VALORES E PRINCÍPIOS: Na prática, como devo lidar com o dinheiro e evitar o consumismo?

Existem três habilidades fundamentais que, na minha opinião, todos nós deveríamos sair da escola dominando: alimentação e fitness, primeiros socorros e educação financeira.

Observem que a precária instrução nestas áreas (somada à negligência e desleixo naturais de cada um), nos leva a experimentar situações extremas e em alguns casos traumáticas, que poderiam ser evitadas com um pouco de conhecimento, intervenção e atitude.

Lidar com o corpo, com situações de emergência e, principalmente com o dinheiro, tem feito parte das nossas vidas cada vez mais precocemente, demandando dos jovens e adolescentes a capacidade de tomar decisões sérias e importantes, com sabedoria, rapidez e, o mais crítico – postura.

Porque a nossa relação com o dinheiro se constrói a partir de posturas previamente pensadas e analisadas, e não de reações aleatórias baseadas em princípios mais aleatórios ainda; bastante característicos de uma sociedade que despreza a urgência em se aprender a lidar com o dinheiro e seus diversos desdobramentos.

O percentual de jovens (até 25 anos) endividados com cartões de crédito, cheque especial e empréstimos, cresce assustadoramente no Brasil e endossa ainda mais a necessidade de se aprender a lidar com o dinheiro, da mesma maneira que aprendemos as regras de circulação e leis de trânsito, antes de pularmos no volante do carro e sairmos por aí dirigindo como os donos da cidade.

O fato de trabalharmos e ganharmos dinheiro, não implica na automática conclusão de que sabemos como lidar com ele. Os cursos/livros/artigos sobre Educação Financeira estão para todo lado, disponíveis em salas de aula presenciais e virtuais, conforme a disponibilidade e interesse de cada um. (Inclusive, uma excelente maneira de dar início a esta pauta, é lendo este artigo escrito pelo consultor Jessé Diniz, em que você poderá identificar o seu perfil financeiro e intervir para trabalhar melhor os seus ganhos e receitas.)

Se você é casado (a), eu recomendo a leitura de um livro bastante rico e didático neste tema, que se chama “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”. Eu e meu marido lemos quando ainda namorávamos, e a partir dele extraímos lições valiosas para a vida toda!

Agora, eu não poderia deixar de dividir com vocês alguns princípios que eu pessoalmente uso (não são princípios matemáticos/financeiros, e sim comportamentais) para que o dinheiro esteja a meu serviço,  e não eu a serviço dele.

Em primeiro lugar, é necessário que estabeleçamos controle sobre os nossos atos. Para quem não tem domínio próprio, o dinheiro se configura apenas como mais um dos diversos problemas oriundos da falta de disciplina, e da incapacidade de dizer “não” para si próprio.

Não existe isto de “eu não me controlo”, “é mais forte do que eu”. Estes são discursos fofinhos, socialmente aceitos pela difusão de propagandas/novelas fofinhas, que retratam o comportamento do consumo compulsivo feminino, como algo fofinho e legítimo. #sóquenão

A mulher quando compra, salvas exceções, goza de pleno juízo e sabe exatamente o que está fazendo. Desculpe-me a franqueza e até mesmo a dureza… mas chegar numa roda e se gabar por ter comprado sem poder comprar, por ter dividido de 15x no cartão, e ainda dizer a máxima de que foi “uma pechincha” e um super negócio …. gente, desculpa, mas isto não é bonito e nem motivo de orgulho.

Se você deseja ter um relacionamento diferente com o dinheiro, reprove estes comportamentos e esteja atenta ao segundo princípio que é: não pense, faça. 

Você pode encontrar mil motivos para comprar algo, e pode se convencer de todos eles. Mas se você simplesmente sai de casa com a postura de não comprar nada, você nem se atreve a pensar nestes motivos (por mais plausíveis que possam ser) para comprar determinado produto – que pode ser um par de sapatos da Schutz, um lápis, ou um sorvete.

Seria como assumir a forma de um robô que só sabe fazer aquilo que foi programado pra fazer. Saia de casa programada para não comprar, e volte sem as famosas sacolinhas, caixinhas e bolsinhas.

O terceiro princípio é se convencer pela simplicidade dos comportamentos. Não tem dinheiro, não compre. Ponto. Se tem dinheiro, mas não precisa comprar, não compre. Ponto. Se tem dinheiro e precisa comprar, compre o mais barato (sempre que possível). Se tem dinheiro, precisa comprar e vai comprar o mais barato, pague à vista.

E sempre que possível, evite o ato de comprar e de consumir… E ensine isto aos seus filhos: que sair de casa não significa ter que comprar alguma coisa. E incorpore este princípio como um estilo de vida, como uma convicção, uma certeza de que você já tem muito mais do que realmente precisa, e que passar dias, semanas e meses sem comprar é extremamente possível, natural e normal.

Na maioria dos casos, comprar é hábito/mania e não necessidade. Às vezes, a pessoa recebe um aumento de salário, e antes mesmo de o dinheiro cair na conta, ela já fez compromisso com aquele aumento pelos próximos dois anos. Sendo assim, ela sempre tem uma conta/dívida para pagar, e segue com aquela sensação de o que dinheiro dela não dá pra nada, que ela ganha muito pouco, etc, etc…

Elimine os cartões de loja, elimine as prestações… Elimine a vergonha de usar roupas e sapatos repetidos, de dizer que não poderá ir àquele restaurante, que não poderá renovar o armário inteiro só porque a estação virou… Elimine estas amarras da mente, do ter, do parecer que tem, do status, do apreciar quem tem.

Olhe pra sua casa e comece a se perguntar: pra que 10 xampus diferentes no banheiro? Pra que 5 pentes para o cabelo, se no final das contas, você só usa um? Pra que tanto, se o que a gente precisa é tão pouco? Não podemos esperar algo acabar, ou estragar, avariar, para só então comprarmos outro?

Se quer experimentar, peça uma amostra grátis! Se não tiverem, não se dê ao luxo de comprar só para experimentar… seu dinheiro não é capim. Seu dinheiro é muito suado pra ir embora em coisinhas, em fofurinhas e caprichos! Reserve seu dinheiro para os hobbies, para as viagens, para os sonhos, e não para a escravidão.

Busque o contentamento e se liberte da necessidade de mostrar para os outros que você também tem, ou que também pode ter. Não alimente este monstro devorador que deseja te escravizar, e te ver trabalhando para pagar contas e dívidas, acumulando coisas de que não precisa, se recompensando com o ato de comprar e de consumir…

Seja simples, minimalista… seja livre.

Emagrecer: uma breve reflexão e algumas dicas práticas!

Embora emagrecer não seja exatamente um assunto de destaque na minha atual agenda feminina (pura genética, tá), sinto uma certa obrigação de reservar espaço e importância a esta temática que aflige pelo menos metade da população brasileira, entre crianças e adultos.

Perder peso é um grande desafio, e seu processo deve envolver diferentes variáveis e fatores a serem considerados de maneira sistêmica e integrada, e não isoladamente como proposto por muitas alternativas milagrosas de resultados rápidos e não-sustentáveis.

Diversos estudos a este respeito já foram publicados nos últimos anos, e diversos outros ainda se encontram em andamento para derrubar ou endossar as velhas teorias, e se aproximar cada vez mais da verdade.

Sendo assim, a primeira e mais importante dica para quem deseja emagrecer é procurar ajuda profissional (médicos, nutricionistas e educadores físicos para um tratamento holístico e eficaz) capaz de: 1) diagnosticar a causa e raíz do seu sobrepeso, 2) desenhar um programa de emagrecimento multidisciplinar específico para você e para as suas atuais condições de saúde.

Não se aventure nas receitinhas caseiras, e nem espere tudo dar errado para só então visitar um consultório médico. Lembre-se: Saúde não é brinquedo.

Se você já começa fazendo o que é certo e garantido, maiores serão as chances de você tratar o seu sobrepeso de maneira objetiva e pontual, ao invés de ficar dando voltas nas “dicas de amiga” e receitinhas da internet que queimam seu tempo, seu dinheiro, sua disposição… só não queimam o tecido adiposo que você precisa perder.

Por isso, a segunda dica é se apegar aos fundamentos básicos da alimentação saudável e balanceada, buscando corrigir os desvios dos seus atuais hábitos e vícios alimentares, antes de sair gastando suas economias em cápsulas e shakes emagrecedores.

Dentre vários outros, alguns destes fundamentos são:

1) Diminuir a ingestão calórica/Gastar mais calorias do que se consome. Para isso, não é necessária nenhuma medida drástica ou atroz demais: comece cortando 100 calorias da sua dieta diária, por exemplo, e conjugue este esforço com a prática de exercícios aeróbios que aumentam o gasto energético e auxiliam na queima da gordura corporal.

2) Comer várias vezes ao dia e tirar o organismo da preguiça. Ninguém emagrece deixando de comer. Tudo depende da quantidade a ser ingerida e, principalmente, do alimento a ser ingerido. Uma porção de frutas é bem diferente de uma porção de Doritos.

3) Não banir os carboidratos de maneira indistinta e deliberada. O organismo precisa de uma certa quantidade diária de todos os nutrientes, sem exceção. Principalmente os carboidratos cuja ausência promove a perda de massa magra e não de gordura, como muitas pessoas acreditam. Escolha sempre os carboidratos complexos (de lenta absorção), no lugar dos carboidratos simples como farinha branca e açúcares.

4) Ingerir alimentos que prolongam a sensação de saciedade como é o caso dos alimentos ricos em fibras, que mesmo parecendo calóricos demais numa primeira impressão, acabam tendo efeito compensatório já que  “adiam/enganam” aquela fome voraz que nos leva a beliscar bobagens o dia inteiro. Ou seja, é só fazer as contas e tomar a decisão mais inteligente.

5) Beber água para melhorar a circulação, eliminar as toxinas, evitar o inchaço e retenção de líquidos. Além disso, estudos mostram que beber água antes das refeições auxilia no controle do apetite, fazendo com que você coma menos do que normalmente comeria em circunstâncias normais.

Seguindo estes princípios comprometidamente durante vários meses seguidos (tem que ter consistência), aliados à prática regular de exercícios físicos de alta intensidade que auxiliam na aceleração do metabolismo; com certeza resultados sustentáveis aparecerão sem a  necessidade de dietas radicais ou de procedimentos cirúrgicos/estéticos.

É óbvio que as inclinações genéticas individuais influenciam e muito no processo de emagrecimento da maioria das pessoas, e por isso nada pode ser generalizado ou resumido numa fórmula mágica que se aplique a todos. Entretanto, o que observo é um comportamento viciado de: “se for aos poucos, eu não quero. Prefiro não fazer nada, a ter que esperar meses para perder míseros 5kg”.

Olha… Não subestime o grande poder das pequenas medidas. Se desafie a fazer o básico, o mínimo, e mande embora os kilos a mais que você consentiu que seus maus hábitos te trouxessem. Na dúvida, só há uma maneira de saber: testando e comprovando você mesmo.

Meu desafio pra você hoje é: comece agora, marque o dia e horário, e daqui a um ano volte ao blog pra me contar. =)

Até lá!

PRINCÍPIOS E VALORES na prática: Série especial sobre casamento :)

Há algumas semanas venho recebendo mensagens de noivas que estão prestes a se casar, ou de jovens recém-casadas que embora já estejam bastante familiarizadas com os posts anteriores que escrevi sobre a vida a dois, manifestaram também o desejo de aprofundar um pouco mais neste assunto que, pra mim, nunca tem fim.rs

Por isso, amiga… senta… porque este post vai ser longo. Se preferir, leia em blocos/capítulos, um pouquinho todos os dias… Mas se estiver com tempo e motivada, prepare aquele chá, ou uma taça de vinho, e vem comigo =)

Esta série reflete a minha opinião sobre os assuntos relacionados ao casamento, e consiste em apenas mais um bate-papo, sem a pretensão de ser a dona da verdade. É como eu vivo e enxergo o casamento a partir da minha realidade e da observação dos fatos. Todas vocês tem o direito de expor comentários a favor ou contrários ao que for dito aqui =)

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CAPÍTULO I – Pensamentos soltos

Da gama de metáforas a que podemos comparar o casamento, eu escolho a aliança como um ponto de partida. No auge do namoro, observo que para muitos homens e mulheres, o sonho do casamento pode ser facilmente resumido ao dia da cerimônia, e a todos os seus respectivos rituais e primores.

O sonho do vestido, da decoração e da festa (que são legítimos, não estou criticando), mantem muitos casais distraídos e ocupados – e em muitos casos até endividados – com uma série de elementos perecíveis, que tem dia e hora marcada para acabar.

Em alguns casos (e reforço que não estou generalizando), esta mesma quantidade de tempo, energia e investimento não é dispensada aos mais preciosos e duradouros de todos os esforços: o aprendizado, diálogo e reflexão sobre o que o casamento e a vida a dois são na essência e na prática.

Dificilmente encontraremos casais debruçados sobre o computador buscando artigos e meditações relacionados ao casamento, com o mesmo desprendimento com que passam horas online escolhendo as flores para a decoração da igreja.

E esta não é uma crítica ou um ataque às pessoas, e sim a este sistema de “coisas” que tenta re-programar nossa mente de maneira sutil e subliminar, introduzindo novos valores e re-ordenando nossas prioridades. Quando nos damos conta, já estamos fazendo sem nem percebermos, porque material e humanamente, o sistema é maior e mais forte do que o indivíduo.

Nesta nova ordem de prioridades, o dinheiro é um fator determinante para os principais acontecimentos da vida, desde o momento do nascimento. Primeiro vem a festinha de um ano, depois a primeira bicicleta, depois a festa de 15 anos, depois a carteira de habilitação, depois a formatura da faculdade, depois o primeiro carro, depois o primeiro apartamento…

…e somente depois de realizadas todas estas etapas que necessariamente custam dinheiro, é que o casamento passa a ser considerado como mais um acontecimento que será cumprido mediante a disponibilidade de uma ouuuuutra quantia determinada de dinheiro.

Porque casar custa dinheiro.

Ou seja, a ocupação primária do indivíduo se concentra em angariar os recursos necessários para a realização do casamento, sem que antes e em primeiro lugar ele se ocupe com os pensamentos e reflexões que realmente impactam na vida a dois, e que dependem muito mais do amor e da sabedoria do homem e da mulher, do que propriamente do dinheiro disponível.

E hoje que sou casada, 80% das minhas opiniões sobre este assunto são com base na minha experiência, e 20% com base na observação do mundo ao meu redor. Porque já vivi de tudo um pouco, com dinheiro e sem dinheiro nenhum, com sabedoria e sem nenhuma sabedoria, com muito desprendimento e com egoísmo em dobro, com muita maturidade e sem maturidade nenhuma… E posso dizer que para o casamento ser feliz e de qualidade, ele não precisa ser perfeito, sem trombadas e desencontros.

Porque mesmo que os casais de namorados reflitam e dialoguem – antes do casamento – sobre a essência e a prática da vida a dois, algumas coisas só se podem aprender a partir da experiência, vivendo e convivendo, errando e pedindo perdão, corrigindo e buscando não repetir os mesmos erros a toda hora.

Desta maneira, o fator que passa a ser determinante para a qualidade e felicidade do casamento, não é o seu “grau” de perfeição, mas sim o verdadeiro, autêntico e genuíno desejo de acertar, de perdoar o erro do outro rapidamente e de não desistir jamais nem do seu cônjuge e nem do seu casamento.

E tudo isso somente é possível através do amor e graça de Jesus, nosso primeiro noivo e amor maior, que sustenta, anima e fortalece o casamento que pode estar em seu auge ou decadência.

Esta é a aliança a que me referi no início do capítulo: a aliança dos noivos com Jesus. Porque a aliança entre o casal exclusivamente pode ser de fácil ruptura e violação (ora, 50% dos casamentos do mundo inteiro terminam em divórcio)… mas a aliança com Jesus é firme e duradoura.

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CAPÍTULO II – De qual casamento estamos falando?

Muitos casais iniciam a vida a dois muito apaixonados e pouco alinhados. “Vamos apenas morar juntos, ou vamos perseguir o fortalecimento e consolidação da nossa aliança, como uma só carne? Seremos uma família (mesmo sem filhos), ou apenas duas pessoas que dividem as contas no final do mês? Como fica se um de nós adoecer? Como fica se um de nós perder o emprego?”

De qual casamento estamos falando? Porque duas pessoas que vivem por si e para si, perseguindo os seus próprios ideais e objetivos particulares, são qualquer coisa menos casadas. #solidãoacompanhada

É como se o indivíduo já entrasse no casamento com uma meta prioritária de preservar a sua personalidade e os seus ideias de solteiro. Ele entra armado, pronto para destruir qualquer coisa que represente uma ameça potencial ao seu “eu”. Este indivíduo (homem ou mulher), não faz concessões.

É o famoso: Eu sou assim, e não mudo nem por você, nem por ninguém. Meu sonho vem em primeiro lugar, e faço tudo para conquistá-lo. Eu não abro mão do meu jeito. Se quiser ficar comigo, é assim que vai ser. 
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(E eu mesma já falei muitas dessas frases em épocas de muita cegueira e orgulho, como quem se nega a ver ou admitir a feiura e sordidez por trás de seus atos. Tempos sombrios aqueles…)
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Mas fato é: se a principal motivação do casal é a “auto-preservação” e não a “auto-negação” em função do outro, só existe um capaz de moldar e ensinar, com mansidão e humildade… E este “um”, não é nem você e nem o seu cônjuge porque ninguém muda ninguém (assunto do próximo capítulo).
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Quem ensina é o Espírito Santo que nos convence da feiura e sordidez dos nossos atos, e que produz em nós o arrependimento, a mudança de mente, o fazer diferente de agora em diante.

Como é possível sermos convencidos de que algo é feio, quando todos ao nosso redor aplaudem nossas atitudes e dizem que são lindas? Como é possível desejar a auto-negação, quando o mundo inteiro me encoraja a “ser mais eu”? Como é possível que eu me convença de tudo isso, sem que ninguém tenha aberto a boca ou me dirigido a palavra?

Quem ensina é o Espírito Santo. Não existem “táticas infalíveis para prender a pessoa amada”, ou para “ser feliz no casamento”. O que deve existir é um coração humilhado, disposto a ser ensinado em t-o-d-a-s as áreas de sua vida, disposto a honrar uma aliança, e, sobretudo, disposto a viver um casamento segundo o coração de Deus, e não segundo os seus próprios pressupostos.

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CAPÍTULO III – Ninguém muda ninguém

Já percebeu como que em muitos casos, o casamento é o último recurso para se dar um jeito numa relação toda despedaçada e ferida? “Depois do casamento ele/ela vai mudar. Eu posso fazê-lo (la) mudar!”

É claro, e eu tenho plena certeza disso, que qualquer ser humano é passível de mudança e salvação – contanto que ele queira, busque e deseje ser diferente. Somente ele tem este poder: é o livre arbítrio concedido a todo mortal… o direito de fazer com sua própria vida o que der na telha, e o que bem entender.

E você pode até pensar lá no fundo do seu coração: Se ele/ela me ama, é claro que ele/ela vai mudar. Ele/ela sabe como isso me irrita, me entristece, me aborrece, me mata, etc…

Mas a verdade de tudo isso se resume em Romanos 7: 19 – Pois não faço o bem que eu quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço.

Porque nem você, nem seu cônjuge/namorado (a) consegue exercer controle sobre os seus próprios defeitos. Se fosse tão fácil assim abandonar um defeito, o mundo inteirinho seria uma beleza, um lugar de muita paz e harmonia.

Por isso, seja homem ou mulher, ninguém ganha o cônjuge com muita “falação” na cabeça. Observe que mudanças importantes e significativas acontecem nos relacionamentos através da oração e de atitudes novas, uma vez que a fé sem obras é morta.

É orar e agir conforme o teor da sua oração, confiar no poder de Deus e descansar. Ora, veja bem: se a pessoa é cega e não consegue enxergar o mal que se instala na casa e no relacionamento em razão dos seus atos e dos seus defeitos, posso concluir que no mínimo, esta é uma condição digna de compaixão. Até porque, e não nos esqueçamos, poderia ser eu no lugar dele (dela).

Poderia ser eu, completamente controlada e dominada por um mal além das minhas forças. Poderia ser eu a estar cega, perdida em orgulho, irremediável… E este exercício de empatia, de nos colocarmos no lugar do outro é que valida o amor e gera compaixão.

Porque amanhã ou depois, estando eu na mesma situação, gostaria que agissem comigo com o mesmo amor e compaixão que fui capaz de dispensar sobre o outro.

Agora: por que não aceitamos o defeito do outro, como se nós fôssemos perfeitos? De onde tiramos o direito de julgar o defeito do outro, como se o defeito do outro fosse maior e pior do que o nosso defeito?

Sabe, a gente precisa diminuir, abaixar um pouco a bola. Seja no casamento ou em qualquer outra relação, ninguém muda ninguém, a não ser o incondicional amor e graça de Jesus – Aquele que mesmo sendo perfeito, concede perdão e vida nova a qualquer imperfeito e cheio de falhas, que creia e aceite o Seu senhorio.

Oramos para que aquele coração esteja sensível ao tocar de Deus, e seguimos agindo com o exemplo de mudança que desejamos ver no outro, firmes e convictos. Mas se o outro não corresponde a esta expectativa de mudança, como podemos estar ao seu lado, se não temos paciência para acompanhar e esperar o tratamento de Deus na vida do nosso cônjuge/namorado (a)?

A gente tem pressa de viver, de conquistar os sonhos, de fazer e acontecer. Não estamos acostumados a parar tudo, a largar tudo por causa de alguém, de uma outra vida… E quando chegamos ao casamento, a maioria de nós se encontra no centro de um verdadeiro dilema, tentando decidir o que fazer com dois egos gigantes que não cabem na mesma relação. #primeiroeu

Tem que morrer e nascer de novo. Tem que deixar o ego lá atrás, na vida de solteiro… Mas isso não é um peso, nem uma terrível predestinação ao fracasso e infelicidade.

Isso é mais vida, mais leveza e menos jugo duro e pesado nas nossas costas. Falaremos mais sobre isso nos próximos capítulos…

Um beijo grande e até breve!! =**

Conversa totalmente aleatória, minha semana… e você, tudo bem? rs

Estou eu aqui, gripada, com garganta inflamada, voz de panicat, passando a pastilha de cloridrato de benzidamina e muito, mas muito papel higiênico… (Acho que o saldo já é de um rolo).

Daí, meu lindo e amado esposo me traz rosas e um singelo saquinho de M&M de amendoim, que logo atuam como coadjuvantes do tratamento “sintomático” da gripe (tá escrito desse jeitinho na bula.rs), ao lado do paracetamol e do cloridrato de benzidamina que jamais proporcionarão a melhora clínica e psicológica que só as rosas e os M&M’s de amendoim são capazes de proporcionar.

Os médicos deveriam prescrever “rosas de 6 em 6 horas, e 5 M&M’s de amendoim após cada refeição”. Pronto! Descoberta a cura da gripe!

Recebo então a visita sempre muito bem-vinda, divertida e agradável da minha irmã, que dirige mais de 10km pra vir aqui do lado da minha casa comprar um pincel, que segundo ela só poderia encontrar aqui e em nenhum outro lugar dessa cidade… Unhum, sei… Acho que ela queria mesmo era me ver, e inventou essa desculpa 😀 😀

Pois eu achei ótima essa desculpa, porque quando juntamos nós duas, não tem quem não estranhe nosso comportamento eufórico e até um pouco “acriançado” demais para a nossa idade (gente, já passamos dos 25, ora!!).

Inclusive, teve um dia em que ela veio à minha casa para cortar meus cabelos, e meu marido e minha cunhada (que também estavam presentes) não conseguiam entender do que tanto falávamos e ríamos. Foram 4 horas conversando e rindo, e 15 min. cortando os cabelos.

Pois nesta última visita, não foi diferente… Batemos perna pelo bairro, dando um bafo por esquina e em cada loja que entrávamos! As vendedoras caem na gargalhada e até falam: “nossa, vocês são ótimas!”

Tudo porque eu queria um brinco de R$ 2,00 semelhante a um anterior que eu havia comprado na semana passada com minha mãe nesta mesma loja, e que agora de repente já não estava mais no mesmo expositor onde eu encontrei esta pechincha inacreditável!

Pois eu estava determinada, e coloquei todo mundo da loja pra me ajudar a encontrar a fonte dos brincos de R$ 2,00! E dei as instruções “quem encontrar primeiro, grita – achei!”. Enfim. Acabei levando um de R$ 4,00, pelo empenho e atenção de toda a loja dispensados à minha pessoa, e à pessoa da minha irmã.

(Sobretudo num momento específico em que eu tentava descrever o tal brinco que queria… “Meninas, ele é meio grego… meio medieval…” Nota 10 para o meu senso de humor, e zero para minha capacidade de análise  e observação histórica. Grécia e Idade Média?? What??)

É até engraçado, porque sempre que tenho estes encontros com as mulheres que fazem parte da minha vida (irmã, mãe, cunhadas, amigas, primas, vocês 🙂 parece que voltamos aos tempos de escola, naqueles dias em que o horário começava com uma aula de Ed. Física – recheada de muita risaiada e descontração – e de repente seguia com as demais disciplinas que demandavam silêncio, raciocínio e reflexão. #rimou

Não sei exatamente como, mas me lembro de conversas que começaram com temas do tipo “a partir de que idade o bumbum começa a cair”, ou “qual o melhor pincel para marcar o côncavo”, e terminaram com reflexões profundas a respeito do mundo contemporâneo, o amor de Jesus e o papel da mulher no casamento e na sociedade.

Seria praticamente uma versão atualizada daqueles banquetes que os filósofos promoviam para discursarem – um de cada vez – sobre temáticas específicas; porém com pequenas adaptações: nossa versão é bem mais legal e interativa, principalmente porque a gente fala de tudo um pouco, e todas de uma vez, a uma só voz, sem qualquer ordem! kkkkkkkkkk

Acho que talvez seja este o motivo de eu nunca ter sido muito apreciadora de boates e casas noturnas… são lugares onde as pessoas não vão pra conversar.rsss

E embora eu goste muito de dançar (ritmos e letras decentes), eu simplesmente não consigo dançar por horas ininterruptas e adentrar a madrugada na pista… Ao passo que se for pra bater um papo gostoso e dar boas risadas,tô dentríssimo!

Sei lá… é que quando analiso os momentos de felicidade genuína da vida de uma pessoa – aqueles momentos em que nos sentimos felizes de graça, sem que nada de excepcional ou extraordinário esteja  acontecendo – observo que sempre tem uma boa conversa ou um papo legal envolvidos nesta cena de felicidade.

Porque a conversa edifica a quem fala, e a quem ouve, independente do assunto. Não pelas palavras ou argumentos em si, mas pelo gesto de desprendimento de dar e receber uma atenção, um afago…

E ainda bem que minha dermatologista já até me passou um anti-idade para a região dos lábios, porque ela mais do que ninguém já sabe o tanto que gosto de conversar… 😀

Não sei como terminar este post… Porque eu ainda tenho muito assunto, e poderia continuar falando por parágrafos e mais parágrafos! kkkkkkkk

Bom… Eu vou, mas eu volto…!! Até breve, amigas!! =***

Vídeo respondendo à Tag “O que levo na bolsa” =)

Olá, meninas! Espero que a semana esteja indo bem e bastante produtiva 🙂

Hoje vim dividir com vocês um vídeo que mostra as coisinhas que carrego na minha bolsa quando saio de casa. É claro que faço pequenas adaptações de acordo com o dia e ocasião, mas basicamente minha bolsa já fica preparada com os itens que mostrei no vídeo.

Pra mim, mais do que um charmoso acessório, a bolsa precisa me proporcionar aquela segurança de que numa eventual emergência, não estarei desamparada e sem socorro!

Já carreguei muito mais coisas no passado, mas hoje me esforço para ser bem prática e objetiva neste assunto.

E pra vocês? O que não pode faltar na bolsa de uma mulher? Me contem!! Bjo grande! =***

VALORES E PRINCÍPIOS: Na prática, por que eu vivo sofrendo?

Muito frequentemente, o dianasaid.com recebe mensagens e comentários muito carinhosos de mulheres (e até alguns poucos homens) de diversas localidades do mundo, que tiveram suas vidas tocadas e impactadas de alguma maneira pelo conteúdo do site.

São pessoas anônimas, casualmente trazidas ao blog por uma busca boba feita através do Google, ou por um clique sem querer num vídeo postado no meu canal do Youtube. Quando chegam aqui, elas encontram uma palavra (em texto ou em vídeo.rs) que misteriosamente traduz tudo o que tem se passado em sua intimidade, vida e mente.

E este mistério, por mais tolo que possa parecer, dá uma sensação tão aconchegante de paz, em pensar que se Deus falou comigo ali, com uma palavra de exortação, ânimo ou consolo; então o mínimo que eu posso concluir é que Ele tem visto de forma cristalina o status em que me encontro, e o tanto que desejo sair dele…

Por isso, o primeiro passo é sempre o mais importante: ter VISÃO. Assim como acontece frequentemente comigo e com muitas outras pessoas, às vezes precisamos ser confrontados com as palavras de um completo desconhecido para enxergarmos com clareza o quadro atual que se instalou em nossa vida. Os olhos se abrem e passam a ver o que antes estava completamente encoberto e escondido…

A gente precisa enxergar de onde vem os ataques, e quais são as máscaras e as mentiras. Porque satanás atua em muitos disfarces, com toda sorte de artimanha oculta, cumprindo cada um dos seus sórdidos desígnios, à medida que não é visto ou percebido. Ele descobre seu ponto-fraco e trabalha nele noite e dia, sem descanso. São sempre as mesmas brigas, aquele mesmo sentimento que dói, as mesmas acusações… Tem sido assim pra você? 

Na prática, pode ser que temos sofrido pela nossa incapacidade de enxergar o que de verdade está acontecendo conosco. E por não enxergarmos, seguimos acatando o sofrimento como condição habitual e permanente das nossas vidas. E por aceitarmos essa condição, estamos em constante posição de desvantagem em relação ao nosso inimigo, contra o qual Jesus nos deu TOTAL autoridade em seu grande e poderoso nome.

Sinto que precisamos orar para sermos curados desta cegueira que nos impede de enxergar com clareza a dimensão espiritual das nossas vidas. Porque  na materialidade da nossa existência, esta conta não fecha, e não há respostas sustentáveis para o sofrimento da maioria das pessoas.

Jesus é o único que pode nos dar o dom de ver com os olhos do espírito, para que nos toquemos do tanto que inconscientemente nos permitimos ser enganados e embarreirados pelas armadilhas daquele que só veio para matar, roubar e destruir.

Perceba satanás e ele será percebido. Clame o nome de Jesus, e ele fugirá. 

“Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo, e nada absolutamente vos causará dano.” Lucas 10.19

Dicas práticas de como se organizar nas diferentes áreas da vida

Sempre quando me deparo com um cenário em que preciso fazer muitas coisas de naturezas completamente distintas, observo que meu comportamento se resume a obedecer o humor do dia, e do momento: se estou feliz, saio fazendo tudo de forma desordenada e ao mesmo tempo sem nem pensar direito; e se estou baixo-astral, preservo o hábito de não pensar direito, e sigo procrastinando as tarefas até onde não der mais.

Grande calamidade é esta de viver acatando o humor do dia, negligenciando as rotinas multidisciplinares que nos permitem explorar a riqueza e amplitude da nossa existência. Digo isso, porque se não nos policiamos, sempre damos prioridade e atenção a uma única e exclusiva área da vida que pode ser o trabalho, por exemplo, grande consumidora do nosso tempo e energia por ser ela a fonte de sustento da maioria das famílias.

Sei que ainda é um grande desafio pra mim, mas tenho tentado já há alguns anos (sim, o processo é lento e gradual.rs) me organizar não só para cumprir minhas rotinas sociais com pontualidade e excelência, mas também para experimentar a paz e leveza de viver a amplitude que citei acima, e não estar em débito comigo ou com os outros.

Por isso, minha tentativa foi adotar um método semelhante ao de alguns executivos com quem trabalhei, que divide a vida em áreas que segundo o seu julgamento, têm importância pra você e sua existência. Assim que defini as minhas áreas de importância, dividi meu caderno (eu uso um caderno por ano, ao invés de agenda) e criei uma pasta no computador para cada uma dessas áreas. São elas:

1) ESPIRITUAL (O ALICERCE DE TODAS AS ÁREAS)

Nesta área, busco desenvolver um relacionamento pessoal com Deus, anotando minhas orações, minhas alegrias, meus erros e lutas que estou passando. Também gosto muito de anotar o que Ele me diz =) Coloco data, e quando aquele dizer se cumpre, eu volto na página e faço uma nova anotação descrevendo as circunstâncias, meu sentimento, etc. Quando estou em crise, ou me falta fé, o Espírito Santo me lembra daquelas páginas e então encontro paz e consolo.

2) VIDA A DOIS

É muito importante cuidar desta área de forma consciente, sem aquela ilusão de que o relacionamento pode cuidar de si próprio sem qualquer interferência nossa. Procuro observar o que não tem sido bom para corrigir antes que o quadro se instale e se agrave cada vez mais, planejo eventos românticos, pequenas demonstrações em casa como jantares, conversas, ou até mesmo viagens e sonhos que queremos realizar juntos.

3) INTELECTUAL E CARREIRA

Aqui busco acompanhar a literatura disponível para minha área do conhecimento, tentando me manter atualizada e competitiva no mercado. Também procuro me envolver nos cursos, palestras e oficinas que tem sido disponibilizados para os profissionais da minha área recentemente. Neste tópico, também é importante considerar a possibilidade de se mudar completamente de carreira, pesquisando os prós e contras, avaliando as oportunidades e racionalizando a maneira e o tempo certo para fazer esta mudança acontecer.

4) RELACIONAMENTOS, FAMÍLIA E AMIZADES

Esta área é um grande desafio pra mim. Tenho muita dificuldade para manter contato, comparecer aos eventos e me relacionar com meus amigos e familiares com desprendimento. Confesso que já melhorei bastante nos últimos anos, mas tenho muito o que melhorar. Aqui procuro criar oportunidades de relacionamento e não desperdiçar as oportunidades que me são apresentadas. Procuro também lembrar dos aniversários, ligar para saber como tem passado, contar as novidades, etc…

5) EU E MINHA CASA

Mesmo não sendo fã de serviços de casa, já observei que quando ela não está em dia, minha cabeça também não fica boa (rs). E é muito engraçado, porque quando estou deprimida e quero espantar a tristeza, a primeira coisa que eu faço é dar uma geral na casa e colocar tudo em seu devido lugar. Isso me dá um certo senso de propósito e referência. Da mesma maneira, sempre que cuido da casa, lembro de cuidar de mim e do meu corpo, já que eu também sirvo de habitação para o Espírito Santo. Treino, me alimento bem, faço as unhas, sobrancelhas, cuido dos cabelos, etc… (essas coisas de mulher.rss)

6) FINANÇAS

Como sou casada, esta é uma área compartilhada que deve abençoar o casal e não separá-lo ou levá-lo a constantes discussões. É muito natural que duas pessoas discordem de suas opiniões, mas no fim, o que deve prevalecer é a alternativa que visa o interesse da casa, seus objetivos maiores e não o desejo particular de um ou de outro. Nesta área, também buscamos traçar nossos planos e anseios financeiros a curto e longo prazo, bem como os respectivos sacrifícios indispensáveis ao cumprimento destes anseios (que quando são acertados previamente, não terminam em briga e discussão).

É claro que a vida é muito ampla para caber em seis modestas áreas… mas acredito que este é um caminho que já oferece algum sentido e direção. Todas as áreas se sustentam e alicerçam na primeira de todas as áreas que é a área espiritual, diante da qual estão todos os assuntos da nossa vida.

Na maioria das vezes, o ideal simplesmente não é possível, e por isso seguimos falhando em vários aspectos. Mas se conseguimos detectar nossas áreas de maior deficiência, saberemos então aonde alocar mais energia e atenção…

Espero que este modelo tenha sido útil, e que de alguma forma você possa aplicá-lo em sua vida =)

Bjo grande! =***

Dicas psicológicas para driblar o frio e a preguiça na hora de malhar em casa!

UMA PEQUENA INTRODUÇÃO SOBRE O MEU DIA

Olá, minhas queridas! Espero que estejam todas ótimas, felizes e de bem com a vida! =)

Acredito que em 7 meses de treino em casa, hoje tenha sido o primeiro dia em que me senti desmotivada para treinar por conta do frio (ou seja, já me senti desmotivada por vááááários motivos, mas pelo frio foi a primeira vez! rssss)

Pra começar, me bateu aquela preguiça colossal só de pensar em trocar de roupa… (Eu malho de shorts e top, porque bem no meio do treino, no auge do esforço e concentração, a última coisa de que preciso é sentir o desconforto do calor.)  

Daí parei nesta preguiça de trocar de roupa, e pensei em pular o treino de hoje porque meu moletom estava muito quentinho e aconchegante pra ser arrancado de mim assim tão bruscamente =D

Mas daí parei novamente – porém neste pensamento tentador de dar uma de joão-sem-braço e fingir que não é comigo -, quando compreendi o cenário ao meu redor e clamei em alta voz: Sê forte e corajoso. Tão somente esforça-te e tenha coragem!  (Foi o que Deus disse a Josué diante do Jordão, e o que me caiu como uma carapuça. rsss)

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A REFLEXÃO QUE PRECISAMOS FAZER

Parece uma bobagem, mas naquele momento eu precisava tomar uma decisão que impactaria não só o dia de hoje isoladamente, mas todos os outros dias subsequentes… Porque o poder que temos sobre nós mesmos para fazer ou deixar de fazer as coisas na vida, nos corrompe num piscar de olhos.

Hoje é o frio, amanhã é o cansaço, depois de amanhã é a agenda apertada, e na semana que vem você já nem precisa mais de um motivo para deixar de fazer aquela coisa. Se a gente ao menos se esforçasse  para fazer a tal coisa, o mesmo tanto que a gente se esforça para se persuadir e convencer a não fazer a tal coisa… #coisa

O difícil do treino não é o esforço físico ou o suor pingando, e sim o controle da mente. Subjugue a mente e todo o corpo obedece na hora.

Nisto eu preciso abrir um espaço para honrar o meu pai por seus métodos tão simples e eficazes. Lá em casa, não tinha essa de “ai, não tô com fome, não quero comer”. E ele não precisava ser nenhum  boçal para engrossar a voz ou empurrar a comida goela abaixo, porque uma só coisa era certa: durante o dia, quando eventualmente a fome batesse, aquela mesma comida que recusamos no almoço ainda estaria no prato, fria, dentro do forno, esperando para ser consumida.

A questão aqui é essa: o que tem que ser feito, será feito, não importa como ou em quanto tempo.

Se eu não treinasse no meio da tarde como de costume, com certeza de noite meu prato de comida fria ainda estaria no forno me esperando. E a regra é clara: eu não posso ir pra cama enquanto não raspar o prato.

Eu sei que procrastinar nunca é a melhor solução ou resposta adequada pra nada na vida; mas se é dela que você precisa pra fazer alguma coisa, ao invés de ceder aos primeiros sinais de preguiça, então procrastine!!

Porque da hora em que eu decidi que ia treinar, até a hora que eu liguei o timer e comecei de fato a treinar, foram mais de duas horas. Depois que tomei coragem pra trocar de roupa, comecei a inventar um monte de ‘coisinhas’ pra fazer antes do treino (responder e-mail, fazer ligações, assistir vídeos, etc…)

Mas o mais importante de tudo eu consegui fazer: eu venci minha vontade hoje, e não permiti que ela crescesse e contaminasse os próximos dias da semana e do ano inteiro. Dei uma bela d’uma machadada na raíz do problema, porque o difícil é resistir à primeira tentação. (resista ao diabo e ele fugirá de vós! Tiago 4:7)

A época fria do ano só começou, e hoje não será o último dia em que terei que treinar debaixo de frio. E se eu quiser potencializar e manter os resultados reais e visíveis que conquistei nestes últimos sete meses de treino em casa, é melhor que eu me acostume. =D

Bom treino, meninas! =**

PRINCÍPIOS E VALORES: Na prática, como posso me sentir feliz independente das circunstâncias?

Na rua onde eu morei durante toda a minha infância com meus pais, havia uma igreja evangélica Maranata (linda, toda branquinha) que vivia em constante movimento de fiéis… Nos dias de culto, chegávamos a parar a brincadeira na rua para observarmos todo o garbo e elegância das moças e rapazes que se dirigiam ao templo =)

A gente ouvia os hinos, as orações, o clamor e, sobretudo, a alegria de um povo que buscava a Deus com sinceridade de coração! E era tão bonito… (“em tua presença entramos, clamando a Ti, oh Senhor”… este foi um dos hinos que gravei quando era criança de tanto ouví-lo enquanto brincava na rua.rs)

Na minha pureza e inocência infantil, eu cresci acreditando que estes eram os principais atributos do cristão: vestir-se bem, tomar a sua bíblia, dirigir-se ao templo e executar aqueles lindos hinos e sermões que sempre me emocionavam. Pra mim, era como se através destes atributos fosse possível reconhecer um cristão logo de cara!

 Naquela época, assim como durante boa fase da vida de Jó, eu conhecia a Deus apenas de ouvir falar… E foi só depois de adulta, após conhecê-Lo em intimidade, é que de fato consegui me lembrar daquelas moças e rapazes da Igreja Maranata, como meus irmãos  em Cristo, que assim como nós e tantos outros irmãos espalhados pelo mundo, vivem os embaraços de um mundo atroz e decaído, com toda coragem e  intrepidez.

E nisto é possível reconhecer o povo de Deus: através de suas vidas, e não de palavras, enxergamos o claro testemunho de que as circunstâncias não podem determinar ou condicionar a postura com que vivem seus dias aqui na terra. Não podemos depender das circunstâncias para estarmos felizes, porque as circunstâncias são do mundo, e nós não somos deste mundo.

Não digo isto como alguém que tenha vencido, mas como alguém que luta todos os dias uma batalha para não permitir que as circunstâncias determinem o meu humor, ou minha motivação para fazer isto ou aquilo. Porque muitas são as situações em que deixo de sorrir ou de cumprir uma agenda, por sentir que as coisas não vão bem. E cada vez que as circunstâncias vencem esta batalha, estou me permitindo acostumar com uma vida em que dependo das “coisas irem bem”, e não de Jesus – que é S-U-F-I-C-I-E-N-T-E.

Ele não só sabe de tudo o que preciso, como também tem para me dar em abundância muito mais do que preciso. E na maioria das vezes em que eu acho que preciso de trocar de carro ou receber uma promoção no trabalho, Seu amor suficiente me mostra que não há nada no mundo material capaz de satisfazer a imensa necessidade que tenho dEle, e da presença dEle. “Buscai em PRIMEIRO lugar o Reino de Deus e a Sua justiça”!!! (Quando será que vou aprender? :/ )

Na prática, só existe uma maneira de nos sentirmos felizes independente das circunstâncias: transportando-nos definitivamente para o único lugar de onde podemos anulá-las. Este lugar é o Reino de Deus…

Porque viver manipulado pelas circunstâncias não é um problema em si mesmo, e sim, um dos mais evidentes sintomas de um estilo de vida enraizado no mundo e na instabilidade de suas premissas: status, sucesso, dinheiro e bens.

TUDO isto e muito mais, o Deus que é dono do ouro e da prata pode te dar se Ele quiser, e se for plano de expansão do Reino dEle, para a glória dEle. Mas este não é o fim da sua e da minha existência… viver miseravelmente correndo atrás e se apoiando em coisas que hoje temos, e amanhã podemos simplesmente não ter. (Mateus 6).

Na prática, tudo se resume à atitude, porque a fé sem obras é morta. Pense em tudo o que geralmente fazemos quando nos deixamos controlar pelas circunstâncias, e faça EXATAMENTE o contrário. Se der vontade de deitar, levante. Se der vontade de não ir, vá. Se der vontade de chorar, pode chorar, mas que seja no Altar de Deus para refrigério, e não diante do mundo para escárnio e vergonha.

E se der vontade de calar, fale igual uma tagarela, pra todo mundo, o tanto que tudo te vai mal, e o tanto que você está feliz, porque você sabe que quem cuida de você é Fiel e em tempo oportuno agirá conforme a Sua boa, perfeita e agradável vontade.

Compreender a influência da genética sobre a nossa imagem ajuda, e muito, no processo individual de auto-aceitação

Mesmo depois de ter tratado minha acne definitivamente com o Roacutan, acredito não ser segredo pra ninguém (inclusive falei sobre isso abertamente nos meus vídeos sobre Acne), que após o período de tratamento, a pele do paciente volta a assumir a sua exata forma original de antes.

No meu caso, embora a acne grave, cística e nodular tenha ido embora para todo o sempre; minha pele naturalmente voltou a ser oleosa, com poros dilatados e cheia daqueles cravinhos que eventualmente evoluem para pequenas pústulas (principalmente durante a TPM) ou para quadros de breakout em que aparecem pequenas inflamações no meu rosto inteiro sem motivos aparentes.

Já  briguei com a vida e com o mundo inteiro por causa deste “traço” da minha imagem, e sigo sem entender como algumas pessoas tem a pele linda e maravilhosa sem fazer qualquer esforço, comendo fritura, lavando o rosto com o primeiro sabonete que vêem pela frente; enquanto meus produtos e rituais simplesmente não são suficientes para manter minha pele, no mínino, livre de acne.

E o engraçado é que, de maneira inversa, muitas pessoas que convivem comigo seguem igualmente sem entender como permaneço magra e torneada, sai ano entra ano, comendo de tudo, sem que pra isso eu precise investir muito tempo, energia ou esforço como a maioria da população do mundo inteiro.

ORA, COMO ISSO É POSSÍVEL????

Alguns aspectos físicos estão ligados a fatores genéticos, e em algum medida, independem de esforço e dedicação. Ou seja, para atingir um mesmo resultado físico (perder 2kgs em um mês, por exemplo), uma pessoa se mata na academia e passa o dia comendo regradamente, enquanto a outra faz pouco ou nenhum esforço. As duas alcançam o mesmo resultado imprimindo diferentes quantidades de energia, sobretudo pela unicidade de cada organismo, e pelo ritmo de cada metabolismo.

Entretanto, não se anime achando que pode culpar a genética pelo excesso de peso, pois a questão aqui não é entregar os pontos, e sim encontrar a solução (dieta e programa de exercícios) adequada para responder à maneira como o seu corpo exclusivamente é moldado para processar os alimentos que você ingere, e para queimar suas respectivas calorias. Desta maneira, incluindo outros fatores como o formato do corpo e estrutura óssea, a solução que afinou a silhueta da sua melhor amiga pode não funcionar pra você.

Daí a importância de compreendermos a influência da genética sobre a nossa imagem: nascemos com ela, não exercemos controle sobre ela, mas é tão somente ela que nos faz únicos e singularmente especiais.

Em alguns aspectos ela nos agraciou, e em outros… nem tanto. Podemos até estranhar este princípio e nos rebelarmos contra ele num primeiro momento, mas a verdade é que a genética não tem compromisso com padrões, e nem tampouco fomos nós criados para atendermos a um determinado padrão da forma física. A genética antecede os padrões, e é simplesmente incompatível e antagônica a eles. Ela veio primeiro e os padrões vieram depois carregados da manipulação do homem ao longo da história.

Esta imagem mostra a mudança dos padrões de beleza ao longo do sec. XX, de acordo com a altura, peso, medidas e proporções do corpo das estrelas de cinema.

Acredito que devemos conhecer nossas inclinações genéticas, para intervirmos sobre aquelas que são negativas e que podem inclusive gerar prejuízo para a saúde; e também para celebrarmos e abraçarmos aquilo com que fomos graciosamente contemplados. Por que neste equilíbrio encontramos a auto-aceitação e passamos então a abraçar nossa forma única, da cabeça aos pés.

Porque não existe maquiagem ou prótese de silicone que dê jeito num ser humano eternamente insatisfeito com sua aparência, dominado pelo duro jugo de um padrão que hoje é X e amanhã é -X.

Na maioria das vezes, o problema não são os seios pequenos, ou a gordurinha localizada, ou o cabelo que não é liso…. o problema é interno, é visceral. E onde não existe  amor próprio, toda forma de beleza está morta.