Etiqueta: visitas e anfitriões! Dilemas e algumas dicas básicas

Eu, graças a Deus e ao meu modesto círculo de convívio social, não tenho rigorosamente nada a reclamar das minhas experiências como anfitriã ou como convidada na casa de quem quer que seja. Toda vez que recebo ou sou recebida por amigos e familiares, tenho sempre aquela sensação prazerosa de que o tempo não passou, e acabo inclusive ficando meio triste e #xatiada quando dá a hora da despedida. 🙂

Entretanto (e infelizmente) calculando pelos e-mails que recebo, parece que muitas pessoas não podem dizer o mesmo de suas experiências. A propósito, já recebi relatos alarmantes de anfitriãs que pouco faltam entrar em pânico quando determinadas visitas chegam em suas casas… para passar alguns dias… que parecem uma eternidade.

Elas contam que são aquelas visitas pesadas, que atrapalham o andamento da casa, dão trabalho, não se dispõem a ajudar em nada e, além de tudo, são muito, mas muito difíceis de agradar. Em muitos casos (o que inclusive torna a situação ainda mais constrangedora e delicada) tratam-se de familiares muito próximos e queridos, que agem de forma descuidada e sem limites por mero excesso de intimidade ou por puro abuso mesmo.

Daí quando leio estes e-mails, fico pensando em como é muito mais fácil ser anfitriã de visitas legais, com papo legal, com atitude legal, com postura legal… tudo legal! E penso também em como o simples ato de ir à casa de alguém, coisa boba e elementar, se torna um problema grave que se não tratado adequadamente, pode chegar a destruir as relações entre as pessoas.

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Por isso hoje, quero usar da liberdade que recebi dessas moças que me escreveram, para trocar uma idéia com vocês a respeito do que pode ser feito em situações delicadas como estas. Não sou a dona da verdade, mas gostaria de dividir alguns pensamentos que tenho sobre o assunto…

Na minha opinião, tudo fica mais claro e até auto-explicativo quando entendemos que *etiqueta* é um conjunto de normas e princípios, que nos dão aquela referência de comportamentos *esperados* de nós nos mais diversos ambientes e situações sociais. Ou seja, etiqueta tem a ver com a expectativa das pessoas de determinado ambiente e situação social, em relação à minha postura e comportamento.

Exemplo: qual é a expectativa de comportamento num restaurante? Que os clientes se sentem à mesa, comam com talheres e paguem a conta antes de irem embora. Qualquer cliente que esteja comendo em pé, usando as mãos ao invés de talheres, e que vá embora sem pagar a conta, está agindo de forma contrária à expectativa.

Logo (pensando de forma simplista) para dominarmos a arte da etiqueta, é importante que conheçamos e nos aprofundemos neste universo das expectativas.

Se vou à casa de alguém seja para uma visita rápida ou para passar alguns dias na companhia do dono da casa, eu preciso então pensar na expectativa que existe ali em relação ao meu comportamento, e à maneira como devo me relacionar neste novo ambiente. Se sou um amigo muito íntimo, quais são as expectativas? Se sou um parente distante, quais são as expectativas? Se sou um familiar de convívio mais próximo, quais são as expectativas?

Coloque-se no seu lugar, e se faça esta pergunta sempre, e você nunca vai errar. E tenha sempre em mente que sendo a casa de quem for, a sua casa fica em outro endereço. E quando você for embora, deixe saudades e um gostinho de “quero mais”. Seja uma visita querida, que retribui o carinho e generosidade de seu anfitrião, servindo de acordo com suas habilidades e com a rotina da casa.

Não seja um hóspede que se comporta como se estivesse num hotel ou pensão. Não seja um peso.

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Quanto ao anfitrião que recebe alguém para uma visita rápida ou que, principalmente, recebe uma ou mais pessoas por períodos mais prolongados, aí vai uma dica: faça tudo pelas suas visitas! Agrade, paparique e mime muito! Mas faça tudo isso respeitando aquele limite em que você começa a deixar de aproveitar a companhia dos seus queridos para dar atenção às obrigações.

O melhor que você pode e deve oferecer às suas visitas é você mesmo e sua companhia! Se suas visitas são pessoas mais íntimas (familiares ou amigos), não há problema algum em “comunicar” as expectativas! Não se sinta constrangido e recrute ajuda quando precisar! Ou, se sua visita se oferecer a ajudar, aceite de bom grado!

Agora, se suas visitas são pessoas com quem você tem pouco convívio ou intimidade, minha sugestão é sempre recrutar uma ouuuuuutra pessoa, que não faça parte das visitas, pra te dar uma mãozinha! Convoque o filho mais velho, o marido/esposa, a irmã, uma amiga mais chegada, a cunhada… Alguém que fará parte da diversão, mas com um papel diferenciado, te auxiliando nas atividades de anfitriã!

Porque se você tem alguém pra te ajudar com as obrigações do dia-a-dia, seja da maneira que for, certamente você passará mais tempo de qualidade com suas visitas!

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É claro que, mesmo observando tudo isso que conversamos até agora, ainda assim existem situações em que todos os recursos se esgotam e não nos resta nada além do bom-senso: aquela última reflexão que a gente costuma fazer pra responder a vários dilemas de etiqueta e também às seguintes perguntas – 1) Vale a pena brigar por causa de uma visita que vai embora daqui a dois dias? 2) Vale a pena brigar por um episódio isolado que talvez nem venha a ocorrer mais? 3) Será que se eu confrontar minha visita eu vou resolver o problema ou criar um outro ainda maior? 

Infelizmente, algumas pessoas não sabem como se comportar por absoluta descortesia ou ignorância mesmo… às vezes nem é maldade. E é você, como anfitrião, que precisa decidir entre confrontar ou seguir amando sua visita com todos os defeitos que ela tem e com toda a raiva que ela te faz passar. (Fiquei com vontade de rir.rssss)

De todos os modos, acho importante dizer que se o anfitrião se sente desrespeitado ou invadido em sua própria casa, ele deve sim confrontar sua visita de modo a evitar que a cena se repita novamente. Nestes casos, sou mais a favor de um “climão” de momento, do que da postura de ficar guardando aquele ressentimento durante todo o período da visita.

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Enfim! Sei que muitas pessoas podem  dizer que “etiqueta” demais mata a espontaneidade da visita e só serve pra carregar a atmosfera com chatices e formalidades…  Mas eu discordo fortemente. Etiqueta, bons modos e maneiras ENFEITAM e aprimoram as relações (que já são naturalmente belas e tem bases profundas na sinceridade e no amor).

Pra mim, de nada vale quem se diz espontãneo, autêntico ou até mesmo irreverente, se o resultado do seu comportamento é aborrecimento, mágoa e tristeza…

Bom! Acho que é isso por hoje! Me contem nos comentários se vocês já passaram por situações parecidas e como procederam! Espero que tenham gostado e um grande beijo!! =***

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Alguns princípios básicos para resolver os conflitos das relações

Antes de virarem manchetes de jornais, acredito que muitos casos de violência começam como pequenos conflitos triviais: um troco errado que em poucos minutos evolui para um homicídio, uma fechada no trânsito que termina em espancamento, ou, quem sabe, duas colegas de classe que nunca se falaram, mas que por causa do afeto por um mesmo rapaz, viram notícia do Cidade Alerta depois de se enfrentarem na saída do colégio.

Não importa a idade, o cenário e muito menos ainda o motivo.

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Os conflitos se instalam, sobretudo pela convicção que todas as partes envolvidas carregam, de que seus direitos e interesses estão sob fatal ameaça… Importa o que eu quero, o que eu preciso e o que eu penso… porque se nada disso importasse, certamente não existiriam conflitos em nenhuma parte do mundo, certo?

Ora, se eu renuncio o que eu quero, o que eu preciso e o que eu penso; minha necessidade de prevalecer sobre os outros se desvanece, e antes mesmo que eu me indisponha com quem quer que seja, já estou convencido e inclinado a ceder.

E este, pra mim, é o primeiro princípio para se resolver um conflito: evitá-lo. [sempre que possível, porque alguns conflitos precisam ser vividos, porém de maneira supervisionada e consciente.]

A tática do *alguém tem que ceder* pode ser aplicada antes mesmo que o conflito se instale! Interprete os indícios com antecedência, e mude o curso da história enquanto há tempo: abaixe o tom de voz, sugira outro assunto, ou melhor ainda, ouça e tente compreender o interesse da outra (s) parte (s).

Antes mesmo de você pensar em si próprio e considerar suas próprias razões, é sempre bom (além de muito educado e cortês!!) ouvir com atenção e tolerância os interesses dos outros, em primeiro lugar, mesmo que estes *outros* não mereçam ou não venham a usar da mesma gentileza para com você posteriormente.

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Acredito que em todas as culturas – das mais primitivas às mais desenvolvidas – o ato de ouvir é sempre considerado mais sábio do que o ato de falar. E este é o segundo princípio a ser aplicado quando estamos diante de um conflito iminente ou já instalado: ouvir em silêncio.

Porque ao ouvir em silêncio, você não somente conquista o respeito dos outros, como também “se compra” um pouco de tempo para fazer uma ampla e estratégica leitura da situação. E é a partir desta leitura que você – e não o outro que está falando desenfreadamente motivado pelo desejo de prevalecer –  passa a assumir o controle do conflito.

É você quem irá determinar se o conflito pára ou continua. Se for parar por ali mesmo, não precisa de muita técnica… Mas se for continuar, é importante aplicar aqui o terceiro princípio: siga o conflito de maneira organizada e consciente.

Na minha opinião, a gente deve saber escolher nossas brigas. Alguns conflitos existem apenas para expor o lado negro das pessoas e destruir as relações pessoais. Outros, entretanto, podem produzir grande crescimento para todas as partes envolvidas, fortalecendo ainda mais os laços de amizade, comunhão e afeto. Naturalmente, estes são os conflitos que valem a pena. 🙂

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EM PRIMEIRO LUGAR, não importa quão certo e cheio de razão você acredite estar – jamais se sinta no lugar ou no direito de impor a sua verdade. Do contrário, o conflito deixa de ser produtivo e passa a ser um mero bate-boca que com certeza não vai chegar a lugar algum.

EM SEGUNDO LUGAR, não ridicularize ou menospreze a opinião ou postura dos outros. Encare o discurso das outras pessoas como uma oportunidade de conhecer e aprender um pouco mais sobre a mente humana… Lembre-se que ninguém ali te elegeu o mestre, ou o professor ou o dono-da-razão, pra que você se ache numa posição privilegiada de julgar e criticar os outros.

EM TERCEIRO LUGAR, quando a palavra estiver com você, tente fazer uma breve análise da postura e opinião de quem acabou de falar, destacando seus pontos positivos e negativos. Nunca destaque somente os pontos negativos pra que seu discurso não seja invalidado, por ser um discurso parcial e tendencioso. Mesmo que você esteja declaradamente fazendo oposição àquela pessoa, ainda assim existe muito espaço para ser verdadeiro e tolerante…

Exemplo: “Olha, fulano, vejo que sua preocupação com a situação tal é muito sincera e verdadeira, e eu admiro isso. Mas infelizmente, eu tenho uma postura diferente que eu gostaria que você ouvisse e considerasse, se possível.”

EM QUARTO LUGAR, ninguém poderá sair deste conflito desmoralizado ou ferido. Normalmente, como a maioria dos conflitos que vivemos envolvem amigos, colegas de trabalho, vizinhos e familiares, não podemos jamais conduzir um conflito pelo caminho da raiva e descontrole. Tratam-se de pessoas que amamos, com quem convivemos de perto e a quem não podemos desejar ou infligir mal algum!

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Porque inevitavelmente, a convivência levanta questões que podem em algum momento terminar em brigas e discussões… é natural e até esperado. Mas eu penso que uma relação não pode sucumbir a isso! E o caminho é sempre treinar a maneira como vamos conduzir o conflito pra que ele tome a direção dos bons frutos, e não a direção do ódio ou retaliação.

O final feliz e perfeito de um conflito não é ver que todos de repente passaram a ter a mesmíssima postura e opinião. É ver que ninguém virou a cara pra ninguém, mesmo depois de tantas diferenças expostas! Vão-se os conflitos, e ficam as pessoas, o carinho das relações, e sobretudo a consideração!

Pode até ser que algum dia, os personagens de um conflito cheguem a uma mesma conclusão e pensamento! E este será um grande dia para se comemorar e festejar! Mas enquanto este dia não chega, vamos parar com isso de ficar colocando o dedo na ferida sem necessidade, jogando indiretas e provocações que só geram ainda mais repulsa e oposição!

Porque às vezes os resultados demoram mais do que a gente está disposto a esperar, mas uma coisa é certa: a oração, o amor, e o testemunho de Jesus, vencem tudo 🙂

Na prática, devo falar tudo o que penso? Uma visão diferente a respeito da sinceridade.

Em julho do ano passado, quando minha irmã estava no auge dos preparativos para seu casamento, lembro-me bem do dia em que saímos batendo perna pela cidade a fora, resolvendo aquela típica agenda de noiva, que basicamente se resume a: vestido, decoração, lembrancinhas, vestido, vestido e vestido 😀

Daí quando justo paramos pra ela fazer a última e tão aguardada prova do vestido, logo que coloquei os pés na loja, notei a presença de uma cliente muito jovem e bonita, (aparentemente acompanhada da mãe e da irmã), que parecia estar em sua primeira pesquisa da rota infinita de modelos, acessórios, preços, etc…

Enquanto minha irmã se trocava, fiquei observando as opções de vestidos que a vendedora pacientemente trazia pra moça, e não pude deixar de notar que nenhuma delas lhe caía bem… sei lá! Sabe quando a pessoa veste uma roupa e você olha e a primeira coisa que te vem à cabeça é: pode tirar que não tá bom, MESMO!

Então, tipo isso…

Só que a singeleza da moça era tanta e tamanha, que tudo o que ela vestia fazia seus olhinhos brilharem ali na frente daquele espelho, como quem já estivesse 100% satisfeita só por estar se casando com um vestido branco de noiva! Dava pra ver isso nela, e isso me comoveu muito…

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Me comoveu tanto que, na minha cabeça, eu imediatamente comecei a confabular uma maneira adequada e gentil de dizer a ela que aqueles modelos não estavam à altura de sua beleza e perfil. Na verdade, meu desejo não era exatamente falar com ela (até por que não queria me passar por intrometida e sem noção). Meu real desejo era fazê-la saber que suas possibilidades eram muito maiores do que as que lhe tinham sido apresentadas até aquele momento.

Foi quando eu entendi que não era meu lugar ou direito (mesmo que minhas intenções fossem as melhores do mundo) abrir minha boca se não fosse pra elogiar. E fiquei esperando que ela vestisse um modelo bem lindo, pra que talvez através do meu elogio pontual, ela pudesse entender (de maneira subliminar??) que os modelos anteriores não eram tão bonitos como a vendedora, a mãe e a irmã diziam o tempo todo que eram.

E o que aconteceu foi exatamente isso: num determinado momento, ela experimentou um vestido m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o, (que por falta de conhecimento técnico eu infelizmente não vou saber descrever), com um corte e caimento tão perfeitos que ela mais parecia uma princesa da Walt Disney! 

Ela ficou simplesmente sublime no vestido, e naquele momento eu me senti muito confortável pra dizer: “Moça, você está parecendo uma princesa da Walt Disney! Este vestido ficou perfeito em você!! Parabéns!!”

A sensação de vitória e alívio foi grande, sobretudo porque em poucos minutos de dilema ético, eu finalmente consegui encontrar um caminho alternativo pra expressar minha sinceridade através de um elogio, e não de uma crítica.

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E eu sei que provavelmente vocês devem achar que hoje, passados quase oito meses, eu me encontre aqui, contando essa história como quem conta bons feitos, cheia de orgulho e realização pessoal por ter triunfado com minha sinceridade. Quando na verdade, eu sei que faria tudo bem diferente se fosse o caso de voltar nesta situação outra vez.

Porque por trás da sinceridade podem existir muitas motivações. No meu caso e em diversos outros, a motivação que sempre leva à postura e ao discurso sincero, é aquela clássica pretensão de achar que sabemos o que é melhor para os outros.

Não que eu considere errado a gente saber ou querer o que é melhor para os outros. Inclusive, pode até ser que em situações pontuais, um ato de sinceridade da nossa parte venha a genuinamente salvar uma alma, confortar um coração aflito e até mesmo dar um choque de realidade em quem padece pelas muitas máscaras e mentiras.

Mas, em contrapartida, quando o mundo inteiro se convence do potencial positivo da sinceridade;  o que antes era uma manobra voltada para o bem maior que é a vida e o ser humano, de repente vira uma prerrogativa para que crianças, adolescentes, jovens e idosos saiam por aí proferindo o que gostam de chamar de “opinião” ou “atitude”, mas que no fundo são impressões distorcidas pela realidade em que vivem.

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E eu digo prerrogativa, porque por trás dessa “pseudo” postura sincera, existe um ser humano comprometido exclusivamente com seu desejo de abrir a boca e transbordar sua frustração com alguma coisa da vida, sem nenhum compromissozinho com o objeto da sua sinceridade, com a outra vida, com o outro ser humano.

Por isso eu sempre falo que a sinceridade é como uma arma de fogo: se cair nas mãos erradas, dá até morte. Assim como a arma de fogo, a sinceridade é  pra quem sabe usar, e pra quem está disposto a responder  pelos efeitos que ela pode causar. Não é pra criança, não é brinquedo, e não pode ser usada deliberadamente.

Sobretudo por que, mais uma vez comparando com a arma de fogo, muitas pessoas usam a sinceridade como um meio de confronto e humilhação.

E, honestamente, este  tipo de sinceridade que é inclusive o hit do momento nas redes sociais, eu vivo a ignorar e fingir que não existe. Algumas pessoas chegam a me testar, pedindo opiniões, exigindo que eu me posicione e me pronuncie sobre determinados temas…

Mas, gente: opiniões e posicionamentos que não edificam o mundo e as pessoas,  são apenas opiniões e posicionamentos. De que vale isso???

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Deus sabe a dureza de várias opiniões que eu tenho e que guardo só pra mim, pra que pela misericórdia dEle, eu venha a ter oportunidade de mudá-las enquanto ainda habitam somente o plano das idéias. Porque “a palavra lançada não volta mais”.

Muitas pessoas se agarram à “sinceridade”  por medo de parecerem mentirosas ou hipócritas diante de outras pessoas, situações e acontecimentos… Mas eu penso que quando deixamos de falar o que realmente pensamos, não estamos omitindo uma verdade simplesmente por omitir. Estamos fazendo a escolha consciente de talvez  amadurecer  aquela idéia um pouco mais e, quem sabe, até mudá-la ou formulá-la melhor antes de emití-la.

Na verdade, a história da moça e do vestido de noiva serviu apenas como um pano de fundo pra examinarmos melhor nossas motivações…

Sei que o mundo já está cheio de hipócritas e mentirosos, mas não acho que este mau uso da sinceridade vá salvar as pessoas e restaurar as relações. Não sou dona da verdade, mas quis compartilhar este olhar diferente…

ENTREVISTA DE EMPREGO: Quatro princípios simples e práticos para se sair bem!

Uma das melhores sensações na vida de um profissional, sem sombra de dúvidas, é poder ser recebido para uma entrevista de emprego naquela empresa tão admirada e sonhada.

Em outras circunstâncias, quando tudo o que queremos é mudar  de emprego ou retornar ao mercado de trabalho, não tem nada mais animador do que finalmente receber aquele retorno positivo sobre um currículo enviado com tanta esperança (e com muita torcida pela chance de uma entrevista e – quiçá – de uma contratação)!

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Bom, seja resultado de um contato espontâneo da empresa recrutadora, ou do envio prévio de um currículo por parte do próprio profissional, uma coisa é certa: a entrevista de emprego pode ser o evento determinante para um sim ou para um não.

Porque é no momento da entrevista, que o candidato tem a oportunidade de endossar não só as informações descritas em seu currículo, mas também o seu perfil e ambições profissionais, suas expectativas para o cargo em questão e, principalmente, suas principais competências técnicas e comportamentais.

Sendo assim, é importante que saibamos tirar o máximo de proveito e vantagem daqueles minutos de entrevista, para que não percamos uma oportunidade de trabalho pela incapacidade de expor e articular nossas  experiências e méritos enquanto profissionais.

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E foi pensando justamente nisto (e por ter alguma vivência como candidata e também como entrevistadora), é que resolvi reunir neste post alguns princípios básicos, que podem te ajudar a elaborar uma postura e um discurso apropriados no momento da entrevista de emprego. 

Em primeiro lugar, você deve entender que uma entrevista de emprego NÃO É: 1) um jogo onde o vencedor é aquele candidato que mais falou o que o recrutador queria ouvir, ou 2) um teatro em que o candidato é avaliado por sua capacidade de dar as respostas prontas e decoradas para cada tipo de pergunta.

A entrevista de emprego é um contato pessoal agendado e programado para que a empresa conheça melhor os candidatos às suas oportunidades, para além de seus currículos e testes psicológicos. Por isso, o primeiro princípio a ser observado  antes de qualquer coisa é: AUTO-CONHECIMENTO.

Porque se você não se conhece como pessoa e profissional, dificilmente você saberá como fornecer ao recrutador as informações que ele precisa para avaliar seu perfil. Ou seja: você pode ser um mega-profissional-qualificado-preparado, escondido atrás de um candidato inseguro que infelizmente não sabe definir quem é ou explicar a que veio.

Um excelente exercício de auto-conhecimento é reservar algumas horas ANTES da entrevista, para ir anotando aspectos importantes da sua pessoa, trajetória profissional, projetos já realizados, planos para o futuro, competências, pontos-fracos a serem trabalhados, vícios de comportamento, defeitos, etc.

Se você souber exatamente quem você é, suas chances na hora de se auto-promover serão ainda maiores.

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O segundo princípio é CONHEÇA A OPORTUNIDADE em questão, para saber exatamente como explorar e promover o seu perfil profissional. Explico: se a vaga é para o setor administrativo da empresa, você deve ressaltar suas competências para atuar como um profissional do setor administrativo: foco, disciplina, concentração, atenção, orientação de processos, resultados, etc.

Não adianta você tentar promover competências como: comunicação em três idiomas, visão-macro-estratégica, administração de conflitos, pós-graduação na melhor universidade do estado, etc, etc…

Porque se você começa a promover uma série de competências que são Ó-T-I-M-A-S, mas não tem aplicação prática dentro da oportunidade que a empresa está oferecendo, com certeza a imagem que vai ficar é a de que você é um profissional potencialmente caro demais e com nível muito acima para atuar naquela vaga.

Por isso lembre-se: fale de você de forma sucinta, e apresente um pouco de cada uma das suas competências, dando ênfase àquelas fundamentais à atuação dentro da oportunidade em questão.

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O terceiro princípio é na verdade um princípio de vida: NÃO MINTA. Mentira tem perna curta e é queimação de filme pra quem conta. Já vi casos em que o candidato mentiu o nível de Inglês durante a entrevista, e quando aplicamos o teste, o nível que ele dizia ser “inglês fluente”, não passava de intermediário.

Se o recrutador apontar uma competência ou qualificação que você não tem, ou ainda está desenvolvendo, fale a verdade“Ainda estou estudando e me descobrindo nesta área.” “Não me considero fluente, mas tenho facilidade na comunicação deste idioma.”  “Esta não é uma área que eu domine, mas tenho interesse em aprender”.

Mentir nunca é uma opção. Mesmo diante da mais temida e previsível pergunta: Qual o seu principal defeito? 

Porque o recrutador não está em busca de alguém perfeito, que saiba tudo e só tenha qualidades. Chega a ser cômico ouvir – “Meu pior defeito é que sou muito perfeccionista” – quando na verdade o candidato deveria citar um real defeito que tem como pessoa e profissional.

Ansiedade, dificuldade para trabalhar em equipe, mau-humor de manhã (#quemnunca),  indisciplinado, tem preguiça de ler, não gosta de ensinar, é nervosinho, sempre acha que tem razão, etc. Estes são alguns exemplos de defeitos que muitos de nós temos e podemos sim citar durante a entrevista como algo que estamos buscando melhorar e aperfeiçoar como seres humanos.

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O quarto e último princípio é: FAÇA O DEVER DE CASA. Conheça a empresa, leia um pouco sobre o seu negócio, cuide da apresentação pessoal e, principalmente, não assassine a língua portuguesa.

Nenhum candidato é avaliado por sua capacidade de usar um vocabulário erudito e rebuscado… mas a língua culta padrão, todo cidadão tem a obrigação de conhecer e dominar.

A linguagem bem empregada é uma forte aliada nos principais acontecimentos de nossa carreira. Estabeleça uma ordem e sequência de fatos, e saiba contar sua história de forma leve e interessante, para quebrar o gelo e conquistar a atenção do seu recrutador.

Lembrando que entrevista de emprego não é sessão de terapia, em que você deve desabafar sobre a vida ou reclamar do seu atual/antigo chefe, do marido, dos filhos, etc.  Não tente se promover às custas dos outros, criticando ou denegrindo a imagem de um colega de trabalho, por exemplo.

O foco da entrevista é você como profissional e o que você tem a oferecer para o cargo e para a empresa. Se oriente neste sentido, e não tenha medo de interagir com o recrutador ou fazer questionamentos quando não tiver entendido uma pergunta, por exemplo. Sorria, seja simpática 🙂

Faça tudo o que estiver ao seu alcance fazer ANTES da entrevista, e lembre-se que no mundo profissional, nem sempre o melhor e mais qualificado candidato é necessariamente o escolhido para a vaga. As empresas buscam profissionais ideais para vagas específicas, e pode ser que em algumas situações, nosso perfil não é o mais adequado para determinada oportunidade.

O “não, você não passou” também faz parte, e o caminho é sempre o aperfeiçoamento pessoal e profissional, e a busca de oportunidades que melhor aproveitarão nossas experiências e competências.

É isto! Sucesso pra vocês e aproveitem as dicas! =***

Pequeno manual de etiqueta para resolver alguns impasses do Natal ;)

Em tese, as festas de final de ano e principalmente o Natal em si, deveriam ser interpretadas e vividas como datas de suprema tranquilidade, alegria, paz e muito conforto. Sobretudo por se tratar de uma época primordialmente celebrada junto àqueles que nos são muito queridos e íntimos, acredito que os *procedimentos* seriam mais fáceis e até mesmo mais interessantes, se usássemos da liberdade e espontaneidade que temos uns com os outros, em nossas relações familiares e de amizade em geral.

O problema é que na maior parte do tempo, ser livre e espontâneo representa uma estranha ameaça à vida e convivência social. É uma triste constatação, mas nosso melindre e egoísmo nos roubam o direito de agirmos exclusivamente conforme mandam os sentimentos e a alma… E é em razão desta natureza implacável, e da capacidade de o ser humano sempre complicar tudo o quer era pra ser simples e natural – é que acabamos criando um código (velado, lógico) que estabelece o *certo e o errado* o *aceitável e o inadmissível* e o *educado e o grosseiro* nos momentos das decisões.

E é claro (e ninguém discorda disso), que um pouco de regras e boas maneiras são sempre as melhores ferramentas para sabermos como nos comportarmos e nos dirigirmos às pessoas, preservando a integridade do momento e principalmente os nossos sentimentos e os dos outros também.

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Bom, indo direto ao ponto… Felizmente ou infelizmente (você decide), as festas de final de ano estão sempre muito ligadas a dar e receber presentes. Eu inclusive tenho minhas ressalvas pessoais quanto a este comportamento, por se tratar de uma época que gera grandes níveis de endividamento da população, além de não ter absolutamente nada a ver com o verdadeiro sentido do Natal. Mas isto é assunto para um outro post… 😉

Por hora, a pergunta é: na prática, como devemos decidir pra quem dar presentes e o que exatamente dar?

TÓPICO 1: PRESENTES

– Primeiramente para os mais chegados e íntimos, com quem temos mais convivência e relacionamento. Entretanto, é sempre muito delicado e de bom gosto, presentear também prestadores de serviços com lembranças que expressem afeto e gratidão – como um chocotone bacana para o porteiro, por exemplo. (eu com minha obsessão por chocotones, né?? kkkkkkkk)

– Quanto à festa e ceia de Natal, eu adoro uma dica que o consultor Fábio Arruda deu numa entrevista, de levar um mimo para as crianças (balas, chocolates, etc) e um vinho, por exemplo, para os anfitriões. Não precisamos nos preocupar em levar presentes para todos os convidados da festa, porque com um gesto destes, já demonstramos nosso carinho e consideração por termos sido convidados para aquele momento de comunhão.

– Repetir presente, pode? Bom, vou dar minha opinião pessoal aqui… Eu sou o tipo de pessoa que é capaz de ficar num shopping durante 4 horas procurando *O* presente pra alguém. Adoro pensar que meu amigo ou familiar, irá ganhar algo que goste muito ou que esteja realmente precisando… E quando a gente repete os presentes todo ano, a impressão que fica é que presentear as pessoas se tornou algo chato e cansativo demais, sabe? :/

Por isso, minha dica pessoal é não se ater ao valor do presente, e sim à sua intenção com aquele presente. Se no ano passado você deu uma camisa, pense neste ano, em dar um DVD com versão estendida e curiosidades sobre aquele filme que você sabe que a pessoa adora! Seja perspicaz, e use da sua intimidade para *sacar* o que seria um presente legal para o perfil daquela pessoa…

The Fine Art Of Exchanging Gifts

Uma maneira de você inclusive demonstrar sua consideração seja dando um presente de cinco ou duzentos reais, é escrever no cartão o que o presente sozinho não diz: seus sentimentos ❤

– Mas se a grana estiver realmente muito curta, uma lembrança para toda a família, ao invés de presentes individuais, também é uma excelente dica. Daí você anexa o cartão com os nomes dos membros daquela família, e escreve suas palavras de afeto e gratidão 😉

– Todo mundo se preocupa em não ser mal visto por dar um presente muito baratinho… Mas dar presentes muito caros também não é exatamente elegante, porque a gente acaba constrangendo a outra pessoa, que se sente na obrigação de retribuir à altura. Em geral,  a regra é: presentes muito caros e de grande valor material, somente para os íntimos MESMO.

– E presente no trabalho, como que faz?? Obviamente que você não tem como obrigação sair distribuindo presentes pra todos os seus colegas de trabalho; mas se você quiser agradar à sua equipe, o ideal é escolher uma pequena  lembrança IGUAL pra todos com um bonito cartão pessoal: simples e chique 😉

– Agora, gente… eu preciso falar!! Nada de chegar pra pessoa e proferir aquela frase INFAME: é só uma lembrancinha!! A gente precisa se policiar, porque esta frase já está plantada na mente da gente! Não se deprecie e nem coloque a outra pessoa numa situação constrangedora… Dê um abraço sincero, agradeça e fale os seus sentimentos. No máximo (e isto é super permitido), reforce a liberdade que a pessoa terá se quiser trocar o presente.

E para finalizarmos este primeiro tópico, minha dica é que você não torne a compra dos seus presentes num pesadelo. Se você realmente não sabe o que dar e se encontra à beira de um colapso nervoso, não se preocupe: compre algo coringa como uma bela caixa de chocolates, um arranjo bem LINDO de flores, ou um vinho legal,  e invista nos detalhes como uma embalagem diferenciada e um cartão mega lindo escrito por você!

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TÓPICO 2: RECEBENDO AS PESSOAS NA NOITE DE NATAL

Gente, não sejamos hipócritas: todo mundo quer tirar nota 10 na arte da recepção! Eu às vezes sou muito relapsa neste quesito e vivo tomando puxões de orelha da minha mãe, que é uma anfitriã de MÃO CHEIA!

– Primeiramente, é preciso convidar as pessoas, e convidar direito! Nada de e-mail, SMS ou Facebook: é convidar pessoalmente ou falar por telefone mesmo.

– Pode ser que a gente tenha um pouco de receio nestes momentos, mas pedir para o convidado trazer um prato ou uma bebida é aceitável, principalmente se ele se oferecer a ajudar. Daí a gente pergunta o que seria mais tranquilo e confortável para ele trazer no dia da ceia.

– Quanto ao local da ceia (limpeza, decoração, etc), eu sou da seguinte opinião: quanto menos objetos e penduricalhos, mais espaço teremos sobrando, e mais à vontade os convidados vão ficar. Este negócio de muita coisa pela casa inteira, acaba atrapalhando a circulação de pessoas e dá aquela sensação de lugar cheio e abafado demais, sabe?

O mesmo vale pra decoração: algo sóbrio, de bom gosto, mas que não vai *poluir* visualmente o ambiente 😉

– Agora, eu tenho uma dica que eu vejo minha mãe fazer todo ano: pensar nas crianças!! Ela SEMPRE reserva um cantinho com coisinhas que as crianças adoram, pra que elas tenham um *point* onde possam passar tempo com a garotada, se divertirem e não mexerem no que não devem! (kkkkkkkkkkkk)

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– Quanto ao horário da ceia, algumas famílias gostam de servir à meia noite ou um pouco antes, às 22h, por exemplo. O importante é que seus convidados saibam disso, pra não emburrarem a cara porque estão cansados de esperar… No que depender de *vós*, sirva tudo no horário e fresquinho, porque convidado com fome ESTRAGA qualquer festa! #aiquehorror

A ceia de Natal é um momento para colocar o papo em dia, conversar, ter comunhão e confraternizar! Pelo amor de Deus, larga seu tablet ou celular no silencioso, no fundo da bolsa, pra não cair nesta de tuitar ou ficar postando o resultado parcial da Telesena toda hora no Facebook#prontofalei

– Gente, eu preciso falar sobre a música também… Minha cunhada tem um hábito que eu acho o MÁXIMO e que quero copiar quando eu tiver meus filhos: É Natal? Então nós vamos colocar um repertório de músicas natalinas! É aniversário de criança? Então nós vamos colocar um repertório apropriado para crianças! É um jantar francês? (como ela já fez pra gente uma vez!!) Então vamos colocar um repertório somente de músicas francesas!

Eu realmente acho esta postura muito legal e proveitosa! E embora eu saiba que muitas pessoas não curtem um repertório tão específico, acredito que a gente precisa pelo menos pensar num fundo musical que dê pra conversar sem gritar (atenção ao volume!!), e que não contenha músicas de letras ofensivas e degradantes impróprias para um ambiente tão puro e familiar. #prontofalei

Meu Deus, este post está gigante!! Mas é porque este assunto não tem fim! Vou deixar pra vocês continuarem o texto aí nos comentários, dividindo com a gente suas dicas de etiqueta e segredinhos de família para o Natal!

Te espero!! Beijinhos!!

PEQUENO MANUAL DE ETIQUETA fora de casa: saindo às compras – de ônibus.rs

INTRODUÇÃO

Não que o transporte público na maioria dos estados brasileiros seja exemplar, convidativo e atraente em sua proposta… mas uma hora, cedo ou tarde, não poderemos fugir desta alternativa que em tese responde e adereça muito bem o problema do trânsito caótico, da degradação do meio-ambiente e, por que não dizer, do endividamento crescente da população que se joga no crédito e não consegue pagar nem as duas primeiras prestações do veículo financiado.

Bom… A verdade é que, infelizmente, mesmo sendo uma ótima e inteligente alternativa, andar de ônibus e metrô na maioria das cidades brasileiras pode acabar se tornando uma aventura muito cansativa, e, em muitos casos, até traumática e chocante, pelos típicos episódios de grosseria e violência que se dão ao longo dos trajetos.

E isto acontece todos os dias com uma grande parcela da população que depende do transporte público não só durante a semana para se deslocar para o trabalho ou escola, mas também aos finais de semana e feriados quando saem para passear com a família ou para fazer quaisquer outros programas específicos.

Por isto, este post/manual é dedicado a todos nós que por necessidade mesmo, ou porque o carro está no conserto, ou porque não queremos gastar com estacionamento (que por sinal está custando um rim, praticamente); acabamos escolhendo o transporte público naqueles dias em que saímos às compras, e  queremos ter uma experiência civilizada e prazerosa mesmo andando de ônibus.

1) PREPARATIVOS

– Sair de ônibus é uma excelente oportunidade para se exercitar! Por isso, não se esqueça: roupa e calçado confortáveis, cabelo preso, uma garrafinha com água, protetor solar e óculos escuros.

– Se o objetivo é comprar roupas, minha sugestão é sair com um vestido solto, pela facilidade de tirar e vestir novamente a cada loja em que paramos para experimentar uma peça.

– Levar uma bolsa ecológica grande e prática para carregar em um só lugar todos os itens comprados, ao invés de ficar carregando aquele monte de “sacolinhas”. Você ganha agilidade ao caminhar e controla melhor o que já foi comprado.

– Levar um mini-roteiro com as principais lojas que você deseja visitar em ordem de distância, e os itens que precisam ser comprados. Isto não só aumenta a produtividade e o aproveitamento do seu tempo, como também evita a perda de foco que acaba levando a gastos compulsivos fora do planejamento.

– Se você for comprar roupa de festa, não se esqueça de levar o par de sapatos a ser usado para medir o comprimento e verificar a necessidade de ajuste. Esta iniciativa te economiza uma ida extra à mesma loja.

– Facilite a vida do cobrador do ônibus e leve moedinhas para facilitar o troco! 😀

2) TOMANDO O ÔNIBUS

– Antes de sair de casa, faça um alongamento básico para encarar a jornada com qualidade. Parece uma bobagem, mas observe que ao final de uma maratona como esta, chegamos em casa sentindo dores musculares semelhantes àquelas dores pós-academia. Ou seja, bater perna um dia inteiro é uma baita rotina de exercícios físicos!

– Programe-se para sair de casa DEPOIS do horário de pico (se for dia útil). Eu, por exemplo, deixo pra sair de casa depois das 9h00, e chego ao destino final no mesmo horário que eu chegaria se tivesse saído às 8h00, devido ao trânsito pesado. Desta forma, você garante que terá lugar pra sentar, diminui o estresse e já começa o dia bem.rss

– Se você deseja ter um dia gostoso fora de casa, comece dando aos outros o que você quer receber. Cumprimente o motorista e o cobrador olhando no rosto de cada um deles. Você está dando algo que não te custa nada, mas que vale muito pra quem recebe.

– Quando for se assentar ao lado de alguém, peça licença e sente com delicadeza sem dar aquele solavanco como se um boi estivesse sentado ao seu lado. Consideração e delicadeza para com qualquer pessoa, mesmo que seja um estranho, nunca são demais.

– Permaneça sentado com as pernas fechadas, para evitar o constrangimento de ficar se roçando em alguém. Assento de ônibus não é o sofá da nossa casa, que a gente senta mega à vontade e de qualquer jeito. Respeite o espaço das outras pessoas…

– Se o passageiro do seu lado deu indícios de que vai descer, seja PROATIVO e levante-se para que a pessoa possa sair do seu assento sem precisar sentar no seu colo praticamente! Mas não se levante com cara feia e má vontade, como se o outro passageiro não tivesse o DIREITO de descer de um ônibus com dignidade.

– Chegando em seu destino, olhe para o motorista (sim, ele fica olhando o desembarque do passageiro pelo retrovisor e pode te ver perfeitamente) e agradeça com um sorriso ou com um aceno. Ele vai ganhar o dia =)

3) CHEGANDO À LOJA

– Se uma vendedora te abordar, mesmo que naquele momento você esteja só dando uma olhada nos expositores, aceite a ajuda, pergunte o nome da moça (ou moço) e descreva objetivamente o que você está procurando.

– Antes de ela mandar descer o estoque inteiro, não se sinta constrangida em revelar o teto do seu orçamento. Eu pessoalmente acho super tranquilo falar com a vendedora: “Olha, estou procurando um vestido de festa longo e meu orçamento é de X reais. Quais as opções que você pode me mostrar nesta faixa de preço?”

– Se a vendedora te mostra um modelo que te desagrada, não seja grosseira e agressiva dizendo que aquela peça é feia ou horrorosa. Atenha-se a dizer que tal peça não faz seu gosto ou estilo… Você dispensa aquela alternativa sem ofender a loja, ou a vendedora ou um cliente que pode estar ali justamente namorando a tal peça “feia” e “horrorosa”.

– O mesmo vale para peças ditas “caras”. Ao invés de dar aquele bafo dentro da loja e dizer “nossa, isso é um assalto??”, ou fazer aquela cara de desprezo insinuando que a tal mercadoria não vale tudo aquilo, atenha-se a dizer que no momento aquela peça extrapola seu orçamento.

– Ao experimentar a peça, saia do provador e mostre à vendedora o resultado final. Mesmo que a opinião mais importante seja a sua, e que a decisão final de comprar ou não também seja exclusivamente sua, não custa nada demonstrar apreço e consideração à vendedora, que está ali te prestando uma ajuda.

– Ainda que você já tenho descrito o que você procura, esteja aberto e receptivo às sugestões da vendedora. Lembre-se que você tirou o dia pra isso e que avaliar uma nova possibilidade não é perda de tempo. Numa dessas, você acaba descobrindo um look super legal e até mesmo mais barato do que você estava disposta a pagar 😉

– Quando estiver pronta para fechar a compra, não custa nada perguntar se aquele preço é cheio ou com desconto, ou se existe alguma peça parecida de uma coleção passada que esteja em promoção… Questione sobre desconto à vista e número de parcelas no cartão, sem contudo ficar implorando por um preço melhor debruçada no balcão, dando o maior show pra todo mundo ver.

– Muitas lojas pedem um e-mail no fechamento da compra para cadastro do cliente no banco de dados. Como na verdade eles vão ficar te enviando notícias e promoções posteriormente, você pode  informar aquele endereço seu do hotmail que já está cheio de vírus e que você já nem abre mais, para evitar que seu e-mail principal se descontrole com tanto spam e lixo eletrônico que você não deseja receber.

– Ao se despedir, agradeça à vendedora de acordo com sua performance. Se o atendimento tiver sido estupendo, agradeça apontando as qualidades deste atendimento “Obrigada pela sua atenção, paciência e assessoria!”. Caso contrário, se tiver sido um daqueles atendimentos em que o vendedor quer se livrar rápido da gente, eu me atenho a um simples “obrigada e até breve”. Meritocracia, meu bem.

4) VOLTANDO PRA CASA

– Se possível, tente tomar o ônibus de volta antes ou depois do horário de pico. A esta altura você já está cansada, carregando sacolas e doida para chegar em casa! Sendo assim, um ônibus mais vazio e um trânsito mais tranquilo ajudam bastante!

– Mesmo que você precise andar alguns metros a mais, caminhe até um ponto onde você sabe que o ônibus passará mais vazio. 

– Ao entrar no ônibus, obedeça à fila sem ficar empurrando todo mundo ou tentando se infiltrar à qualquer custo para ser o primeiro a colocar os pés no degrau do ônibus.

Quanto aos assentos reservados a idosos, deficientes e gestantes, não se assente neles com aquele pensamento de “quando um idoso, deficiente ou grávida entrarem,  daí eu me levanto e cedo o lugar”. Você já viu alguém se assentar na mesa reservada de uma festa, e depois se levantar para o verdadeiro convidado a quem aquele espaço já estava reservado? Este público não precisa passar pelo constrangimento de esperar (um segundo que seja) alguém se levantar do lugar que É expressamente destinado a eles, em primeiro lugar. Se não somos idosos, deficientes ou gestantes, não temos que nos assentar ali e pronto. Sem lacunas da lei. Sem brechinhas. Sem jeitinhos. Sem mais interpretações.

Ao sairmos de casa, precisamos nos preparar física e espiritualmente para dispensarmos nosso melhor às diferentes pessoas com quem nos encontraremos durante todo o trajeto. Às vezes gente esquece que o estranho da rua, do ônibus ou da loja também é um ser humano que merece nossas melhores maneiras, atenção e simpatia.

Não guarde ou restrinja o seu sorriso e a sua educação apenas para os familiares, amigos e íntimos! O estranho não é menos gente ou menos digno só porque não o conhecemos, ou não sabemos o seu nome e seu endereço!

Do portão pra fora, todos nós somos um bando de estranhos que podem conviver muito bem como velhos conhecidos! Pense nisso 😉