Sinal de vida!! :D

Ei, gente querida e amada!!

Estou escrevendo rapidamente pra dizer que estou bem, e pra agradecer em especial àquelas leitoras que sentiram minha falta e me deixaram algum recadinho! :) Muito obrigada por se lembrarem de mim!!

A vida anda corrida e por isso me ausentei por tanto tempo! Como ainda estou muito envolvida em outras atividades, não posso dizer quando exatamente irei retomar os posts e vídeos… Mas quero que saibam que penso em vocês todos os dias e que meu carinho é grande!

Um beijo cheio de saudades no coração de todas, e muito obrigada pela compreensão e amizade!! =***

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Etiqueta: visitas e anfitriões! Dilemas e algumas dicas básicas

Eu, graças a Deus e ao meu modesto círculo de convívio social, não tenho rigorosamente nada a reclamar das minhas experiências como anfitriã ou como convidada na casa de quem quer que seja. Toda vez que recebo ou sou recebida por amigos e familiares, tenho sempre aquela sensação prazerosa de que o tempo não passou, e acabo inclusive ficando meio triste e #xatiada quando dá a hora da despedida. :)

Entretanto (e infelizmente) calculando pelos e-mails que recebo, parece que muitas pessoas não podem dizer o mesmo de suas experiências. A propósito, já recebi relatos alarmantes de anfitriãs que pouco faltam entrar em pânico quando determinadas visitas chegam em suas casas… para passar alguns dias… que parecem uma eternidade.

Elas contam que são aquelas visitas pesadas, que atrapalham o andamento da casa, dão trabalho, não se dispõem a ajudar em nada e, além de tudo, são muito, mas muito difíceis de agradar. Em muitos casos (o que inclusive torna a situação ainda mais constrangedora e delicada) tratam-se de familiares muito próximos e queridos, que agem de forma descuidada e sem limites por mero excesso de intimidade ou por puro abuso mesmo.

Daí quando leio estes e-mails, fico pensando em como é muito mais fácil ser anfitriã de visitas legais, com papo legal, com atitude legal, com postura legal… tudo legal! E penso também em como o simples ato de ir à casa de alguém, coisa boba e elementar, se torna um problema grave que se não tratado adequadamente, pode chegar a destruir as relações entre as pessoas.

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Por isso hoje, quero usar da liberdade que recebi dessas moças que me escreveram, para trocar uma idéia com vocês a respeito do que pode ser feito em situações delicadas como estas. Não sou a dona da verdade, mas gostaria de dividir alguns pensamentos que tenho sobre o assunto…

Na minha opinião, tudo fica mais claro e até auto-explicativo quando entendemos que *etiqueta* é um conjunto de normas e princípios, que nos dão aquela referência de comportamentos *esperados* de nós nos mais diversos ambientes e situações sociais. Ou seja, etiqueta tem a ver com a expectativa das pessoas de determinado ambiente e situação social, em relação à minha postura e comportamento.

Exemplo: qual é a expectativa de comportamento num restaurante? Que os clientes se sentem à mesa, comam com talheres e paguem a conta antes de irem embora. Qualquer cliente que esteja comendo em pé, usando as mãos ao invés de talheres, e que vá embora sem pagar a conta, está agindo de forma contrária à expectativa.

Logo (pensando de forma simplista) para dominarmos a arte da etiqueta, é importante que conheçamos e nos aprofundemos neste universo das expectativas.

Se vou à casa de alguém seja para uma visita rápida ou para passar alguns dias na companhia do dono da casa, eu preciso então pensar na expectativa que existe ali em relação ao meu comportamento, e à maneira como devo me relacionar neste novo ambiente. Se sou um amigo muito íntimo, quais são as expectativas? Se sou um parente distante, quais são as expectativas? Se sou um familiar de convívio mais próximo, quais são as expectativas?

Coloque-se no seu lugar, e se faça esta pergunta sempre, e você nunca vai errar. E tenha sempre em mente que sendo a casa de quem for, a sua casa fica em outro endereço. E quando você for embora, deixe saudades e um gostinho de “quero mais”. Seja uma visita querida, que retribui o carinho e generosidade de seu anfitrião, servindo de acordo com suas habilidades e com a rotina da casa.

Não seja um hóspede que se comporta como se estivesse num hotel ou pensão. Não seja um peso.

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Quanto ao anfitrião que recebe alguém para uma visita rápida ou que, principalmente, recebe uma ou mais pessoas por períodos mais prolongados, aí vai uma dica: faça tudo pelas suas visitas! Agrade, paparique e mime muito! Mas faça tudo isso respeitando aquele limite em que você começa a deixar de aproveitar a companhia dos seus queridos para dar atenção às obrigações.

O melhor que você pode e deve oferecer às suas visitas é você mesmo e sua companhia! Se suas visitas são pessoas mais íntimas (familiares ou amigos), não há problema algum em “comunicar” as expectativas! Não se sinta constrangido e recrute ajuda quando precisar! Ou, se sua visita se oferecer a ajudar, aceite de bom grado!

Agora, se suas visitas são pessoas com quem você tem pouco convívio ou intimidade, minha sugestão é sempre recrutar uma ouuuuuutra pessoa, que não faça parte das visitas, pra te dar uma mãozinha! Convoque o filho mais velho, o marido/esposa, a irmã, uma amiga mais chegada, a cunhada… Alguém que fará parte da diversão, mas com um papel diferenciado, te auxiliando nas atividades de anfitriã!

Porque se você tem alguém pra te ajudar com as obrigações do dia-a-dia, seja da maneira que for, certamente você passará mais tempo de qualidade com suas visitas!

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É claro que, mesmo observando tudo isso que conversamos até agora, ainda assim existem situações em que todos os recursos se esgotam e não nos resta nada além do bom-senso: aquela última reflexão que a gente costuma fazer pra responder a vários dilemas de etiqueta e também às seguintes perguntas – 1) Vale a pena brigar por causa de uma visita que vai embora daqui a dois dias? 2) Vale a pena brigar por um episódio isolado que talvez nem venha a ocorrer mais? 3) Será que se eu confrontar minha visita eu vou resolver o problema ou criar um outro ainda maior? 

Infelizmente, algumas pessoas não sabem como se comportar por absoluta descortesia ou ignorância mesmo… às vezes nem é maldade. E é você, como anfitrião, que precisa decidir entre confrontar ou seguir amando sua visita com todos os defeitos que ela tem e com toda a raiva que ela te faz passar. (Fiquei com vontade de rir.rssss)

De todos os modos, acho importante dizer que se o anfitrião se sente desrespeitado ou invadido em sua própria casa, ele deve sim confrontar sua visita de modo a evitar que a cena se repita novamente. Nestes casos, sou mais a favor de um “climão” de momento, do que da postura de ficar guardando aquele ressentimento durante todo o período da visita.

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Enfim! Sei que muitas pessoas podem  dizer que “etiqueta” demais mata a espontaneidade da visita e só serve pra carregar a atmosfera com chatices e formalidades…  Mas eu discordo fortemente. Etiqueta, bons modos e maneiras ENFEITAM e aprimoram as relações (que já são naturalmente belas e tem bases profundas na sinceridade e no amor).

Pra mim, de nada vale quem se diz espontãneo, autêntico ou até mesmo irreverente, se o resultado do seu comportamento é aborrecimento, mágoa e tristeza…

Bom! Acho que é isso por hoje! Me contem nos comentários se vocês já passaram por situações parecidas e como procederam! Espero que tenham gostado e um grande beijo!! =***

NOVO VÍDEO: Disciplina nos treinos, algumas dicas rápidas!

Ei, pessoal!! Espero que tenham passado muito bem de fim-de-semana! :)

O vídeo de hoje é na verdade uma resposta bem objetiva aos diversos questionamentos que recebo sobre como manter a disciplina nos treinos. Quis dividir algumas dicas e palavras de encorajamento pra que a gente consiga se desafiar a manter uma rotina regular de exercícios físicos…

Naturalmente, existem muitas outras técnicas e estratégias, e cada pessoa se adapta melhor àquelas que mais tem a ver com seu perfil. Mas é necessário partir de algum ponto, e eu espero que este vídeo te ajude a descobrir qual a melhor técnica e estratégia pra te manter ativo e comprometido com seus objetivos fitness! ;)

Um grande beijo e boa semana!! =**

Um pouco da história de Perpetua! (alerta de post gigante!)

Eu sempre quis ter acesso a uma obra que reunisse os principais pensamentos e idéias de mulheres reais que passaram pela terra desde o início da civilização. Mulheres do mundo inteiro e de todas as idades, que de alguma maneira marcaram a história e fizeram com que seus nomes ganhassem fama ainda que milhares de anos mais tarde…

Daí pesquisando, encontrei este livro chamado Sacred Voices – Essential Women`s wisdom Through the Ages (Vozes Sagradas – Sabedoria Essencial das Mulheres ao longo das Épocas), escrito/editado pela escritora Mary Ford-Grabowsky que é doutora em Teologia e Espiritualidade.

O livro faz um apanhado das principais figuras femininas que se destacaram na história por sua sabedoria e espiritualidade em diversas épocas e lugares do mundo, contando um pouco do que se sabe e do que se tem documentado sobre a vida e obra de cada uma. Um primor, de fato!

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Confesso que fiquei um pouco desapontada quando iniciei minha leitura, por achar tudo muito fragmentado, sem sentido e desconexo. Não conseguia me identificar com nenhuma daquelas mulheres, e cheguei a considerar abandonar o livro de vez. Porém um dia, folheando as páginas sem compromisso ou intenção de ler, me vi numa parte do livro com histórias muito mais coesas, e com uma narrativa bem mais detalhada e interessante!

Foi nesta parte que li várias histórias fantásticas, como a história de Dhuodana (803 – 843), uma francesa que depois de ter sido forçosamente separada de seus dois filhos, resolve então escrever um livro intitulado “Um manual para William” direcionado ao seu filho mais velho de 16 anos, pois o nome de seu caçula que ainda era bebê, ela sequer sabia.

Sua intenção com este livro era transmitir aos seus filhos todo aquele legado de ensinamentos e lições de mãe, que ela infelizmente não teria a oportunidade de transmitir pessoalmente ou  através da convivência. Achei a coisa mais linda e pura a maneira como ela introduz o livro ensinando a William quem é Deus e como amá-Lo e adorá-Lo… Ela pede encarecidamente que ele repasse estes mesmos ensinamentos a respeito de Jesus ao seu irmãozinho, quando ele crescer.

Dhuodana também desafia seus filhos a sempre buscarem a paz com todos os homens e, sobretudo, a perseguirem o conhecimento através de muitos, muitos livros… Pouco tempo depois da conclusão do livro “Um manual para William”, Dhuodana morre, no ano de 843.

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Agora, a história que realmente me marcou e me deixou de cabelo em pé, foi a história de Perpetua (182 – 202), da Tunísia! Basicamente, e por ser cristã, ela se recusa a participar do sacrifício anual aos deuses romanos (que era obrigatório a todos os cidadãos de Roma), e acaba sendo presa juntamente com sua criada, que por sinal estava grávida e deu à luz na prisão!

Perpetua tinha 20 anos e um bebê que ainda mamava no peito. Em seu diário, ela descreve as diversas visitas que seu pai lhe faz na prisão, implorando pra que ela abandone a fé em nome do seu filho, que ainda era tão dependente da mãe… Numa das primeiras visitas, ela toma um vaso nas mãos e diz ao pai: Por acaso este vaso pode ser chamado de outra coisa que não seja “vaso”? Eu, da mesma maneira, não posso ser chamada de outra coisa que não seja “cristã”, porque é o que sou.

Ela não nega sua angústia, culpa e ansiedade em relação ao seu filho, e ora a Deus pra que providencie uma solução. Foi quando ela obteve permissão para manter o bebê junto dela no cárcere até o dia da execução de sua pena: morte na arena por animais ferozes.

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Até então, ela ainda não havia orado a Deus a respeito da pena imposta, e se por acaso Ele a haveria de livrar das mãos das autoridades romanas. A pedido de seu mui querido irmão, Perpetua ora, e Deus lhe dá um sonho em resposta:

Então eu vi uma escada de bronze que chegava até o céu, e em sua base, havia um dragão. Eu orei em nome do Senhor, e o dragão se agachou. Pisando em sua cabeça, eu subi a escada até o topo… E um homem de cabelos grisalhos, rodeado por milhares de pessoas vestidas de branco, se dirigiu a mim e disse: Bem-vinda, minha filha! Ao que eu respondi: Amém!

Diante desta resposta, Perpetua conheceu o destino que a aguardava… E a partir daí, ela passa a orar diligentemente pedindo a Deus que console seus familiares, cuide de seu bebê, e a ajude a enfrentar a dor física que dali em breve viria a sentir na carne.

Pouco tempo antes de cumprir sua sentença de morte, Perpetua sentiu de Deus o conforto de que seu filho não passaria fome pois já não precisaria mais do leite materno. Um sinal recebido foi o alívio da dor e da sensação de pressão nos seios que ela sentia constantemente, mas que agora já não sentia mais.

E a história de Perpetua termina assim: ela na arena com um animal feroz, e depois de alguns golpes e diante da impaciência da *platéia*, a espada de um soldado romano lhe tira a vida.

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É claro que Perpetua não foi nem a primeira e nem a última mártir cristã… Mas quando tento imaginar e mensurar o tamanho de tudo o que ela sentiu, e as decisões de coragem que ela precisou tomar para cumprir o desígnio de Deus, chego a estremecer. O nível de desprendimento de Perpetua é algo realmente impressionante. Ela se desprende do sentimento de culpa por ser mãe, da necessidade de ser aprovada e aplaudida por suas decisões, e principalmente: ela se desprende do direito de ser livrada!

Fico pensando em como nossos corações estão cada vez mais investidos no lugar errado. A supervalorização dessa vida não nos deixa ver a história de Perpetua sem aflição e tormento… Será que pensamos como seu pai, que certamente acreditava que Perpetua mais perderia (pelas coisas que ela deixou pra trás), do que ganharia (pelas coisas que a aguardavam ao lado de Jesus)?

Eu mentalizo o céu e me pergunto: Isso aqui que eu conheço como vida vale mais do que a vida eterna ao lado de Jesus, que eu não conheço, mas que pela fé eu sei que é muito maior? Será que essas perguntas nada mais são do que o reflexo do que tem sido ensinado por aí? De que o evangelho é um meio para alcançarmos não a Jesus e a salvação, e a vida eterna; e sim para alcançarmos as coisas que queremos ter, no aqui e no agora, de acordo com nossos interesses pessoais…?

Ficam as perguntas. Precisamos orar a fim de encontrarmos graça e misericórdia da parte de Deus, pra que Ele nos endireite e não nos deixe viver enganados. Espero que este post e a história de Perpetua nos ajude a avaliar o lugar onde se encontram nossos corações…

NOVO VÍDEO: Upgrade de Imagem – Organização pessoal e gestão do tempo!

Sim, você leu certo! É vídeo de Upgrade de Imagem!! / / /

E com um tema que tem tudo a ver com início de ano, com retorno ao trabalho e às aulas: Organização pessoal e gestão do tempo!

A essa altura, vocês já devem saber que eu prefiro os princípios às regras, e que por isso sempre tento transmitir em meus vídeos/textos os fundamentos por trás daquele tema, ao invés de ficar ditando regrinhas que às vezes são bem inaplicáveis e fora da realidade.

E com o vídeo de hoje não foi diferente! Quero dividir com vocês algumas idéias que nos ajudem a pensar a maneira como nos organizamos e gerimos nosso tempo… cada um pode olhar pra si e trazer para sua própria realidade o conteúdo do vídeo. ;)

Espero que sejam úteis as dicas e me contem nos comentários como vocês se organizam no dia-a-dia!

Bjkas!! =**

Mulher mais feia do mundo! #prontofalei

Certa vez, num dia comum de trabalho, escutei sem querer duas pessoas na sala ao lado conversando sobre mim, e se de fato eu merecia o título de “mulher bonita” ao lado das outras tantas “mulheres bonitas” que trabalhavam naquela mesma empresa. A discussão parecia bastante polarizada… Uma das partes defendia meu “título” resolutamente, enquanto a outra se atinha a dizer sem reservas: “acho ela feia!”

Era a primeira vez que ouvia alguém se referir à minha pessoa e imagem usando este adjetivo, e eu simplesmente não conseguia acreditar na dureza dos seus efeitos. Ali mesmo pedi a Deus: “Jesus, me traz à memória quaisquer situações em que eu tenha usado este mesmo adjetivo pra me referir a quem quer que seja … quero pedir perdão por todas elas.”

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Nossas preferências “estéticas” são legítimas, mas não acredito que elas devam ser usadas indiscriminadamente como forma de se marginalizar todo o resto. E o que falaram, a despeito da tristeza que senti no momento, produziu em mim muito mais temor e consciência, do que propriamente uma urgência de realizar uma auto-análise da minha aparência.

Temor porque, através deste episódio, pude me dar conta de que sou responsável pela dor que produzo nos outros  (ainda que não tenha sido minha intenção); e consciência porque, se houve uma discussão polarizada, então obviamente existem no mínimo dois lados, duas verdades e duas maneiras distintas de se olhar pra uma mesma coisa.

Podemos gostar mais do azul do que do amarelo. Menos do verde e mais do rosa… Mas nossas preferências são apenas preferências, e não uma conjunto de verdades absolutas a respeito do universo ao qual elas pertencem. Assim como o doce não pode ser considerado melhor ou pior do que o salgado, uma coisa ou pessoa também não pode ser classificada como mais bonita ou mais feia do que uma outra coisa ou pessoa. Não se trata de uma escala ou graduação, e sim de diferenças.

Lizzie-Velasquez

O belo não é propriedade de ninguém. Ele é livre, atemporal, transcendental e não se pode limitar às nossas noções/padrões de beleza de uma época, ou ao gosto particular de cada um. O belo não é só aquilo que a gente consegue enxergar segundo nossas crenças e convicções pessoais, porque ele independe dessas coisas.

Acredito que tudo o que é bonito produz sensações, e por isso tende a passar por nossos cinco sentidos (ou seis?). Porque o belo é grande demais pra caber só nos olhos. Tem que sentir, ouvir, degustar … Tem que questionar essa mente viciada que apenas vê de um jeito, não muda o ângulo, não faz curvas, não faz concessões.

Tome como exemplo as palavras de Lizzie Velasquez (vídeo abaixo), **considerada** a mulher mais feia do mundo, e me diga se o belo não é mais do que os olhos conseguem ver. Somente uma pessoa muito bela conseguiria ser doce, centrada e bem humorada diante de uma doença rara, ou diante das milhares de pessoas que escreveram nos comentários do Youtube coisas horrorosas como: “Por que você não coloca uma arma na cabeça e se mata? ou “Queime-a com fogo!”.

A história de vida da Lizzie Velasquez  é inspiradora e só tem a nos acrescentar expandindo nosso olhar e desafiando nossa mente! Espero que fiquem vidradas, como eu fiquei!

Bom vídeo e até breve!! =**

P.S. Para assistir em Português, abra o vídeo no Youtube, vá em “captions”, selecione a legenda automática em Inglês e depois clique em “traduzir legenda” selecionando o idioma Português.

Uma estratégia intrigante para alcançarmos ainda mais vidas!

Quando viajei de avião pela primeira vez, não me lembro exatamente se senti medo, pânico ou ansiedade excessiva. Também não me lembro o nome da companhia aérea, pra onde estava indo, nem o ano em que essa experiência se passou.rsss (#dora #continueanadar)

De todos os modos, consegui salvar uma lembrança bem vívida de quando os atendentes de bordo enunciam (e meio que interpretam!!) aquelas instruções de segurança! Primeiro me lembro que conversei durante as explicações, e aí uma aeromoça olhou pra mim com cara feia e fez um sinal de “cala a boca, por favor”. rssss

E depois me lembro de um trecho das instruções que dizia algo mais ou menos assim:

Em caso de despressurização máscaras individuais de oxigênio cairão automaticamente. Puxe uma delas, coloque sobre o nariz e a boca e respire normalmente. Auxilie crianças ou pessoas com dificuldade somente após ter fixado a sua máscara.

Este trecho me marcou tanto com sua lógica e simplicidade, que até hoje quando viajo de avião acabo ouvindo as instruções de segurança de um jeito diferente e especial…

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Já até li alguns outros textos e meditações que também foram escritos a partir desta mesma “metáfora” das máscaras de oxigênio, e achei bastante curiosa a maneira como a maioria deles toma esta instrução como um ato insolente de egoísmo(Ainda que no desenrolar dos argumentos, todos eles eventualmente concordem que é a coisa mais certa a se fazer.)

No meu caso em particular, esta instrução confrontou minha ignorância tão fortemente, que nem tive muito prazo pra fazer julgamentos e classificá-la como egoísta ou não, ou como qualquer outra coisa. Digo ignorância, porque pela falta de conhecimento, fiz festa com um enunciado óbvio que já deve vir de muitos anos da prática de aviação e que não é nenhuma novidade no mundo.

É possível sim que muitas pessoas construam discursos e posturas egoístas a partir desta metáfora, dizendo - “com licença, primeiro eu!” - com base na lógica pura e simples que o enunciado de segurança oferece. Podem inclusive tomar essa verdade como estilo de vida, propagando aos quatro cantos do mundo que se cansaram de fazer pelos outros, e que agora querem mais é cuidar de si próprios e serem felizes. 

Podem tudo isso e mais um pouco, enquanto seguem se esquecendo que a lógica do enunciado é mais do que uma desculpa para viverem uma vida centrada em si próprios. O enunciado é lógico não só por que nos ensina a sobrevivência, mas também porque nos ensina a maneira certa de ajudarmos os outros.

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Egoísmo é quando fazemos por nós em primeiro lugar em detrimento dos outros. E o enunciado não nos ensina esta postura. Ele não diz: “coloque sua própria máscara e se esqueça do resto”. Ele diz: Coloque a sua primeiro, pra que assim você possa ajudar quem estiver do seu lado.

Faça por você, mas faça pelo outro também!! Garanta a sua vida, porque ela certamente será a garantia de vida de muitas outras pessoas!

Me entendam bem: não estou repetindo aqui aquele mesmo sermão do “se você não gostar de si mesmo, quem vai gostar? etc, etc, etc, etc”. Estou falando de uma estratégia lógica para alcançar e impactar um número maior de vidas!

Um pai que se mata de trabalhar, se alimenta mal, não se exercita, não vai ao médico e não tem um sono de qualidade, FATALMENTE exibe menos energia, menos atenção e e menos capacidade de influenciar e impactar a vida de sua família.

Mas se ele tira uma hora de seu dia para dedicar a si mesmo e fornecer ao seu corpo/mente/espírito o cuidado necessário, ele FATALMENTE terá mais energia, mais atenção e ainda mais capacidade de influenciar não só a vida de sua família, mas a vida de todo mundo que o cerca. É estratégia para alcançar mais vidas, e não um ato de egoísmo! 

Isso vale para as mães, para os filhos, para os empresários, para os professores, para os pastores, para as esposas… pra todo mundo que deseje ser luz e bênção na vida dos outros…

As famílias, empresas, escolas e igrejas não precisam de heróis, nem de gente que faz mágica! Precisam de pessoas com saúde e energia pra trabalharem no plano de Deus, cada um segundo seu chamado e competência! Se a gente se dispuser a fazer a parte que nos compete, Deus certamente nos dará o ânimo e refrigério que eventualmente venham a faltar… Ele é fiel.

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Pense no “tanto mais” que você poderia fazer por todo mundo, e no “tanto mais” que você poderia dar aos outros, e no “tanto mais” que você poderia servir ao próximo, se adotasse esta estratégia!

A motivação por trás do “dar a si mesmo primeiro” não é fazer mais para si do que para os outros! É dar para si JUSTAMENTE E EXCLUSIVAMENTE pensando em poder dar AINDA MAIS para os outros!

Sei que esta estratégia gera um pouco de insegurança e apreensão, principalmente naquelas pessoas que já há muitos anos vivem sem tempo para si mesmas. Mas até Jesus, com toda sua agenda apertada, tinha seus momentos de se retirar e orar em particular… de se nutrir primeiro pra que pudesse ser alimento para os outros.

Devemos aprender com Seu exemplo e fazer o mesmo!

Vamos aproveitar o final de semana para aplicarmos um pouco desta estratégia! E obrigada por terem me lido até aqui!

Bjkas e até breve! =**

Relacionamentos amorosos tem importância?

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Dos pedidos e sugestões que sempre recebo para tratar em post ou em vídeo aqui no blog, o assunto “relacionamentos” é com certeza o mais recorrente. E curioso. E simpático.

Parece que este aspecto da vida (da mulher principalmente), exerce uma importância tão grande e taxativa sobre sua capacidade particular de ser e se sentir feliz, que os outros aspectos passam a inevitavelmente se posicionarem de maneira bastante secundária e com valor reduzido. O que inclusive não é exatamente errado ou ruim, já que os relacionamentos devem sim ocupar as primeiras e mais honrosas posições no ranking de nossas prioridades.

Talvez o desajuste nesta organização de prioridades esteja não em dar a devida importância aos relacionamentos (porque isso é legítimo e todo mundo concorda), mas sim em não saber e não tratar daquilo que realmente seja importante nos relacionamentos.  Ou seja, dar importância aos relacionamentos não é tudo, não basta.

Para exemplificar, me vem à memória um filme que assisti este final de semana baseado em fatos reais, (The Iceman – 2012), que conta a história de Richard Kuklinski, um homem que durante anos mente para a esposa e filhas dizendo que trabalhava no mercado financeiro, até o dia em que finalmente é preso, em 1986, e todos descobrem sua verdadeira  atividade profissional: assassino de aluguel.

O filme retrata um homem extremamente frio e indiferente às vítimas de quem lhes tirava a vida. Inclusive, há relatos de que vários de seus assassinatos foram praticados com requintes de crueldade física e psicológica.

Entretanto, e muito curiosamente, este mesmo homem gélido e truculento se mostra ser um verdadeiro adorador e devoto de sua família, em especial de sua esposa Debora. As cenas exibem um marido carinhoso, que cobre a esposa e as filhas de presentes caros e que não tolera qualquer maldade ou intenção de ofensa contra elas.

A importância que ele atribuía à sua família era gigante, e ninguém vai dizer o contrário. Contudo, ele não soube, ou simplesmente sabia mas negligenciou, aquilo que tinha importância  na relação com sua família: o respeito, a lealdade, a honra e a verdade. Por consequência disso, uma esposa ficou sem marido, ultrajada e humilhada pela ocasião de sua prisão em 1986, e, o mais triste, duas filhas ficaram sem pai.

E é exatamente isto que tem acontecido nas relações amorosas de hoje, salvaguardando as devidas proporções, é claro.

Pessoas que insistem na importância que dão aos seus relacionamentos, mas que não se esforçam (por preguiça ou por falta de consideração pelo outro), para tratar e aplicar as coisas que são importantes nestes relacionamentos. Inclusive, quando paro pra pensar, chego à conclusão de que essa importância é, na realidade, uma necessidade social e de status que se disfarça de importância quando convém. É uma necessidade escondida que se apresenta ao mundo com cara de importância.

Certa vez, e isso já faz muitos anos, me encontrei com uma amiga que não via há algum tempo, e ela me atualizou dizendo que tinha se separado do marido por um milhão de motivos. Mas que gostaria de reatar “porque ficar sozinha tá por fora.” (coloquei entre aspas porque são palavras da própria!)

Vejam bem: parece que a importância que damos aos relacionamentos não está associada ao valor intrínseco e verdadeiro que os relacionamentos tem em si. A importância que damos aos relacionamentos está associada à maneira como usamos estes relacionamentos para resolver nossos problemas de status, insegurança e auto-estima.

É como ter em casa uma obra de arte linda e rara, e pregá-la na parede com o propósito de disfarçar ou esconder um defeito na pintura, ou uma infiltração. A obra de arte tem seu valor próprio por ser quem ela é e pronto. Mas quando eu faço uso dela com a finalidade errada, eu a desmereço e reduzo seu valor a nada.

Um relacionamento é algo fino, raro e precioso que deve receber o tratamento do qual é digno de receber. E em muitos casos ele é tratado meramente como o quadro raro pregado na parede para esconder uma infiltração.

Não tenho a receita para o “sucesso” num relacionamento amoroso, como às vezes sinto que seja a expectativa de algumas pessoas. E mesmo se eu tivesse, não acho que esta seja a melhor maneira de ajudar… Minha ajuda é esta que vocês já conhecem: propor os pilares e fundamentos para  uma reflexão sincera, e, a partir dela, a gente aprende a pensar a própria vida e começa então a corrigir os desvios.

Seja lá como for, e respondendo à pergunta do título do post, relacionamentos tem sim muita importância! Não as partes A e B que formam o casal isoladamente, mas o relacionamento em si é um verdadeiro presente pra quem sabe aplicar as coisas que são importantes para seu aprimoramento constante :)

Por isso, cuide do seu. Aprecie. Valorize.

Conversa aleatória, mais uma semana!

Ei, pessoal! Espero que estejam bem e cheios de disposição pra começarem esta semana :)

Não sei vocês, mas eu tenho observado (até com um certo temor) que o tempo tem passado muito mais rápido do que usualmente… Acho que é a síndrome do “estou-chegando-nos-30″, somado a um grande desejo de que Jesus retorne logo.

Na semana passada, tive jornadas intensas de trabalho de 12/13 horas por dia, sentada em frente o computador até o bumbum ficar quadrado e com câimbra! Treinei todos os dias, diligentemente, e ainda incluí um treino light de cardio e alongamentos no domingo, pra contrabalancear as longas e ininterruptas horas que passo sentada e imóvel, exercitando somente os dedos no teclado e a massa cinzenta.

Há pouco tempo, quando passava praticamente o dia todo trabalhando sem muitas pausas, eu entendia que meu dia já havia me rendido o suficiente, e que tudo o que eu precisava era tomar um banho e pular na cama. Tinha aquela sensação de “eu-já-dei-tudo-de-mim”, e me via no direito legítimo de ser perdoada por não ter tido comunhão com Deus naquele dia, lido um livro, dado atenção e carinho para meu marido, ou feito uma rotina de treino, fosse ela curtinha, de 12 minutos apenas!

Quem cuida do espírito, das relações, do intelecto e do corpo, vive melhor e mais feliz.

Este cuidado se traduz em investimentos reais de tempo e energia, em áreas basilares, não em coisas periféricas que não impactam a qualidade de vida, e só geram desperdício. [Investir no que é importante, essa é a chave.]

Não é o tempo que tem passado mais rápido. É o nosso jeito de investí-lo que nos dá esta sensação de dias abreviados… O dia continua com suas 24 horas de sempre, nem mais nem menos… mas por não sabermos definir com firmeza as prioridades de nossas vidas, a percepção que fica é que realmente não nos sobra tempo ou energia para termos comunhão com Deus, ou pra ler um livro, dar atenção e carinho para o marido, ou fazer uma rotina de treino, seja ela curtinha, de 12 minutos apenas!

Todo mundo quer o retorno, mas poucas pessoas querem investir. Ou quando investem, demandam resultados imediatos.

O desafio é estabelecer nossas prioridades e investir nelas com o melhor do nosso tempo e energia. As outras coisas podem ficar pra depois, porque não acrescentam e tomam o lugar de outras coisas mais importantes.

Sei que ninguém é perfeito, e Deus sabe disso melhor do que toda a humanidade junta. Mas eu tenho certeza que Ele dá muita graça pra quem busca com sinceridade um caminho reto e produtivo em Seu Reino… Se colocamos nosso coração nas coisas que agradam a Deus, Ele nos apóia com estratégias e manobras, com ânimo e disposição.

Vamos tentar este desafio? A semana começou agora, e sempre dá tempo de rever uma postura aqui, outra ali :)

Aos poucos, mas com firmeza, a gente chega lá!! Um grande beijo e até breve! =**