As perseguições veladas que sofremos por amor e adoração a Cristo

Você que dispõe de qualquer conhecimento bíblico, por mais raso que seja, certamente já ouviu falar de um dos principais eventos que marcou o ministério público de Jesus: a escolha dos 12 discípulos.

De maneira muito especial e até contundente (a saber: vem, me segue!), Jesus primeiramente reuniu um time de homens que não só viviam na companhia e intimidade dEle, mas também se ocupavam integralmente dos assuntos e atividades do Reino de Deus que já era chegado.

Foram homens privilegiados, que conheceram nosso Salvador em pessoa, testemunhando ocularmente todos os sinais e prodígios operados por Ele; ouvindo da boca do próprio Deus os estatutos, ensinamentos e sobretudo a voz de autoridade que expulsava demônios e curava as multidões.

E foi após a morte de Cristo, quando já ressucitado o mesmo apareceu aos discípulos na Galiléia, que a maior de todas as responsabilidades lhes foi transimitida através da Grande Comissão:

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho ordenado” Mateus 28:18-20

Fizeram o que lhes fora designado, com as devidas  exceções e ressalvas,  recebendo o fim que era comum a todo aquele que professasse a fé no Filho do Homem: morreram apedrejados, crucificados ou decaptados.

E por causa das sucessivas mortes de malditos que há mais de 2 mil anos vêm acontecendo por amor do nome de Cristo, é que podemos hoje ter acesso às Boas Novas, à mensagem da salvação e do Reino de Deus.

Somos discípulos num estado laico, onde embora a igreja não seja declaradamente perseguida, existem outras formas veladas e assustadoramente tácitas de perseguições acontecendo nos subsistemas. E é muito natural que as perseguições venham em maior ou menor grau, uma vez que dar testemunho de Jesus através de nosso estilo de vida e adoração, é permitir que Ele próprio esteja ali em carne e osso nos lugares onde nós sabemos que Ele não é bem-vindo. E, irmãos, onde Jesus não é bem-vindo… nenhum de seus discípulos é. (Quem vos recebe, a mim me recebe – Mateus 10:40)

Vivemos episódios na escola, vizinhança e no trabalho, semelhantes aos vividos por Jesus e seus discípulos numa dimensão maior envolvendo governos e impérios. O escarnecimento, provocações e calúnias vem da mesma motivação: de neutralizar e até mesmo eliminar a presença da LUZ  nos lugares onde satanás opera seus desígnios malignos sem que ninguém perceba. E vale lembrar que é através da Luz que toda a verdade encoberta é revelada, e que todos os que estavam cegos passam a enxergar…

Somos inquiridos por fariseus e escribas do séc. XXI com a mesma voracidade e legalismo com que Jesus era inquirido em seu tempo. Muitos se esforçam para articular argumentações públicas na tentativa de encurralar e desmoralizar os que defendem não os estatutos puramente, mas o PLANO da Salvação com que Cristo nos presenteou.

Trazem ao nosso conhecimento situações da atualidade buscando nos fazer cair em contradição diante de palavras que foram escritas há tantos milhares de anos, como é o caso da Bíblia. Condenam, criticam e zombam da nossa dependência, do nosso esforço para agradar e principalmente obedecer a Deus.

Para muitos vizinhos, familiares, colegas de sala e de trabalho você é um LOUCO por ter escolhido viver assim… um ingênuo e fraco que desperdiça a vida com essa estória de “amor a Jesus”. Muitos acham que a vida que levamos com Cristo é uma vida triste e cheia de privações, quando na verdade, nós trocamos o mundo pelo privilégio de andar na companhia e intimidade dEle, nos ocupando dos assuntos e atividades que importam pra Ele, como fizeram aqueles 12 discípulos do início do post. Foi o que escolhemos fazer com o livre-arbítrio que Ele deu pra cada um.

Estejamos certos, entretanto, de que esses episódios são reflexo e projeção das lutas espirituais, pois “não temos que lutar contra a carne e contra o sangue, e sim contra principados e potestades, contra os príncipes das trevas deste século” (Efésios 6:12)Por isso, permaneçamos no amor, compaixão e oração para com aqueles que nos rodeiam e convivem conosco em diferentes ambientes. Sejamos perseverantes em dar testemunho prático da vida e caráter de Cristo, com atitudes e serviço ao próximo, independente das circunstâncias.

Porque Jesus foi muito claro: “EU vos envio (…) E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século”.

Ele é conosco e sabemos que as portas do inferno não prevalecem contra a Sua igreja.

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2 pensamentos sobre “As perseguições veladas que sofremos por amor e adoração a Cristo

  1. Oi, Diana!

    Gosto muito dos seus textos devocionais!
    Você é de alguma denominação específica?
    Hoje me considero Evangélica, porém, pelo menos por enquanto não denominacional… Tive ( e tenho) algumas experiências na Igreja em que me converti (a qual nao frequento mais) e de pessoas a minha volta de outras igrejas que me fazem entender um pouco o por que que nós evangélicos somos tão criticados… Não que eles estão certos em nos criticar porque entendo que o inimigo faz uso dessas falhas para desmoralizar o que é do Reino mas sabemos que muitos “irmãos” dão bastante “pano pra manga” para essas pessoas comprometidas contra o Reino… No entanto, eu hoje entendo quando dizem que Deus faz o seu caminho por entre o mar… explico: apesar de tanta coisa triste, mesmo em um meio que na minha impressão é corrupto, Deus conseguiu me alcançar : ninguém pode frustar os Seus planos e Deus realmente usa dos mais diversos meios para isso…Aleluia!

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