimos que Ele tem para humanidade, desde sua criação. Ou seja, se você foi chamado segundo o propósito dEle para o casamento, você está sendo chamado para fazer parte dos planos mais lindos de Deus, e, portanto, deve descansar na promessa de que todas as coisas cooperarão para o seu bem.

E comigo não foi diferente…o tempo de Deus pra mim não tinha nada a ver com a minha idade, pois pra Ele, mil anos é como um dia. O que é o tempo pra Deus?? Ele não é homem para se limitar ao tempo ou ao espaço. Se o propósito é dEle, nada falhará, e tudo ocorrerá no tempo que Ele designou, seja aos 20, aos 25, aos 30, aos 40, aos 50…pra Ele isso não importa.

Ele é que sabe o tempo certo e ideal para dispensar sobre nós as Suas bênçãos. Ele é o único que nos conhece em intimidade, para aprimorar em nós as virtudes necessárias a uma vida a dois, e para tratar nossos fantasmas e feridas que impedem a comunhão plena dentro do casamento.

Nada do que realmente importa no casamento tem a ver com idade. A vida pra um jovem não acaba ao se casar… muito antes pelo contrário: para aqueles jovens que foram chamados pelo Senhor, é como que uma vida nova embrulhada em papel de presente e com um laço, que Ele entrega nas mãos dos filhos dispostos a viverem o casamento dos sonhos dEle.

Busque sonhar os sonhos de Deus. Experimente viver uma nova realidade de tempo e espaço completamente diferente dos moldes e convenções sociais a que estamos acostumados.

O que Deus tem para seus filhos é sempre o melhor.