Relacionamentos amorosos tem importância?

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Dos pedidos e sugestões que sempre recebo para tratar em post ou em vídeo aqui no blog, o assunto “relacionamentos” é com certeza o mais recorrente. E curioso. E simpático.

Parece que este aspecto da vida (da mulher principalmente), exerce uma importância tão grande e taxativa sobre sua capacidade particular de ser e se sentir feliz, que os outros aspectos passam a inevitavelmente se posicionarem de maneira bastante secundária e com valor reduzido. O que inclusive não é exatamente errado ou ruim, já que os relacionamentos devem sim ocupar as primeiras e mais honrosas posições no ranking de nossas prioridades.

Talvez o desajuste nesta organização de prioridades esteja não em dar a devida importância aos relacionamentos (porque isso é legítimo e todo mundo concorda), mas sim em não saber e não tratar daquilo que realmente seja importante nos relacionamentos.  Ou seja, dar importância aos relacionamentos não é tudo, não basta.

Para exemplificar, me vem à memória um filme que assisti este final de semana baseado em fatos reais, (The Iceman – 2012), que conta a história de Richard Kuklinski, um homem que durante anos mente para a esposa e filhas dizendo que trabalhava no mercado financeiro, até o dia em que finalmente é preso, em 1986, e todos descobrem sua verdadeira  atividade profissional: assassino de aluguel.

O filme retrata um homem extremamente frio e indiferente às vítimas de quem lhes tirava a vida. Inclusive, há relatos de que vários de seus assassinatos foram praticados com requintes de crueldade física e psicológica.

Entretanto, e muito curiosamente, este mesmo homem gélido e truculento se mostra ser um verdadeiro adorador e devoto de sua família, em especial de sua esposa Debora. As cenas exibem um marido carinhoso, que cobre a esposa e as filhas de presentes caros e que não tolera qualquer maldade ou intenção de ofensa contra elas.

A importância que ele atribuía à sua família era gigante, e ninguém vai dizer o contrário. Contudo, ele não soube, ou simplesmente sabia mas negligenciou, aquilo que tinha importância  na relação com sua família: o respeito, a lealdade, a honra e a verdade. Por consequência disso, uma esposa ficou sem marido, ultrajada e humilhada pela ocasião de sua prisão em 1986, e, o mais triste, duas filhas ficaram sem pai.

E é exatamente isto que tem acontecido nas relações amorosas de hoje, salvaguardando as devidas proporções, é claro.

Pessoas que insistem na importância que dão aos seus relacionamentos, mas que não se esforçam (por preguiça ou por falta de consideração pelo outro), para tratar e aplicar as coisas que são importantes nestes relacionamentos. Inclusive, quando paro pra pensar, chego à conclusão de que essa importância é, na realidade, uma necessidade social e de status que se disfarça de importância quando convém. É uma necessidade escondida que se apresenta ao mundo com cara de importância.

Certa vez, e isso já faz muitos anos, me encontrei com uma amiga que não via há algum tempo, e ela me atualizou dizendo que tinha se separado do marido por um milhão de motivos. Mas que gostaria de reatar “porque ficar sozinha tá por fora.” (coloquei entre aspas porque são palavras da própria!)

Vejam bem: parece que a importância que damos aos relacionamentos não está associada ao valor intrínseco e verdadeiro que os relacionamentos tem em si. A importância que damos aos relacionamentos está associada à maneira como usamos estes relacionamentos para resolver nossos problemas de status, insegurança e auto-estima.

É como ter em casa uma obra de arte linda e rara, e pregá-la na parede com o propósito de disfarçar ou esconder um defeito na pintura, ou uma infiltração. A obra de arte tem seu valor próprio por ser quem ela é e pronto. Mas quando eu faço uso dela com a finalidade errada, eu a desmereço e reduzo seu valor a nada.

Um relacionamento é algo fino, raro e precioso que deve receber o tratamento do qual é digno de receber. E em muitos casos ele é tratado meramente como o quadro raro pregado na parede para esconder uma infiltração.

Não tenho a receita para o “sucesso” num relacionamento amoroso, como às vezes sinto que seja a expectativa de algumas pessoas. E mesmo se eu tivesse, não acho que esta seja a melhor maneira de ajudar… Minha ajuda é esta que vocês já conhecem: propor os pilares e fundamentos para  uma reflexão sincera, e, a partir dela, a gente aprende a pensar a própria vida e começa então a corrigir os desvios.

Seja lá como for, e respondendo à pergunta do título do post, relacionamentos tem sim muita importância! Não as partes A e B que formam o casal isoladamente, mas o relacionamento em si é um verdadeiro presente pra quem sabe aplicar as coisas que são importantes para seu aprimoramento constante 🙂

Por isso, cuide do seu. Aprecie. Valorize.

Conversa aleatória, mais uma semana!

Ei, pessoal! Espero que estejam bem e cheios de disposição pra começarem esta semana 🙂

Não sei vocês, mas eu tenho observado (até com um certo temor) que o tempo tem passado muito mais rápido do que usualmente… Acho que é a síndrome do “estou-chegando-nos-30”, somado a um grande desejo de que Jesus retorne logo.

Na semana passada, tive jornadas intensas de trabalho de 12/13 horas por dia, sentada em frente o computador até o bumbum ficar quadrado e com câimbra! Treinei todos os dias, diligentemente, e ainda incluí um treino light de cardio e alongamentos no domingo, pra contrabalancear as longas e ininterruptas horas que passo sentada e imóvel, exercitando somente os dedos no teclado e a massa cinzenta.

Há pouco tempo, quando passava praticamente o dia todo trabalhando sem muitas pausas, eu entendia que meu dia já havia me rendido o suficiente, e que tudo o que eu precisava era tomar um banho e pular na cama. Tinha aquela sensação de “eu-já-dei-tudo-de-mim”, e me via no direito legítimo de ser perdoada por não ter tido comunhão com Deus naquele dia, lido um livro, dado atenção e carinho para meu marido, ou feito uma rotina de treino, fosse ela curtinha, de 12 minutos apenas!

Quem cuida do espírito, das relações, do intelecto e do corpo, vive melhor e mais feliz.

Este cuidado se traduz em investimentos reais de tempo e energia, em áreas basilares, não em coisas periféricas que não impactam a qualidade de vida, e só geram desperdício. [Investir no que é importante, essa é a chave.]

Não é o tempo que tem passado mais rápido. É o nosso jeito de investí-lo que nos dá esta sensação de dias abreviados… O dia continua com suas 24 horas de sempre, nem mais nem menos… mas por não sabermos definir com firmeza as prioridades de nossas vidas, a percepção que fica é que realmente não nos sobra tempo ou energia para termos comunhão com Deus, ou pra ler um livro, dar atenção e carinho para o marido, ou fazer uma rotina de treino, seja ela curtinha, de 12 minutos apenas!

Todo mundo quer o retorno, mas poucas pessoas querem investir. Ou quando investem, demandam resultados imediatos.

O desafio é estabelecer nossas prioridades e investir nelas com o melhor do nosso tempo e energia. As outras coisas podem ficar pra depois, porque não acrescentam e tomam o lugar de outras coisas mais importantes.

Sei que ninguém é perfeito, e Deus sabe disso melhor do que toda a humanidade junta. Mas eu tenho certeza que Ele dá muita graça pra quem busca com sinceridade um caminho reto e produtivo em Seu Reino… Se colocamos nosso coração nas coisas que agradam a Deus, Ele nos apóia com estratégias e manobras, com ânimo e disposição.

Vamos tentar este desafio? A semana começou agora, e sempre dá tempo de rever uma postura aqui, outra ali 🙂

Aos poucos, mas com firmeza, a gente chega lá!! Um grande beijo e até breve! =**

Livros que terminei de ler! O Caçador de Pipas, Khaled Hosseini

Eu não sou exatamente aquele tipo de leitor compulsivo que *emenda* um livro no outro. Aliás, eu tenho um pouco de dificuldade de me desprender do livro anterior pra me aventurar numa próxima leitura… É como se eu tivesse comido uma comida muito gostosa e não quisesse escovar os dentes pro gostinho dela não sair da minha boca 😀

Também não gosto de ler livros que acabaram de ser lançados e que estão na ponta da língua de 90% da população mundial.rsss

Fico com aquele medo de que talvez a crítica ou a opinião dos outros possam influenciar de alguma maneira a minha experiência particular com aquela obra… Daí eu espero algum tempo, até que a pauta do livro comece a cair em esquecimento, ou até que ela seja substituída por outra pauta *do momento*.

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Foi exatamente assim que aconteceu com o livro The Kite Runner (O caçador de Pipas), do autor Khaled Hosseini, publicado em 2003. (sinopse aqui) Dentro do ônibus, na escola, na empresa onde eu trabalhava, na casa das amigas… Pra onde eu ia ou olhava, tinha alguém com este livro nas mãos! Também, né… estamos falando de 8 milhões de cópias vendidas no mundo, sendo 1 milhão delas vendidas só no Brasil 🙂

O que dizer?? Esperei quase 10 anos pra engatar um compromisso sério com este livro… Assim como o Crime e Castigo que já contei pra vocês aqui, o The Kite Runner também era mais um livro na estante que de vez em quando eu lia uma ou duas páginas e nunca que seguia com a leitura.

Quando terminei de ler, fiquei com um rancor de mim mesma por não ter lido antes… Não acreditava que o Amir e o Hassan estiveram durante anos ali na minha estante sem eu nem dar bola! Eu até já tinha visto o filme, mas GRAÇAS A DEUS eu não me lembrava de muita coisa, porque depois de concluir a leitura, eu revi o filme e tive a certeza de que ele simplesmente e-s-t-r-a-g-o-u  a história e a essência do livro. (enfim, papo pra daqui a pouco!!)

download (1)Posso dizer sem medo de ser injusta com os outros livros que já li na minha vida: eu nunca me envolvi tanto numa narrativa a ponto de só pensar nela durante o dia e sonhar com seus acontecimentos de noite; como me envolvi com a história deste livro! Quando a narrativa passava pela truculência e covardia do regime Talibã, minha testa franzia, meu coração acelerava de revolta! Mas quando ela passava pela inocência e alegria da infância do Amir Hassan, eu já ficava sorrindo sozinha, me imaginando criança também no meio dos dois…

A riqueza do livro é linda… Vários elementos influenciam o desenvolvimento da narrativa. Os elementos históricos da época em que se passam os acontecimentos, os elementos psicológicos que sugestionam as decisões dos personagens, e, em muitos momentos, os elementos sociais que definem as relações entre eles… Tudo é muito rico!!

Sem essa riqueza, seria quase impossível não agir com dureza e severidade no julgamento dos personagens. É somente através desta riqueza de elementos e detalhes, que conseguimos enxergar os fatos com mais compaixão e empatia de quem pensa: poderia ser qualquer um de nós no lugar de qualquer um deles.

Foi inclusive graças a ela que consegui finalmente perdoarAmir… Mas não foi fácil pra mim. Tinha vontade de estapear a cara dele por sua omissão e deslealdade com seu amigo Hassan. Exclusivamente pensando em si, e em se livrar da evidência que provava sua covardia, ele cria diversas situações (de caso pensado!!!) que mais tarde resultam numa vida cheia de traumas e desgraças para o Hassan e sua família.

Mas ele tenta se redimir, e o autor nos conduz lindamente por todo este processo, que aliás se arrasta por muitos anos! É um drama muito forte e intenso que eu nem vou tentar descrever, porque eu sempre acabo contando o final e estragando tudo! rsss

Quanto ao filme, já te digo: se você AMOU o livro, não assista. Ele não honra a particularidade de cada personagem, e não tem nem 0,00000001% da profundidade do livro. Além de parecer uma colcha de retalhos, como se os fatos não estivessem interligados, o filme não consegue expor o interior, a alma dos personagens, que é o que move a história… ou seja, não presta. (minha opinião)

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(Pode até ser que ele sozinho, como uma obra isolada que não tenha nenhum compromisso com o livro, seja um filme bonzinho pra se assistir… inclusive a pontuação dele no Imdb é até boa, 7.6/10… Mas é como eu disse, pra quem amou o livro, é melhor não assistir…)

Se você está buscando um livro pra prender sua atenção e te emocionar (sim, eu chorei muito!), este é o livro… Por minha conta e risco, vai ser uma das melhores leituras da sua vida! 😉

Agora, se você já leu O Caçador de Pipas, me conte nos comentários o que achou e suas partes favoritas!!

A gente se encontra lá! Bjkas!

P.S, Amanhã vou contar o que achei do livro To Kill a Mockinbird (O sol é para todos) que terminei de ler esta semana!

NOVO VÍDEO: Upgrade de Imagem – Dinheiro [versus] Padrão de Vida

Ei, gente!!

Nem acredito que estou conseguindo postar um vídeo de Upgrade de Imagem que vocês tanto gostam!! Vários outros temas estavam em pauta, mas quis agradar vocês com um bate-papo que eu espero que contribua, de alguma forma, para a vida de quem assistir 🙂

Na próxima semana, estarei fora visitando minha irmã e meu afilhadinho gostoso, e por isso vou soltar dois vídeos de uma vez (o de hoje, e um amanhã sobre Fitness!), além de um post de meditação bíblica no sábado… Dessa forma, acredito que vocês terão um bom material para degustarem até o meu retorno, na semana do dia 9, né???

Nunca é demais reforçar que os vídeos de bate-papo expressam apenas minha opinião a respeito de determinado tema, e não é minha intenção querer impor meu ponto de vista a ninguém, ou ofender quem por ventura “viva” diferente da maneira como eu “vivo” a minha vida.

No mais, espero que seja uma conversa produtiva 😉

Um grande beijo e até amanhã com mais vídeo!!! ***

NOVO VÍDEO: 50 fatos sobre mim! (só que na verdade são 42!! kkkkkkkk)

Genteeeee!!

Quanta saudade!! ❤

Estou viajando e só retorno ao Brasil no final de Agosto! As coisas andam meio corridas por aqui (porque estou ajudando minha sogra a preparar um evento de férias com as crianças da igreja), e por isso o blog tem ficado meio parado e sem novidades :/ Mas de todos os modos, vou me esforçar para mantê-lo atualizado durante minha viagem 🙂

E como se não bastasse toda a minha ausência, eu ainda consegui gravar a tag dos 50 fatos de um jeito todo errado! kkkkkkkkkk

Sim, faltaram 8 fatos!!! O nome da tag agora passa a ser: 42 fatos sobre mim! SORRY!!!!!

Espero que se divirtam, e sintam-se tagueadas para gravar os seus 50 fatos!!

Grande beijo e até breve!!!

P.S. Em alguns poucos momentos do vídeo, o barulho do vento atrapalha um pouco a qualidade do áudio :/ Como gravei do lado de fora, alguns outros ruídos também podem prejudicar como barulho de carro, ambulância, etc… daí sugiro que vocês aumentem um pouquinho o som, ou usem um fone de ouvido 😉

O tempo precisa passar pra você…

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Em novembro deste ano, mais precisamente no dia 22, meu marido e eu completaremos cinco anos de casados! “Não foram cinco horas, nem cinco dias, nem cinco meses!” (escrevi entre aspas porque tomei estas palavras emprestadas da minha avó!!)

Foram cinco anos, e cinco anos é muito tempo. Muito tempo pra quem cursa uma graduação de Direito, por exemplo, ou pra quem aguarda o desfecho de um caso complicado que se arrasta nas instâncias da justiça, ou, mais duro ainda, pra quem espera com dor e sofrimento por um procedimento cirúrgico na fila do SUS.

Mas pra mim, e eu sei que o que vou dizer é bem previsível e clichê, cinco anos passaram voando!  

Prova disso são os eletrodomésticos da casa que começaram a estragar todos de uma só vez e ao mesmo tempo (#obsolescênciaprogramada), realçando a maior e mais implacável consequência da ação do tempo sobre as coisas: a deterioração.

Às vezes a gente só percebe que o tempo passou através da observação de uma evidência física de que ele passou, e não exatamente através da sensação de sentir o tempo passar.

E a deterioração, sendo uma dessas evidências físicas que nos permite constatar a ação do tempo, pode estar manifesta nas coisas – que por definição tem dia e hora pra acabarem – ou, mais distintamente, nas pessoas e nas relações estabelecidas entre elas.

A diferença, entretanto, é que sobre as coisas, o tempo pode ser pouco manobrado. Ora, é basicamente improvável que alguém possa impedir ou interferir de alguma forma na degradação espontânea de qualquer tipo de matéria.

Já sobre as pessoas e sobre as relações humanas, ou seja, sobre tudo o que tem o sopro de Deus, o tempo pode ser subjugado de uma maneira tão formidável, que a evidência de sua ação deixa de ser a deterioração, e passa a ser o contentamento.

Quando uma pessoa finalmente se contenta com sua vida de uma maneira geral, é sinal de que, pra ela, o tempo passou. E veja bem: “se contentar” não é o mesmo que se acomodar ou se entregar à mercê da sorte como muitos pensam ser. (e por isso acabam empregando a palavra de um jeito completamente equivocado.)

Contentar-se com a vida é estar contente com a vida. Contentamento tem a ver com prazer e satisfação. Tem a ver com estar satisfeito com o que se é, e com o que se tem ali naquele momento, independente de como foi no passado, ou de como desconfiamos que vá ser no futuro.

E justo quando atingimos este estado de espírito e mente, conseguimos então encontrar a motivação – e  não a ansiedade – para melhorarmos naquilo que precisamos, e também para celebrarmos a vida e as relações que ela estabelece.

Inclusive, pra nós mulheres, o contentamento é o ponto de equilíbrio perfeito pra que possamos celebrar tudo aquilo que, por influência e consumo de uma mídia destrutiva, não conseguimos celebrar: nossa imagem e nossas relações afetivas.

Porque parece que existe uma força conspiratória que rouba nossa capacidade de enxergar o que a gente e os outros tem de bom, sabe? A gente só quer saber de gongar o namorado, o marido, as amigas, o chefe, os colegas de trabalho… e, claro, nós mesmas.

Uai, quem não sabe apreciar os outros, dificilmente consegue apreciar a si mesmo, ou vice-versa.

Sei lá… meu receio é que pra muita gente e pra muitas relações, o tempo pode estar passando e deixando como evidência de sua ação a deterioração e não o contentamento.

E estar contente é tão melhor do que estar deteriorado… Exaltar é tão melhor do que desmerecer. Ter prazer e satisfação é tão melhor do que só reclamar dos outros e da vida…

É tão melhor que até vale a pena se esforçar um pouquinho mais do que a média, pra que em troca do nosso esforço, talvez o tempo se agrade de ser um tanto mais gentil e benevolente para com nossas vidas… Preservando assim nossa beleza, juventude, energia e disposição, que além de muito essenciais, são os elementos que nos mantem produtivos e não nos deixam morrer.

Deixe o tempo passar, mas escolha você a evidência de sua ação.

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Guest Post que escrevi a convite da Badulakit, no blog da marca http://badulakit.wordpress.com/ em 28 de Maio 🙂

Leandrinho nasceu! Alerta de post gigante!! :P

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Hoje ele completa uma semana de vida!! \o/

Leandrinho nasceu na última quinta-feira, dia 23,  às 14:16, pesando 3,615kg e medindo 50cm! 😀

Queria muito ter podido contar pra vocês em primeira mão, logo após o parto, mas como toda a minha atenção e energia estavam concentradas em cuidar dele e da minha irmã que ainda se recupera de um parto cesáreo, resolvi esperar por uma oportunidade em que eu conseguisse finalmente sentar, respirar feliz e aliviada, e escrever este post com mais tranquilidade!

Resumindo, o parto se antecipou em uma semana e fomos todos pegos de surpresa! Inclusive, essa mudança repentina nos planos acabou impedindo que o pai chegasse a tempo para acompanhar todo o processo e assistir ao parto 😦 Daí como eu já estava acompanhando tudo desde às 5 da manhã quando minha irmã me ligou queixando de um  discreto sangramento, resolvi que naquele momento tão delicado e especial, eu não poderia abandonar minha irmã e meu afilhado!

Vesti a roupa do bloco cirúrgico e assisti ao parto até com mais tranquilidade do que eu imaginei que conseguiria… Tudo o que eu queria era que minha irmã não sentisse dor alguma e que meu sobrinho nascesse saudável e feliz 🙂

E foi exatamente o que aconteceu! O parto foi super tranquilo (GRAÇAS A DEUS e ao anjo que estava ali!), e quando ainda conversávamos, o anestesista me alertou: “Prepara a câmera que ele já vai nascer!”

Quando eu olhei, eu não acreditei no tamanho dele!! Fiquei pensando em como ele coube este tempo todo dentro da barriga da minha irmã!! rssss

Me senti muito privilegiada, porque eu conheci o rostinho dele antes mesmo que a mãe o pudesse ver! Nas gravações que eu fiz, eu só me lembro de ter gritado: “Adriene, ele é a cara do Léo!! (o pai)” 😀 😀 😀

Fiquei com muita pena porque ele chorava muito de frio, e até batia o queixinho!! Meu coração ficou em frangalhos! Mas logo a pediatra trouxe o bebê pra ficar no peito da mãe, e ele se acalmou um pouco… é lindo demais, né??? ❤

Daí a enfermeira disse que enquanto a equipe terminava a cirurgia, eu poderia acompanhá-la até o berçário, onde ela faria alguns procedimentos e daria o primeiro banho nele! Nem acreditei (!!!!!!!!!!!!!!!!) Peguei minhas malas (que aliás eram muitas!!! rsss) e fui correndo ver!

Gente! É a coisa mais preciosa e linda do munnnnnnnnnnndo! Achei muito legal o jeito que a enfermeira tratava dele, com segurança e sem medo! Fiquei prestando atenção em tudo pra poder aprender! Afinal, como acompanhante, eu precisava ter o mínimo de preparo e orientação, né???

Leandrinho

Dormindo no colo da dindinha!!

Bom! Depois de finalizados a cirurgia e o período de observação, fomos todos felizes para o quarto: mamãe, bebê e a dinda!! Fiquei muito satisfeita e aliviada ao ver minha irmã com carinha boa e sem sentir dor! Eu perguntava o tempo inteiro: você está sentindo dor??? E ela cantava: nada, nada, nada, nada… kkkkkkkkkkkkkkkkk #palhaça

Aí era só alegria! 😀 Minha mãe e  minhas tias chegaram pra visitar, e o Leandrinho já conseguia dar as primeiras mamadas! Gente, não é porque é meu sobrinho, mas ele é lindo!!! E quando mamava, ficava mais lindo ainda!! 😀

A esta altura, eu já estava super me soltando como “enfermeira”! Inclusive, a primeira noite eu passei EM CLARO!! Ele mamava, eu colocava pra arrotar, daí ele mamava mais um pouco, chorava, arrotava, fazia cocô… e quando a gente se deu conta, já eram 6 da manhã!!

Como eu estava muito cansada e sonolenta, preferi ficar em pé e tirar meu agasalho pra que o desconforto do esforço físico e do frio não me deixassem dormir! Estava MUITO frio, e depois de empacotá-lo bem na mantinha e cobertor, peguei ele no colo bem apertado e fui andando com ele pelo quarto até ele acalmar e dormir…

No outro dia, eu não era NINGUÉM! Olheiras, espinhas e dores por todo o corpo me definiam! Graças a Deus e à bondade da minha prima Camila (lembram da Camila??? :D), eu consegui ir embora pra casa, tomar um banho e dormir umas 14 horas direto! Tomei dois relaxantes musculares e acordei zerada! 😉

Lavei o cabelo, passei uma maquiagem (porque meu sobrinho não é obrigado!) e fiquei esperando dar a hora em que os médicos dariam alta pra minha irmã! Assim que eles sairam do hospital (o pai, a mãe e o bebê), fomos todos pra casa da minha mãe, onde fiquei até ontem tomando conta de todos e passando mais noites em claro! rsss

Troquei muitas fraldas, curei o umbiguinho, ajudei nos banhos e peguei muiiiiiiito no colo, porque dinda póóóóódeeee! 😀 O pai, sempre muito presente, se mostrou bastante habilidoso e proativo no trato com o bebê! Sabia mais que a gente que ouviu as orientações das enfermeiras 😛

A mãe, como ela mesma gosta de dizer, está apaixonada por sua cria! Amamentou diligentemente nos primeiros dias mesmo sentindo dor, e fica sempre muito atenta a todas as necessidades físicas e emocionais do Leandrinho ❤ #mãezona

Estou aqui em casa e meu marido já não aguenta mais me ouvir falar de assunto de bebê! Fico ligando pra minha irmã toda hora pra saber se Leandrinho dormiu, se ele mamou, se ele arrotou, se ele fez cocô, qual a cor do cocô… kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Aprendi tanta coisa legal a respeito principalmente de recém-nascidos, que até me sinto mais preparada para ter um bebê num futuro não muito distante 😛 Agora já tenho quatro sobrinhos lindos e peço a Deus que em breve tenhamos a oportunidade de juntarmos todos num lugar só pra nossa alegria ficar completa! 🙂

Bom… este foi um breve relato sobre minha aventura! Agradeço a todas vocês que nos deixaram votos de saúde e felicidades, e que oraram pra que tudo corresse bem!

Agora é andar com um babador, porque eu não tenho feito outra coisa que não seja babar neste menino!!! 😀

Um beijo grande em todas e aproveitem bastante o feriado!! =***********

O que tenho levado na bolsa nessas últimas semanas!

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Ei, gatas! Como estão?? Espero que bem e felizes!

Nas últimas semanas, tenho saído muito de casa pra cumprir uma agenda apertada de tia e madrinha 😀 (Como diria minha avó: “o  menino ainda nem nasceu, e vocês já estão com a vida toda revirada por causa dele!”)

São muitos compromissos, exames, leva, busca, compra, vai em feira, vai em loja, vai ao médico, faz ultrassom… essas coisas que vão se intensificando e se fazendo ainda mais necessárias agora na reta final em que o nascimento está muito próximo – sim!! – Leandrinho chega semana que vem!!  Tô que não me aguento de emoção!!!!!!!

Daí eu quis vir aqui pra mostrar pra vocês o que tenho carregado na bolsa (em circunstâncias normais), antes de mostrar o que vou levar pra maternidade na semana que vem quando minha irmã for ganhar o baby! Vou ficar de mucama, digo, acompanhante, durante os dias de internação, e preciso preparar uma malinha básica pra abalar geral na maternidade 😀

Acompanhe o texto junto com a numeração (1 a 9) que consta na imagem! Para ampliá-la, é só clicar 😉

Bom, ultimamente, eu tenho procurado carregar somente o necessário mesmo! Gosto de bolsas grandes pra determinadas ocasiões, mas, no dia-a-dia, eu tenho um pouco de pânico de sair carregando 15kg de coisas pela rua a fora…

1) Por incrível que pareça, eu às vezes me esqueço de carregar a chave de casa! Mas agora com este super chaveiro que minha mãe me deu, vai ser bem difícil eu esquecê-la pra trás – são os 10 mandamentos (um em cada bolinha) e um crucifixo 😛

2) Também carrego um dinheiro trocadinho com notas pequenas e moedas pra arcar com aqueles consumos bobos que não dá pra passar em cartão, como um copo de água mineral ou um picolé de uva, por exemplo.

3) Um livro pra servir de socorro em caso de longas esperas! Este To Kill a Mocking Bird é da minha cunhada que me emprestou depois de eu ter comentado que tinha visto o filme e adorado! Até tentei ler umas páginas dele no consultório do dentista enquanto esperava pra fazer a cirurgia dos sisos, mas é claro que eu não consegui ler nem uma letra de tanto desespero…

4) Algum hidratante para os lábios que voltou (temporariamente) a ser o Bepantol só por que estava numa super promoção na farmácia 😛

5) É raro, mas estou tentando carregar o celular  quando saio de casa, porque meu marido não é obrigado…rsss

6) Um pequeno kit-emergência contendo dois comprimidos de Dorflex, um elástico de cabelo e uma lixa de unhas. Este kit serve pra me socorrer e também pra socorrer o  meu próximo…rsss Porque aonde eu vou, tem alguém precisando de um elástico de cabelo, de uma lixa de unhas ou de um remédio pra dor!

7) Uma toalhinha de mão é essencial na minha bolsa! Ela me salvou quando saí do dentista babando (o guardanapo fajuto que ele me deu depois da cirurgia não deu pra nada!), e também salvou minha sobrinha quando ela se lambuzou toda de chup-chup numa feira da escola, e depois chegou perto de mim com aquela cara do tipo: faz alguma coisa! 😀 Santa toalhinha!!

8) Eu sempre carrego apenas um documento com foto. Gosto de andar com a habilitação porque além de ser menor do que a identidade, ela também tem este case de plástico onde eu posso carregar o cartão do banco e do plano de saúde, tudo num mesmo compartimento. Não gosto muito de carteira… acho que ela tem função mais decorativa do que funcional. Ocupa um espaço na bolsa que poderia ser ocupado por outra coisa mais útil e necessária.

9) Um bloco de anotações, porque não adianta carregar SÓ uma caneta perdida dentro da bolsa 😛 Este bloco é perfeito porque tem o lugar de colocar a caneta (o que te poupa de ter que mergulhar no infinito obscuro da bolsa pra encontrar um dispositivo que escreva), e também tem o bloquinho de papel que quando as folhas acabam você pode comprar o refil e substituir dentro da capinha verde.

Este bloco já salvou amigo oculto do Natal, já salvou leitura do relógio da Copasa, já salvou pedido da revistinha da Natura… ele está sempre a serviço e disposição de quem anda comigo! Já falei e vou repetir: andar comigo é um diferencial! kkkkkkkkkkkkkkkk

Desculpem-me pelo texto longo, e espero que tenham me lido até aqui! Me contem nos comentários o que vocês tem carregado na bolsa ultimamente, e os itens que não podem faltar nela! 😉

Beijo grande em todas, e até breve com mais notícias e novidades! =**

Alguns princípios básicos para resolver os conflitos das relações

Antes de virarem manchetes de jornais, acredito que muitos casos de violência começam como pequenos conflitos triviais: um troco errado que em poucos minutos evolui para um homicídio, uma fechada no trânsito que termina em espancamento, ou, quem sabe, duas colegas de classe que nunca se falaram, mas que por causa do afeto por um mesmo rapaz, viram notícia do Cidade Alerta depois de se enfrentarem na saída do colégio.

Não importa a idade, o cenário e muito menos ainda o motivo.

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Os conflitos se instalam, sobretudo pela convicção que todas as partes envolvidas carregam, de que seus direitos e interesses estão sob fatal ameaça… Importa o que eu quero, o que eu preciso e o que eu penso… porque se nada disso importasse, certamente não existiriam conflitos em nenhuma parte do mundo, certo?

Ora, se eu renuncio o que eu quero, o que eu preciso e o que eu penso; minha necessidade de prevalecer sobre os outros se desvanece, e antes mesmo que eu me indisponha com quem quer que seja, já estou convencido e inclinado a ceder.

E este, pra mim, é o primeiro princípio para se resolver um conflito: evitá-lo. [sempre que possível, porque alguns conflitos precisam ser vividos, porém de maneira supervisionada e consciente.]

A tática do *alguém tem que ceder* pode ser aplicada antes mesmo que o conflito se instale! Interprete os indícios com antecedência, e mude o curso da história enquanto há tempo: abaixe o tom de voz, sugira outro assunto, ou melhor ainda, ouça e tente compreender o interesse da outra (s) parte (s).

Antes mesmo de você pensar em si próprio e considerar suas próprias razões, é sempre bom (além de muito educado e cortês!!) ouvir com atenção e tolerância os interesses dos outros, em primeiro lugar, mesmo que estes *outros* não mereçam ou não venham a usar da mesma gentileza para com você posteriormente.

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Acredito que em todas as culturas – das mais primitivas às mais desenvolvidas – o ato de ouvir é sempre considerado mais sábio do que o ato de falar. E este é o segundo princípio a ser aplicado quando estamos diante de um conflito iminente ou já instalado: ouvir em silêncio.

Porque ao ouvir em silêncio, você não somente conquista o respeito dos outros, como também “se compra” um pouco de tempo para fazer uma ampla e estratégica leitura da situação. E é a partir desta leitura que você – e não o outro que está falando desenfreadamente motivado pelo desejo de prevalecer –  passa a assumir o controle do conflito.

É você quem irá determinar se o conflito pára ou continua. Se for parar por ali mesmo, não precisa de muita técnica… Mas se for continuar, é importante aplicar aqui o terceiro princípio: siga o conflito de maneira organizada e consciente.

Na minha opinião, a gente deve saber escolher nossas brigas. Alguns conflitos existem apenas para expor o lado negro das pessoas e destruir as relações pessoais. Outros, entretanto, podem produzir grande crescimento para todas as partes envolvidas, fortalecendo ainda mais os laços de amizade, comunhão e afeto. Naturalmente, estes são os conflitos que valem a pena. 🙂

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EM PRIMEIRO LUGAR, não importa quão certo e cheio de razão você acredite estar – jamais se sinta no lugar ou no direito de impor a sua verdade. Do contrário, o conflito deixa de ser produtivo e passa a ser um mero bate-boca que com certeza não vai chegar a lugar algum.

EM SEGUNDO LUGAR, não ridicularize ou menospreze a opinião ou postura dos outros. Encare o discurso das outras pessoas como uma oportunidade de conhecer e aprender um pouco mais sobre a mente humana… Lembre-se que ninguém ali te elegeu o mestre, ou o professor ou o dono-da-razão, pra que você se ache numa posição privilegiada de julgar e criticar os outros.

EM TERCEIRO LUGAR, quando a palavra estiver com você, tente fazer uma breve análise da postura e opinião de quem acabou de falar, destacando seus pontos positivos e negativos. Nunca destaque somente os pontos negativos pra que seu discurso não seja invalidado, por ser um discurso parcial e tendencioso. Mesmo que você esteja declaradamente fazendo oposição àquela pessoa, ainda assim existe muito espaço para ser verdadeiro e tolerante…

Exemplo: “Olha, fulano, vejo que sua preocupação com a situação tal é muito sincera e verdadeira, e eu admiro isso. Mas infelizmente, eu tenho uma postura diferente que eu gostaria que você ouvisse e considerasse, se possível.”

EM QUARTO LUGAR, ninguém poderá sair deste conflito desmoralizado ou ferido. Normalmente, como a maioria dos conflitos que vivemos envolvem amigos, colegas de trabalho, vizinhos e familiares, não podemos jamais conduzir um conflito pelo caminho da raiva e descontrole. Tratam-se de pessoas que amamos, com quem convivemos de perto e a quem não podemos desejar ou infligir mal algum!

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Porque inevitavelmente, a convivência levanta questões que podem em algum momento terminar em brigas e discussões… é natural e até esperado. Mas eu penso que uma relação não pode sucumbir a isso! E o caminho é sempre treinar a maneira como vamos conduzir o conflito pra que ele tome a direção dos bons frutos, e não a direção do ódio ou retaliação.

O final feliz e perfeito de um conflito não é ver que todos de repente passaram a ter a mesmíssima postura e opinião. É ver que ninguém virou a cara pra ninguém, mesmo depois de tantas diferenças expostas! Vão-se os conflitos, e ficam as pessoas, o carinho das relações, e sobretudo a consideração!

Pode até ser que algum dia, os personagens de um conflito cheguem a uma mesma conclusão e pensamento! E este será um grande dia para se comemorar e festejar! Mas enquanto este dia não chega, vamos parar com isso de ficar colocando o dedo na ferida sem necessidade, jogando indiretas e provocações que só geram ainda mais repulsa e oposição!

Porque às vezes os resultados demoram mais do que a gente está disposto a esperar, mas uma coisa é certa: a oração, o amor, e o testemunho de Jesus, vencem tudo 🙂

Mas se eu não tenho testemunho, o que tenho a oferecer?

Atualmente, eu me encontro numa fase “mental” muito engraçada, que funciona mais ou menos assim: todas as experiências que vivo no meu dia-a-dia – das mais simples às mais inusitadas –  eu acabo transformando num cenário fantasioso, em que  estamos eu e uma criança conversando e interpretando os detalhes das tais experiências em questão . (podem rir.rssss)

Acredito que com a gravidez quase que simultânea da minha irmã e da irmã do meu marido (ou seja, minha irmã também!!), estes assuntos relacionados a filhos e maternidade acabaram habitando meus pensamentos de uma maneira muito categórica e até um pouco cômica e divertida, já que às vezes minha imaginação beira o ridículo 😀 #FantásticoMundoDeBob

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Se estou em casa e preparo uma refeição bem gostosa e nutritiva, não precisa muito tempo pra eu logo começar a imaginar meus sobrinhos (e eventualmente meus próprios filhos), ali à mesa, felizes, se deliciando com o banquete e dizendo: Que delícia, tia! Quero mais! ou “Que delícia, mãe! Quero mais!” Me dá uma sensação linda, só de pensar!

Mas ao mesmo tempo, neste cenário fantasioso que vivo criando, também existem crianças que não querem comer. Que vão chorar e espernear a cada refeição, testando meus limites e minha paciência. Daí minha cena congela, e congelada ela fica até que eu crie uma postura e um discurso plausíveis pra essa tia/mãe, que poderá adotar:

1) a linha da correção e disciplina sem muito mimimimi (que pode ser bastante eficaz de imediato, porém pouco sustentável a longo prazo); 2) a linha da educação e instrução que naturalmente demanda mais tempo, paciência e energia, mas que produz frutos muito mais estáveis e duradouros, a  saber:  “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Provérbios 22-6

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Entretanto, para adotar a linha de número 2, da educação e instrução, essa tia/mãe não pode se ater a simplesmente jogar palavras ao vento, ou a repetir uns dez jargões infantis, na esperança de que, em se tratando de uma criança, isso apenas baste.

Para ser claro e plausível, tem que ser de verdade. Porque nada convence mais do que a verdade e o testemunho…

Se no meu prato eu tenho verduras, legumes e toda uma variedade de nutrientes; e se eu me alimento assim todos os dias na presença dessas crianças (sejam meus filhos ou meus sobrinhos), eu então não terei muita dificuldade em elaborar minha postura e discurso diante de qualquer impasse relacionado à alimentação daquela casa.

Mas se meu prato está cheio de bobagens, e eu então tento criar um discurso mentiroso baseado em preceitos que li num livro, e não na verdade do que vivo de fato em meu dia-a-dia; logo, não passarei de mais uma hipócrita na sociedade, que quer ensinar pra todo mundo aquilo que não sabe nem pra si mesma.

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Não se trata de uma reflexão sobre a maneira correta de se criar filhos (até por que nem mãe eu sou, e seria muita pretensão da minha parte querer ensinar qualquer coisa neste sentido). Trata-se de uma reflexão de postura pessoal e estilo de vida.

Essas crianças que vejo em minhas encenações fantasiosas, podem representar almas carentes e perdidas que tem fome e sede, mas rejeitam o bom alimento por hábito, esporte ou por simplesmente não saberem avaliar o que de fato é bom para suas vidas.

E quando elas se achegam, nós, que às vezes temos muito ansiedade e até boas intenções em querer sair fazendo tudo por todo mundo, não temos o mais importante a oferecer que é o testemunho e o brilho de Jesus em nós, que produzem o discurso e atitude coerentes.

A gente acaba adotando a linha 1 com nossos irmãos, da correção e disciplina, porque às vezes não temos testemunho e obras suficientes para adotarmos a linha 2, da educação e instrução…

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Para a multidão, Jesus (nosso Senhor e Rei que vive eternamente!), reservou as parábolas e muitos milagres. Mas para seus 12 discípulos, Ele reservou sua vida, sua intimidade, e a verdade do que Ele pregava. Porque os discípulos andavam e viviam com Jesus, e conheciam de perto Seus hábitos, Seus comportamentos, Suas decisões… Puderam constatar com os próprios olhos que aquela vida não era um teatro ensaiado, e que, pra quem quisesse, bastava tão somente ver e copiar.

É tão simples que chega a beirar a loucura, eu sei! Mas eu quero ser assim, simples como Jesus, sabe… Quero buscá-Lo e endossá-Lo cada vez mais como o Senhor da minha vida, pra que agindo Ele em mim, eu possa então agir conforme Sua vontade na vida dos outros. Porque pra ser de verdade tem que ser assim!

Pra ser de verdade, tem que ser na dependência e direção do Espírito, sem discurso ensaiado, sem inventar muita moda 😉