É por isso que eu fico em casa: Conheça as marcas que fazem da minha experiência fora de casa, a pior possível.

Dentre todas as atividades disponíveis para entretenimento e lazer, a que eu mais gosto e aprecio é aquela atividade chamada “Ficar em casa”. Desde sempre – e não sei a origem dessa preferência – meu maior prazer sempre foi estar na proteção e conforto do meu lar, mesmo nos finais de semana e feriados.

Confesso que no passado já até tentei dar uma chance às baladas e à diversão das noites, mas todas as tentativas foram frustradas e frustrantes. Não adiantava: eu sentia fome, sono, frio, tédio e MUITA preguiça das pessoas que se jogavam nos rituais do acasalamento (homens e mulheres). Eu já saía de casa com vontade de voltar rápido!

E depois que nos casamos, meu marido e eu resolvemos investir em atividades de lazer e entretenimento caseiras, já que nós dois compartilhamos dessa preferência de estar em casa sozinhos ou na companhia de amigos e parentes.

Curiosamente, o que mais impressiona, é notar que toda vez que damos uma escapolida tentando quebrar um pouco desse ritmo caseiro, somos sempre surpreendidos por alguma experiência negativa que só comprova nossa teoria de que a melhor opção é sempre ficar em casa.

COMPRAS

Na última sexta-feira, minha irmã veio me fazer uma agradável visita no período da tarde. Muito satisfeita, quis aproveitar a companhia dela para ir ao shopping pesquisar/comprar (tudo ia depender), alguns itens de beleza. Meu marido já está num estágio avançado no quesito comportamento de compra, optando sempre por fazer compras online, salvas raríssimas exceções. Dessa maneira, ele é poupado da inconveniência de sair de casa e passar por todos os processos envolvidos numa compra física regular. #excelenteescolha

A essa altura, eu já devia ter aprendido com ele. Mas vocês sabem como as mulheres são… adoram uma vitrine e o famoso “bater perna” sem compromisso.

Já até falei sobre atendimento aqui no blog, e do importantíssimo papel que ele exerce no dia da pessoa, seu humor e estado de espírito. Um atendimento pode tanto proporcionar aquela sensação gostosa de “meu dia ficou melhor”, como também pode despertar sentimentos de desgosto, desprazer e raiva na pessoa exposta ao tal atendimento.

E até o presente dia, eu ainda não havia utilizado o blog como meio para expor e criticar marcas específicas, porque acredito que todo blogueiro (ou formador/multiplicador de opinião em ambientes online e offline) deve ter responsabilidade e imparcialidade sobre os comentários e reviews que faz a respeito de qualquer assunto.

Entretanto, nós, profissionais da Comunicação, compreendemos que as críticas de um cliente para uma marca que se dispõe a ouvir, valem muito mais do que um cliente que guarda pra si suas impressões e descontentamentos. Melhor é ouvir o cliente e identificar os calcanhares de Aquiles, do que incorrer num processo de perda gradativa de mercado sem conseguir compreender onde é mesmo que se está errando.

Logo, o que vamos fazer aqui é muito mais dar uma colher de chá pra essas marcas, do que propriamente aproveitar a audiência pra desabafar e distribuir grosserias aleatoriamente.

CAMPEÃ NÚMERO 1: MAC

Na minha opinião, o Brasil de um modo geral faz muito culto à separação de classes, ao status e ao “eu posso comprar e você não”. E talvez seja por isso que nós brasileiros aceitamos pagar mais caro em tudo o que compramos, ainda que seja pra dar aquela esnobada no vizinho que não pode usar aquela marca top que usamos. Pagamos caro, dividimos de 12 vezes no cartão, entramos no cheque especial só pra viver o status de “eu posso e você não”.

Eu vejo que algumas lojas no Brasil estão incorporando essa cultura do vale quanto pesa, a começar pelo desastroso hábito de julgar o cliente pela aparência e sinais nítidos de compra. É como se o cliente tivesse que conquistar a atenção, cortesia e disposição do vendedor. Ele tem que se mostrar digno disso… não é assim: vai entrando na loja e já ganhando um sorriso e toda atenção do mundo! Primeiro você tem que provar que pode comprar alguma coisa, depois você tem que dar sinais de compra e abolir o bordão “só estou dando uma olhada” do seu vocabulário! Aí fica a julgamento do vendedor avaliar se você merece ou não um atendimento razoável.

Pra mim, aquele piso novo do BH Shopping é uma palhaçada, uma piada. E o atendimento da MAC não poderia ser diferente. Na primeira vez, a vendedora estava à porta da loja se atendo a responder laconicamente o que eu perguntava “sim, não, talvez”. Á porta ela estava, à porta ela permaneceu. Sem disposição para apresentar ou demonstrar qualquer produto. O pior era a minha empolgação para conhecer tudo (porque eu adoro maquiagem) contrastando com o completo desinteresse e desdém da vendedora.

Na segunda vez, já na companhia da minha irmã, era nítida a demasiada atenção que todas as vendedoras dispensavam sobre uma mesma cliente dentro da loja, enquanto eu e minha irmã ficávamos à mercê das migalhas de atenção que essa determinada vendedora se dispôs a dar pra gente. Como não conquistamos nosso direito de sermos bem atendidas, por fim, a vendedora virou as costas e foi bajular a outra cliente, centro das atenções. Fomos ignoradas, a ponto de sairmos da loja sem que sequer alguém notasse. Nenhum “tchau”, conseguimos conquistar.

Infelizmente, a marca MAC pra mim começou a assumir uma personalidade de arrogância e soberba atribuída sobretudo ao atendimento que repetidas vezes encontro em sua loja. Pode até ser que a MAC não seja isso que estou pensando, mas a única experiência de marca que tenho como embasamento é aquela que vivencio dentro das lojas. Ainda que eu viva a emoção de me achar linda com uma maquiagem da MAC, a experiência que sobressairá no meu repertório será sempre essa: aquela vendedora me deu as costas, me ignorou e me desdenhou. De maneira subliminar ela me disse que não sou digna de usar MAC, que não estou à altura da MAC.

Bom, de agora pra frente, a MAC é que não está à minha altura. Enquanto estiver no meu alcance escolher, eu não entro, não compro e não uso MAC. Não porque eu não goste dos produtos, ou do resultado que eles proporcionam…muito antes pelo contrário: seus produtos são excelentes. Mas é que hoje, uma marca tem que ter muito mais do que performance de produto pra me conquistar.

MAC, you failed. Pra eu sair de casa, pagar estacionamento num shopping elitista e passar essa raiva toda?? É por isso que eu fico em casa.

A próxima da lista: Drogaria Araújo.

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6 pensamentos sobre “É por isso que eu fico em casa: Conheça as marcas que fazem da minha experiência fora de casa, a pior possível.

  1. É simplesmente vergonhoso pra uma Shopping do porte do BH Shopping ter q ouvir uma crítica dessas, logo após a sua (quarta ou quinta) expansão. A marca MAC tem q repensar o tipo de funcionária (o) e cliente q quer manter. Ainda bem q temos opções de escolha… Como vendedora nata e futura empreendedora vejo o qto a marca deixa a desejar em termos de atendimento aqui no Brasil. “Alô MAC, vamos repensar quem tá pagando os salários de vcs???????”
    Não é uma crítica para depreciar a imagem da marca, mas q isso sirva de alerta pra eles e pra outros (as) tbm.
    Fica aqui então registrado o meu descontentamento com o BH Shopping e com a MAC.

    • Falou tudo, irmã!
      Espero que a MAC se toque antes que seja tarde. Em pensar que uma marca internacional se esmera para construir seu posicionamento, e de repente, tudo começa a se perder por descuido daqueles que deveriam zelar pelo patrimônio da marca. #tragic.
      Bjkas! =***

  2. aaaaah! que bom ver que alguém pensa como eu! aproveito para citar a BARANGUÉSIMA Victoria’s Secret, que a brasileira insiste em pagar 80 paus num creminho que custa 5 dólares nos EUA e é o “ó” da baranguice! #prontofalei

  3. Oi, Diana!
    Estou sempre conferindo seus post e mais uma vez vi um post com o qual me identifico bastante… tenho esse mesmo sentimento em relação a Farm… Sabe aquela marca que você acha bacana as roupas e etc mas nem por isso se atreve a entrar? E tudo isso devido a um mal tratamento (não necessariamente mal, mas um desdém) que recebi há alguns anos atrás… e olha que a FARM nem é elite…
    uma má experiencia com uma marca pode levar poucos segundos para se formar mas talves nem em anos pode se desfazer! Isso me faz lembrar de um cartaz que dizia, em suma, isso, na loja da ADCOS. Acho que uma especie de “lembrete” aos vendedores…
    Agora o que não entendo é que, pelo o que se sabe, não dá para ser “rica” sendo vendedora no shopping então de onde vem tanta impáfia dessas pessoas?? ( e como se ser rica também fosse licensa para arrogante… aff)
    bjs

    • Olá Priscilla! Que bom saber que você está sempre por aqui 🙂 Adorei!

      Concordo com você: uma experiência negativa pode se manter viva em nossa memória por muito tempo! E cientificamente falando, é muiiiiiito caro pra uma marca reconquistar um cliente perdido.

      Realmente, é como você disse, não dá pra entender de onde vem esse comportamento… vejo que existe uma ignorância generalizada, de raízes tão profundas que tornam preguiçoso o processo de mudar e fazer diferente pelo cliente.

      Obrigada pelo comentário e volte sempre pra trocarmos figurinhas 😀
      Bjkas! =***

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