Escolhendo uma carreira profissional: nada é definitivo ou pra sempre.

Uma porção considerável da audiência do blog dianasaid.com, é composta por meninas mais novas, com idade menor ou igual a 20 anos, que ainda estudam e moram com os pais.

Neste momento, muitas delas se encontram diante do que consideramos decisões grandes e importantes, que podem inclusive impactar os próximos anos de suas vidas (positiva ou negativamente), através de seus frutos e consequências que somente o futuro revelará a seu tempo certo.

O que vejo infelizmente, é que em muitas sociedades, a escolha de uma carreira promissora e bem-sucedida, ainda é tida como a maior e mais essencial decisão que alguém deve tomar na vida… como se *o ato de viver* dependesse fundamentalmente do aprendizado e exercício de uma profissão, de preferência notória e bem remunerada.

Tanto isto é verdade, que diversas vezes nos pegamos *medindo* as pessoas pela profissão que exercem ou pelo lugar onde trabalham. Um dia desses, perguntei a um colega de faculdade se a fulana que tinha sido da nossa sala estava bem, e ele me respondeu sem nem piscar os olhos: Ela ocupa o cargo X na empresa Y.

Ou seja: por silogismo, ele quis que eu deduzisse que quem ocupa o cargo X na empresa Y, inevitavelmente, sem sombra de dúvidas, no mínimo, está muito muito muito bem.

E enquanto esta for a medida, continuaremos formando todos os anos, turmas e mais turmas de jovens imaturos e ambiciosos, que depois de alguns meses de mercado de trabalho, já começam a se dar conta de que não poderiam estar na profissão mais errada do que aquela que eles próprios escolheram, ou que talvez *escolheram* pra eles.

Por isso, na minha opinião, o jovem deve observar alguns princípios no momento em que começa a pensar em sua carreira profissional:

1) Esquece isso de sucesso e notoriedade porque estes são valores consequentes do seu trabalho e dedicação, que não vêm pregados de brinde na carreira que você escolher.

2) Esquece isso de *eu preciso entrar na faculdade com 17 anos*, e não se incomode em adiar esta decisão em um ou dois anos, caso esteja realmente confusa e perdida. Mas não estou falando em um dois anos de completo ócio e preguiça, okay? Vá explorar as possibilidades e aplicar seu tempo em cursos gratuitos, e outras tentativas que te ajudarão a chegar no próximo princípio 😉

3) Foque em descobrir seu talento e vocação, para que assim você escolha um caminho que te ajudará a desenvolver e profissionalizar este talento e vocação.

4) Lembre-se que ao longo da vida, esta carreira que você escolheu poderá ser re-orientada para outras áreas conforme seu desejo ou oportunidades de mercado.

5) Pesquise as carreiras, mas não se esqueça de pesquisar as grades curriculares com as disciplinas estudadas durante os cursos (universitários, profissionalizantes, técnicos, etc). Se não houver esta afinidade, seus anos de estudos poderão se tornar improdutivos e desinteressantes. Ou seja: você não absorverá o conteúdo, e fatalmente se tornará um profissional mediano em sua atuação.

Se você observa estes princípios e se desprende deste monte de estereótipos e receitas prontas que encontramos por aí, você poderá se deparar com um panorama novo e diferente quanto à remuneração desta carreira escolhida. Você não precisará se limitar a fazer isto ou aquilo como todos os outros profissionais da sua área, ou trabalhar nesta ou naquela empresa como a maioria dos seus colegas de classe…

Um profissional talentoso, devidamente instrumentalizado, livre da crítica social e da necessidade de status e reconhecimento, é um profissional com uma mente renovada, que cria novos negócios e faz contribuições importantes para a sua área de conhecimento e para o desenvolvimento da sociedade como um todo.

Este profissional é involuntariamente reconhecido, aplaudido e bem remunerado, mas não porque sua busca inicial e obstinada foi por reconhecimento, aplauso e boa remuneração… mas justamente porque, ao se desprender desta necessidade tão simplória, ele se pôs livre para enxergar e escolher com calma e estratégia, o caminho que melhor aproveitasse e desenvolvesse sua vocação e talento – dentro de um contexto de época, de um momento econômico, de uma direção cultural, social, etc…

Analise o mundo, e pense em como uma competência sua poderia ser aproveitada. Procure um orientador vocacional para te ajudar a chegar à máxima “eu sou bom NISTO”.

Não olhe para o status do diploma. Olhe para as mudanças e melhorias que você poderá construir como legado… Olhe para a sua comunidade, para o seu estado, para o seu país e, por que não, para o mundo. Porque conhecimento aplaudido e pregado numa parede não presta pra absolutamente nada. Conhecimento é o que você faz e transforma com ele…

Inclusive, talvez a escolha de uma carreira devesse obrigatoriamente vir seguida da escolha de uma mudança a ser realizada na sociedade. Porque o vestibular e suas infinitas horas de prova num local tenso e fechado, é no máximo um teste de força e resistência, e não uma seleção que se possa levar a sério. Eu pelo menos reluto, e não concordo com este método… (se fosse tão eficiente, os países de primeiro mundo o adotariam).

Bom… mas enquanto isto, pense nesta mudança que você gostaria que acontecesse na sociedade através do seu trabalho e dedicação,  e se coloque a buscar o caminho que te capacitará pra isso.

Lembre-se que todo aquele que procura acha… E no meu caso, minha busca acontece sempre de joelhos, pra que a minha carreira seja um instrumento forte da parcela de participação que tenho nos planos de Deus.

Espero que você busque e que você encontre =)

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8 pensamentos sobre “Escolhendo uma carreira profissional: nada é definitivo ou pra sempre.

  1. Nossa…. ADOREI sua postagem!!! Realmente nada paga a nossa satisfação em trabalhar naquilo que realmente gostamos e que nos faz bem!!! É uma pena que a maioria dos jovens não pensam dessa maneira… infelizmente o mundo em que vivemos é muito capitalista, tudo gira em torno do dinheiro… a maioria só querem status!!! Cabe a nós criar os nossos filhos de uma maneira diferente, quem sabe assim o futuro possa ser melhor.

  2. Tenho 19 anos e vivo o dilema da escolha da profissão desde os 16 quando terminava a escola.. Às vezes me sinto a menor pessoa do mundo, por não saber decidir esta parte da minha própria vida.
    Gostei muito das palavras deste texto. Me sinto melhor por não ser a única. E melhor por ter dado dicas para esta minha busca.
    E que Deus nos ajude a nos conhecermos e com isso sermos pessoas mais felizes e completas.

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