Mulher mais feia do mundo! #prontofalei

Certa vez, num dia comum de trabalho, escutei sem querer duas pessoas na sala ao lado conversando sobre mim, e se de fato eu merecia o título de “mulher bonita” ao lado das outras tantas “mulheres bonitas” que trabalhavam naquela mesma empresa. A discussão parecia bastante polarizada… Uma das partes defendia meu “título” resolutamente, enquanto a outra se atinha a dizer sem reservas: “acho ela feia!”

Era a primeira vez que ouvia alguém se referir à minha pessoa e imagem usando este adjetivo, e eu simplesmente não conseguia acreditar na dureza dos seus efeitos. Ali mesmo pedi a Deus: “Jesus, me traz à memória quaisquer situações em que eu tenha usado este mesmo adjetivo pra me referir a quem quer que seja … quero pedir perdão por todas elas.”

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Nossas preferências “estéticas” são legítimas, mas não acredito que elas devam ser usadas indiscriminadamente como forma de se marginalizar todo o resto. E o que falaram, a despeito da tristeza que senti no momento, produziu em mim muito mais temor e consciência, do que propriamente uma urgência de realizar uma auto-análise da minha aparência.

Temor porque, através deste episódio, pude me dar conta de que sou responsável pela dor que produzo nos outros  (ainda que não tenha sido minha intenção); e consciência porque, se houve uma discussão polarizada, então obviamente existem no mínimo dois lados, duas verdades e duas maneiras distintas de se olhar pra uma mesma coisa.

Podemos gostar mais do azul do que do amarelo. Menos do verde e mais do rosa… Mas nossas preferências são apenas preferências, e não uma conjunto de verdades absolutas a respeito do universo ao qual elas pertencem. Assim como o doce não pode ser considerado melhor ou pior do que o salgado, uma coisa ou pessoa também não pode ser classificada como mais bonita ou mais feia do que uma outra coisa ou pessoa. Não se trata de uma escala ou graduação, e sim de diferenças.

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O belo não é propriedade de ninguém. Ele é livre, atemporal, transcendental e não se pode limitar às nossas noções/padrões de beleza de uma época, ou ao gosto particular de cada um. O belo não é só aquilo que a gente consegue enxergar segundo nossas crenças e convicções pessoais, porque ele independe dessas coisas.

Acredito que tudo o que é bonito produz sensações, e por isso tende a passar por nossos cinco sentidos (ou seis?). Porque o belo é grande demais pra caber só nos olhos. Tem que sentir, ouvir, degustar … Tem que questionar essa mente viciada que apenas vê de um jeito, não muda o ângulo, não faz curvas, não faz concessões.

Tome como exemplo as palavras de Lizzie Velasquez (vídeo abaixo), **considerada** a mulher mais feia do mundo, e me diga se o belo não é mais do que os olhos conseguem ver. Somente uma pessoa muito bela conseguiria ser doce, centrada e bem humorada diante de uma doença rara, ou diante das milhares de pessoas que escreveram nos comentários do Youtube coisas horrorosas como: “Por que você não coloca uma arma na cabeça e se mata? ou “Queime-a com fogo!”.

A história de vida da Lizzie Velasquez  é inspiradora e só tem a nos acrescentar expandindo nosso olhar e desafiando nossa mente! Espero que fiquem vidradas, como eu fiquei!

Bom vídeo e até breve!! =**

P.S. Para assistir em Português, abra o vídeo no Youtube, vá em “captions”, selecione a legenda automática em Inglês e depois clique em “traduzir legenda” selecionando o idioma Português.

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NOVO VÍDEO: Upgrade de Imagem – Dinheiro [versus] Padrão de Vida

Ei, gente!!

Nem acredito que estou conseguindo postar um vídeo de Upgrade de Imagem que vocês tanto gostam!! Vários outros temas estavam em pauta, mas quis agradar vocês com um bate-papo que eu espero que contribua, de alguma forma, para a vida de quem assistir 🙂

Na próxima semana, estarei fora visitando minha irmã e meu afilhadinho gostoso, e por isso vou soltar dois vídeos de uma vez (o de hoje, e um amanhã sobre Fitness!), além de um post de meditação bíblica no sábado… Dessa forma, acredito que vocês terão um bom material para degustarem até o meu retorno, na semana do dia 9, né???

Nunca é demais reforçar que os vídeos de bate-papo expressam apenas minha opinião a respeito de determinado tema, e não é minha intenção querer impor meu ponto de vista a ninguém, ou ofender quem por ventura “viva” diferente da maneira como eu “vivo” a minha vida.

No mais, espero que seja uma conversa produtiva 😉

Um grande beijo e até amanhã com mais vídeo!!! ***

Uma pequena declaração sobre o que está acontecendo no Brasil ;)

Não me considero patriota, mas me orgulhei muito de ver tudo o que aconteceu ontem no Brasil! Minha alegria começou com as vaias direcionadas à presidente Dilma na abertura da Copa das Confederações; passou pelas manifestações de ontem com milhares de pessoas nas ruas; e ficará completa se algum dia eu vir o brasileiro boicotar a Globo e a Fifa com toda sede e vontade!

Deixar de assistir novela, deixar de gastar dinheiro com ingresso pra ir ver os jogos, deixar de consumir qualquer produto e conteúdo que venham dessas duas instituições!

Eu sonho com aquele dia em que o brasileiro dirá: “a partir de hoje, não assistiremos mais a Globo. A partir de hoje, não vamos lotar os estádios como o governo, a FIFA e patrocinadores esperam.”

Porque não adianta, por exemplo, se indignar contra tudo o que a Copa de 2014 representa, se nos dias dos jogos, comparecemos em massa nas arenas e sintonizamos na Globo pra não perdermos os lances do futebol!

Mesmo com toda a indignação do mundo, nossa moeda de poder e troca é nossa audiência e nosso consumo! Quer incomodar, quer boicotar, quer manifestar, mas não sabe como??? PARE de consumir! PARE de assistir! Isso é mudança sustentável, porque é mudança de cultura! #changebrazil

Quer ter sucesso? Pergunte-me como! (#sóquenão)

Ainda que de maneira inconsciente, a maioria das pessoas costumam direcionar suas vidas segundo o ritmo e os paradigmas mais previsíveis da sociedade: crescer, estudar, passar no vestibular, ter o diploma de curso superior, namorar, casar (e casar “bem”), comprar casa, carro, ter filhos, comprar uma casa maior, trocar o carro por um carro melhor, conquistar o primeiro milhão… e, claro, ensinar os filhos pra que também cresçam, estudem, passem no vestibular, etc, etc, etc, etc…

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E a gente até poderia dizer que este modelo é pura e exclusivamente ocidental, quando na verdade, todos os gêneros de sociedades do mundo inteiro imprimem seus próprios modelos de sucesso, a partir de suas histórias e representações simbólicas. Ou seja: mesmo que possa assumir formas específicas de acordo com os traços sócio-culturais de uma época e de um povo, o sucesso é um valor universal.

A ele se resume a existência humana, e a falta dele implica em seu antônimo e arquirrival: o fracasso.

Porque ninguém quer fracassar. E a idéia do fracasso é tão assustadora, que muitos chegam a desejar (e a consumar) sua própria morte para se livrarem dessa experiência tão terrível.

Seria como dizer que, ao invés de o homem ser corpo, alma e espírito, ele agora se define por corpo, alma, espírito e sucesso. De modo que, quando qualquer uma dessas variáveis se dissipa, a existência do homem chega ao fim.

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É triste dizer, mas através da disseminação do evangelho humanista, o sucesso foi torpemente incorporado à lista de princípios cristãos: que são aqueles princípios eternos que devemos perseguir, aperfeiçoar, praticar e desenvolver para termos comunhão plena com Jesus em Seu Reino, e para cumprirmos a Sua boa e agradável vontade hoje e na eternidade.

– E por que o sucesso passou a fazer parte dos princípios cristãos?

Porque a ele estão atreladas as principais noções de felicidade. E como todos (inclusive muitos cristãos) concordam que “o-que-importa-na-vida-é-ser-feliz”, de repente o princípio de sucesso passou a ser tão legítimo quanto o princípio de felicidade.

E tem coisa mais “divina” do que a felicidade? Logo, tem coisa mais divina do que o sucesso? Logo, tem coisa mais divina do que viver pra trocar de carro todo ano? Logo, tem coisa mais divina do que viver pra “juntar” o primeiro milhão antes dos 30? Logo, tem coisa mais divina…

Gente, isso é silogismo falso. Esta história de “Deus-te-criou-pra-ter-sucesso” é muito distorcida, e potencialmente enganosa, fora de contexto. Porque o projeto original de Deus para o homem sempre esteve alicerçado na simplicidade e suficiência do Seu amor e da Sua vontade.

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Nós fomos originalmente criados para sermos amigos de Deus, segundo o Seu coração. E podemos até experimentar o “sucesso” como consequência inevitável de quem se dedica a fazer tudo no melhor padrão de excelência e diferencial para agradar ao coração de Seu criador… mas não como um direito a ser reivindicado. 

O sucesso não é direito nosso. O que também não significa dizer que estamos fadados ao fracasso, à inferioridade e à marginalização. Até por que, as coisas de Deus são sempre maiores e superiores à qualquer outra coisa.

Somos capacitados, motivados, excelentes e realizadores de grandes feitos, não para atingirmos um status de sucesso, ou um nível de aprovação e reconhecimento do mundo. Sobretudo porque o sucesso e o reconhecimento do mundo inteiro é muito pouco. É NADA comparado com a eternidade.

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Não buscamos o sucesso porque ele simplesmente não serve como alvo.

O alvo tem que ser eterno… e o sucesso na eternidade tem o mesmo valor de uma nota de 50 cruzeiros: nenhum.

Jesus é o centro. E seu mandamento pra nós não foi: “busque a felicidade” ou “busque o sucesso”. Seu mandamento pra nós foi: “busque em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e  todo o resto te será acrescentado”.

E nossa felicidade é esta e não tem outra: que temos quem nos ama incondicionalmente, que supre todas as nossas necessidades (inclusive as materiais), que conhece e direciona nossos sonhos para um nível muito maior e melhor, que nos ensina, nos molda, nos capacita para vencermos os inimigos, e, principalmente, nos escolhe para passarmos a eternidade ao Seu lado.

Diante disso, quem precisa de sucesso? 🙂

Um #prontofalei especial de Natal :D

Todo ano, em meados de Novembro, eu sempre recebo uma encomenda *literária* da minha mãe (super previsível.rss) que consiste em mais ou menos isso: 1) eu escrever uma mensagem linda e emocionante de Natal pra ela exibir num banner gigante no restaurante dela, 2) eu escrever uma mensagem linda e emocionante (obrigatoriamente DIFERENTE da primeira que escrevi para o restaurante), pra ela colocar nos cartões que vão seguir com os presentes que ela compra pra toda a família e amigos, 3) eu preparar um DISCURSO pra falar na noite de Natal que seja obrigatoriamente diferente da mensagem do banner e da mensagem dos cartões…

Quer dizer: hoje que sou adulta, eu posso gentilmente me recusar a fazer pelo menos o tal do discurso, mas quando eu era criança…………..  Ela me *ensaiava* pra ser oradora da turma, me mandava decorar poesia pra recitar pra professora no Dia dos Professores, NA FRENTE de toda a classe (com gestos e entonação de voz!!!) e por aí vocês já podem imaginar o tanto que sofri bullying na infância.rsss

Tipo isso!! kkkkkkkk

Tipo isso!! kkkkkkkk

Quando cheguei à faculdade, resolvi que queria me libertar disso e por um instante pensei em não participar de absolutamente nada que implicasse em eu ter que subir num palco e falar qualquer coisa, fosse na colação de grau ou na missa dos formandos. Mas aí na minha mente eu já imaginei o tanto que minha mãe ia ficar desgostosa da vida, e acabei escrevendo a mensagem aos pais… subi lá no púlpito da igreja e li no dia da missa 😀 Ela ficou bem feliz 😀 #donaflorinda

Estou contando isso primeiro porque é muito engraçado, lógico, e segundo porque quero falar pra vocês o que sinto vontade de escrever nestas encomendas literárias de Natal.rsss

Acredito que num destes posts passados, eu já devo ter dito que escrever bem demanda um pouco de dom, mas também demanda um pouco de técnica, que é mais do que fundamental… Eu sinceramente não vejo, principalmente hoje em dia, que organizar palavras bonitas numa sentença, possa ser considerado um prodígio ou algo magnífico.

Não porque atualmente o ato de escrever ou de se comunicar tenha se tornado mais árduo, raro ou difícil. Sinto que é  porque os interlocutores estão cada vez menos exigentes e mais iludidos, e preferem sempre as palavras bonitas organizadas numa sentença, às palavras verdadeiras que precisam ser ditas em qualquer tempo, inclusive no Natal.

Observe bem o cenário que  o evangelho nos mostra… Jesus se dirigindo a uma multidão de perder de vista (homens, mulheres, velhos, crianças, ricos e pobres – audiência nada homogênea) que se prendia ao que muitos gostam de chamar de *carisma*, mas que na verdade se chama autoridade. (As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade – Lc 4:32)

Jesus não operava por meio de carisma, ou técnicas de oratória, ou palavras *semanticamente* bem colocadas. A autoridade com que Ele falava vinha primeiramente do Espírito de Deus que estava sobre Ele, e pela verdade e aplicabilidade do seu ensinamento.

Fossem palavras doces ou duras, Jesus falava pela direção do Espírito, que endossava o seu discurso e testificava a veracidade de tudo o quanto Ele falava ou fazia. E isto sim é dom… algo dado por Deus de forma gratuita, que não se prende ou se limita a uma técnica ou ao perfil de uma audiência.

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Por isso, falar pela direção do Espírito é sempre muito efetivo (porque as coisas de Deus não falham), mas muito pouco popular. Imaginem um cartão de Natal com as seguintes palavras:

“Querido Fulano,

Neste Natal, eu não desejo que todos os seus sonhos se realizem. Desejo que os sonhos de Deus se realizem em você… Desejo que muitas portas se abram pra você, mas que muitas outras portas se fechem também, porque nas duas situações, é a vontade de Deus que está prevalecendo. Te desejo um ano novo muito próspero, porque prosperidade significa *ausência de necessidade*. Por isso meu desejo é que você seja próspero: viva bem, com contentamento, sem que nada te falte. E que você viva o Natal não como a celebração do menino Jesus, mas como o nascimento dAquele que era a promessa da nossa Salvação… E ao se dar conta disso, te desejo também que você viva todos os dias do próximo ano em grande intimidade com quem só veio ao mundo por sua causa. Te  desejo a paz de Jesus, o amor de Jesus e o Reino de Jesus, que te chama e te convida todos os dias, e não tem absolutamente nada a ver com isso que a gente acha que é Natal. E aquele bordão de *desejo que você renasça com o menino Jesus*, vou colocar de uma maneira diferente: desejo que você se entregue a Jesus, morrendo para a sua velha vida, e renascendo para a vida que Ele tem pra você. Mas isso você pode fazer em qualquer dia do ano… desde que seja sincero, e não da boca pra fora, com inclinação de se voltar atrás na primeira oportunidade. No mais, saiba que Jesus te ama, não desiste de você, e bate à sua porta todos os dias. Se você ouvir, abra, e Ele ceará contigo.”

Certamente um cartão deste causaria muita estranheza. Porque o Natal, além de uma data comercial é sobretudo uma data de caráter motivacional… É nesta época do ano que a gente tende a acreditar que, pela força do pensamento e pelo muito querer, o ano seguinte será melhor. Ou seja: estamos falando de uma data voltada para o bem-estar-emocional-psicológico das pessoas, e não para a celebração do nascimento de Jesus. Mas disso todo mundo já sabe…

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Não estou dizendo que precisamos nos trancar num quarto ou nos isolarmos do mundo para fazermos valer o verdadeiro sentido do Natal… Muito antes pelo contrário: a comunhão com os irmãos e o *cear* juntos, tem tudo a ver com a vida de Jesus!

O que precisamos mesmo é entender nossa motivação ao fazermos tudo isso… Estamos na companhia dos irmãos, amando-os e presenteando-os para seguirmos um script combinado, ou para darmos o verdadeiro testemunho do amor e compaixão de Cristo?

O importante é sempre orarmos pra que Deus realmente nos mostre a sinceridade ou a falsidade que se encontra no nosso coração… Pra que antes de distribuirmos nossos votos de Natal aos outros, a gente receba primeiramente uma cura e uma restauração das nossas intenções. Porque assim nos realinhamos com Ele, e tudo o que dermos aos outros (no Natal ou em qualquer outra época do ano) será sem dúvida com verdade e genuinamente da parte de Deus.

É o que eu desejo pra você e pra mim =)

O TEMPO INTEIRO (Mais um bate-papo, respondendo alguns questionamentos com uma pitada de #prontofalei)

Existe um fenômeno que se repete periodicamente aqui no blog e eu fico boba de ver: quando alguém me deixa uma sugestão de tema ou assunto para um próximo post, sempre chega uma enxurrada de mensagens no meu e-mail/FB/YT/Twitter com as exatas mesmas sugestões, sem que uma leitora saiba da sugestão da outra… é realmente impressionante!

E nos últimos meses, o clamor por mais vídeos e posts sobre auto-estima e auto-confiança, tem sido geral, principalmente por parte das minhas leitoras mais maduras que se encontram num momento de adversidade e reflexão em vários aspectos de suas vidas.

É que eu pessoalmente não gosto de ficar dando muito ibope pra estes assuntos de auto-isso auto-aquilo, porque acredito que a chave para uma existência feliz e em paz,  é justamente não supervalorizar o ‘gostar de si mesmo’ e o ‘confiar em si mesmo’. Estes são valores importantes, mas não supremos… periféricos, mas não centrais.

Explico.

Acho que todo mundo tem aqueles dias, sabe? Que são inclusive mais preocupantes do que os dias da TPM propriamente, já que em dias normais não temos como culpar os hormônios pela tristeza e depressão que se abatem sobre nós. E observe que nestes dias, nossa percepção da realidade se torna tão enganosa e traidora, que a gente tem a capacidade de se olhar no espelho e se achar absolutamente horrorosa.

Ou seja: o que a gente vê não necessariamente condiz com a realidade… porque se você joga o termo “horroroso” em qualquer motor de busca da internet, as imagens que aparecerão para ilustrar e representar o que seria o “horroroso”, são bem diferentes da sua imagem que você viu ali no espelho 😛

Enfim. Enquanto você se consome nesta realidade aumentada, vem um filho de Deus e te diz que você está linda, que na verdade você é linda, e que você precisa ter auto-estima, e se amar, e se gostar porque você é linda sempre, e de qualquer jeito. Mas naquele exato momento, a despeito de toda veracidade com que este filho de Deus afirmou que você é linda, você simplesmente continua se sentindo horrorosa… as palavras que ele disse bateram num muro e voltaram. Não fizeram nem cócegas…

Porque ele não vê o que eu vejo, e logo, não estamos sequer falando da mesma coisa. Ele é movido pela necessidade de fazer com que eu me sinta melhor, e eu sou movida pelo reflexo que vejo no espelho… o objeto da discussão não é o mesmo, de jeito nenhum.

Então, rapidamente, este cenário joga por terra a teoria superficial de que o problema da auto-estima se resolve por meio da aprovação e afirmação dos outros, e pela sensação de ser aceito. (Aliás, retifico: pode resolver temporariamente… os sintomas, e não o problema).

Hipoteticamente, seria algo mais ou menos assim: as pessoas e os veículos de comunicação – que são entidades completamente instáveis e que mudam de opinião a todo momento – são os responsáveis por afirmar se sou linda ou horrorosa, e consequentemente, se tenho ou não tenho auto-estima.

Conclusão: não dá pra viver assim, dependendo da aprovação alheia para me sentir linda, maravilhosa e poderosa como tenho que ser e me sentir o tempo inteiro, independente da opinião dos outros. Né?

Não.

Esta auto-estima que se prega por aí de “você é, e deve se sentir linda, maravilhosa e poderosa o tempo inteiro” é pra mim uma armadilha que traz mais inquietação e angústia, do que paz e bem-estar como todos acreditam que a auto-estima deve trazer. Porque ninguém se sente assim o tempo inteiro… E as pessoas que dizem se sentir assim o tempo inteiro, não podem necessariamente ser intituladas como seres superiores que esbanjam níveis altíssimos de auto-estima, e que por este motivo vivem mais felizes.

Isto pra mim não é auto-estima. É um estado de euforia, um mecanismo de defesa próprio de alguém que é constantemente alvo de críticas e ataques.

Por isso, a “auto-estima” que eu prego e endosso é aquela sensação íntima e particular de: “Olha, hoje eu não estou no meu melhor dia, meu cabelo está mega oleoso, o rosto cheio de espinhas… Mas mesmo não estando e nem me sentindo bonita, vou me arrumar e conviver bem com o fato de que hoje eu não vou parar o trânsito e nem receber inúmeras propostas de casamento de homens loucos por mim.”

E esta leveza e tranquilidade de renunciar ser o centro das atenções e o alvo dos elogios, é exatamente o que prende e arrebata todos os olhares pra você…. É neste momento que você exala uma auto-estima bem diferente daquela que todos estão acostumados a ver: quando você age despretensiosamente, sem se julgar merecedora do troféu: “Pessoa Com a Auto-Estima mais Alta do Ano”.

A mesma lógica se aplica à auto-confiança. A auto-confiança não é aquela certeza implacável de que você conquistará tudo o que deseja e sempre estabeleceu pra sua vida, como se tudo e todos estivessem ao seu alcance de controlar, fazer e realizar.

Eu particularmente vejo a auto-confiança por uma perspectiva claramente cristã: de que posso pregar todos os meus títulos na parede do meu quarto, falar 30 idiomas e ter as melhores idéias do mundo – sem a graça e o endosso dos planos de Deus, serei apenas mais um mortal batendo com a cara na porta.

Se estou no centro da vontade de Deus, posso enfim ter a completa confiança de que Ele me capacitará para desempenhar e vencer cada estágio do projeto em questão. Mas se eu não avanço neste projeto e deixo a desejar em vários aspectos do meu desempenho, não devo automaticamente concluir que preciso acreditar mais em mim e ter mais auto-confiança.

Porque tanto o querer como o realizar vem de Deus e não de nós mesmos… Ele é a fonte de águas vivas, e nós somos como uma árvore plantada junto dessas águas, que busca se alimentar e se nutrir o tempo inteiro.

Ao invés de procurar se amar o tempo inteiro, e confiar em si o tempo inteiro, procure amar a Deus e ao seu irmão o tempo inteiro… procure depositar a sua confiança num lugar seguro e de paz, onde não há sombra de mudança. Não importa o que os outros pensam de você, ou o que você pensa a seu próprio respeito. Importa como Deus te vê, e como Deus te ama. Ame esta VERDADE!!

Busque viver assim, e passe este estilo de vida adiante.

10 coisas que me irritam! #prontofalei

1) Embalagens difíceis de abrir. Minha vontade é de jogar o produto no lixo, fechado.

2) Convites de aplicativos do Facebook. Minha vontade, a esta altura do campeonato, é “me” excluir do Facebook.

3) Piadinhas e indiretas direcionadas a mim porque sou cristã. Minha vontade é sentar com a pessoa e pregar pra ela durante 18 horas.

4) Apresentadores de TV que não deixam o convidado falar. Nossa, minha vontade é que o apresentador seja exilado num país comunista do leste europeu (existe?rs) pra sempre.

5) Pessoas que ficam me reparando descaradamente. Minha vontade é olhar pra pessoa e perguntar: “Pois não? May I help you??”

6) Cantadas de homens desocupados na rua. Minha vontade é de parar, olhar pro sujeito e dizer: “É melhor você correr, porque se eu te alcançar……………..”

7) Gente que pede as coisas miando com voz de choro pra você ficar com dó. Minha vontade é de falar: “Meu detector de chatice está apitando aqui, só um minuto…”

8) Computador lento, que só sabe dizer “NOT RESPONDING”. Minha vontade é de virar para o computador e dizer: “Não te perguntei nada pra você ficar nessa de not responding!

9) Torcedor fanático que vai até a janela para comemorar o gol do time com palavrões. Minha vontade é de passar uma cola superbonder na boca da pessoa, porque as crianças e famílias do prédio não são obrigadas a conviverem com isso.

10) Atendimento com má vontade e cara feia. Minha vontade é de chamar um outro vendedor que está pendurado para bater sua meta, e dizer: “Meu bem, hoje é seu dia de sorte! Ganhei na Mega Sena e vou comprar a loja inteira (e a comissão é toda sua!!)”