Onde não há mudança de mente, não há arrependimento e nem conversão

De todos os bordões criados pelas igrejas e frequentemente usados para se referir às diferentes experiências cristãs, o ** converter-se ** é sem dúvida o mais inconfundível  e de amplo conhecimento mesmo entre os não-cristãos.

Ele se refere principalmente à ação de se vestir de uma determinada maneira, eliminar (mesmo que temporariamente) alguns vícios e palavras de baixo calão, ir à igreja, ler a Bíblia e proferir tantos outros bordões que confirmem a sua nova identidade de ** convertido ** e membro deste grupo onde as pessoas se comportam exatamente como você.

Desta maneira, o conceito por trás da expressão ** converter-se ** vem se resumindo cada vez mais à mera obediência de um código  fundamentado em noções de religiosidade; em detrimento do seu verdadeiro e genuíno sentido que é a transformação da mente, a mudança de direção, a metanóia.

A conversão é um milagre. Sua mente é formatada, e um novo sistema operacional é instalado. Este sistema é o Espírito Santo, através do qual podemos nos comunicar e ter comunhão com o nosso Deus.

Esta nova mente perceberá e experimentará a realidade de uma maneira completamente diferente a que estava acostumada… Os valores e princípios são reprogramados e alinhados de acordo com o Reino de Deus – a sua nova casa – e se você andava em direção ao sul, agora andará em direção ao norte, e nada em absoluto será como era antes.

O processo de ** converter-se ** implica em necessariamente romper com uma estrutura… é como a indiscutível necessidade de se demolir um prédio de construção comprometida que pode ruir a qualquer momento; e construir outro novo no lugar, do zero, como se o primeiro prédio nunca tivesse existido.

E por tudo isto, a conversão não pode jamais estar amarrada à religiosidade, uma vez que a religiosidade vem do homem, e a verdadeira conversão vem de Deus.

Porque  a confusão entre estas duas experiências, e a supervalorização da primeira delas, levam ao lastimável cenário que se apresenta hoje para quem queira ver: pessoas cheias da religiosidade e vazias do Espírito Santo. Cheias de culpa, de feridas abertas, de cansaço; e vazias do evangelho, da novidade de vida, da nova mente e do novo Reino.

Abandonar os “vícios”, “festas” e “palavrões” não configuram o processo de conversão em si, nem tampouco são sinais evidentes de que uma pessoa se converteu. Estes podem ser desdobramentos naturais e até mesmo posteriores à conversão, pela influência do Espírito Santo que nos convence dos nossos pecados sejam eles quais forem, e guia nossa mente em toda a verdade. (Ademais, no processo de conversão, somos lavados e redimidos pelo sangue de Jesus que propõe eliminar de nossas vidas, tudo o que nos deteriora e consequentemente nos separa de Deus…) 

Sendo assim, é importante reforçar que nosso livre-arbítrio deve ser exercido plenamente e em todo o tempo para aceitar ou rejeitar a verdadeira e profunda conversão com que Jesus nos presenteia através do Evangelho.

Ao aceitarmos esta conversão, nos submetemos primeiramente ao senhorio dEle, reconhecendo Sua supremacia sobre todas as coisas, inclusive e principalmente sobre nossas vidas, às quais não temos mais direito algum.

Os verdadeiros convertidos são aqueles que antes andavam por conta própria e risco, segundo seus próprios planos e desejos particulares, e hoje se rendem desprendida e alegremente à vontade de Deus, seja ela qual for, e no tempo que for.

Os convertidos são filhos, adoradores, dependentes, submissos, convictos, loucos, focados… A mente renovada no Espírito Santo os convence de que o exclusivo motivo da sua existência é amar a Deus e realizar qual seja a Sua boa, perfeita e agradável vontade.

A mente que antes mandava seguir pelo caminho A ou B, agora reconhece que importa obedecer. A mente que antes mandava exigir, agora se submete.

A mente que antes mandava se priorizar, agora considera a necessidade do irmão como o mais importante, a mente que antes mandava buscar seus sonhos, agora sonha os sonhos de Deus.

A mente que antes mandava calar, agora manda falar com toda intrepidez e ousadia, a mente que antes mandava se preocupar com o dia de amanhã, agora manda descansar em Deus que é de onde vem todo o sustento.

A mente que antes mandava amaldiçoar, agora manda abençoar, a mente que antes mandava vingar-se, agora manda perdoar.

A mente que antes mandava ter medo, agora diz “tudo posso nAquele que me fortalece”, a mente que antes dizia que Deus é religião, agora diz “o Senhor é o centro, o meu TUDO”

Mas onde não há mudança de mente, não há arrependimento e nem conversão. E por isso oramos para que sejamos conduzidos ao constante arrependimento, e realinhamento das nossas mentes com a mente de Cristo, sem o qual é impossível achegar-se a Deus.

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19 pensamentos sobre “Onde não há mudança de mente, não há arrependimento e nem conversão

  1. Não acho que os verdadeiros convertidos são os que se rendem a Deus, pra mim é questão de conscientização, de perceber que certa conduta pode ter um feedback MUITO NEGATIVO, e por isso chegou a hora de da uma repaginada no estilo de vida. Obvio que tem pessoas que depois de passar por um grande problema, se apegam mais a Deus/Religião e mudam completamente, já tem outras que aprende que aquilo foi um erro e não deve ser mais repetido! Mas é claro que Deus com certeza deve interferir nas duas situações!! ;]

    • Deus e religião não são a mesma coisa… e apegar-se a Deus em momentos difíceis não é se render a Ele. A conversão dentro do contexto cristão é entregar a vida e seus direitos a Jesus Cristo, e fazê-lo Senhor sobre cada aspecto de nossas vidas.

      Ainda dentro do contexto cristão, nós humanos fomos criados exclusivamente para a glória e louvor do nosso Criador. Independente das situações da vida (problemas ou não) nosso chamado à conversão é constante, para colocarmos Jesus em Seu devido e merecido lugar que é num trono no centro de nossas vidas, para reinar soberana e supremamente porque Ele é Deus, Senhor e Kyrios.

      Ele é quem supre, cuida, sustenta, ama, perdoa, limpa, e imprime sentido à nossa existência sobre a terra e na eternidade, ao Seu lado.

      • Muito linda sua palavras,eu ando meia afastada da igreja,mas não afastada de Jesus pois converso com ele todos os dias, e suas palavras me deu forças para continuar no caminho , e voltar a igreja.

      • Com certeza Deus e religião não são a mesma coisa. Acredito piamente que uma pessoa pode “converter-se” a Deus sem seguir uma religião nenhuma. Creio que o importante é que Deus exista dentro de nós. Para mim a religião, em muitos casos, não é benéfica. As pessoas precisam ter uma fé raciocinada. Temo por aqueles que ficam fanáticos por religião e a pretexto disso, falam de Deus o tempo inteiro, sem ao menos ser íntimo d “Ele.

        • É verdade, Vi!! Jesus mesmo disse que muitos O louvam com os lábios, mas o corações estão longe dEle… Temos que orar e vigiar para não cairmos nesta hipocrisia que tanto repudiamos e que tanto entristece a Deus. Um beijo grande e obrigada pela mensagem!! =***

      • Olá Diana!
        É minha primeira vez no blog, parabéns pelo post! Com certeza, devemos sempre colocar nossa vida diante de DEUS, para sermos guiados a um relacionamento pleno com ELE. Que Deus continue te usando como instrumento abençoador através do seu bolg! Amei as dicas de beleza, finanças, sob uma ótica feminina, cristã e inteligente! Abraços!

        • Oi Diana! Amei os posts sobre moda (o de amarração de cangas é 10!) Sua experiência com Roacutan também me animou! Mas acho que vou ter um bêbê antes de fazer o tratamento… Bjos!

    • Jonatha você não entende as coisas espirituais, a sua mente é totalmente confusa, um religioso que precisa ter a mente transformada, esse negócio de “não acho” está totalmente errado, tem que ter certeza, e saiba de uma coisa o Senhor Jesus não é religião, Ele é a verdade que liberta!

    • Val, sou da Igreja de Jesus Cristo que é única e indissociável, e sempre que posso, frequento qualquer denominação cristã, inclusive a Batista =) Um grande beijo e volte sempre!! =***

  2. Ola Diana,
    Bom, eu gostei muito do seu texto mesmo eu seguindo e acreditando em outra linha de pensamento, estilo
    e ” metodologia de vida ” por assim dizer. Mesmo ambas levando a Deus. Queria deixar minha opnião.
    Eu acredito no bem.
    No fazer o bem sem ver a quem.
    Acredito na caridade como a melhor forma de servir a Deus. Pois em meu ponto de vista , não existe fé e nem esperança onde a caridade livre de vaidade não exista.
    Acredito que render-se a Deus alem de uma série de condutas morais ou seguimento da palavra ou um culto cheio de ensinamentos esta TAMBEM em encontrar uma maneira de fazer bem ao proximo, em ser util ao proximo. Acredito dentro da minha pequena e pouca sabedoria que muito mais que a palavra ou a evangelização o BEM e a bondade é a verdadeira forma de entregar-se a Deus. Diante do bem ao proximo conseguimos abrir um leque e entender melhor a palavra e acoplar os ensinamentos ao dia a dia. Pois muito pouco é aproveitado do “semão” ou da leitura sem uma vivencia. No mais, so queria abrir a conversa pra esse lado que o bem aos olhos de Deus não é só uma oração fervorosa com palavras lindas e complexas mas pode ser uma delicadeza de um “afago” a dor do proximo.
    Não quero de maneira nenhuma ferir sua crença … somente enrriquecer a discursão.
    Grande abraço e obrigada por responder meu outro comentario.
    E por realmente impactar minha vida.
    Beijos carinhosos.

    • Ei, Iza!! Que bom te ver por aqui novamente!! =)

      Com certeza o amor e serviço ao próximo são uma realidade de quem tem o coração convertido a Jesus, que nos propõe ser um só com nossos irmãos (o Seu corpo), amando-os como a nós mesmos, e considerando a sua necessidade em primeiro lugar. (Afinal, Sua ordenança é amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos =) )

      O amor de Deus se aperfeiçoa em nós quando cuidamos uns dos outros com o mesmo desprendimento e “imerecimento” com que Jesus nos amou e nos ama.E os convertidos a Ele já não tem mais o “EU” como o centro e prioridade de suas vidas…

      E você disse algo muito verdadeiro a respeito do sermão, porque Jesus mesmo nos alerta para aqueles que “O louvam com os lábios, mas os seus corações estão longe dEle”. “Aquele que ouve as Minhas palavras e as PRATICA, este é o que me ama…” “O Evangelho não é evangelho de palavra, mas de Poder…”

      O amor de Jesus está realmente nos detalhes e nas demonstrações mais abnegadas e simples de amor e cuidado para com aqueles que Ele ama, Sua imagem e Semelhança, raça eleita, sacerdócio real… Amar a Deus também é amar o que/quem Ele ama =)

      Nossa, eu não paro… kkkkkkkkkkk Daqui a pouco tô aqui escrevendo outro post!!

      Obrigada pelo seu carinho e pelo seu comentário!! É sempre muito bom te ver por aqui! Um beijo carinhoso no seu coração e volte sempre!! =****

  3. Olá Diana,
    Gosto de ler seus textos, são bem elaborados e expressivos.
    Deus é um só, creio que não é somente pela igreja x e y que se recebe o espírito santo, mas pela entrega de todo o coração. Conheço tantas pessoas que se dizem crentes e convertidas mas somente para a igreja e não para o senhor. Sou muito temente e confiante no meu Deus, sempre estou com ele em meu coração e me por isso me sinto forte. Sou católica mas não de frequentar todos os dias ou fins de semana, não conheço todo o ensinamento da bíblia mas o pouco que sei é que sou filha de Deus e que confiando na sua palavra serei uma pessoa abençoada.
    Além de linda e inteligência é temente a Deus. Adoro seu blog, sua dissertação é perfeita.
    Bjo linda!

    • Obrigada, Leila! Fico muito feliz por se identificar com o conteúdo do blog e por gostar do que posto aqui! Um coração sincero e humilde é o que o nosso Deus procura para cumprir seus planos através de nós =)
      Bjkas e que Deus te abençoe sempre! =***

  4. Gostei muito de sua mensagem, vc poderia postar mais mensgens deste tipo tenho visto poucas em seu blog. Nossa é tão bom ver pessoas assim como vc, jovens e bonitas, pregando o evagelho para o mundo.
    Jesus te ama muito!!!!!!!!!!
    Obrigada.

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