Compreender a influência da genética sobre a nossa imagem ajuda, e muito, no processo individual de auto-aceitação

Mesmo depois de ter tratado minha acne definitivamente com o Roacutan, acredito não ser segredo pra ninguém (inclusive falei sobre isso abertamente nos meus vídeos sobre Acne), que após o período de tratamento, a pele do paciente volta a assumir a sua exata forma original de antes.

No meu caso, embora a acne grave, cística e nodular tenha ido embora para todo o sempre; minha pele naturalmente voltou a ser oleosa, com poros dilatados e cheia daqueles cravinhos que eventualmente evoluem para pequenas pústulas (principalmente durante a TPM) ou para quadros de breakout em que aparecem pequenas inflamações no meu rosto inteiro sem motivos aparentes.

Já  briguei com a vida e com o mundo inteiro por causa deste “traço” da minha imagem, e sigo sem entender como algumas pessoas tem a pele linda e maravilhosa sem fazer qualquer esforço, comendo fritura, lavando o rosto com o primeiro sabonete que vêem pela frente; enquanto meus produtos e rituais simplesmente não são suficientes para manter minha pele, no mínino, livre de acne.

E o engraçado é que, de maneira inversa, muitas pessoas que convivem comigo seguem igualmente sem entender como permaneço magra e torneada, sai ano entra ano, comendo de tudo, sem que pra isso eu precise investir muito tempo, energia ou esforço como a maioria da população do mundo inteiro.

ORA, COMO ISSO É POSSÍVEL????

Alguns aspectos físicos estão ligados a fatores genéticos, e em algum medida, independem de esforço e dedicação. Ou seja, para atingir um mesmo resultado físico (perder 2kgs em um mês, por exemplo), uma pessoa se mata na academia e passa o dia comendo regradamente, enquanto a outra faz pouco ou nenhum esforço. As duas alcançam o mesmo resultado imprimindo diferentes quantidades de energia, sobretudo pela unicidade de cada organismo, e pelo ritmo de cada metabolismo.

Entretanto, não se anime achando que pode culpar a genética pelo excesso de peso, pois a questão aqui não é entregar os pontos, e sim encontrar a solução (dieta e programa de exercícios) adequada para responder à maneira como o seu corpo exclusivamente é moldado para processar os alimentos que você ingere, e para queimar suas respectivas calorias. Desta maneira, incluindo outros fatores como o formato do corpo e estrutura óssea, a solução que afinou a silhueta da sua melhor amiga pode não funcionar pra você.

Daí a importância de compreendermos a influência da genética sobre a nossa imagem: nascemos com ela, não exercemos controle sobre ela, mas é tão somente ela que nos faz únicos e singularmente especiais.

Em alguns aspectos ela nos agraciou, e em outros… nem tanto. Podemos até estranhar este princípio e nos rebelarmos contra ele num primeiro momento, mas a verdade é que a genética não tem compromisso com padrões, e nem tampouco fomos nós criados para atendermos a um determinado padrão da forma física. A genética antecede os padrões, e é simplesmente incompatível e antagônica a eles. Ela veio primeiro e os padrões vieram depois carregados da manipulação do homem ao longo da história.

Esta imagem mostra a mudança dos padrões de beleza ao longo do sec. XX, de acordo com a altura, peso, medidas e proporções do corpo das estrelas de cinema.

Acredito que devemos conhecer nossas inclinações genéticas, para intervirmos sobre aquelas que são negativas e que podem inclusive gerar prejuízo para a saúde; e também para celebrarmos e abraçarmos aquilo com que fomos graciosamente contemplados. Por que neste equilíbrio encontramos a auto-aceitação e passamos então a abraçar nossa forma única, da cabeça aos pés.

Porque não existe maquiagem ou prótese de silicone que dê jeito num ser humano eternamente insatisfeito com sua aparência, dominado pelo duro jugo de um padrão que hoje é X e amanhã é -X.

Na maioria das vezes, o problema não são os seios pequenos, ou a gordurinha localizada, ou o cabelo que não é liso…. o problema é interno, é visceral. E onde não existe  amor próprio, toda forma de beleza está morta.

Anúncios

Um pensamento sobre “Compreender a influência da genética sobre a nossa imagem ajuda, e muito, no processo individual de auto-aceitação

  1. Oi Diana! tudo bem?
    Gostei bastante do seu post,
    vc ja fez tratamento com roacutan e eu queria tirar uma duvida com vc!
    É NORMAL apos o fim do tratamento dentro de poucos meses aparecerem
    algumas espinhas pequenas, no periodo menstrual ou quando se come muita besteira?
    beijos

Deixe um recadinho =)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s