Escolhendo uma carreira profissional: nada é definitivo ou pra sempre.

Uma porção considerável da audiência do blog dianasaid.com, é composta por meninas mais novas, com idade menor ou igual a 20 anos, que ainda estudam e moram com os pais.

Neste momento, muitas delas se encontram diante do que consideramos decisões grandes e importantes, que podem inclusive impactar os próximos anos de suas vidas (positiva ou negativamente), através de seus frutos e consequências que somente o futuro revelará a seu tempo certo.

O que vejo infelizmente, é que em muitas sociedades, a escolha de uma carreira promissora e bem-sucedida, ainda é tida como a maior e mais essencial decisão que alguém deve tomar na vida… como se *o ato de viver* dependesse fundamentalmente do aprendizado e exercício de uma profissão, de preferência notória e bem remunerada.

Tanto isto é verdade, que diversas vezes nos pegamos *medindo* as pessoas pela profissão que exercem ou pelo lugar onde trabalham. Um dia desses, perguntei a um colega de faculdade se a fulana que tinha sido da nossa sala estava bem, e ele me respondeu sem nem piscar os olhos: Ela ocupa o cargo X na empresa Y.

Ou seja: por silogismo, ele quis que eu deduzisse que quem ocupa o cargo X na empresa Y, inevitavelmente, sem sombra de dúvidas, no mínimo, está muito muito muito bem.

E enquanto esta for a medida, continuaremos formando todos os anos, turmas e mais turmas de jovens imaturos e ambiciosos, que depois de alguns meses de mercado de trabalho, já começam a se dar conta de que não poderiam estar na profissão mais errada do que aquela que eles próprios escolheram, ou que talvez *escolheram* pra eles.

Por isso, na minha opinião, o jovem deve observar alguns princípios no momento em que começa a pensar em sua carreira profissional:

1) Esquece isso de sucesso e notoriedade porque estes são valores consequentes do seu trabalho e dedicação, que não vêm pregados de brinde na carreira que você escolher.

2) Esquece isso de *eu preciso entrar na faculdade com 17 anos*, e não se incomode em adiar esta decisão em um ou dois anos, caso esteja realmente confusa e perdida. Mas não estou falando em um dois anos de completo ócio e preguiça, okay? Vá explorar as possibilidades e aplicar seu tempo em cursos gratuitos, e outras tentativas que te ajudarão a chegar no próximo princípio 😉

3) Foque em descobrir seu talento e vocação, para que assim você escolha um caminho que te ajudará a desenvolver e profissionalizar este talento e vocação.

4) Lembre-se que ao longo da vida, esta carreira que você escolheu poderá ser re-orientada para outras áreas conforme seu desejo ou oportunidades de mercado.

5) Pesquise as carreiras, mas não se esqueça de pesquisar as grades curriculares com as disciplinas estudadas durante os cursos (universitários, profissionalizantes, técnicos, etc). Se não houver esta afinidade, seus anos de estudos poderão se tornar improdutivos e desinteressantes. Ou seja: você não absorverá o conteúdo, e fatalmente se tornará um profissional mediano em sua atuação.

Se você observa estes princípios e se desprende deste monte de estereótipos e receitas prontas que encontramos por aí, você poderá se deparar com um panorama novo e diferente quanto à remuneração desta carreira escolhida. Você não precisará se limitar a fazer isto ou aquilo como todos os outros profissionais da sua área, ou trabalhar nesta ou naquela empresa como a maioria dos seus colegas de classe…

Um profissional talentoso, devidamente instrumentalizado, livre da crítica social e da necessidade de status e reconhecimento, é um profissional com uma mente renovada, que cria novos negócios e faz contribuições importantes para a sua área de conhecimento e para o desenvolvimento da sociedade como um todo.

Este profissional é involuntariamente reconhecido, aplaudido e bem remunerado, mas não porque sua busca inicial e obstinada foi por reconhecimento, aplauso e boa remuneração… mas justamente porque, ao se desprender desta necessidade tão simplória, ele se pôs livre para enxergar e escolher com calma e estratégia, o caminho que melhor aproveitasse e desenvolvesse sua vocação e talento – dentro de um contexto de época, de um momento econômico, de uma direção cultural, social, etc…

Analise o mundo, e pense em como uma competência sua poderia ser aproveitada. Procure um orientador vocacional para te ajudar a chegar à máxima “eu sou bom NISTO”.

Não olhe para o status do diploma. Olhe para as mudanças e melhorias que você poderá construir como legado… Olhe para a sua comunidade, para o seu estado, para o seu país e, por que não, para o mundo. Porque conhecimento aplaudido e pregado numa parede não presta pra absolutamente nada. Conhecimento é o que você faz e transforma com ele…

Inclusive, talvez a escolha de uma carreira devesse obrigatoriamente vir seguida da escolha de uma mudança a ser realizada na sociedade. Porque o vestibular e suas infinitas horas de prova num local tenso e fechado, é no máximo um teste de força e resistência, e não uma seleção que se possa levar a sério. Eu pelo menos reluto, e não concordo com este método… (se fosse tão eficiente, os países de primeiro mundo o adotariam).

Bom… mas enquanto isto, pense nesta mudança que você gostaria que acontecesse na sociedade através do seu trabalho e dedicação,  e se coloque a buscar o caminho que te capacitará pra isso.

Lembre-se que todo aquele que procura acha… E no meu caso, minha busca acontece sempre de joelhos, pra que a minha carreira seja um instrumento forte da parcela de participação que tenho nos planos de Deus.

Espero que você busque e que você encontre =)

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O TEMPO INTEIRO (Mais um bate-papo, respondendo alguns questionamentos com uma pitada de #prontofalei)

Existe um fenômeno que se repete periodicamente aqui no blog e eu fico boba de ver: quando alguém me deixa uma sugestão de tema ou assunto para um próximo post, sempre chega uma enxurrada de mensagens no meu e-mail/FB/YT/Twitter com as exatas mesmas sugestões, sem que uma leitora saiba da sugestão da outra… é realmente impressionante!

E nos últimos meses, o clamor por mais vídeos e posts sobre auto-estima e auto-confiança, tem sido geral, principalmente por parte das minhas leitoras mais maduras que se encontram num momento de adversidade e reflexão em vários aspectos de suas vidas.

É que eu pessoalmente não gosto de ficar dando muito ibope pra estes assuntos de auto-isso auto-aquilo, porque acredito que a chave para uma existência feliz e em paz,  é justamente não supervalorizar o ‘gostar de si mesmo’ e o ‘confiar em si mesmo’. Estes são valores importantes, mas não supremos… periféricos, mas não centrais.

Explico.

Acho que todo mundo tem aqueles dias, sabe? Que são inclusive mais preocupantes do que os dias da TPM propriamente, já que em dias normais não temos como culpar os hormônios pela tristeza e depressão que se abatem sobre nós. E observe que nestes dias, nossa percepção da realidade se torna tão enganosa e traidora, que a gente tem a capacidade de se olhar no espelho e se achar absolutamente horrorosa.

Ou seja: o que a gente vê não necessariamente condiz com a realidade… porque se você joga o termo “horroroso” em qualquer motor de busca da internet, as imagens que aparecerão para ilustrar e representar o que seria o “horroroso”, são bem diferentes da sua imagem que você viu ali no espelho 😛

Enfim. Enquanto você se consome nesta realidade aumentada, vem um filho de Deus e te diz que você está linda, que na verdade você é linda, e que você precisa ter auto-estima, e se amar, e se gostar porque você é linda sempre, e de qualquer jeito. Mas naquele exato momento, a despeito de toda veracidade com que este filho de Deus afirmou que você é linda, você simplesmente continua se sentindo horrorosa… as palavras que ele disse bateram num muro e voltaram. Não fizeram nem cócegas…

Porque ele não vê o que eu vejo, e logo, não estamos sequer falando da mesma coisa. Ele é movido pela necessidade de fazer com que eu me sinta melhor, e eu sou movida pelo reflexo que vejo no espelho… o objeto da discussão não é o mesmo, de jeito nenhum.

Então, rapidamente, este cenário joga por terra a teoria superficial de que o problema da auto-estima se resolve por meio da aprovação e afirmação dos outros, e pela sensação de ser aceito. (Aliás, retifico: pode resolver temporariamente… os sintomas, e não o problema).

Hipoteticamente, seria algo mais ou menos assim: as pessoas e os veículos de comunicação – que são entidades completamente instáveis e que mudam de opinião a todo momento – são os responsáveis por afirmar se sou linda ou horrorosa, e consequentemente, se tenho ou não tenho auto-estima.

Conclusão: não dá pra viver assim, dependendo da aprovação alheia para me sentir linda, maravilhosa e poderosa como tenho que ser e me sentir o tempo inteiro, independente da opinião dos outros. Né?

Não.

Esta auto-estima que se prega por aí de “você é, e deve se sentir linda, maravilhosa e poderosa o tempo inteiro” é pra mim uma armadilha que traz mais inquietação e angústia, do que paz e bem-estar como todos acreditam que a auto-estima deve trazer. Porque ninguém se sente assim o tempo inteiro… E as pessoas que dizem se sentir assim o tempo inteiro, não podem necessariamente ser intituladas como seres superiores que esbanjam níveis altíssimos de auto-estima, e que por este motivo vivem mais felizes.

Isto pra mim não é auto-estima. É um estado de euforia, um mecanismo de defesa próprio de alguém que é constantemente alvo de críticas e ataques.

Por isso, a “auto-estima” que eu prego e endosso é aquela sensação íntima e particular de: “Olha, hoje eu não estou no meu melhor dia, meu cabelo está mega oleoso, o rosto cheio de espinhas… Mas mesmo não estando e nem me sentindo bonita, vou me arrumar e conviver bem com o fato de que hoje eu não vou parar o trânsito e nem receber inúmeras propostas de casamento de homens loucos por mim.”

E esta leveza e tranquilidade de renunciar ser o centro das atenções e o alvo dos elogios, é exatamente o que prende e arrebata todos os olhares pra você…. É neste momento que você exala uma auto-estima bem diferente daquela que todos estão acostumados a ver: quando você age despretensiosamente, sem se julgar merecedora do troféu: “Pessoa Com a Auto-Estima mais Alta do Ano”.

A mesma lógica se aplica à auto-confiança. A auto-confiança não é aquela certeza implacável de que você conquistará tudo o que deseja e sempre estabeleceu pra sua vida, como se tudo e todos estivessem ao seu alcance de controlar, fazer e realizar.

Eu particularmente vejo a auto-confiança por uma perspectiva claramente cristã: de que posso pregar todos os meus títulos na parede do meu quarto, falar 30 idiomas e ter as melhores idéias do mundo – sem a graça e o endosso dos planos de Deus, serei apenas mais um mortal batendo com a cara na porta.

Se estou no centro da vontade de Deus, posso enfim ter a completa confiança de que Ele me capacitará para desempenhar e vencer cada estágio do projeto em questão. Mas se eu não avanço neste projeto e deixo a desejar em vários aspectos do meu desempenho, não devo automaticamente concluir que preciso acreditar mais em mim e ter mais auto-confiança.

Porque tanto o querer como o realizar vem de Deus e não de nós mesmos… Ele é a fonte de águas vivas, e nós somos como uma árvore plantada junto dessas águas, que busca se alimentar e se nutrir o tempo inteiro.

Ao invés de procurar se amar o tempo inteiro, e confiar em si o tempo inteiro, procure amar a Deus e ao seu irmão o tempo inteiro… procure depositar a sua confiança num lugar seguro e de paz, onde não há sombra de mudança. Não importa o que os outros pensam de você, ou o que você pensa a seu próprio respeito. Importa como Deus te vê, e como Deus te ama. Ame esta VERDADE!!

Busque viver assim, e passe este estilo de vida adiante.

VÍDEO TUTORIAL: A maneira como eu faço e corrijo as sobrancelhas em casa

Minhas queridas,

Este vídeo demorou pra sair, mas saiu! Há semanas recebo este pedido com muito carinho de diversas leitoras, mas nunca que conseguia deixar as sobrancelhas crescerem para filmar o tutorial!

Daí hoje, quando eu me olhei no espelho e vi Frida Kahlo ali, no meu reflexo, não tive dúvidas: é agora! Não dá pra passar nem mais um dia.rsss

Basicamente, o vídeo mostra como eu limpo e corrijo as sobrancelhas de um modo bem simples e natural, sem parecer que uma criança as coloriu com uma canetinha preta da Faber Castell 😛

As sobrancelhas devem emoldurar o rosto sem carregar a expressão com traços fortes e marcados demais ❤

Como o feriado está aí, acredito que todas terão um tempinho para assistir ao vídeo e brincar de designer de sobrancelhas 😉 Mas sem empolgar demais, hein améééégasss!!!!)

Peixus e divirtam-se!! Ótimo feriado pra vocês! =***

VALORES E PRINCÍPIOS: Na prática, como devo lidar com o dinheiro e evitar o consumismo?

Existem três habilidades fundamentais que, na minha opinião, todos nós deveríamos sair da escola dominando: alimentação e fitness, primeiros socorros e educação financeira.

Observem que a precária instrução nestas áreas (somada à negligência e desleixo naturais de cada um), nos leva a experimentar situações extremas e em alguns casos traumáticas, que poderiam ser evitadas com um pouco de conhecimento, intervenção e atitude.

Lidar com o corpo, com situações de emergência e, principalmente com o dinheiro, tem feito parte das nossas vidas cada vez mais precocemente, demandando dos jovens e adolescentes a capacidade de tomar decisões sérias e importantes, com sabedoria, rapidez e, o mais crítico – postura.

Porque a nossa relação com o dinheiro se constrói a partir de posturas previamente pensadas e analisadas, e não de reações aleatórias baseadas em princípios mais aleatórios ainda; bastante característicos de uma sociedade que despreza a urgência em se aprender a lidar com o dinheiro e seus diversos desdobramentos.

O percentual de jovens (até 25 anos) endividados com cartões de crédito, cheque especial e empréstimos, cresce assustadoramente no Brasil e endossa ainda mais a necessidade de se aprender a lidar com o dinheiro, da mesma maneira que aprendemos as regras de circulação e leis de trânsito, antes de pularmos no volante do carro e sairmos por aí dirigindo como os donos da cidade.

O fato de trabalharmos e ganharmos dinheiro, não implica na automática conclusão de que sabemos como lidar com ele. Os cursos/livros/artigos sobre Educação Financeira estão para todo lado, disponíveis em salas de aula presenciais e virtuais, conforme a disponibilidade e interesse de cada um. (Inclusive, uma excelente maneira de dar início a esta pauta, é lendo este artigo escrito pelo consultor Jessé Diniz, em que você poderá identificar o seu perfil financeiro e intervir para trabalhar melhor os seus ganhos e receitas.)

Se você é casado (a), eu recomendo a leitura de um livro bastante rico e didático neste tema, que se chama “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”. Eu e meu marido lemos quando ainda namorávamos, e a partir dele extraímos lições valiosas para a vida toda!

Agora, eu não poderia deixar de dividir com vocês alguns princípios que eu pessoalmente uso (não são princípios matemáticos/financeiros, e sim comportamentais) para que o dinheiro esteja a meu serviço,  e não eu a serviço dele.

Em primeiro lugar, é necessário que estabeleçamos controle sobre os nossos atos. Para quem não tem domínio próprio, o dinheiro se configura apenas como mais um dos diversos problemas oriundos da falta de disciplina, e da incapacidade de dizer “não” para si próprio.

Não existe isto de “eu não me controlo”, “é mais forte do que eu”. Estes são discursos fofinhos, socialmente aceitos pela difusão de propagandas/novelas fofinhas, que retratam o comportamento do consumo compulsivo feminino, como algo fofinho e legítimo. #sóquenão

A mulher quando compra, salvas exceções, goza de pleno juízo e sabe exatamente o que está fazendo. Desculpe-me a franqueza e até mesmo a dureza… mas chegar numa roda e se gabar por ter comprado sem poder comprar, por ter dividido de 15x no cartão, e ainda dizer a máxima de que foi “uma pechincha” e um super negócio …. gente, desculpa, mas isto não é bonito e nem motivo de orgulho.

Se você deseja ter um relacionamento diferente com o dinheiro, reprove estes comportamentos e esteja atenta ao segundo princípio que é: não pense, faça. 

Você pode encontrar mil motivos para comprar algo, e pode se convencer de todos eles. Mas se você simplesmente sai de casa com a postura de não comprar nada, você nem se atreve a pensar nestes motivos (por mais plausíveis que possam ser) para comprar determinado produto – que pode ser um par de sapatos da Schutz, um lápis, ou um sorvete.

Seria como assumir a forma de um robô que só sabe fazer aquilo que foi programado pra fazer. Saia de casa programada para não comprar, e volte sem as famosas sacolinhas, caixinhas e bolsinhas.

O terceiro princípio é se convencer pela simplicidade dos comportamentos. Não tem dinheiro, não compre. Ponto. Se tem dinheiro, mas não precisa comprar, não compre. Ponto. Se tem dinheiro e precisa comprar, compre o mais barato (sempre que possível). Se tem dinheiro, precisa comprar e vai comprar o mais barato, pague à vista.

E sempre que possível, evite o ato de comprar e de consumir… E ensine isto aos seus filhos: que sair de casa não significa ter que comprar alguma coisa. E incorpore este princípio como um estilo de vida, como uma convicção, uma certeza de que você já tem muito mais do que realmente precisa, e que passar dias, semanas e meses sem comprar é extremamente possível, natural e normal.

Na maioria dos casos, comprar é hábito/mania e não necessidade. Às vezes, a pessoa recebe um aumento de salário, e antes mesmo de o dinheiro cair na conta, ela já fez compromisso com aquele aumento pelos próximos dois anos. Sendo assim, ela sempre tem uma conta/dívida para pagar, e segue com aquela sensação de o que dinheiro dela não dá pra nada, que ela ganha muito pouco, etc, etc…

Elimine os cartões de loja, elimine as prestações… Elimine a vergonha de usar roupas e sapatos repetidos, de dizer que não poderá ir àquele restaurante, que não poderá renovar o armário inteiro só porque a estação virou… Elimine estas amarras da mente, do ter, do parecer que tem, do status, do apreciar quem tem.

Olhe pra sua casa e comece a se perguntar: pra que 10 xampus diferentes no banheiro? Pra que 5 pentes para o cabelo, se no final das contas, você só usa um? Pra que tanto, se o que a gente precisa é tão pouco? Não podemos esperar algo acabar, ou estragar, avariar, para só então comprarmos outro?

Se quer experimentar, peça uma amostra grátis! Se não tiverem, não se dê ao luxo de comprar só para experimentar… seu dinheiro não é capim. Seu dinheiro é muito suado pra ir embora em coisinhas, em fofurinhas e caprichos! Reserve seu dinheiro para os hobbies, para as viagens, para os sonhos, e não para a escravidão.

Busque o contentamento e se liberte da necessidade de mostrar para os outros que você também tem, ou que também pode ter. Não alimente este monstro devorador que deseja te escravizar, e te ver trabalhando para pagar contas e dívidas, acumulando coisas de que não precisa, se recompensando com o ato de comprar e de consumir…

Seja simples, minimalista… seja livre.

Emagrecer: uma breve reflexão e algumas dicas práticas!

Embora emagrecer não seja exatamente um assunto de destaque na minha atual agenda feminina (pura genética, tá), sinto uma certa obrigação de reservar espaço e importância a esta temática que aflige pelo menos metade da população brasileira, entre crianças e adultos.

Perder peso é um grande desafio, e seu processo deve envolver diferentes variáveis e fatores a serem considerados de maneira sistêmica e integrada, e não isoladamente como proposto por muitas alternativas milagrosas de resultados rápidos e não-sustentáveis.

Diversos estudos a este respeito já foram publicados nos últimos anos, e diversos outros ainda se encontram em andamento para derrubar ou endossar as velhas teorias, e se aproximar cada vez mais da verdade.

Sendo assim, a primeira e mais importante dica para quem deseja emagrecer é procurar ajuda profissional (médicos, nutricionistas e educadores físicos para um tratamento holístico e eficaz) capaz de: 1) diagnosticar a causa e raíz do seu sobrepeso, 2) desenhar um programa de emagrecimento multidisciplinar específico para você e para as suas atuais condições de saúde.

Não se aventure nas receitinhas caseiras, e nem espere tudo dar errado para só então visitar um consultório médico. Lembre-se: Saúde não é brinquedo.

Se você já começa fazendo o que é certo e garantido, maiores serão as chances de você tratar o seu sobrepeso de maneira objetiva e pontual, ao invés de ficar dando voltas nas “dicas de amiga” e receitinhas da internet que queimam seu tempo, seu dinheiro, sua disposição… só não queimam o tecido adiposo que você precisa perder.

Por isso, a segunda dica é se apegar aos fundamentos básicos da alimentação saudável e balanceada, buscando corrigir os desvios dos seus atuais hábitos e vícios alimentares, antes de sair gastando suas economias em cápsulas e shakes emagrecedores.

Dentre vários outros, alguns destes fundamentos são:

1) Diminuir a ingestão calórica/Gastar mais calorias do que se consome. Para isso, não é necessária nenhuma medida drástica ou atroz demais: comece cortando 100 calorias da sua dieta diária, por exemplo, e conjugue este esforço com a prática de exercícios aeróbios que aumentam o gasto energético e auxiliam na queima da gordura corporal.

2) Comer várias vezes ao dia e tirar o organismo da preguiça. Ninguém emagrece deixando de comer. Tudo depende da quantidade a ser ingerida e, principalmente, do alimento a ser ingerido. Uma porção de frutas é bem diferente de uma porção de Doritos.

3) Não banir os carboidratos de maneira indistinta e deliberada. O organismo precisa de uma certa quantidade diária de todos os nutrientes, sem exceção. Principalmente os carboidratos cuja ausência promove a perda de massa magra e não de gordura, como muitas pessoas acreditam. Escolha sempre os carboidratos complexos (de lenta absorção), no lugar dos carboidratos simples como farinha branca e açúcares.

4) Ingerir alimentos que prolongam a sensação de saciedade como é o caso dos alimentos ricos em fibras, que mesmo parecendo calóricos demais numa primeira impressão, acabam tendo efeito compensatório já que  “adiam/enganam” aquela fome voraz que nos leva a beliscar bobagens o dia inteiro. Ou seja, é só fazer as contas e tomar a decisão mais inteligente.

5) Beber água para melhorar a circulação, eliminar as toxinas, evitar o inchaço e retenção de líquidos. Além disso, estudos mostram que beber água antes das refeições auxilia no controle do apetite, fazendo com que você coma menos do que normalmente comeria em circunstâncias normais.

Seguindo estes princípios comprometidamente durante vários meses seguidos (tem que ter consistência), aliados à prática regular de exercícios físicos de alta intensidade que auxiliam na aceleração do metabolismo; com certeza resultados sustentáveis aparecerão sem a  necessidade de dietas radicais ou de procedimentos cirúrgicos/estéticos.

É óbvio que as inclinações genéticas individuais influenciam e muito no processo de emagrecimento da maioria das pessoas, e por isso nada pode ser generalizado ou resumido numa fórmula mágica que se aplique a todos. Entretanto, o que observo é um comportamento viciado de: “se for aos poucos, eu não quero. Prefiro não fazer nada, a ter que esperar meses para perder míseros 5kg”.

Olha… Não subestime o grande poder das pequenas medidas. Se desafie a fazer o básico, o mínimo, e mande embora os kilos a mais que você consentiu que seus maus hábitos te trouxessem. Na dúvida, só há uma maneira de saber: testando e comprovando você mesmo.

Meu desafio pra você hoje é: comece agora, marque o dia e horário, e daqui a um ano volte ao blog pra me contar. =)

Até lá!

PRINCÍPIOS E VALORES na prática: Série especial sobre casamento :)

Há algumas semanas venho recebendo mensagens de noivas que estão prestes a se casar, ou de jovens recém-casadas que embora já estejam bastante familiarizadas com os posts anteriores que escrevi sobre a vida a dois, manifestaram também o desejo de aprofundar um pouco mais neste assunto que, pra mim, nunca tem fim.rs

Por isso, amiga… senta… porque este post vai ser longo. Se preferir, leia em blocos/capítulos, um pouquinho todos os dias… Mas se estiver com tempo e motivada, prepare aquele chá, ou uma taça de vinho, e vem comigo =)

Esta série reflete a minha opinião sobre os assuntos relacionados ao casamento, e consiste em apenas mais um bate-papo, sem a pretensão de ser a dona da verdade. É como eu vivo e enxergo o casamento a partir da minha realidade e da observação dos fatos. Todas vocês tem o direito de expor comentários a favor ou contrários ao que for dito aqui =)

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CAPÍTULO I – Pensamentos soltos

Da gama de metáforas a que podemos comparar o casamento, eu escolho a aliança como um ponto de partida. No auge do namoro, observo que para muitos homens e mulheres, o sonho do casamento pode ser facilmente resumido ao dia da cerimônia, e a todos os seus respectivos rituais e primores.

O sonho do vestido, da decoração e da festa (que são legítimos, não estou criticando), mantem muitos casais distraídos e ocupados – e em muitos casos até endividados – com uma série de elementos perecíveis, que tem dia e hora marcada para acabar.

Em alguns casos (e reforço que não estou generalizando), esta mesma quantidade de tempo, energia e investimento não é dispensada aos mais preciosos e duradouros de todos os esforços: o aprendizado, diálogo e reflexão sobre o que o casamento e a vida a dois são na essência e na prática.

Dificilmente encontraremos casais debruçados sobre o computador buscando artigos e meditações relacionados ao casamento, com o mesmo desprendimento com que passam horas online escolhendo as flores para a decoração da igreja.

E esta não é uma crítica ou um ataque às pessoas, e sim a este sistema de “coisas” que tenta re-programar nossa mente de maneira sutil e subliminar, introduzindo novos valores e re-ordenando nossas prioridades. Quando nos damos conta, já estamos fazendo sem nem percebermos, porque material e humanamente, o sistema é maior e mais forte do que o indivíduo.

Nesta nova ordem de prioridades, o dinheiro é um fator determinante para os principais acontecimentos da vida, desde o momento do nascimento. Primeiro vem a festinha de um ano, depois a primeira bicicleta, depois a festa de 15 anos, depois a carteira de habilitação, depois a formatura da faculdade, depois o primeiro carro, depois o primeiro apartamento…

…e somente depois de realizadas todas estas etapas que necessariamente custam dinheiro, é que o casamento passa a ser considerado como mais um acontecimento que será cumprido mediante a disponibilidade de uma ouuuuutra quantia determinada de dinheiro.

Porque casar custa dinheiro.

Ou seja, a ocupação primária do indivíduo se concentra em angariar os recursos necessários para a realização do casamento, sem que antes e em primeiro lugar ele se ocupe com os pensamentos e reflexões que realmente impactam na vida a dois, e que dependem muito mais do amor e da sabedoria do homem e da mulher, do que propriamente do dinheiro disponível.

E hoje que sou casada, 80% das minhas opiniões sobre este assunto são com base na minha experiência, e 20% com base na observação do mundo ao meu redor. Porque já vivi de tudo um pouco, com dinheiro e sem dinheiro nenhum, com sabedoria e sem nenhuma sabedoria, com muito desprendimento e com egoísmo em dobro, com muita maturidade e sem maturidade nenhuma… E posso dizer que para o casamento ser feliz e de qualidade, ele não precisa ser perfeito, sem trombadas e desencontros.

Porque mesmo que os casais de namorados reflitam e dialoguem – antes do casamento – sobre a essência e a prática da vida a dois, algumas coisas só se podem aprender a partir da experiência, vivendo e convivendo, errando e pedindo perdão, corrigindo e buscando não repetir os mesmos erros a toda hora.

Desta maneira, o fator que passa a ser determinante para a qualidade e felicidade do casamento, não é o seu “grau” de perfeição, mas sim o verdadeiro, autêntico e genuíno desejo de acertar, de perdoar o erro do outro rapidamente e de não desistir jamais nem do seu cônjuge e nem do seu casamento.

E tudo isso somente é possível através do amor e graça de Jesus, nosso primeiro noivo e amor maior, que sustenta, anima e fortalece o casamento que pode estar em seu auge ou decadência.

Esta é a aliança a que me referi no início do capítulo: a aliança dos noivos com Jesus. Porque a aliança entre o casal exclusivamente pode ser de fácil ruptura e violação (ora, 50% dos casamentos do mundo inteiro terminam em divórcio)… mas a aliança com Jesus é firme e duradoura.

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CAPÍTULO II – De qual casamento estamos falando?

Muitos casais iniciam a vida a dois muito apaixonados e pouco alinhados. “Vamos apenas morar juntos, ou vamos perseguir o fortalecimento e consolidação da nossa aliança, como uma só carne? Seremos uma família (mesmo sem filhos), ou apenas duas pessoas que dividem as contas no final do mês? Como fica se um de nós adoecer? Como fica se um de nós perder o emprego?”

De qual casamento estamos falando? Porque duas pessoas que vivem por si e para si, perseguindo os seus próprios ideais e objetivos particulares, são qualquer coisa menos casadas. #solidãoacompanhada

É como se o indivíduo já entrasse no casamento com uma meta prioritária de preservar a sua personalidade e os seus ideias de solteiro. Ele entra armado, pronto para destruir qualquer coisa que represente uma ameça potencial ao seu “eu”. Este indivíduo (homem ou mulher), não faz concessões.

É o famoso: Eu sou assim, e não mudo nem por você, nem por ninguém. Meu sonho vem em primeiro lugar, e faço tudo para conquistá-lo. Eu não abro mão do meu jeito. Se quiser ficar comigo, é assim que vai ser. 
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(E eu mesma já falei muitas dessas frases em épocas de muita cegueira e orgulho, como quem se nega a ver ou admitir a feiura e sordidez por trás de seus atos. Tempos sombrios aqueles…)
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Mas fato é: se a principal motivação do casal é a “auto-preservação” e não a “auto-negação” em função do outro, só existe um capaz de moldar e ensinar, com mansidão e humildade… E este “um”, não é nem você e nem o seu cônjuge porque ninguém muda ninguém (assunto do próximo capítulo).
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Quem ensina é o Espírito Santo que nos convence da feiura e sordidez dos nossos atos, e que produz em nós o arrependimento, a mudança de mente, o fazer diferente de agora em diante.

Como é possível sermos convencidos de que algo é feio, quando todos ao nosso redor aplaudem nossas atitudes e dizem que são lindas? Como é possível desejar a auto-negação, quando o mundo inteiro me encoraja a “ser mais eu”? Como é possível que eu me convença de tudo isso, sem que ninguém tenha aberto a boca ou me dirigido a palavra?

Quem ensina é o Espírito Santo. Não existem “táticas infalíveis para prender a pessoa amada”, ou para “ser feliz no casamento”. O que deve existir é um coração humilhado, disposto a ser ensinado em t-o-d-a-s as áreas de sua vida, disposto a honrar uma aliança, e, sobretudo, disposto a viver um casamento segundo o coração de Deus, e não segundo os seus próprios pressupostos.

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CAPÍTULO III – Ninguém muda ninguém

Já percebeu como que em muitos casos, o casamento é o último recurso para se dar um jeito numa relação toda despedaçada e ferida? “Depois do casamento ele/ela vai mudar. Eu posso fazê-lo (la) mudar!”

É claro, e eu tenho plena certeza disso, que qualquer ser humano é passível de mudança e salvação – contanto que ele queira, busque e deseje ser diferente. Somente ele tem este poder: é o livre arbítrio concedido a todo mortal… o direito de fazer com sua própria vida o que der na telha, e o que bem entender.

E você pode até pensar lá no fundo do seu coração: Se ele/ela me ama, é claro que ele/ela vai mudar. Ele/ela sabe como isso me irrita, me entristece, me aborrece, me mata, etc…

Mas a verdade de tudo isso se resume em Romanos 7: 19 – Pois não faço o bem que eu quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço.

Porque nem você, nem seu cônjuge/namorado (a) consegue exercer controle sobre os seus próprios defeitos. Se fosse tão fácil assim abandonar um defeito, o mundo inteirinho seria uma beleza, um lugar de muita paz e harmonia.

Por isso, seja homem ou mulher, ninguém ganha o cônjuge com muita “falação” na cabeça. Observe que mudanças importantes e significativas acontecem nos relacionamentos através da oração e de atitudes novas, uma vez que a fé sem obras é morta.

É orar e agir conforme o teor da sua oração, confiar no poder de Deus e descansar. Ora, veja bem: se a pessoa é cega e não consegue enxergar o mal que se instala na casa e no relacionamento em razão dos seus atos e dos seus defeitos, posso concluir que no mínimo, esta é uma condição digna de compaixão. Até porque, e não nos esqueçamos, poderia ser eu no lugar dele (dela).

Poderia ser eu, completamente controlada e dominada por um mal além das minhas forças. Poderia ser eu a estar cega, perdida em orgulho, irremediável… E este exercício de empatia, de nos colocarmos no lugar do outro é que valida o amor e gera compaixão.

Porque amanhã ou depois, estando eu na mesma situação, gostaria que agissem comigo com o mesmo amor e compaixão que fui capaz de dispensar sobre o outro.

Agora: por que não aceitamos o defeito do outro, como se nós fôssemos perfeitos? De onde tiramos o direito de julgar o defeito do outro, como se o defeito do outro fosse maior e pior do que o nosso defeito?

Sabe, a gente precisa diminuir, abaixar um pouco a bola. Seja no casamento ou em qualquer outra relação, ninguém muda ninguém, a não ser o incondicional amor e graça de Jesus – Aquele que mesmo sendo perfeito, concede perdão e vida nova a qualquer imperfeito e cheio de falhas, que creia e aceite o Seu senhorio.

Oramos para que aquele coração esteja sensível ao tocar de Deus, e seguimos agindo com o exemplo de mudança que desejamos ver no outro, firmes e convictos. Mas se o outro não corresponde a esta expectativa de mudança, como podemos estar ao seu lado, se não temos paciência para acompanhar e esperar o tratamento de Deus na vida do nosso cônjuge/namorado (a)?

A gente tem pressa de viver, de conquistar os sonhos, de fazer e acontecer. Não estamos acostumados a parar tudo, a largar tudo por causa de alguém, de uma outra vida… E quando chegamos ao casamento, a maioria de nós se encontra no centro de um verdadeiro dilema, tentando decidir o que fazer com dois egos gigantes que não cabem na mesma relação. #primeiroeu

Tem que morrer e nascer de novo. Tem que deixar o ego lá atrás, na vida de solteiro… Mas isso não é um peso, nem uma terrível predestinação ao fracasso e infelicidade.

Isso é mais vida, mais leveza e menos jugo duro e pesado nas nossas costas. Falaremos mais sobre isso nos próximos capítulos…

Um beijo grande e até breve!! =**

Conversa totalmente aleatória, minha semana… e você, tudo bem? rs

Estou eu aqui, gripada, com garganta inflamada, voz de panicat, passando a pastilha de cloridrato de benzidamina e muito, mas muito papel higiênico… (Acho que o saldo já é de um rolo).

Daí, meu lindo e amado esposo me traz rosas e um singelo saquinho de M&M de amendoim, que logo atuam como coadjuvantes do tratamento “sintomático” da gripe (tá escrito desse jeitinho na bula.rs), ao lado do paracetamol e do cloridrato de benzidamina que jamais proporcionarão a melhora clínica e psicológica que só as rosas e os M&M’s de amendoim são capazes de proporcionar.

Os médicos deveriam prescrever “rosas de 6 em 6 horas, e 5 M&M’s de amendoim após cada refeição”. Pronto! Descoberta a cura da gripe!

Recebo então a visita sempre muito bem-vinda, divertida e agradável da minha irmã, que dirige mais de 10km pra vir aqui do lado da minha casa comprar um pincel, que segundo ela só poderia encontrar aqui e em nenhum outro lugar dessa cidade… Unhum, sei… Acho que ela queria mesmo era me ver, e inventou essa desculpa 😀 😀

Pois eu achei ótima essa desculpa, porque quando juntamos nós duas, não tem quem não estranhe nosso comportamento eufórico e até um pouco “acriançado” demais para a nossa idade (gente, já passamos dos 25, ora!!).

Inclusive, teve um dia em que ela veio à minha casa para cortar meus cabelos, e meu marido e minha cunhada (que também estavam presentes) não conseguiam entender do que tanto falávamos e ríamos. Foram 4 horas conversando e rindo, e 15 min. cortando os cabelos.

Pois nesta última visita, não foi diferente… Batemos perna pelo bairro, dando um bafo por esquina e em cada loja que entrávamos! As vendedoras caem na gargalhada e até falam: “nossa, vocês são ótimas!”

Tudo porque eu queria um brinco de R$ 2,00 semelhante a um anterior que eu havia comprado na semana passada com minha mãe nesta mesma loja, e que agora de repente já não estava mais no mesmo expositor onde eu encontrei esta pechincha inacreditável!

Pois eu estava determinada, e coloquei todo mundo da loja pra me ajudar a encontrar a fonte dos brincos de R$ 2,00! E dei as instruções “quem encontrar primeiro, grita – achei!”. Enfim. Acabei levando um de R$ 4,00, pelo empenho e atenção de toda a loja dispensados à minha pessoa, e à pessoa da minha irmã.

(Sobretudo num momento específico em que eu tentava descrever o tal brinco que queria… “Meninas, ele é meio grego… meio medieval…” Nota 10 para o meu senso de humor, e zero para minha capacidade de análise  e observação histórica. Grécia e Idade Média?? What??)

É até engraçado, porque sempre que tenho estes encontros com as mulheres que fazem parte da minha vida (irmã, mãe, cunhadas, amigas, primas, vocês 🙂 parece que voltamos aos tempos de escola, naqueles dias em que o horário começava com uma aula de Ed. Física – recheada de muita risaiada e descontração – e de repente seguia com as demais disciplinas que demandavam silêncio, raciocínio e reflexão. #rimou

Não sei exatamente como, mas me lembro de conversas que começaram com temas do tipo “a partir de que idade o bumbum começa a cair”, ou “qual o melhor pincel para marcar o côncavo”, e terminaram com reflexões profundas a respeito do mundo contemporâneo, o amor de Jesus e o papel da mulher no casamento e na sociedade.

Seria praticamente uma versão atualizada daqueles banquetes que os filósofos promoviam para discursarem – um de cada vez – sobre temáticas específicas; porém com pequenas adaptações: nossa versão é bem mais legal e interativa, principalmente porque a gente fala de tudo um pouco, e todas de uma vez, a uma só voz, sem qualquer ordem! kkkkkkkkkk

Acho que talvez seja este o motivo de eu nunca ter sido muito apreciadora de boates e casas noturnas… são lugares onde as pessoas não vão pra conversar.rsss

E embora eu goste muito de dançar (ritmos e letras decentes), eu simplesmente não consigo dançar por horas ininterruptas e adentrar a madrugada na pista… Ao passo que se for pra bater um papo gostoso e dar boas risadas,tô dentríssimo!

Sei lá… é que quando analiso os momentos de felicidade genuína da vida de uma pessoa – aqueles momentos em que nos sentimos felizes de graça, sem que nada de excepcional ou extraordinário esteja  acontecendo – observo que sempre tem uma boa conversa ou um papo legal envolvidos nesta cena de felicidade.

Porque a conversa edifica a quem fala, e a quem ouve, independente do assunto. Não pelas palavras ou argumentos em si, mas pelo gesto de desprendimento de dar e receber uma atenção, um afago…

E ainda bem que minha dermatologista já até me passou um anti-idade para a região dos lábios, porque ela mais do que ninguém já sabe o tanto que gosto de conversar… 😀

Não sei como terminar este post… Porque eu ainda tenho muito assunto, e poderia continuar falando por parágrafos e mais parágrafos! kkkkkkkk

Bom… Eu vou, mas eu volto…!! Até breve, amigas!! =***