Relacionamentos amorosos tem importância?

holding-hands1-1

Dos pedidos e sugestões que sempre recebo para tratar em post ou em vídeo aqui no blog, o assunto “relacionamentos” é com certeza o mais recorrente. E curioso. E simpático.

Parece que este aspecto da vida (da mulher principalmente), exerce uma importância tão grande e taxativa sobre sua capacidade particular de ser e se sentir feliz, que os outros aspectos passam a inevitavelmente se posicionarem de maneira bastante secundária e com valor reduzido. O que inclusive não é exatamente errado ou ruim, já que os relacionamentos devem sim ocupar as primeiras e mais honrosas posições no ranking de nossas prioridades.

Talvez o desajuste nesta organização de prioridades esteja não em dar a devida importância aos relacionamentos (porque isso é legítimo e todo mundo concorda), mas sim em não saber e não tratar daquilo que realmente seja importante nos relacionamentos.  Ou seja, dar importância aos relacionamentos não é tudo, não basta.

Para exemplificar, me vem à memória um filme que assisti este final de semana baseado em fatos reais, (The Iceman – 2012), que conta a história de Richard Kuklinski, um homem que durante anos mente para a esposa e filhas dizendo que trabalhava no mercado financeiro, até o dia em que finalmente é preso, em 1986, e todos descobrem sua verdadeira  atividade profissional: assassino de aluguel.

O filme retrata um homem extremamente frio e indiferente às vítimas de quem lhes tirava a vida. Inclusive, há relatos de que vários de seus assassinatos foram praticados com requintes de crueldade física e psicológica.

Entretanto, e muito curiosamente, este mesmo homem gélido e truculento se mostra ser um verdadeiro adorador e devoto de sua família, em especial de sua esposa Debora. As cenas exibem um marido carinhoso, que cobre a esposa e as filhas de presentes caros e que não tolera qualquer maldade ou intenção de ofensa contra elas.

A importância que ele atribuía à sua família era gigante, e ninguém vai dizer o contrário. Contudo, ele não soube, ou simplesmente sabia mas negligenciou, aquilo que tinha importância  na relação com sua família: o respeito, a lealdade, a honra e a verdade. Por consequência disso, uma esposa ficou sem marido, ultrajada e humilhada pela ocasião de sua prisão em 1986, e, o mais triste, duas filhas ficaram sem pai.

E é exatamente isto que tem acontecido nas relações amorosas de hoje, salvaguardando as devidas proporções, é claro.

Pessoas que insistem na importância que dão aos seus relacionamentos, mas que não se esforçam (por preguiça ou por falta de consideração pelo outro), para tratar e aplicar as coisas que são importantes nestes relacionamentos. Inclusive, quando paro pra pensar, chego à conclusão de que essa importância é, na realidade, uma necessidade social e de status que se disfarça de importância quando convém. É uma necessidade escondida que se apresenta ao mundo com cara de importância.

Certa vez, e isso já faz muitos anos, me encontrei com uma amiga que não via há algum tempo, e ela me atualizou dizendo que tinha se separado do marido por um milhão de motivos. Mas que gostaria de reatar “porque ficar sozinha tá por fora.” (coloquei entre aspas porque são palavras da própria!)

Vejam bem: parece que a importância que damos aos relacionamentos não está associada ao valor intrínseco e verdadeiro que os relacionamentos tem em si. A importância que damos aos relacionamentos está associada à maneira como usamos estes relacionamentos para resolver nossos problemas de status, insegurança e auto-estima.

É como ter em casa uma obra de arte linda e rara, e pregá-la na parede com o propósito de disfarçar ou esconder um defeito na pintura, ou uma infiltração. A obra de arte tem seu valor próprio por ser quem ela é e pronto. Mas quando eu faço uso dela com a finalidade errada, eu a desmereço e reduzo seu valor a nada.

Um relacionamento é algo fino, raro e precioso que deve receber o tratamento do qual é digno de receber. E em muitos casos ele é tratado meramente como o quadro raro pregado na parede para esconder uma infiltração.

Não tenho a receita para o “sucesso” num relacionamento amoroso, como às vezes sinto que seja a expectativa de algumas pessoas. E mesmo se eu tivesse, não acho que esta seja a melhor maneira de ajudar… Minha ajuda é esta que vocês já conhecem: propor os pilares e fundamentos para  uma reflexão sincera, e, a partir dela, a gente aprende a pensar a própria vida e começa então a corrigir os desvios.

Seja lá como for, e respondendo à pergunta do título do post, relacionamentos tem sim muita importância! Não as partes A e B que formam o casal isoladamente, mas o relacionamento em si é um verdadeiro presente pra quem sabe aplicar as coisas que são importantes para seu aprimoramento constante 🙂

Por isso, cuide do seu. Aprecie. Valorize.

Anúncios

O tempo precisa passar pra você…

time-travel2-photo-courtesy-of-junussyndicate-on-deviantART

Em novembro deste ano, mais precisamente no dia 22, meu marido e eu completaremos cinco anos de casados! “Não foram cinco horas, nem cinco dias, nem cinco meses!” (escrevi entre aspas porque tomei estas palavras emprestadas da minha avó!!)

Foram cinco anos, e cinco anos é muito tempo. Muito tempo pra quem cursa uma graduação de Direito, por exemplo, ou pra quem aguarda o desfecho de um caso complicado que se arrasta nas instâncias da justiça, ou, mais duro ainda, pra quem espera com dor e sofrimento por um procedimento cirúrgico na fila do SUS.

Mas pra mim, e eu sei que o que vou dizer é bem previsível e clichê, cinco anos passaram voando!  

Prova disso são os eletrodomésticos da casa que começaram a estragar todos de uma só vez e ao mesmo tempo (#obsolescênciaprogramada), realçando a maior e mais implacável consequência da ação do tempo sobre as coisas: a deterioração.

Às vezes a gente só percebe que o tempo passou através da observação de uma evidência física de que ele passou, e não exatamente através da sensação de sentir o tempo passar.

E a deterioração, sendo uma dessas evidências físicas que nos permite constatar a ação do tempo, pode estar manifesta nas coisas – que por definição tem dia e hora pra acabarem – ou, mais distintamente, nas pessoas e nas relações estabelecidas entre elas.

A diferença, entretanto, é que sobre as coisas, o tempo pode ser pouco manobrado. Ora, é basicamente improvável que alguém possa impedir ou interferir de alguma forma na degradação espontânea de qualquer tipo de matéria.

Já sobre as pessoas e sobre as relações humanas, ou seja, sobre tudo o que tem o sopro de Deus, o tempo pode ser subjugado de uma maneira tão formidável, que a evidência de sua ação deixa de ser a deterioração, e passa a ser o contentamento.

Quando uma pessoa finalmente se contenta com sua vida de uma maneira geral, é sinal de que, pra ela, o tempo passou. E veja bem: “se contentar” não é o mesmo que se acomodar ou se entregar à mercê da sorte como muitos pensam ser. (e por isso acabam empregando a palavra de um jeito completamente equivocado.)

Contentar-se com a vida é estar contente com a vida. Contentamento tem a ver com prazer e satisfação. Tem a ver com estar satisfeito com o que se é, e com o que se tem ali naquele momento, independente de como foi no passado, ou de como desconfiamos que vá ser no futuro.

E justo quando atingimos este estado de espírito e mente, conseguimos então encontrar a motivação – e  não a ansiedade – para melhorarmos naquilo que precisamos, e também para celebrarmos a vida e as relações que ela estabelece.

Inclusive, pra nós mulheres, o contentamento é o ponto de equilíbrio perfeito pra que possamos celebrar tudo aquilo que, por influência e consumo de uma mídia destrutiva, não conseguimos celebrar: nossa imagem e nossas relações afetivas.

Porque parece que existe uma força conspiratória que rouba nossa capacidade de enxergar o que a gente e os outros tem de bom, sabe? A gente só quer saber de gongar o namorado, o marido, as amigas, o chefe, os colegas de trabalho… e, claro, nós mesmas.

Uai, quem não sabe apreciar os outros, dificilmente consegue apreciar a si mesmo, ou vice-versa.

Sei lá… meu receio é que pra muita gente e pra muitas relações, o tempo pode estar passando e deixando como evidência de sua ação a deterioração e não o contentamento.

E estar contente é tão melhor do que estar deteriorado… Exaltar é tão melhor do que desmerecer. Ter prazer e satisfação é tão melhor do que só reclamar dos outros e da vida…

É tão melhor que até vale a pena se esforçar um pouquinho mais do que a média, pra que em troca do nosso esforço, talvez o tempo se agrade de ser um tanto mais gentil e benevolente para com nossas vidas… Preservando assim nossa beleza, juventude, energia e disposição, que além de muito essenciais, são os elementos que nos mantem produtivos e não nos deixam morrer.

Deixe o tempo passar, mas escolha você a evidência de sua ação.

———————————————————

Guest Post que escrevi a convite da Badulakit, no blog da marca http://badulakit.wordpress.com/ em 28 de Maio 🙂

Erros de gravação e retrospectiva – as melhores dicas que pintaram por aqui EM 2012!

Espero que este vídeo chegue em boa hora =)

Um beijo grande e divirtam-se!!

PRINCÍPIOS E VALORES na prática: Série especial sobre casamento / PARTE II: A convivência

Primeiro post desta série, CLIQUE AQUI: https://dianasaid.com/2012/07/01/principios-e-valores-na-pratica-serie-especial-sobre-casamento/

Em 2008, quando meus amigos e familiares souberam que eu e Dalton nos casaríamos em Novembro, minha vida acabou se tornando um alvo certo de constantes sabatinas, exortações e muitas, mas muitas críticas veladas.

Cheguei a ouvir de alguém muito próximo a mim, que eu deveria namorar no mínimo mais 10 anos, que eu era muito nova e que talvez eu estivesse me precipitando numa decisão repleta de mudanças para uma vida inteira, sem qualquer razão ou necessidade.

Diziam também que os afazeres domésticos não eram brincadeira, e que do instante do casamento em diante, o destino não me reservaria nada além de muita louça e roupa suja para lavar, um fogão para administrar, e eventualmente filhos, que viriam no futuro para me manter bastante ocupada e sem qualquer tempo ou prazer de me dedicar à minha agenda feminina.

Bom… o que dizer e como dizer? Porque ainda que o meu desejo fosse rebater cada uma destas palavras infames com a merecida categoria; eu sabia que no fundo, grande parte daquelas pessoas casadas viviam no centro de uma verdadeira sentença de morte, aprisionadas ao aspecto “operacional” da vida a dois, e aos modelos prontos  (mas toscos) de marido e mulher.

Por que a mulher precisa engordar depois que se casa? Por que o homem fica tão mal humorado? Por que a mulher deixa de se cuidar? Por que o homem fica barrigudo? Por que os dois deixam de fazer programas de namorados que faziam nos tempos de namoro? Por que os dois se acomodam?

Ora, há quem diga que estes comportamentos são consequências inevitáveis do fim do “ritual” de conquista, como se o “sim, eu aceito” proferido pelo casal lá no altar, marcasse a entrega oficial do troféu maior, o fim do desafio, não restando absolutamente mais nada a ser conquistado nem pelo homem e nem pela mulher.

E eu discordo desta afirmação em gênero, número e grau! Porque o maior ritual de conquista de todos os tempos, começa exatamente no momento em que se casa. O maior desafio para o marido e para a esposa é se conquistarem mutuamente todos os dias, alimentando a chama e vivendo os melhores dias das suas vidas até morrerem.

Movidos por este foco, o casal passa então a aplicar o coração e a mente na vida a dois, usando a seu inteiro favor aquele principal recurso que o namoro não oferece, e que é universalmente depreciado dentro do casamento: a convivência. A convivência é pra mim um novo namoro, porém muito mais maduro e muito mais gostoso! 😀 (até rimou.rss)

Eu pessoalmente vejo que a convivência no casamento apresenta ao mesmo tempo grande potencial destrutivo, e grande potencial construtivo. Os fatores determinantes de um ou de outro, na minha opinião, são sempre a vigilância, consciência e disposição do casal para interferir nos aspectos que constroem e destroem esta convivência.

Pra isto, você poderá encontrar à sua disposição uma vasta literatura cheia de regrinhas e táticas intituladas como inéditas e infalíveis, que embora proponham soluções paliativas para os impasses cotidianos da convivência, simplesmente não conhecem a fundo a intimidade do casal, para que possam solucionar os principais problemas de maneira “customizada” e sustentável.

Sabe, a despeito de qualquer literatura, é nosso dever e de mais ninguém, conhecer o outro para aceitá-lo sem brigas até o dia em que ele estiver pronto ou disposto a mudar. Desta maneira, você já começa a conter o potencial destrutivo da convivência, antes que a outra pessoa já tenha se tornado “o monstro” estigmatizado da casa.

Da mesma forma, a gente sempre pode usar o potencial construtivo da convivência para conter o seu potencial destrutivo… A boa conversa, aquele papo gostoso – sem o compromisso ou obsessão de mudar a cabeça do outro – é pra mim uma das estratégias mais eficazes e de menor custo para embelezar a convivência e a vida a dois.

Eu e meu marido, por exemplo, adoramos sentar para contar casos! Casos de infância, casos engraçados, memórias tristes, traumas, sonhos frustrados, sonhos realizados… estas coisas sem compromisso, sabe?  (A gente dá crises de riso e de choro num mesmo assunto!)

E estas conversas, por mais simples e descompromissadas que possam parecer, tem sempre um saldo muito precioso! É sempre um pouco mais de intimidade e de conhecimento a respeito da história do outro, para que sigamos compreendendo-o e ajudando-o em suas falhas e dificuldades.

Eu já até disse aqui no blog uma vez que pra mim, a conversa é um afago, um carinho na alma! Uma das maiores demonstrações de carinho e consideração… ouvir e ser ouvido, sem imposições, sem ferir. Digo isto, porque vejo que muitos casais não sabem se dirigir a palavra… Tudo é no grito, no berro e na ignorância. Isto mata a convivência em qualquer relação, muito mais ainda no casamento.

Maridos e esposas são reis e rainhas! A eles seja dado o melhor que se tem pra oferecer… O melhor tom de voz, a melhor educação, o melhor namoro e, principalmente, o melhor dia-a-dia. Porque ninguém sente desejo de voltar para uma casa  cheia de gritos, mau humor, brigas e cara emburrada!

Não seja você o motivo de degradação do seu casamento. Não seja a sua boca ou a sua atitude, a principal amaldiçoadora da sua casa… Coloque mais um prato à mesa, convide Jesus para o jantar e  aprenda com Ele!

Os livros não te contam, mas a estratégia mais duradoura e sustentável para uma vida a dois maravilhosa, é a constante e honrosa presença de Jesus no lar, reinando sobre o casal e estabelecendo o modelo mais excelente a ser seguido: Ele. Porque Ele é o modelo. Não existe outro.

PEQUENO MANUAL DE ETIQUETA fora de casa: saindo às compras – de ônibus.rs

INTRODUÇÃO

Não que o transporte público na maioria dos estados brasileiros seja exemplar, convidativo e atraente em sua proposta… mas uma hora, cedo ou tarde, não poderemos fugir desta alternativa que em tese responde e adereça muito bem o problema do trânsito caótico, da degradação do meio-ambiente e, por que não dizer, do endividamento crescente da população que se joga no crédito e não consegue pagar nem as duas primeiras prestações do veículo financiado.

Bom… A verdade é que, infelizmente, mesmo sendo uma ótima e inteligente alternativa, andar de ônibus e metrô na maioria das cidades brasileiras pode acabar se tornando uma aventura muito cansativa, e, em muitos casos, até traumática e chocante, pelos típicos episódios de grosseria e violência que se dão ao longo dos trajetos.

E isto acontece todos os dias com uma grande parcela da população que depende do transporte público não só durante a semana para se deslocar para o trabalho ou escola, mas também aos finais de semana e feriados quando saem para passear com a família ou para fazer quaisquer outros programas específicos.

Por isto, este post/manual é dedicado a todos nós que por necessidade mesmo, ou porque o carro está no conserto, ou porque não queremos gastar com estacionamento (que por sinal está custando um rim, praticamente); acabamos escolhendo o transporte público naqueles dias em que saímos às compras, e  queremos ter uma experiência civilizada e prazerosa mesmo andando de ônibus.

1) PREPARATIVOS

– Sair de ônibus é uma excelente oportunidade para se exercitar! Por isso, não se esqueça: roupa e calçado confortáveis, cabelo preso, uma garrafinha com água, protetor solar e óculos escuros.

– Se o objetivo é comprar roupas, minha sugestão é sair com um vestido solto, pela facilidade de tirar e vestir novamente a cada loja em que paramos para experimentar uma peça.

– Levar uma bolsa ecológica grande e prática para carregar em um só lugar todos os itens comprados, ao invés de ficar carregando aquele monte de “sacolinhas”. Você ganha agilidade ao caminhar e controla melhor o que já foi comprado.

– Levar um mini-roteiro com as principais lojas que você deseja visitar em ordem de distância, e os itens que precisam ser comprados. Isto não só aumenta a produtividade e o aproveitamento do seu tempo, como também evita a perda de foco que acaba levando a gastos compulsivos fora do planejamento.

– Se você for comprar roupa de festa, não se esqueça de levar o par de sapatos a ser usado para medir o comprimento e verificar a necessidade de ajuste. Esta iniciativa te economiza uma ida extra à mesma loja.

– Facilite a vida do cobrador do ônibus e leve moedinhas para facilitar o troco! 😀

2) TOMANDO O ÔNIBUS

– Antes de sair de casa, faça um alongamento básico para encarar a jornada com qualidade. Parece uma bobagem, mas observe que ao final de uma maratona como esta, chegamos em casa sentindo dores musculares semelhantes àquelas dores pós-academia. Ou seja, bater perna um dia inteiro é uma baita rotina de exercícios físicos!

– Programe-se para sair de casa DEPOIS do horário de pico (se for dia útil). Eu, por exemplo, deixo pra sair de casa depois das 9h00, e chego ao destino final no mesmo horário que eu chegaria se tivesse saído às 8h00, devido ao trânsito pesado. Desta forma, você garante que terá lugar pra sentar, diminui o estresse e já começa o dia bem.rss

– Se você deseja ter um dia gostoso fora de casa, comece dando aos outros o que você quer receber. Cumprimente o motorista e o cobrador olhando no rosto de cada um deles. Você está dando algo que não te custa nada, mas que vale muito pra quem recebe.

– Quando for se assentar ao lado de alguém, peça licença e sente com delicadeza sem dar aquele solavanco como se um boi estivesse sentado ao seu lado. Consideração e delicadeza para com qualquer pessoa, mesmo que seja um estranho, nunca são demais.

– Permaneça sentado com as pernas fechadas, para evitar o constrangimento de ficar se roçando em alguém. Assento de ônibus não é o sofá da nossa casa, que a gente senta mega à vontade e de qualquer jeito. Respeite o espaço das outras pessoas…

– Se o passageiro do seu lado deu indícios de que vai descer, seja PROATIVO e levante-se para que a pessoa possa sair do seu assento sem precisar sentar no seu colo praticamente! Mas não se levante com cara feia e má vontade, como se o outro passageiro não tivesse o DIREITO de descer de um ônibus com dignidade.

– Chegando em seu destino, olhe para o motorista (sim, ele fica olhando o desembarque do passageiro pelo retrovisor e pode te ver perfeitamente) e agradeça com um sorriso ou com um aceno. Ele vai ganhar o dia =)

3) CHEGANDO À LOJA

– Se uma vendedora te abordar, mesmo que naquele momento você esteja só dando uma olhada nos expositores, aceite a ajuda, pergunte o nome da moça (ou moço) e descreva objetivamente o que você está procurando.

– Antes de ela mandar descer o estoque inteiro, não se sinta constrangida em revelar o teto do seu orçamento. Eu pessoalmente acho super tranquilo falar com a vendedora: “Olha, estou procurando um vestido de festa longo e meu orçamento é de X reais. Quais as opções que você pode me mostrar nesta faixa de preço?”

– Se a vendedora te mostra um modelo que te desagrada, não seja grosseira e agressiva dizendo que aquela peça é feia ou horrorosa. Atenha-se a dizer que tal peça não faz seu gosto ou estilo… Você dispensa aquela alternativa sem ofender a loja, ou a vendedora ou um cliente que pode estar ali justamente namorando a tal peça “feia” e “horrorosa”.

– O mesmo vale para peças ditas “caras”. Ao invés de dar aquele bafo dentro da loja e dizer “nossa, isso é um assalto??”, ou fazer aquela cara de desprezo insinuando que a tal mercadoria não vale tudo aquilo, atenha-se a dizer que no momento aquela peça extrapola seu orçamento.

– Ao experimentar a peça, saia do provador e mostre à vendedora o resultado final. Mesmo que a opinião mais importante seja a sua, e que a decisão final de comprar ou não também seja exclusivamente sua, não custa nada demonstrar apreço e consideração à vendedora, que está ali te prestando uma ajuda.

– Ainda que você já tenho descrito o que você procura, esteja aberto e receptivo às sugestões da vendedora. Lembre-se que você tirou o dia pra isso e que avaliar uma nova possibilidade não é perda de tempo. Numa dessas, você acaba descobrindo um look super legal e até mesmo mais barato do que você estava disposta a pagar 😉

– Quando estiver pronta para fechar a compra, não custa nada perguntar se aquele preço é cheio ou com desconto, ou se existe alguma peça parecida de uma coleção passada que esteja em promoção… Questione sobre desconto à vista e número de parcelas no cartão, sem contudo ficar implorando por um preço melhor debruçada no balcão, dando o maior show pra todo mundo ver.

– Muitas lojas pedem um e-mail no fechamento da compra para cadastro do cliente no banco de dados. Como na verdade eles vão ficar te enviando notícias e promoções posteriormente, você pode  informar aquele endereço seu do hotmail que já está cheio de vírus e que você já nem abre mais, para evitar que seu e-mail principal se descontrole com tanto spam e lixo eletrônico que você não deseja receber.

– Ao se despedir, agradeça à vendedora de acordo com sua performance. Se o atendimento tiver sido estupendo, agradeça apontando as qualidades deste atendimento “Obrigada pela sua atenção, paciência e assessoria!”. Caso contrário, se tiver sido um daqueles atendimentos em que o vendedor quer se livrar rápido da gente, eu me atenho a um simples “obrigada e até breve”. Meritocracia, meu bem.

4) VOLTANDO PRA CASA

– Se possível, tente tomar o ônibus de volta antes ou depois do horário de pico. A esta altura você já está cansada, carregando sacolas e doida para chegar em casa! Sendo assim, um ônibus mais vazio e um trânsito mais tranquilo ajudam bastante!

– Mesmo que você precise andar alguns metros a mais, caminhe até um ponto onde você sabe que o ônibus passará mais vazio. 

– Ao entrar no ônibus, obedeça à fila sem ficar empurrando todo mundo ou tentando se infiltrar à qualquer custo para ser o primeiro a colocar os pés no degrau do ônibus.

Quanto aos assentos reservados a idosos, deficientes e gestantes, não se assente neles com aquele pensamento de “quando um idoso, deficiente ou grávida entrarem,  daí eu me levanto e cedo o lugar”. Você já viu alguém se assentar na mesa reservada de uma festa, e depois se levantar para o verdadeiro convidado a quem aquele espaço já estava reservado? Este público não precisa passar pelo constrangimento de esperar (um segundo que seja) alguém se levantar do lugar que É expressamente destinado a eles, em primeiro lugar. Se não somos idosos, deficientes ou gestantes, não temos que nos assentar ali e pronto. Sem lacunas da lei. Sem brechinhas. Sem jeitinhos. Sem mais interpretações.

Ao sairmos de casa, precisamos nos preparar física e espiritualmente para dispensarmos nosso melhor às diferentes pessoas com quem nos encontraremos durante todo o trajeto. Às vezes gente esquece que o estranho da rua, do ônibus ou da loja também é um ser humano que merece nossas melhores maneiras, atenção e simpatia.

Não guarde ou restrinja o seu sorriso e a sua educação apenas para os familiares, amigos e íntimos! O estranho não é menos gente ou menos digno só porque não o conhecemos, ou não sabemos o seu nome e seu endereço!

Do portão pra fora, todos nós somos um bando de estranhos que podem conviver muito bem como velhos conhecidos! Pense nisso 😉

PRINCÍPIOS E VALORES na prática: Série especial sobre casamento :)

Há algumas semanas venho recebendo mensagens de noivas que estão prestes a se casar, ou de jovens recém-casadas que embora já estejam bastante familiarizadas com os posts anteriores que escrevi sobre a vida a dois, manifestaram também o desejo de aprofundar um pouco mais neste assunto que, pra mim, nunca tem fim.rs

Por isso, amiga… senta… porque este post vai ser longo. Se preferir, leia em blocos/capítulos, um pouquinho todos os dias… Mas se estiver com tempo e motivada, prepare aquele chá, ou uma taça de vinho, e vem comigo =)

Esta série reflete a minha opinião sobre os assuntos relacionados ao casamento, e consiste em apenas mais um bate-papo, sem a pretensão de ser a dona da verdade. É como eu vivo e enxergo o casamento a partir da minha realidade e da observação dos fatos. Todas vocês tem o direito de expor comentários a favor ou contrários ao que for dito aqui =)

_________________________________________________________________________________________

CAPÍTULO I – Pensamentos soltos

Da gama de metáforas a que podemos comparar o casamento, eu escolho a aliança como um ponto de partida. No auge do namoro, observo que para muitos homens e mulheres, o sonho do casamento pode ser facilmente resumido ao dia da cerimônia, e a todos os seus respectivos rituais e primores.

O sonho do vestido, da decoração e da festa (que são legítimos, não estou criticando), mantem muitos casais distraídos e ocupados – e em muitos casos até endividados – com uma série de elementos perecíveis, que tem dia e hora marcada para acabar.

Em alguns casos (e reforço que não estou generalizando), esta mesma quantidade de tempo, energia e investimento não é dispensada aos mais preciosos e duradouros de todos os esforços: o aprendizado, diálogo e reflexão sobre o que o casamento e a vida a dois são na essência e na prática.

Dificilmente encontraremos casais debruçados sobre o computador buscando artigos e meditações relacionados ao casamento, com o mesmo desprendimento com que passam horas online escolhendo as flores para a decoração da igreja.

E esta não é uma crítica ou um ataque às pessoas, e sim a este sistema de “coisas” que tenta re-programar nossa mente de maneira sutil e subliminar, introduzindo novos valores e re-ordenando nossas prioridades. Quando nos damos conta, já estamos fazendo sem nem percebermos, porque material e humanamente, o sistema é maior e mais forte do que o indivíduo.

Nesta nova ordem de prioridades, o dinheiro é um fator determinante para os principais acontecimentos da vida, desde o momento do nascimento. Primeiro vem a festinha de um ano, depois a primeira bicicleta, depois a festa de 15 anos, depois a carteira de habilitação, depois a formatura da faculdade, depois o primeiro carro, depois o primeiro apartamento…

…e somente depois de realizadas todas estas etapas que necessariamente custam dinheiro, é que o casamento passa a ser considerado como mais um acontecimento que será cumprido mediante a disponibilidade de uma ouuuuutra quantia determinada de dinheiro.

Porque casar custa dinheiro.

Ou seja, a ocupação primária do indivíduo se concentra em angariar os recursos necessários para a realização do casamento, sem que antes e em primeiro lugar ele se ocupe com os pensamentos e reflexões que realmente impactam na vida a dois, e que dependem muito mais do amor e da sabedoria do homem e da mulher, do que propriamente do dinheiro disponível.

E hoje que sou casada, 80% das minhas opiniões sobre este assunto são com base na minha experiência, e 20% com base na observação do mundo ao meu redor. Porque já vivi de tudo um pouco, com dinheiro e sem dinheiro nenhum, com sabedoria e sem nenhuma sabedoria, com muito desprendimento e com egoísmo em dobro, com muita maturidade e sem maturidade nenhuma… E posso dizer que para o casamento ser feliz e de qualidade, ele não precisa ser perfeito, sem trombadas e desencontros.

Porque mesmo que os casais de namorados reflitam e dialoguem – antes do casamento – sobre a essência e a prática da vida a dois, algumas coisas só se podem aprender a partir da experiência, vivendo e convivendo, errando e pedindo perdão, corrigindo e buscando não repetir os mesmos erros a toda hora.

Desta maneira, o fator que passa a ser determinante para a qualidade e felicidade do casamento, não é o seu “grau” de perfeição, mas sim o verdadeiro, autêntico e genuíno desejo de acertar, de perdoar o erro do outro rapidamente e de não desistir jamais nem do seu cônjuge e nem do seu casamento.

E tudo isso somente é possível através do amor e graça de Jesus, nosso primeiro noivo e amor maior, que sustenta, anima e fortalece o casamento que pode estar em seu auge ou decadência.

Esta é a aliança a que me referi no início do capítulo: a aliança dos noivos com Jesus. Porque a aliança entre o casal exclusivamente pode ser de fácil ruptura e violação (ora, 50% dos casamentos do mundo inteiro terminam em divórcio)… mas a aliança com Jesus é firme e duradoura.

___________________________________________________________________________________________

CAPÍTULO II – De qual casamento estamos falando?

Muitos casais iniciam a vida a dois muito apaixonados e pouco alinhados. “Vamos apenas morar juntos, ou vamos perseguir o fortalecimento e consolidação da nossa aliança, como uma só carne? Seremos uma família (mesmo sem filhos), ou apenas duas pessoas que dividem as contas no final do mês? Como fica se um de nós adoecer? Como fica se um de nós perder o emprego?”

De qual casamento estamos falando? Porque duas pessoas que vivem por si e para si, perseguindo os seus próprios ideais e objetivos particulares, são qualquer coisa menos casadas. #solidãoacompanhada

É como se o indivíduo já entrasse no casamento com uma meta prioritária de preservar a sua personalidade e os seus ideias de solteiro. Ele entra armado, pronto para destruir qualquer coisa que represente uma ameça potencial ao seu “eu”. Este indivíduo (homem ou mulher), não faz concessões.

É o famoso: Eu sou assim, e não mudo nem por você, nem por ninguém. Meu sonho vem em primeiro lugar, e faço tudo para conquistá-lo. Eu não abro mão do meu jeito. Se quiser ficar comigo, é assim que vai ser. 
.
(E eu mesma já falei muitas dessas frases em épocas de muita cegueira e orgulho, como quem se nega a ver ou admitir a feiura e sordidez por trás de seus atos. Tempos sombrios aqueles…)
.
Mas fato é: se a principal motivação do casal é a “auto-preservação” e não a “auto-negação” em função do outro, só existe um capaz de moldar e ensinar, com mansidão e humildade… E este “um”, não é nem você e nem o seu cônjuge porque ninguém muda ninguém (assunto do próximo capítulo).
.
Quem ensina é o Espírito Santo que nos convence da feiura e sordidez dos nossos atos, e que produz em nós o arrependimento, a mudança de mente, o fazer diferente de agora em diante.

Como é possível sermos convencidos de que algo é feio, quando todos ao nosso redor aplaudem nossas atitudes e dizem que são lindas? Como é possível desejar a auto-negação, quando o mundo inteiro me encoraja a “ser mais eu”? Como é possível que eu me convença de tudo isso, sem que ninguém tenha aberto a boca ou me dirigido a palavra?

Quem ensina é o Espírito Santo. Não existem “táticas infalíveis para prender a pessoa amada”, ou para “ser feliz no casamento”. O que deve existir é um coração humilhado, disposto a ser ensinado em t-o-d-a-s as áreas de sua vida, disposto a honrar uma aliança, e, sobretudo, disposto a viver um casamento segundo o coração de Deus, e não segundo os seus próprios pressupostos.

________________________________________________________________________________________

CAPÍTULO III – Ninguém muda ninguém

Já percebeu como que em muitos casos, o casamento é o último recurso para se dar um jeito numa relação toda despedaçada e ferida? “Depois do casamento ele/ela vai mudar. Eu posso fazê-lo (la) mudar!”

É claro, e eu tenho plena certeza disso, que qualquer ser humano é passível de mudança e salvação – contanto que ele queira, busque e deseje ser diferente. Somente ele tem este poder: é o livre arbítrio concedido a todo mortal… o direito de fazer com sua própria vida o que der na telha, e o que bem entender.

E você pode até pensar lá no fundo do seu coração: Se ele/ela me ama, é claro que ele/ela vai mudar. Ele/ela sabe como isso me irrita, me entristece, me aborrece, me mata, etc…

Mas a verdade de tudo isso se resume em Romanos 7: 19 – Pois não faço o bem que eu quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço.

Porque nem você, nem seu cônjuge/namorado (a) consegue exercer controle sobre os seus próprios defeitos. Se fosse tão fácil assim abandonar um defeito, o mundo inteirinho seria uma beleza, um lugar de muita paz e harmonia.

Por isso, seja homem ou mulher, ninguém ganha o cônjuge com muita “falação” na cabeça. Observe que mudanças importantes e significativas acontecem nos relacionamentos através da oração e de atitudes novas, uma vez que a fé sem obras é morta.

É orar e agir conforme o teor da sua oração, confiar no poder de Deus e descansar. Ora, veja bem: se a pessoa é cega e não consegue enxergar o mal que se instala na casa e no relacionamento em razão dos seus atos e dos seus defeitos, posso concluir que no mínimo, esta é uma condição digna de compaixão. Até porque, e não nos esqueçamos, poderia ser eu no lugar dele (dela).

Poderia ser eu, completamente controlada e dominada por um mal além das minhas forças. Poderia ser eu a estar cega, perdida em orgulho, irremediável… E este exercício de empatia, de nos colocarmos no lugar do outro é que valida o amor e gera compaixão.

Porque amanhã ou depois, estando eu na mesma situação, gostaria que agissem comigo com o mesmo amor e compaixão que fui capaz de dispensar sobre o outro.

Agora: por que não aceitamos o defeito do outro, como se nós fôssemos perfeitos? De onde tiramos o direito de julgar o defeito do outro, como se o defeito do outro fosse maior e pior do que o nosso defeito?

Sabe, a gente precisa diminuir, abaixar um pouco a bola. Seja no casamento ou em qualquer outra relação, ninguém muda ninguém, a não ser o incondicional amor e graça de Jesus – Aquele que mesmo sendo perfeito, concede perdão e vida nova a qualquer imperfeito e cheio de falhas, que creia e aceite o Seu senhorio.

Oramos para que aquele coração esteja sensível ao tocar de Deus, e seguimos agindo com o exemplo de mudança que desejamos ver no outro, firmes e convictos. Mas se o outro não corresponde a esta expectativa de mudança, como podemos estar ao seu lado, se não temos paciência para acompanhar e esperar o tratamento de Deus na vida do nosso cônjuge/namorado (a)?

A gente tem pressa de viver, de conquistar os sonhos, de fazer e acontecer. Não estamos acostumados a parar tudo, a largar tudo por causa de alguém, de uma outra vida… E quando chegamos ao casamento, a maioria de nós se encontra no centro de um verdadeiro dilema, tentando decidir o que fazer com dois egos gigantes que não cabem na mesma relação. #primeiroeu

Tem que morrer e nascer de novo. Tem que deixar o ego lá atrás, na vida de solteiro… Mas isso não é um peso, nem uma terrível predestinação ao fracasso e infelicidade.

Isso é mais vida, mais leveza e menos jugo duro e pesado nas nossas costas. Falaremos mais sobre isso nos próximos capítulos…

Um beijo grande e até breve!! =**

Conversa totalmente aleatória, minha semana… e você, tudo bem? rs

Estou eu aqui, gripada, com garganta inflamada, voz de panicat, passando a pastilha de cloridrato de benzidamina e muito, mas muito papel higiênico… (Acho que o saldo já é de um rolo).

Daí, meu lindo e amado esposo me traz rosas e um singelo saquinho de M&M de amendoim, que logo atuam como coadjuvantes do tratamento “sintomático” da gripe (tá escrito desse jeitinho na bula.rs), ao lado do paracetamol e do cloridrato de benzidamina que jamais proporcionarão a melhora clínica e psicológica que só as rosas e os M&M’s de amendoim são capazes de proporcionar.

Os médicos deveriam prescrever “rosas de 6 em 6 horas, e 5 M&M’s de amendoim após cada refeição”. Pronto! Descoberta a cura da gripe!

Recebo então a visita sempre muito bem-vinda, divertida e agradável da minha irmã, que dirige mais de 10km pra vir aqui do lado da minha casa comprar um pincel, que segundo ela só poderia encontrar aqui e em nenhum outro lugar dessa cidade… Unhum, sei… Acho que ela queria mesmo era me ver, e inventou essa desculpa 😀 😀

Pois eu achei ótima essa desculpa, porque quando juntamos nós duas, não tem quem não estranhe nosso comportamento eufórico e até um pouco “acriançado” demais para a nossa idade (gente, já passamos dos 25, ora!!).

Inclusive, teve um dia em que ela veio à minha casa para cortar meus cabelos, e meu marido e minha cunhada (que também estavam presentes) não conseguiam entender do que tanto falávamos e ríamos. Foram 4 horas conversando e rindo, e 15 min. cortando os cabelos.

Pois nesta última visita, não foi diferente… Batemos perna pelo bairro, dando um bafo por esquina e em cada loja que entrávamos! As vendedoras caem na gargalhada e até falam: “nossa, vocês são ótimas!”

Tudo porque eu queria um brinco de R$ 2,00 semelhante a um anterior que eu havia comprado na semana passada com minha mãe nesta mesma loja, e que agora de repente já não estava mais no mesmo expositor onde eu encontrei esta pechincha inacreditável!

Pois eu estava determinada, e coloquei todo mundo da loja pra me ajudar a encontrar a fonte dos brincos de R$ 2,00! E dei as instruções “quem encontrar primeiro, grita – achei!”. Enfim. Acabei levando um de R$ 4,00, pelo empenho e atenção de toda a loja dispensados à minha pessoa, e à pessoa da minha irmã.

(Sobretudo num momento específico em que eu tentava descrever o tal brinco que queria… “Meninas, ele é meio grego… meio medieval…” Nota 10 para o meu senso de humor, e zero para minha capacidade de análise  e observação histórica. Grécia e Idade Média?? What??)

É até engraçado, porque sempre que tenho estes encontros com as mulheres que fazem parte da minha vida (irmã, mãe, cunhadas, amigas, primas, vocês 🙂 parece que voltamos aos tempos de escola, naqueles dias em que o horário começava com uma aula de Ed. Física – recheada de muita risaiada e descontração – e de repente seguia com as demais disciplinas que demandavam silêncio, raciocínio e reflexão. #rimou

Não sei exatamente como, mas me lembro de conversas que começaram com temas do tipo “a partir de que idade o bumbum começa a cair”, ou “qual o melhor pincel para marcar o côncavo”, e terminaram com reflexões profundas a respeito do mundo contemporâneo, o amor de Jesus e o papel da mulher no casamento e na sociedade.

Seria praticamente uma versão atualizada daqueles banquetes que os filósofos promoviam para discursarem – um de cada vez – sobre temáticas específicas; porém com pequenas adaptações: nossa versão é bem mais legal e interativa, principalmente porque a gente fala de tudo um pouco, e todas de uma vez, a uma só voz, sem qualquer ordem! kkkkkkkkkk

Acho que talvez seja este o motivo de eu nunca ter sido muito apreciadora de boates e casas noturnas… são lugares onde as pessoas não vão pra conversar.rsss

E embora eu goste muito de dançar (ritmos e letras decentes), eu simplesmente não consigo dançar por horas ininterruptas e adentrar a madrugada na pista… Ao passo que se for pra bater um papo gostoso e dar boas risadas,tô dentríssimo!

Sei lá… é que quando analiso os momentos de felicidade genuína da vida de uma pessoa – aqueles momentos em que nos sentimos felizes de graça, sem que nada de excepcional ou extraordinário esteja  acontecendo – observo que sempre tem uma boa conversa ou um papo legal envolvidos nesta cena de felicidade.

Porque a conversa edifica a quem fala, e a quem ouve, independente do assunto. Não pelas palavras ou argumentos em si, mas pelo gesto de desprendimento de dar e receber uma atenção, um afago…

E ainda bem que minha dermatologista já até me passou um anti-idade para a região dos lábios, porque ela mais do que ninguém já sabe o tanto que gosto de conversar… 😀

Não sei como terminar este post… Porque eu ainda tenho muito assunto, e poderia continuar falando por parágrafos e mais parágrafos! kkkkkkkk

Bom… Eu vou, mas eu volto…!! Até breve, amigas!! =***