Bem aventurado o homem que passando pelo vale árido, faz dele um manancial!

Escrevi este devocional há uns meses no meu caderninho e quis compartilhar com vocês hoje 🙂

Salmos 84:6 : “Bem aventurado o homem que passando pelo vale árido, faz dele um manancial.”

Existe alegria no deserto? É possível estar feliz e ser frutífero ao longo do vale árido, onde não há recursos e nem abundância de bênçãos?

Fazer de um deserto um manancial, ou seja, transformá-lo em algo improvável e OPOSTO à sua realidade, é um grande desafio e requer um milagre, um feito sobrenatural.

Este manancial representa, pra mim, a abundância do Espírito e da presença de Deus. Não representa ou se refere a bênçãos materiais, e sim às espirituais que são ainda mais difíceis de se desenvolverem nos anos de sequidão.

O verso diz “passando” pelo vale árido. O deserto é apenas um lugar por onde passamos quando estamos em trânsito para um outro lugar.

Não é ele um destino em si próprio.

Ninguém sai de viagem para ir habitar ou morar no deserto. Porque os desertos são, por definição, lugares inóspitos e inapropriados para a proliferação de vida.

Mas quando passamos por ele a partir de uma permissão de Deus, recebemos graça e poder para subjugá-lo, antes que sejamos subjugados pelo deserto e sua inospitalidade. Quando é por permissão de Deus, a passagem pelo deserto é sempre supervisionada pra que não sejamos mortos por ele.

Porque o Senhor não nos faz passar pelo deserto com a intenção de nos entregar à mercê da aridez e da ausência de recursos característicos do lugar.

O deserto de Deus é mágico.

Sem a supervisão dEle, somos mortos. Com a supervisão dEle, há sinais de prodígio, há livramentos, gratidão e frutos do Espírito.

Transcrevi este devocional do jeitinho que está aqui no meu caderno para transmitir a mensagem, tal qual ela me veio naquela hora.

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O tempo precisa passar pra você…

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Em novembro deste ano, mais precisamente no dia 22, meu marido e eu completaremos cinco anos de casados! “Não foram cinco horas, nem cinco dias, nem cinco meses!” (escrevi entre aspas porque tomei estas palavras emprestadas da minha avó!!)

Foram cinco anos, e cinco anos é muito tempo. Muito tempo pra quem cursa uma graduação de Direito, por exemplo, ou pra quem aguarda o desfecho de um caso complicado que se arrasta nas instâncias da justiça, ou, mais duro ainda, pra quem espera com dor e sofrimento por um procedimento cirúrgico na fila do SUS.

Mas pra mim, e eu sei que o que vou dizer é bem previsível e clichê, cinco anos passaram voando!  

Prova disso são os eletrodomésticos da casa que começaram a estragar todos de uma só vez e ao mesmo tempo (#obsolescênciaprogramada), realçando a maior e mais implacável consequência da ação do tempo sobre as coisas: a deterioração.

Às vezes a gente só percebe que o tempo passou através da observação de uma evidência física de que ele passou, e não exatamente através da sensação de sentir o tempo passar.

E a deterioração, sendo uma dessas evidências físicas que nos permite constatar a ação do tempo, pode estar manifesta nas coisas – que por definição tem dia e hora pra acabarem – ou, mais distintamente, nas pessoas e nas relações estabelecidas entre elas.

A diferença, entretanto, é que sobre as coisas, o tempo pode ser pouco manobrado. Ora, é basicamente improvável que alguém possa impedir ou interferir de alguma forma na degradação espontânea de qualquer tipo de matéria.

Já sobre as pessoas e sobre as relações humanas, ou seja, sobre tudo o que tem o sopro de Deus, o tempo pode ser subjugado de uma maneira tão formidável, que a evidência de sua ação deixa de ser a deterioração, e passa a ser o contentamento.

Quando uma pessoa finalmente se contenta com sua vida de uma maneira geral, é sinal de que, pra ela, o tempo passou. E veja bem: “se contentar” não é o mesmo que se acomodar ou se entregar à mercê da sorte como muitos pensam ser. (e por isso acabam empregando a palavra de um jeito completamente equivocado.)

Contentar-se com a vida é estar contente com a vida. Contentamento tem a ver com prazer e satisfação. Tem a ver com estar satisfeito com o que se é, e com o que se tem ali naquele momento, independente de como foi no passado, ou de como desconfiamos que vá ser no futuro.

E justo quando atingimos este estado de espírito e mente, conseguimos então encontrar a motivação – e  não a ansiedade – para melhorarmos naquilo que precisamos, e também para celebrarmos a vida e as relações que ela estabelece.

Inclusive, pra nós mulheres, o contentamento é o ponto de equilíbrio perfeito pra que possamos celebrar tudo aquilo que, por influência e consumo de uma mídia destrutiva, não conseguimos celebrar: nossa imagem e nossas relações afetivas.

Porque parece que existe uma força conspiratória que rouba nossa capacidade de enxergar o que a gente e os outros tem de bom, sabe? A gente só quer saber de gongar o namorado, o marido, as amigas, o chefe, os colegas de trabalho… e, claro, nós mesmas.

Uai, quem não sabe apreciar os outros, dificilmente consegue apreciar a si mesmo, ou vice-versa.

Sei lá… meu receio é que pra muita gente e pra muitas relações, o tempo pode estar passando e deixando como evidência de sua ação a deterioração e não o contentamento.

E estar contente é tão melhor do que estar deteriorado… Exaltar é tão melhor do que desmerecer. Ter prazer e satisfação é tão melhor do que só reclamar dos outros e da vida…

É tão melhor que até vale a pena se esforçar um pouquinho mais do que a média, pra que em troca do nosso esforço, talvez o tempo se agrade de ser um tanto mais gentil e benevolente para com nossas vidas… Preservando assim nossa beleza, juventude, energia e disposição, que além de muito essenciais, são os elementos que nos mantem produtivos e não nos deixam morrer.

Deixe o tempo passar, mas escolha você a evidência de sua ação.

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Guest Post que escrevi a convite da Badulakit, no blog da marca http://badulakit.wordpress.com/ em 28 de Maio 🙂

Mas se eu não tenho testemunho, o que tenho a oferecer?

Atualmente, eu me encontro numa fase “mental” muito engraçada, que funciona mais ou menos assim: todas as experiências que vivo no meu dia-a-dia – das mais simples às mais inusitadas –  eu acabo transformando num cenário fantasioso, em que  estamos eu e uma criança conversando e interpretando os detalhes das tais experiências em questão . (podem rir.rssss)

Acredito que com a gravidez quase que simultânea da minha irmã e da irmã do meu marido (ou seja, minha irmã também!!), estes assuntos relacionados a filhos e maternidade acabaram habitando meus pensamentos de uma maneira muito categórica e até um pouco cômica e divertida, já que às vezes minha imaginação beira o ridículo 😀 #FantásticoMundoDeBob

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Se estou em casa e preparo uma refeição bem gostosa e nutritiva, não precisa muito tempo pra eu logo começar a imaginar meus sobrinhos (e eventualmente meus próprios filhos), ali à mesa, felizes, se deliciando com o banquete e dizendo: Que delícia, tia! Quero mais! ou “Que delícia, mãe! Quero mais!” Me dá uma sensação linda, só de pensar!

Mas ao mesmo tempo, neste cenário fantasioso que vivo criando, também existem crianças que não querem comer. Que vão chorar e espernear a cada refeição, testando meus limites e minha paciência. Daí minha cena congela, e congelada ela fica até que eu crie uma postura e um discurso plausíveis pra essa tia/mãe, que poderá adotar:

1) a linha da correção e disciplina sem muito mimimimi (que pode ser bastante eficaz de imediato, porém pouco sustentável a longo prazo); 2) a linha da educação e instrução que naturalmente demanda mais tempo, paciência e energia, mas que produz frutos muito mais estáveis e duradouros, a  saber:  “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Provérbios 22-6

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Entretanto, para adotar a linha de número 2, da educação e instrução, essa tia/mãe não pode se ater a simplesmente jogar palavras ao vento, ou a repetir uns dez jargões infantis, na esperança de que, em se tratando de uma criança, isso apenas baste.

Para ser claro e plausível, tem que ser de verdade. Porque nada convence mais do que a verdade e o testemunho…

Se no meu prato eu tenho verduras, legumes e toda uma variedade de nutrientes; e se eu me alimento assim todos os dias na presença dessas crianças (sejam meus filhos ou meus sobrinhos), eu então não terei muita dificuldade em elaborar minha postura e discurso diante de qualquer impasse relacionado à alimentação daquela casa.

Mas se meu prato está cheio de bobagens, e eu então tento criar um discurso mentiroso baseado em preceitos que li num livro, e não na verdade do que vivo de fato em meu dia-a-dia; logo, não passarei de mais uma hipócrita na sociedade, que quer ensinar pra todo mundo aquilo que não sabe nem pra si mesma.

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Não se trata de uma reflexão sobre a maneira correta de se criar filhos (até por que nem mãe eu sou, e seria muita pretensão da minha parte querer ensinar qualquer coisa neste sentido). Trata-se de uma reflexão de postura pessoal e estilo de vida.

Essas crianças que vejo em minhas encenações fantasiosas, podem representar almas carentes e perdidas que tem fome e sede, mas rejeitam o bom alimento por hábito, esporte ou por simplesmente não saberem avaliar o que de fato é bom para suas vidas.

E quando elas se achegam, nós, que às vezes temos muito ansiedade e até boas intenções em querer sair fazendo tudo por todo mundo, não temos o mais importante a oferecer que é o testemunho e o brilho de Jesus em nós, que produzem o discurso e atitude coerentes.

A gente acaba adotando a linha 1 com nossos irmãos, da correção e disciplina, porque às vezes não temos testemunho e obras suficientes para adotarmos a linha 2, da educação e instrução…

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Para a multidão, Jesus (nosso Senhor e Rei que vive eternamente!), reservou as parábolas e muitos milagres. Mas para seus 12 discípulos, Ele reservou sua vida, sua intimidade, e a verdade do que Ele pregava. Porque os discípulos andavam e viviam com Jesus, e conheciam de perto Seus hábitos, Seus comportamentos, Suas decisões… Puderam constatar com os próprios olhos que aquela vida não era um teatro ensaiado, e que, pra quem quisesse, bastava tão somente ver e copiar.

É tão simples que chega a beirar a loucura, eu sei! Mas eu quero ser assim, simples como Jesus, sabe… Quero buscá-Lo e endossá-Lo cada vez mais como o Senhor da minha vida, pra que agindo Ele em mim, eu possa então agir conforme Sua vontade na vida dos outros. Porque pra ser de verdade tem que ser assim!

Pra ser de verdade, tem que ser na dependência e direção do Espírito, sem discurso ensaiado, sem inventar muita moda 😉

 

Quer ter sucesso? Pergunte-me como! (#sóquenão)

Ainda que de maneira inconsciente, a maioria das pessoas costumam direcionar suas vidas segundo o ritmo e os paradigmas mais previsíveis da sociedade: crescer, estudar, passar no vestibular, ter o diploma de curso superior, namorar, casar (e casar “bem”), comprar casa, carro, ter filhos, comprar uma casa maior, trocar o carro por um carro melhor, conquistar o primeiro milhão… e, claro, ensinar os filhos pra que também cresçam, estudem, passem no vestibular, etc, etc, etc, etc…

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E a gente até poderia dizer que este modelo é pura e exclusivamente ocidental, quando na verdade, todos os gêneros de sociedades do mundo inteiro imprimem seus próprios modelos de sucesso, a partir de suas histórias e representações simbólicas. Ou seja: mesmo que possa assumir formas específicas de acordo com os traços sócio-culturais de uma época e de um povo, o sucesso é um valor universal.

A ele se resume a existência humana, e a falta dele implica em seu antônimo e arquirrival: o fracasso.

Porque ninguém quer fracassar. E a idéia do fracasso é tão assustadora, que muitos chegam a desejar (e a consumar) sua própria morte para se livrarem dessa experiência tão terrível.

Seria como dizer que, ao invés de o homem ser corpo, alma e espírito, ele agora se define por corpo, alma, espírito e sucesso. De modo que, quando qualquer uma dessas variáveis se dissipa, a existência do homem chega ao fim.

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É triste dizer, mas através da disseminação do evangelho humanista, o sucesso foi torpemente incorporado à lista de princípios cristãos: que são aqueles princípios eternos que devemos perseguir, aperfeiçoar, praticar e desenvolver para termos comunhão plena com Jesus em Seu Reino, e para cumprirmos a Sua boa e agradável vontade hoje e na eternidade.

– E por que o sucesso passou a fazer parte dos princípios cristãos?

Porque a ele estão atreladas as principais noções de felicidade. E como todos (inclusive muitos cristãos) concordam que “o-que-importa-na-vida-é-ser-feliz”, de repente o princípio de sucesso passou a ser tão legítimo quanto o princípio de felicidade.

E tem coisa mais “divina” do que a felicidade? Logo, tem coisa mais divina do que o sucesso? Logo, tem coisa mais divina do que viver pra trocar de carro todo ano? Logo, tem coisa mais divina do que viver pra “juntar” o primeiro milhão antes dos 30? Logo, tem coisa mais divina…

Gente, isso é silogismo falso. Esta história de “Deus-te-criou-pra-ter-sucesso” é muito distorcida, e potencialmente enganosa, fora de contexto. Porque o projeto original de Deus para o homem sempre esteve alicerçado na simplicidade e suficiência do Seu amor e da Sua vontade.

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Nós fomos originalmente criados para sermos amigos de Deus, segundo o Seu coração. E podemos até experimentar o “sucesso” como consequência inevitável de quem se dedica a fazer tudo no melhor padrão de excelência e diferencial para agradar ao coração de Seu criador… mas não como um direito a ser reivindicado. 

O sucesso não é direito nosso. O que também não significa dizer que estamos fadados ao fracasso, à inferioridade e à marginalização. Até por que, as coisas de Deus são sempre maiores e superiores à qualquer outra coisa.

Somos capacitados, motivados, excelentes e realizadores de grandes feitos, não para atingirmos um status de sucesso, ou um nível de aprovação e reconhecimento do mundo. Sobretudo porque o sucesso e o reconhecimento do mundo inteiro é muito pouco. É NADA comparado com a eternidade.

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Não buscamos o sucesso porque ele simplesmente não serve como alvo.

O alvo tem que ser eterno… e o sucesso na eternidade tem o mesmo valor de uma nota de 50 cruzeiros: nenhum.

Jesus é o centro. E seu mandamento pra nós não foi: “busque a felicidade” ou “busque o sucesso”. Seu mandamento pra nós foi: “busque em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e  todo o resto te será acrescentado”.

E nossa felicidade é esta e não tem outra: que temos quem nos ama incondicionalmente, que supre todas as nossas necessidades (inclusive as materiais), que conhece e direciona nossos sonhos para um nível muito maior e melhor, que nos ensina, nos molda, nos capacita para vencermos os inimigos, e, principalmente, nos escolhe para passarmos a eternidade ao Seu lado.

Diante disso, quem precisa de sucesso? 🙂

A moedinha de 1 centavo… qual é a sua?

De todas as atividades e obrigações associadas à vida prática, ter que ir ao banco para resolver seja lá o que for, ainda é pra mim a maior e mais traumática de todas elas, sem dúvida.

Tudo relacionado a banco me irrita: a senha, a espera, a burocracia, o “vai pra lá, vem pra cá”, as informações erradas, a cara emburrada dos atendentes e, lógico, aquela porta giratória com detector de metais, logo na entrada, que não poderia ter outra finalidade se não  aborrecer bastante o cliente e, de vez em quando, impedir que algum bandido entre armado na agência.

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E estas experiências envolvendo instituições financeiras e seus procedimentos são tão marcantes e memoráveis pra mim, que Deus não poderia ter encontrado um cenário melhor do que uma porta-giratória-com-detector-de-metais, pra falar comigo de uma forma bem direta e pessoal, e ao mesmo tempo super didática e amorosa.

Porque um dos caminhos que Ele usa pra falar com a gente, é justamente tomar uma situação corriqueira, e a partir dela, nos dar visão acerca das coisas espirituais que mesmo não se podendo enxergar com os olhos, estão acontecendo o tempo inteiro, e influenciando ativamente o curso das nossas vidas.

A história é mais ou menos assim…

Existe você, e existe uma porta que dá acesso. Passar por esta porta implica na condição de deixar pra trás alguma ou várias coisas. Você abre a bolsa, e retira as coisas mais óbvias e de maior volume como um guarda-chuva, uma carteira com dinheiro, um telefone celular ou um molho de chaves.

Mas na tentativa de passar, a porta trava a primeira vez.

Você então volta toda a sua atenção à bolsa, e motivada pela frustração ou pelo constrangimento de não ter conseguido entrar como todo mundo entrou, você revira seus objetos de um lado ao outro, quase que  buscando provar sua inocência, dizendo em voz alta: Mas eu já retirei tudo o que era de metal! Não resta mais nada a ser retirado! 

Daí numa nova tentativa, você retira da bolsa um objeto nada a ver, que nem é feito de metal, só mesmo pra ter como justificar aquela nova tentativa de acesso.

Mas é claro, e no fundo você já sabia, que a porta travaria pela segunda vez.

O desespero agora é gigante. A ponto inclusive de você querer expor o interior da sua bolsa a todos os presentes, buscando mais uma vez provar sua inocência, mais uma vez tentando convencer os outros e a você mesma, que nada há ali que possa comprometer o seu direito de acessar aquela porta.

Mas a bolsa é sua, e só você tem a permissão e a liberdade de investigá-la cuidadosamente e saber o que de fato se esconde nela, e o que de fato tem feito aquela porta travar.

É quando você pára, se assenta num cantinho mais privado, e ao dar uma boa olhada, você finalmente consegue encontrar uma tímida moedinha de 1 centavo.

Ela pode ter caído ali há tanto tempo, num momento de tamanha distração e até indiferença (afinal, é só uma moedinha de 1 centavo – !!! – ) que você sequer consegue se lembrar como ela foi parar no fundo da sua bolsa.

E pior ainda é saber que foi por causa dela, que seu acesso à porta foi negado tantas vezes. O menor de todos os objetos, o mais insignificante e o mais oculto, foi quem te trouxe grande frustração, constrangimento e desperdício de energia e tempo, impossíveis de se recuperar.

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A moedinha de 1 centavo é tudo aquilo que nos atrapalha, nos atrasa, nos envergonha e nos frustra na tentativa de termos acesso a um relacionamento pleno com Deus.

É sempre uma coisa pequena, oculta, escondida, que de maneira inconsciente, a gente se recusa a entregar e renunciar, em troca da possibilidade de se transitar livremente pelo Reino de Deus.

Pode ser uma pequena mágoa, um medinho bobo, uma insegurança pessoal, um comportamento, uma escolha do passado, um sonho de infância… qualquer coisa que se interpõe e impede o completo senhorio, cuidado e amor de Jesus sobre você.

São aquelas áreas sensíveis e delicadas das nossas vidas, que por receio ou orgulho, a gente prefere largar no fundo da bolsa, mesmo que em último análise, isso implique em dar com a cara na porta travada milhares de vezes.

E de tudo isso, o que fica é a certeza de que não importa o tamanho do objeto: se você não deixá-lo do lado de fora, a porta não vai abrir e ponto.

Por isso, este é o momento de a gente parar com aquele show de ficar escancarando nossas bolsas para os outros, buscando a aprovação alheia, quando na verdade, o que precisamos é daquele cantinho privado, onde dá pra examinar bem cuidadosamente onde está aquela moedinha de 1 centavo, que durante todo este tempo, tem nos separado daquela vida nova que Jesus deseja tanto nos dar.

Porque entregar tudo na porta de entrada, é receber em dobro e muito mais quando já se está do lado de dentro… das mãos do próprio Rei, que é bom, justo, fiel e muito, mas muito generoso.

Erros de gravação e retrospectiva – as melhores dicas que pintaram por aqui EM 2012!

Espero que este vídeo chegue em boa hora =)

Um beijo grande e divirtam-se!!

Um #prontofalei especial de Natal :D

Todo ano, em meados de Novembro, eu sempre recebo uma encomenda *literária* da minha mãe (super previsível.rss) que consiste em mais ou menos isso: 1) eu escrever uma mensagem linda e emocionante de Natal pra ela exibir num banner gigante no restaurante dela, 2) eu escrever uma mensagem linda e emocionante (obrigatoriamente DIFERENTE da primeira que escrevi para o restaurante), pra ela colocar nos cartões que vão seguir com os presentes que ela compra pra toda a família e amigos, 3) eu preparar um DISCURSO pra falar na noite de Natal que seja obrigatoriamente diferente da mensagem do banner e da mensagem dos cartões…

Quer dizer: hoje que sou adulta, eu posso gentilmente me recusar a fazer pelo menos o tal do discurso, mas quando eu era criança…………..  Ela me *ensaiava* pra ser oradora da turma, me mandava decorar poesia pra recitar pra professora no Dia dos Professores, NA FRENTE de toda a classe (com gestos e entonação de voz!!!) e por aí vocês já podem imaginar o tanto que sofri bullying na infância.rsss

Tipo isso!! kkkkkkkk

Tipo isso!! kkkkkkkk

Quando cheguei à faculdade, resolvi que queria me libertar disso e por um instante pensei em não participar de absolutamente nada que implicasse em eu ter que subir num palco e falar qualquer coisa, fosse na colação de grau ou na missa dos formandos. Mas aí na minha mente eu já imaginei o tanto que minha mãe ia ficar desgostosa da vida, e acabei escrevendo a mensagem aos pais… subi lá no púlpito da igreja e li no dia da missa 😀 Ela ficou bem feliz 😀 #donaflorinda

Estou contando isso primeiro porque é muito engraçado, lógico, e segundo porque quero falar pra vocês o que sinto vontade de escrever nestas encomendas literárias de Natal.rsss

Acredito que num destes posts passados, eu já devo ter dito que escrever bem demanda um pouco de dom, mas também demanda um pouco de técnica, que é mais do que fundamental… Eu sinceramente não vejo, principalmente hoje em dia, que organizar palavras bonitas numa sentença, possa ser considerado um prodígio ou algo magnífico.

Não porque atualmente o ato de escrever ou de se comunicar tenha se tornado mais árduo, raro ou difícil. Sinto que é  porque os interlocutores estão cada vez menos exigentes e mais iludidos, e preferem sempre as palavras bonitas organizadas numa sentença, às palavras verdadeiras que precisam ser ditas em qualquer tempo, inclusive no Natal.

Observe bem o cenário que  o evangelho nos mostra… Jesus se dirigindo a uma multidão de perder de vista (homens, mulheres, velhos, crianças, ricos e pobres – audiência nada homogênea) que se prendia ao que muitos gostam de chamar de *carisma*, mas que na verdade se chama autoridade. (As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade – Lc 4:32)

Jesus não operava por meio de carisma, ou técnicas de oratória, ou palavras *semanticamente* bem colocadas. A autoridade com que Ele falava vinha primeiramente do Espírito de Deus que estava sobre Ele, e pela verdade e aplicabilidade do seu ensinamento.

Fossem palavras doces ou duras, Jesus falava pela direção do Espírito, que endossava o seu discurso e testificava a veracidade de tudo o quanto Ele falava ou fazia. E isto sim é dom… algo dado por Deus de forma gratuita, que não se prende ou se limita a uma técnica ou ao perfil de uma audiência.

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Por isso, falar pela direção do Espírito é sempre muito efetivo (porque as coisas de Deus não falham), mas muito pouco popular. Imaginem um cartão de Natal com as seguintes palavras:

“Querido Fulano,

Neste Natal, eu não desejo que todos os seus sonhos se realizem. Desejo que os sonhos de Deus se realizem em você… Desejo que muitas portas se abram pra você, mas que muitas outras portas se fechem também, porque nas duas situações, é a vontade de Deus que está prevalecendo. Te desejo um ano novo muito próspero, porque prosperidade significa *ausência de necessidade*. Por isso meu desejo é que você seja próspero: viva bem, com contentamento, sem que nada te falte. E que você viva o Natal não como a celebração do menino Jesus, mas como o nascimento dAquele que era a promessa da nossa Salvação… E ao se dar conta disso, te desejo também que você viva todos os dias do próximo ano em grande intimidade com quem só veio ao mundo por sua causa. Te  desejo a paz de Jesus, o amor de Jesus e o Reino de Jesus, que te chama e te convida todos os dias, e não tem absolutamente nada a ver com isso que a gente acha que é Natal. E aquele bordão de *desejo que você renasça com o menino Jesus*, vou colocar de uma maneira diferente: desejo que você se entregue a Jesus, morrendo para a sua velha vida, e renascendo para a vida que Ele tem pra você. Mas isso você pode fazer em qualquer dia do ano… desde que seja sincero, e não da boca pra fora, com inclinação de se voltar atrás na primeira oportunidade. No mais, saiba que Jesus te ama, não desiste de você, e bate à sua porta todos os dias. Se você ouvir, abra, e Ele ceará contigo.”

Certamente um cartão deste causaria muita estranheza. Porque o Natal, além de uma data comercial é sobretudo uma data de caráter motivacional… É nesta época do ano que a gente tende a acreditar que, pela força do pensamento e pelo muito querer, o ano seguinte será melhor. Ou seja: estamos falando de uma data voltada para o bem-estar-emocional-psicológico das pessoas, e não para a celebração do nascimento de Jesus. Mas disso todo mundo já sabe…

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Não estou dizendo que precisamos nos trancar num quarto ou nos isolarmos do mundo para fazermos valer o verdadeiro sentido do Natal… Muito antes pelo contrário: a comunhão com os irmãos e o *cear* juntos, tem tudo a ver com a vida de Jesus!

O que precisamos mesmo é entender nossa motivação ao fazermos tudo isso… Estamos na companhia dos irmãos, amando-os e presenteando-os para seguirmos um script combinado, ou para darmos o verdadeiro testemunho do amor e compaixão de Cristo?

O importante é sempre orarmos pra que Deus realmente nos mostre a sinceridade ou a falsidade que se encontra no nosso coração… Pra que antes de distribuirmos nossos votos de Natal aos outros, a gente receba primeiramente uma cura e uma restauração das nossas intenções. Porque assim nos realinhamos com Ele, e tudo o que dermos aos outros (no Natal ou em qualquer outra época do ano) será sem dúvida com verdade e genuinamente da parte de Deus.

É o que eu desejo pra você e pra mim =)