Alguns princípios básicos para resolver os conflitos das relações

Antes de virarem manchetes de jornais, acredito que muitos casos de violência começam como pequenos conflitos triviais: um troco errado que em poucos minutos evolui para um homicídio, uma fechada no trânsito que termina em espancamento, ou, quem sabe, duas colegas de classe que nunca se falaram, mas que por causa do afeto por um mesmo rapaz, viram notícia do Cidade Alerta depois de se enfrentarem na saída do colégio.

Não importa a idade, o cenário e muito menos ainda o motivo.

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Os conflitos se instalam, sobretudo pela convicção que todas as partes envolvidas carregam, de que seus direitos e interesses estão sob fatal ameaça… Importa o que eu quero, o que eu preciso e o que eu penso… porque se nada disso importasse, certamente não existiriam conflitos em nenhuma parte do mundo, certo?

Ora, se eu renuncio o que eu quero, o que eu preciso e o que eu penso; minha necessidade de prevalecer sobre os outros se desvanece, e antes mesmo que eu me indisponha com quem quer que seja, já estou convencido e inclinado a ceder.

E este, pra mim, é o primeiro princípio para se resolver um conflito: evitá-lo. [sempre que possível, porque alguns conflitos precisam ser vividos, porém de maneira supervisionada e consciente.]

A tática do *alguém tem que ceder* pode ser aplicada antes mesmo que o conflito se instale! Interprete os indícios com antecedência, e mude o curso da história enquanto há tempo: abaixe o tom de voz, sugira outro assunto, ou melhor ainda, ouça e tente compreender o interesse da outra (s) parte (s).

Antes mesmo de você pensar em si próprio e considerar suas próprias razões, é sempre bom (além de muito educado e cortês!!) ouvir com atenção e tolerância os interesses dos outros, em primeiro lugar, mesmo que estes *outros* não mereçam ou não venham a usar da mesma gentileza para com você posteriormente.

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Acredito que em todas as culturas – das mais primitivas às mais desenvolvidas – o ato de ouvir é sempre considerado mais sábio do que o ato de falar. E este é o segundo princípio a ser aplicado quando estamos diante de um conflito iminente ou já instalado: ouvir em silêncio.

Porque ao ouvir em silêncio, você não somente conquista o respeito dos outros, como também “se compra” um pouco de tempo para fazer uma ampla e estratégica leitura da situação. E é a partir desta leitura que você – e não o outro que está falando desenfreadamente motivado pelo desejo de prevalecer –  passa a assumir o controle do conflito.

É você quem irá determinar se o conflito pára ou continua. Se for parar por ali mesmo, não precisa de muita técnica… Mas se for continuar, é importante aplicar aqui o terceiro princípio: siga o conflito de maneira organizada e consciente.

Na minha opinião, a gente deve saber escolher nossas brigas. Alguns conflitos existem apenas para expor o lado negro das pessoas e destruir as relações pessoais. Outros, entretanto, podem produzir grande crescimento para todas as partes envolvidas, fortalecendo ainda mais os laços de amizade, comunhão e afeto. Naturalmente, estes são os conflitos que valem a pena. 🙂

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EM PRIMEIRO LUGAR, não importa quão certo e cheio de razão você acredite estar – jamais se sinta no lugar ou no direito de impor a sua verdade. Do contrário, o conflito deixa de ser produtivo e passa a ser um mero bate-boca que com certeza não vai chegar a lugar algum.

EM SEGUNDO LUGAR, não ridicularize ou menospreze a opinião ou postura dos outros. Encare o discurso das outras pessoas como uma oportunidade de conhecer e aprender um pouco mais sobre a mente humana… Lembre-se que ninguém ali te elegeu o mestre, ou o professor ou o dono-da-razão, pra que você se ache numa posição privilegiada de julgar e criticar os outros.

EM TERCEIRO LUGAR, quando a palavra estiver com você, tente fazer uma breve análise da postura e opinião de quem acabou de falar, destacando seus pontos positivos e negativos. Nunca destaque somente os pontos negativos pra que seu discurso não seja invalidado, por ser um discurso parcial e tendencioso. Mesmo que você esteja declaradamente fazendo oposição àquela pessoa, ainda assim existe muito espaço para ser verdadeiro e tolerante…

Exemplo: “Olha, fulano, vejo que sua preocupação com a situação tal é muito sincera e verdadeira, e eu admiro isso. Mas infelizmente, eu tenho uma postura diferente que eu gostaria que você ouvisse e considerasse, se possível.”

EM QUARTO LUGAR, ninguém poderá sair deste conflito desmoralizado ou ferido. Normalmente, como a maioria dos conflitos que vivemos envolvem amigos, colegas de trabalho, vizinhos e familiares, não podemos jamais conduzir um conflito pelo caminho da raiva e descontrole. Tratam-se de pessoas que amamos, com quem convivemos de perto e a quem não podemos desejar ou infligir mal algum!

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Porque inevitavelmente, a convivência levanta questões que podem em algum momento terminar em brigas e discussões… é natural e até esperado. Mas eu penso que uma relação não pode sucumbir a isso! E o caminho é sempre treinar a maneira como vamos conduzir o conflito pra que ele tome a direção dos bons frutos, e não a direção do ódio ou retaliação.

O final feliz e perfeito de um conflito não é ver que todos de repente passaram a ter a mesmíssima postura e opinião. É ver que ninguém virou a cara pra ninguém, mesmo depois de tantas diferenças expostas! Vão-se os conflitos, e ficam as pessoas, o carinho das relações, e sobretudo a consideração!

Pode até ser que algum dia, os personagens de um conflito cheguem a uma mesma conclusão e pensamento! E este será um grande dia para se comemorar e festejar! Mas enquanto este dia não chega, vamos parar com isso de ficar colocando o dedo na ferida sem necessidade, jogando indiretas e provocações que só geram ainda mais repulsa e oposição!

Porque às vezes os resultados demoram mais do que a gente está disposto a esperar, mas uma coisa é certa: a oração, o amor, e o testemunho de Jesus, vencem tudo 🙂

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11 pensamentos sobre “Alguns princípios básicos para resolver os conflitos das relações

  1. Também adoro seus textos, aprendo muito com eles!!!! Realmente nós precisamos ser mais tolerantes uns com os outros, não achar que somente nós temos razão e ter sempre o amor de Jesus em nossos corações!!!!! Beijos!!!!

  2. Diana me identifico muito com vc, tb amo escrever, qdo vc disse que tem vários cadernos eu dei risada sou igualzinha rss… que vc possa sempre nos ajudar com seus textos inspiradores entro aqui todo dia e fico aguardando algo novo que me edifique!! um abraço potty

    • ahaha! Você também é a #aloka dos cadernos??? Menina, inclusive tô precisando comprar mais alguns… !!!

      Fiquei muito feliz com seu comentário e por saber que se identifica comigo! Espero te ver sempre por aqui! Beijo grande, querida!!! =***

      • ahh vc é linda viu.. fiquei muito feliz com sua resposta eu tenho família ai em Bh e sou de Viçosa… qdo for ai te faço uma visitinha kkkk olha que abusada euu !! bjus querida vc tem me ajudado muito =)

  3. Não sei se foi do nada que achei sua pagina mas era o que eu precisava no momento pois estar em conflito com o outro e seus aspectos é uma F, e o pior é que nunca consigo ter respostas pois eu ingenuamente fico querendo ter a razão, fico sentindo uma dor por que fiquei com o ego contrariado rsss…vi que isso é papel de idiota e não quero mais isso para mim. Seu texto apareceu num ótimo momento! De agora em diante ficarei mais calma…

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