Será que Deus me vê, será que Ele me nota?

Recentemente (depois que publiquei aqui no blog um post até muito cômico contando alguns dos principais micos que já paguei na vida), comecei a observar que de fato a cabeça e os pensamentos não param nem por um segundo. Numa noite qualquer, ao fechar os olhos para mais uma trivial noite de sono,  a mente pode simplesmente acionar uma varredura de HD e trazer à tona uma série de lembranças e memórias que há muito tempo dormiam caladas e desapercebidas.

De vez em quando, a exemplo da noite em que levantei da cama dando gargalhadas dos meus micos, fico muito satisfeita por ser desavisadamente presenteada com momentos de muito humor e diversão gratuita. Mas em outras situações, queria mesmo poder apertar um botão e deletar pra sempre algumas lembranças, que até por auto-defesa, eu mesma coloquei pra dormir.

Os fatos em si passeando pela minha mente contra a minha vontade, não são exclusivamente o fator de maior incômodo e desconforto pra mim. Meu desprazer é ter que me lembrar da maneira como me senti diante daqueles acontecimentos. Às vezes sinto tudo aquilo de novo, me assistindo em terceira pessoa nas mais variadas cenas de desprezo, fragilidade e, em alguns casos, até humilhação.

E eu posso passar horas aqui nesta página, descrevendo os meus sentimentos com toda sorte e riqueza de detalhes, pormenorizando cada sequência, me abrindo sem qualquer pudor ou vergonha... ninguém jamais saberá a verdade do que eu sinto ou senti em determinada circunstância. É impossível materializar o tamanho, a intensidade ou a medida do que se passa dentro de mim.

Toda interpretação que surgir num desabafo, por exemplo, não passará de uma tentativa (que pode até ser genuína) de empatia e solidariedade. Porque o Único que me vê por dentro, e pode decifrar cada um dos meus sentimentos em sua forma mais literal e verdadeira, é o nosso Senhor Jesus.

Gente, como isso nos aponta um caminho… percebe como está plantada em nossa natureza a necessidade visceral de nos relacionarmos com Ele? A mesma necessidade que temos de pegar um telefone e ligar pra um amigo muito querido, para desabafar, chorar e dividir o que tem se passado em nossas vidas.

A mesma necessidade de sermos compreendidos, consolados e cuidados nos momentos de tristeza e fragilidade. Mesmo que você não queira, mesmo que você não creia: JESUS te vê pelo que Ele é, e não pelo que você acredita.

Não existe poder em nossas mãos capaz de impedir YAVÉ de ser o que Ele é: onipresente, onisciente e onipotente. Ele É.

E se você não se deixa ser compreendido, consolado e cuidado por Aquele que de FATO te vê, e compreende a verdade do seu sentimento, você está perdendo por opção a cura mais eficaz e sustentável que seu bolso não poderia pagar ainda que você quisesse.

Deus te vê, Deus te nota… não pelo tamanho da sua dor, ou pela profundidade da sua ferida. Mas pelo que Ele é… porque se basearmos o caráter e comportamento de Deus pelo que fazemos, jamais teremos garantias de nada, porque mudamos  em todo tempo, e em nada somos confiáveis.

Mas se eu alicerço tudo isso no que Ele é, então não preciso me preocupar. Porque diferente de mim e de você, nEle não há sombra ou variação de mudança… E todas as vezes em que você duvidar no seu coração que o Senhor está te vendo, não olhe para a pauta em questão, ou pra sua vida, ou pra direita, ou pra esquerda…

Tudo isso é irrelevante diante da certeza mais fiel de que Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Isso basta. Isso basta.

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Como compreender e lidar com o chefe chato: aprendendo a ver metade do copo cheio.

Eu sempre brinco que chefe é igual pai ou mãe: não escolhemos, não necessariamente nos identificamos, mas compreendemos sua autoridade e sua importância dentro daquele determinado núcleo. E assim como fazemos com nossos pais, a gente às vezes assume o papel de críticos diante dos nossos chefes, apontando o dedo aqui e ali, julgando os discursos, contestando as decisões e, sobretudo, criando ao redor dele o mito do “chefe chato”… até o dia em que nos tornamos pais. Até o dia em que nos tornamos chefes.

Até o dia em que você é a mãe chata, o pai chato, o chefe chato. A gente passa a carregar o peso das decisões, a responsabilidade final se alguma coisa der errado, e a difícil missão de fazer tudo o que é necessário, sem contudo causar impopularidade ou antipatia entre os membros.

Não sendo fácil dormir e acordar todos os dias com este título, muitos chefes acabam se atrapalhando na atuação de seu papel, permitindo inclusive que sua personalidade e código moral pessoal (e não o do grupo) sirvam de referência para o tom de voz e para suas atitudes diárias.

Por isso, minha primeira dica para lidar com um chefe chato é compreender a sua personalidade. Você pode assumir uma posição arisca e insociável com o seu chefe, ou você pode observar quais são as situações que o chateiam ou lhe causam frustração, para então prevenir qualquer situação desagradável, e evitar “dar motivos”.

A segunda dica, complementa a primeira: pense estrategicamente na postura que você vai adotar diante do seu chefe. Na maioria das vezes, o chefe chato tem consciência da maneira como é visto por sua equipe, e por isso, a última coisa de que ele precisa é alguém para criticá-lo e deixá-lo ainda mais inseguro. Por isso a postura mais estratégica a se adotar, é a postura de solidariedade e disposição: mostre a ele que ele você está disponível para ajudá-lo e dividir uma tarefa ou o peso de uma decisão.

Você só tem a ganhar com esta postura, pois além de promover uma imagem positiva a seu respeito, com o tempo ele pode relaxar e deixar de ser o chefe chato que ninguém gosta. Bom pra você, bom pra ele.

E a terceira dica é não reagir aos comportamentos e atitudes desagradáveis. A inabilidade do chefe chato em lidar com as pressões de sua função, torna-o cada vez mais insuportável e insustentável para a convivência. O assunto dele é chato, os discursos são chatos e cheios de hipocrisia, as brincadeiras são mais chatas ainda… mas se você reage, você entra na ciranda do funcionário insatisfeito.

E por mais razão que você tenha, por mais evidente que a incompetência do chefe chato seja, nada há de mais valioso do que a paz na hora de dormir. No que depender de você, tente não dar muita importância a este assunto e nem torná-lo prioridade da sua pauta profissional, para que sua concentração e excelência no trabalho não sejam comprometidas. Não torne a história do chefe chato a sua principal distração.

Aproveite os mecanismos formais de feedback e diálogo da sua empresa (de preferência na presença do representante de RH) para expor suas insatisfações e pontos de vista de maneira muito serena e profissional.

E lembre-se que, em última análise, o convívio com o chefe chato pode ser uma valiosa oportunidade de crescimento pessoal pra todos que o cercam: aprendemos a dar o nosso melhor ainda que ele não aparente merecer, e ignoramos os defeitos e atitudes desagradáveis, para  não nos tornarmos escravos deles.

Sejamos o exemplo vivo do profissionalismo e sobriedade que esperamos encontrar no chefe.

Boa semana 😉

PRINCÍPIOS E VALORES: Na prática, se você não sabe por onde começar, comece servindo.

Sabe aquela situação em que estamos diante de um lindo e emocionante discurso, com sentenças e palavras perfeitamente articuladas, mas não sabemos exatamente como viver nada daquilo que está sendo ministrado? Tudo o que é dito ali nos cai como uma luva, e parece até que o orador está contando a história da nossa própria vida… mas simplesmente não conseguimos enxergar o lado prático daquela dissertação.

É semelhante à batalha que os pais travam com seus adolescentes em casa, tentando lhes introduzir os valores  básicos de respeito, reverência e humildade, por exemplo; e ainda assim parece que os filhos vivem para contrariar tudo o que é pregado religiosamente no núcleo familiar.

Em alguns casos, eu verdadeiramente observo que trata-se de uma afronta proposital por parte dos filhos para com os pais… Mas em muitos outros, o que notamos são meninas e meninos que, assim como nós adultos, experimentam diariamente a limitação de não saberem como viver aqueles valores e princípios que são ensinados em casa.

E é relativamente fácil rastrear as origens dessa limitação, quando compreendemos que estes valores e princípios dificilmente deixam o nível das idéias para habitarem entre nós no nível da vida prática. Ou seja, queremos que nossos filhos sejam respeitosos e reverentes, mas no mundo material, onde estão as demonstrações palpáveis destes valores? Em casa? Na escola? Na rua? Na TV? Onde, se não na vida e obra de Jesus? O Deus que se fez carne e habitou entre nós, nos ensinando a viver cada um destes valores e princípios, de maneira simples e prática. O que pode ser mais prático, aplicável e simples do que servir às pessoas?

Servir não é dar o que sobra, o que não nos custa nada fazer… Servir é fazer pelo outro de acordo com a necessidade dele, e não de acordo com a sua disponibilidade, ou daquilo que não vai te fazer falta, ou te atrapalhar.

EM TERMOS PRÁTICOS

Você está no ponto esperando o ônibus, exausta, depois de um dia de muito stress e trabalho. Quando você entra, você fica toda feliz porque encontra um assento vazio, onde pode descansar e carregar suas coisas com conforto e “dignidade”.

Depois de algum tempo, entra uma pessoa que não é mais velha que você, não está com criança de colo, e não tem qualquer prioridade sobre o assento. Esta pessoa está carregando uma cesta básica que recebeu hoje do trabalho, e está com um aspecto muito cansado e exausto… parece que trabalhou duro o dia inteiro.

Tudo o que esta pessoa precisa agora é de um assento livre para descansar… mas isso você não tem. O único assento que você tem, é este no qual você já está acomodada. Logo, não há muito o que fazer para servir a esta pessoa, certo?

Errado. Servir é dar ao outro o que ele precisa, e não o que você tem sobrando. Levante, e ceda o seu assento. 

Você olhou para aquele trabalhador e reconstituiu todo o seu trajeto com a cesta básica de aproximadamente 15kg. Ele deve ter andando vários metros até chegar ao ponto de ônibus. Será que ele ainda vai tomar outro ônibus depois deste? Vai ver ele ainda terá de caminhar mais alguns metros para chegar em casa, mesmo depois de descer do ônibus…

E você pode até pensar: Este assento é meu! Eu também trabalhei muito hoje! Passei por isto e aquilo, e mereço um assento, mereço descansar!

É parecido com o que acontece aqui em casa quando compramos uma sobremesa gostosa (uma  pra cada), e meu marido termina a dele bem antes de mim. E é claro que ele fica de olho na minha sobremesa… e eu falo: Você já comeu a sua. Esta é minha, e eu tenho o direito de demorar até o mês inteiro pra comer… é minha!

Daí eu penso melhor, e falo: A sobremesa é MINHA, e por ser MINHA eu faço com ela o que eu quiser… por ser MINHA, eu te dou. Por que se não fosse, MINHA, eu não teria o poder de te dar.

O assento é seu! E por ser seu, você tem o poder de dar a quem quiser.

QUERO VIVER ESTE PRINCÍPIO

Passemos a observar a necessidade das pessoas. É como dar aquela carona que está COMPLETAMENTE fora da sua rota, do seu trajeto. A necessidade daquele irmão é chegar em casa, logo, se está dentro ou fora da sua rota, não importa. Importa a necessidade dele.

Quando fazemos pelos outros com este desprendimento, é como se estivéssemos fazendo para o próprio Deus. E por Ele muito se agradar destes filhos que vivem o princípio de servir aos outros, Ele se encarrega pessoalmente de retribuir, abençoar e recompensar a cada um conforme a sinceridade do seu coração.

Para a maioria das pessoas, inclusive pra mim, viver este princípio é um desafio muito grande… Somos impelidos o tempo inteiro a nos preocuparmos com os nossos próprios assuntos, em primeiro lugar. EU sou a prioridade da minha vida…

Mas quando você pensa que o mandamento é “amar o próximo como a nós mesmos”, compreendemos então que se somos a prioridade das nossas vidas, o meu semelhante é tão prioridade quanto eu, porque eu devo fazer por ele o que com muito esmero e interesse, eu faço pra mim mesmo.

Quanto mais eu amo e cuido dos outros, muito mais o meu Senhor cuidará e se agradará de mim. Este é o estilo de vida… vamos viver?

A inveja, porém, é podridão para os ossos… pois toda a carne já foi corroída.

UMA PEQUENA INTRODUÇÃO: É IMPORTANTE.

Este tema foi sugerido pela minha querida leitora Verônica, de Votuporanga – SP. =) 

Até hoje eu morro de rir quando conto pra alguém que quando criança, o meu sonho frustrado era ser uma paquita da Xuxa. Frustrado por quê? Por que eu era morena, baixa e tinha cabelos cacheados. As paquitas da Xuxa eram loiras, altas e tinham cabelo liso.

E quando eu paro pra analisar este sentimento de frustração que me acompanhou durante alguns anos da minha infância, começo então a perceber que desde cedo a gente inconscientemente aprende a cobiçar o que é dos outros. Eu via minhas coleguinhas loiras com cabelo liso, e desejava ser como elas, e ter o que elas tinham.

Obviamente que a compreensão acerca da diversidade e da beleza que há no exclusivo jeito de ser de cada um, só vem mesmo com a maturidade, e com o desenvolvimento gradual da auto-estima e da auto-confiança. Passamos a entender que somos lindos nas nossas diferenças, e que nossas vidas podem ter desdobramentos completamente distintos, de acordo com as decisões e escolhas pessoais que venhamos a fazer.

Acabamos então desenvolvendo a capacidade de focar em nossas vidas, definindo nossas prioridades e metas individuais, sem exatamente nos incomodarmos (ou nos deixarmos influenciar) pelos acontecimentos da vida alheia.

Entretanto, para muitos adultos, este processo de maturação da auto-estima e auto-confiança, ainda se encontra ora em paulatino andamento, ora esquecido e abortado propositadamente, sobretudo por aquelas pessoas que encontraram prazer em monitorar e agourar a vida dos outros. Estas pessoas podem estar nas salas de aula, nos cargos de liderança das empresas, nas famílias, ou nas rodas de amizade.

Todos nós podemos, num isolado momento da vida, assumir a posição de invejoso ou invejado. Nas duas situações, o elemento que definirá nossa conduta é o status do relacionamento que cultivamos com o Senhor: quanto mais colados nEle estivermos, mais generosa será a porção do Espírito Santo sobre nós para nos consolar e nos ensinar a verdade. Ele é o centro de todas as coisas.

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SERÁ QUE EU SOU INVEJOSO?

Invejosa é aquela pessoa que deseja possuir o que o outro tem. De maneira branda, é natural que passe pelo nosso coração aquele sentimento incômodo quando vemos alguém conquistando e vivendo tudo o que sempre sonhamos pra nós mesmos. Em alguns casos, podemos nos sentir tristes e decepcionados pelo lugar onde nos encontramos; e é nestas horas que o Espírito Santo nos encoraja a falar com Deus sobre nossos sentimentos e desabafar ali, em intimidade de oração, tudo o que tem nos afligido.

“Em primeiro lugar, louvado e engrandecido seja o Teu nome, Senhor. Me perdoe pelo sentimento de inveja que não pude evitar ao ver isto e aquilo na vida de fulano, enquanto a minha vida se encontra assim e assado. Abençoe este fulano, para que cada vez mais os Teus planos e imensa graça sejam dispensados sobre a vida dele, assim como na minha vida também, porque para cada um dos teus filhos, o Senhor tem planos diferentes. Se há algo em minha vida que me impede de viver o melhor que o Senhor tem pra mim, me faça conhecer para que eu possa me arrepender e mudar. Mas se é a tua vontade que neste momento eu esteja sim, confio que nisto o Senhor também tem um propósito… pode ser que eu esteja sendo moldado, preparado, e até mesmo livrado. Eu não sei, mas o Senhor sabe. E eu te digo, Senhor: eu aceito o Teu tempo, o Teu cuidado e todos os Teus propósitos. Sonda o meu coração e me ensina a ver a conquista dos outros com alegria e desprendimento. Coloca a tua paz no meu coração, e que isso não venha mais a ser um motivo de aflição e tropeço pra mim. Em nome de Jesus eu te louvo, bendigo e agradeço. Amém.”

Esta foi a oração que Deus colocou no meu coração… Nestes momentos, não devemos ceder à pressão de satanás que nos impele a reagir com grosseria e maldade contra aquela pessoa. Quando este pensamento vier à cabeça, repreenda-o imediatamente, e clame para que Jesus dispense a graça de que tanto precisamos para fazermos o que é bom e agradável aos olhos dEle.

EXISTEM OUTROS NÍVEIS

Outra situação bem diferente e extrema, é quando a inveja se transforma em perseguição e marcação cerrada. Dia e noite, a pessoa invejosa ocupa seu tempo e sua mente com pensamentos maldosos e estratégias para expor, humilhar, difamar e, em última análise, até mesmo DESTRUIR o objeto da sua inveja.

A simples existência daquela pessoa (a invejada) é sobremodo insuportável para a pessoa invejosa. Determinados episódios (como aqueles que podemos encontrar na história de José e seus irmãos em Gênesis), podem parecer tão excessivos e radicais, que começamos então a nos perguntar como é possível, e de onde vem tanta motivação e energia pra realizar o mal contra um semelhante.

CONHEÇA O SEU MAIOR INIMIGO

O maior invejoso que já existiu se chama Lúcifer.  Ele quis ser maior do que Deus, cobiçando para si a honra e a glória que só pertencem ao nosso Rei Jesus, e a ninguém mais. Desde a sua queda, todo o inferno se rebela contra Deus e contra toda a Sua criação. E é por isso que estamos constantemente sob os ataques de satanás, que em várias traduções do hebraico ao grego, é o acusador, adversário, inimigo e caluniador.

Sobretudo, satanás nos inveja porque somos a imagem e semelhança de Deus, a menina dos Seus olhos, a quem Ele pessoalmente elegeu através da redenção de Jesus Cristo, para sermos chamados de filhos, co-herdeiros, raça eleita, sacerdócio real.

Ao compreendermos a inveja nesta dimensão maior, conseguimos ter entendimento a respeito das perseguições, calúnias e difamação que sofremos. Dessa maneira, compreendemos também que satanás usa as pessoas para materializar aqui na terra a inveja que ele próprio tem de tudo o que Deus criou. Ele dispõe de um arsenal enorme, podendo jogar alguém contra você, enchendo a cabeça desta pobre pessoa com pensamentos como: “olha lá, ela é bonita, bem-sucedida, simpática… todo mundo gosta mais dela, do que de você!”

Ele mata dois coelhos com uma cajadada só: humilha o invejoso, fazendo-o se sentir inferior, e persegue o invejado, tirando-lhe a paz e alegria.

COMO DEVO LIDAR COM A INVEJA?

Como José. Devemos respeitar e reverenciar a vontade de Deus quando Ele escolhe algumas pessoas para se destacarem, porque Ele mesmo levanta estas pessoas para a sua própria glória, e para Seus planos superiores.

José foi escolhido e favorecido em tudo. Mas seus irmãos, não podendo suportar a sua luz e o seu destaque, tramaram contra ele. Venderam-no como um escravo qualquer para uns egípcios que passavam ali, e vejam só: anos depois, lá estava José, como GOVERNADOR DO EGITO, ao lado de Faraó.

Com a fome que a assolara toda a região, seus irmãos voltaram ao Egito para comprar mantimento, e mesmo não reconhecendo a José num primeiro momento, tiveram que se prostrar diante dele, tal qual Deus já havia designado e profetizado.

E a Bíblia nos conta que José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles. Ele disse: “Não fostes vós que me enviastes para cá [ao me venderem como um escravo qualquer aos egípcios]. Foi DEUS que me colocou por pai de Faraó, senhor de toda a sua casa, e como governador em toda a terra do Egito.” (Gênesis 45:8)

O PERDÃO: A PAZ QUE EU PRECISO

Quando somos invejados, devemos em primeiro lugar perdoar as pessoas, porque elas muitas vezes desconhecem o mal que fazem (e quando conhecem, são marionetes de satanás, enquanto acham que estão no controle: ou seja, precisamos ter compaixão em dobro). Quando perdoamos, nosso coração não pode ser acorrentado pela situação, e só assim temos paz e sobriedade para lidar com tudo.

Em segundo lugar, e eu já disse isso aqui no blog várias vezes, nossa guerra não é contra carne. E só há um nome que impõe autoridade no inferno, por cujo sangue somos guardados e livrados dos dardos inflamados do inimigo: o nome dEle é Jesus Cristo. Ele é o bom pastor, que cuida das suas ovelhas e as protege de todo predador.

Entretanto, sigamos o conselho de Jesus: sede mansos como a pomba e astutos como a serpente. Acredito que devemos ter sabedoria para evitar demasiada exposição diante destas pessoas invejosas, para que não criemos nenhuma armadilha contra nós mesmos. Em cada situação, oremos em espírito para recebermos orientação direta de Deus sobre como devemos agir… Exponha a sua causa ao mais Justo dos Juízes, e peça a Ele que a julgue. Ele pode interferir para que, de alguma maneira, esta pessoas seja distanciada de você; ou então, Ele pode fazer algo mais lindo ainda: tirar o coração de inveja, e colocar um coração de amizade e admiração no lugar. (Ele pode agir como e quando quiser… somente peça pra que a vontade dEle seja feita).

No mais, não percamos de vista que o mundo jaz no maligno, e que enquanto esta realidade não passar, estaremos nós em constante guerra contra o reino das trevas. Não obstante, maior é Aquele que está em nós, do que aquele que está no mundo. Toda autoridade pertence a Ele, e a vitória é garantida.

A paz do Senhor seja com vocês!

Coisinhas que nunca saem de moda!

Temos conversado ultimamente aqui no blog, dentre vários outros assuntos, sobre Upgrade de Imagem, mudança de mente e de atitude.

E assim como investimos tempo, energia e até dinheiro nos elementos estéticos e visuais que revigoram nossa imagem, é muito importante que estejamos dispostos a fazer os mesmos investimentos em nosso comportamento, e em nosso famoso “jeito de ser”.

O tal do jeito estraga a gente. Depois da TPM e do stress, acredito que o “jeito” seja a desculpa mais universal pra tudo e pra todos. E o mais preocupante, é a maneira como não admitimos que nosso jeito seja questionado ou apontado por outras pessoas, para que permaneçamos imunes à percepção de que é possível mudá-lo. O jeito é legítimo, é a lincença-poética, é a carta na manga pra justificar uma frieza aqui, uma grosseria acolá… uma palavra que machuca aqui, um mau humor acolá…

E eu acho que ter coragem de mexer no jeito da gente, é semelhante à situação de se chegar num Studio de beleza e permitir que os profissionais façam tudo em você, porém com seus olhos completamente vendados. Ou seja: Tem que ter coragem… não pode ter medo nem do que vai encontrar, nem do que virá a ser.

Eu super compreendo que ninguém é igual a ninguém, que as pessoas são únicas e que verdadeiramente o jeito de ser de cada um dá uma certa beleza e charme ao mundo. Ok. Isso é uma coisa. Outra coisa totalmente diferente, é usar disso pra disfarçar nossa preguiça de praticar as virtudes que nos fazem pessoas melhores!

Pra isso, tenho tentado resgatar em mim, algumas coisinhas que não saem de moda jamais! Aprendizados da infância, das gerações passadas que à medida que crescemos e nos tornamos adultos, caem em desuso por falta de prática (tipo um músculo que atrofia por falta de exercício). Parece que a gente cresce e fica bobo! Enfim…

Como a prática leva à perfeição, vejo que não há problema algum em – assim como aprendemos técnicas e métodos para repaginarmos nossa imagem – aprendermos também a exercitar os elementos que podem aprimorar e embelezar nosso jeito de ser (não precisamos deixar de ser quem somos, essencialmente… é só mesmo dar uma lustrada nas coisas que já perderam o brilho).

Então, aí vão algumas coisinhas que na minha opinião não saem de moda jamais:

– Em primeiríssimo lugar: Boas maneiras! Com licença, por favor, obrigada, pois não, posso te ajudar? Você precisa de alguma coisa?…

Cortesia: Abrir a porta do carro, dar preferência no trânsito, nas portas giratórias dos bancos, nos corredores do supermercado, etc.

Reverência: honrar os pais, os amigos, os mais velhos, os professores. Servi-los e demonstrar nosso respeito e admiração. Tem gente que acha isso brega :/

Amizade: Querer o bem, e não o mal para o amigo. Ser influência positiva, e não usar da liberdade e intimidade pra ofender ou fazê-lo parecer ridículo (principalmente na frente dos outros).

Romantismo: Namorar, ficar com cara de apaixonado, dizer que ama, falar bem do amado (ou da amada) para os amigos e colegas de trabalho (isso também é romantismo.rs)

Tenho tentado aprimorar meu jeito, com pequenos exercícios localizados e diários, pra evitar que ele me estrague, como quase me estragou no passado… Não quero nunca dar-me por curada, pra não cair no comodismo de voltar a ser o que eu definitivamente não gosto de ser.

E aí, como diria a Jane Leroy “bora dar uma repaginada no tal do jeito?”

=***

Atendimentos marcantes e encantadores

Karina, colaboradora da Dolce Lari Home & Gifts. Beleza, bom gosto e carisma. Sua voz doce e delicada é de cativar qualquer cliente!

Lembro-me de um processo de Auditoria de Imagem que conduzi para um cliente, em que através da modalidade de grupo focal, solicitei aos entrevistados que relatassem a última experiência de um atendimento encantador que os mesmos tivessem experimentado recentemente.

Todavia, embora eu já tivesse uma pista de que um, ou dois entrevistados, definitivamente se omitiriam de expor qualquer experiência, jamais imaginei que um silêncio de aproximadamente 40 segundos fosse pairar dentro daquela sala com seis pessoas.

Sim, seis pessoas de sexo, idade, poder aquisitivo, profissão e perfis mesclados, não se lembraram de uma experiência de atendimento encantador que as tivesse marcado em alguma medida.

Embora não obtive respostas espontâneas ao jogar a pergunta livre no primeiro momento, o silêncio trágico demandou que eu revelasse alguns termos indutores que selecionei, para que os entrevistados pudessem buscar na memória uma ou outra situação em que aqueles termos tivessem sido experimentados. Foi quando observei que os relatos começaram a aparecer na conversa depois que usei o termo indutor “superar as expectativas”.

Para aqueles indivíduos da amostra pesquisada, o atendimento que encanta é o atendimento que supera as expectativas. E superar as expectativas nada mais é do que exceder, ir além e ultrapassar aquela linha previamente demarcada no imaginário do cliente que define onde o esperado e o plausível devem parar. Qualquer sensação e experiência que ultrapassem essa linha configuram uma oportunidade potencial de um atendimento encantador.

Se fosse fácil superar as expectativas de um cliente, a ponto de encantá-lo, meus entrevistados daquele dia estariam até hoje dentro da sala relatando suas incontáveis experiências… Entretanto, para se superar expectativas, é razoável que dediquemos tempo e energia conhecendo que expectativas são essas.

E nessa hora penso: Meu Deus! Como o mundo mudou! Como as pessoas mudaram! A sociedade do conhecimento (e o Google.rs) trouxeram uma nova cultura global que moldou novos padrões de comportamento, mexendo com as expectativas das pessoas. Elas não desejam hoje o que desejavam anos atrás…

E porque a velocidade do mundo aumentou significativamente em todos os aspectos, observo que a expectativa das pessoas gira em torno de um atendimento objetivo, ágil e assertivo que no mínimo não as atrapalhe de cumprir o restante dos prazos e compromissos de suas vidas.

Edilaine e Cristiane, colaboradoras do Hotel Cosini / S.S. do Paraíso. Atenção, cuidado e simpatia são os atributos que melhor definem o atendimento que experimentamos por lá.

Não posso afirmar cientificamente, mas desconfio que talvez seja este o motivo pelo qual nos encantamos com baixa frequência nos estabelecimentos e destinos do nosso Brasil. Não por que parece que a expectativa das pessoas diminuiu, mas porque os estabelecimentos se esmeram pouco quando descobrem que o que o cliente quer, embora lógico e legítimo, é muito pouco.

Investem quase nada (ou nada mesmo) em treinamento, descuidam da postura, da atenção, do olho-no-olho, do sorriso e do “tchan a mais” que não faz mal pra ninguém em época nenhuma. (Não se aprende isso nas escolas e faculdades… são atributos de artista mesmo!!)

Eu, por exemplo, posso estar no ritmo que for (acelerada ou não), que me rendo facilmente aos encantos de um excelente atendimento qualquer dia e horário.

Especialmente num mundo que carece de relações humanas de qualidade, é natural que em alguns casos, o cuidado e atenção de um atendente na loja, ou no restaurante da esquina, seja o máximo de “humanidade” que muitas pessoas podem conseguir experimentar num dia difícil e cansativo, por exemplo. Pode acontecer de aquela pessoa se sentir mais valorizada e estimada num estabelecimento comercial, do que em sua própria casa, com sua família… Não subestimem essa situação, pois ela acontece.

Trata-se basicamente de uma dicotomia, pois os estabelecimentos tendem a se adequar às expectativas objetivas de seus clientes (o que não considero de todo errado), mas perdem muito por não trabalharem a preciosa oportunidade – complexa e subjetiva – de se mostrarem verdadeiros diferenciais humanos na vida de um cliente.

Por isso digo que o melhor atendente pra mim é aquele que adora atender. Assim como o melhor cozinheiro pra mim é aquele que adora cozinhar… Logo, na minha opinião, já ajudaria bastante se encontrássemos com mais freqüência, antendentes-entusiastas que escolham o atendimento como a primeira e mais nobre opção para suas carreiras. E não como aquela opção que só é considerada se todas as outras falharem.

Posso dizer que embora atendimentos encantadores pareçam estar escassos, eu tenho no mínimo dez casos em que encantamento foi pouco para descrever a sensação que vivi em determinadas situações. Posso dizer que sofri hipnose por estes atendentes…rs

Enfim! Eu vibro pra valer quando vejo pessoas se realizando como atendentes! Me jogo mesmo, dou parabéns, abraço, tiro foto =)

Se você tiver um caso de atendimento encantador, compartilhe com a gente pra que nosso dia fique mais alegre e adocicado! Eu contarei os meus ao longo dos próximos meses!

Bjkas!!! =***